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BRAZILIAN HERITAGE JF RAUZIER

Published by pressanalyst, 2018-01-11 19:36:09

Description: This book will be edited in 2018 for the last exhibition in Sao Paulo : Hiperfoto-brasil.com

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1 Hiperfoto-Brasil 1ª edição Brasil Sikana 2017

SUMáRIO TEXTO | TEXTEINDEX Laurent Jumelle 4 Presidente da Caixa Seguradora | Président de Caixa Compagnie d’Assurance Bertrand Dussauge 5 Idealização e coordenação-geral | Idéalisation et coordination générale Marc Pottier 6 | 11 Curador | Commissaire de l’exposition Jean-François Rauzier 12 | 15 BIOGRAFIA | BIOGRAPHIE 199 | 201

3HRITAGE CAMINHADA BRASILEIRA Salvador 17 | 20 HIPERVÍDEOS Arte rua 36 | 37 VEDUTE Veduta RJ1 46 | 47 BABEL Babel 26 igrejas 80 | 81 São Paulo 21 | 24 Balada SP 38 | 39 Veduta RJ2 48 | 51 Babel São Paulo 1 82 Brasília 25 | 28 Metrô 40 | 41 Hipercomunidade 52 | 53 Babel São Paulo 2 83 Rio de Janeiro 29 | 32 Banda Oncal 42 | 43 Veduta SP1 54 | 55 Catetinho 84 Veduta SP2 56 | 63 Poder 85 | 87 Brasília 64 | 65 Codex 88| 89 Justiça 66 | 67 Cidade Baixa 68 | 71 Pelô 72 | 77 Tempestade DEEP LEARNING JOCEMVBPHósúolsroaaciacprraotnitziulazleMiaaallroxalç1aetn1ã12zo13m25to2z37e18o1ó3s2|2r1411i323a4901||21163351 SPIRIT CPCSSSariãaelitonênsetnttBdooácerspi1oan3t1l8ti41c1o84|o561|0141|I41|41g2194r5|7e114ja5 de URBAN ART Arte rua 166 | 167 CdGNHGieuaiidpMbaRaenraedricaeRae8blie0lsaaa|8rl880a810|08|80|8181| 181 TSeãtooFIrgarnecjaiscdoe152 | 155 Vertigo 168 | 169 SVMMGAJaeelaaavblrbatromuiaarrnróvraeueaindll8thzha80ezo0o8|Bo8|08s0881a|01|888|1018|181 São Francisco 156 | 157 O jeito 4 170 | 171 colorido80 | 81 Nossa Senhora 158 JK 172 | 173 Da Cruz 158 Solar 174 | 175 Saludo 159 Azul 176 | 177 Santo 159 Passagem Mikvé 160 Literária178 | 181 Obaluaiyê 160 Arte rua 1 182 | 183 Do Carmo 161 Arte rua 2 184 | 185 Oxóssi 161 Arte rua 3 186 | 187 Batismo 162 | 163 Arte rua 4 188 | 189 Arte rua 5 190 | 191 Arte rua 6 192 | 193 Arte rua 7 194 | 195 HiperAtlântida 196 | 198

4Texte Laurent Jumelle portugues/frances

A beleza do mundo tomou 5a cara dos brasileiros Um país que permite que seus jovens expressem seu dinamismo de forma artística nas paredesInspirado, entre outras coisas, nas colagens de Polaroids pelo de sua cidade, como os criadores 3D encontrados no «Sarasota Chalk Festival» na Flórida, ondeartista britânico David Hockney na década de 1990, Rauzier Eduardo Kobra já foi homenageado. Este movimento permanente nas ruas, específico para astornou-se no início de nosso século, o precursor da montagem megacidades americanas ou asiáticas, Rauzier decidiu capturá-lo com milhares de vídeos quedigital, inventando o conceito de hiperfoto que os estudantes ocupam até 81 telas pequenas em uma projeção sem precedentes!brasileiros em fotografia querem aprender e fazer evoluir Em São Paulo, a benevolência de Jean-François reuniu-se com voluntários da Escola Arca do Sabercom a sensibilidade sul-americana. Esta residência alternada e da ONG Sikana que se beneficiam de algumas das receitas da hiperfoto NEOKID com desenhosde Rauzier no Brasil desde 2015, influenciou incrivelmente de crianças. Hiperfoto-Brasil em São Paulo encerra esse ciclo de hiperfotos brasileiras. Por isso,este artista, hipersensível à benevolência e às alegrias da desejo grandes emoções a todos os visitantes e leitores deste livro. Finalmente, agradeço desdevida. Ele se mesclou com os artistas modernistas deste país o fundo da minha alma, azul, amarelo, verde, toda a minha equipe e funcionários de empresas ee reinventou a técnica palimpsesca com lembranças de instituições públicas que aceitaram confiar em mim, para proporcionar um « Deep Learning » àimagens esquecidas acima dos muros das capitais brasileiras. cultura de todos os brasileiros. Bertrand Dussauge Idealização e coordenação-geralLa beauté Inspiré entre autres par les collages des Polaroïds de l’artiste britannique David Hockney dans les années 90,du monde Rauzier devient au début de notre siècle, le précurseur de l’assemblage numérique en inventant le concept dea pris le visage l’hyperphoto que les étudiants brésiliens en photographie veulent apprendre et faire évoluer avec leur sensibilitédes brésiliens sud-américaine. Cette résidence alternée de Rauzier au Brésil depuis 2015, a incroyablement influencé cet artiste hypersensible à la bienveillance et aux joies de vivre. Il a fusionné avec les artistes modernistes de ce pays et réinventé la technique du palimpseste avec des mémoires d’images oubliées au dessus des murs des capitales brésiliennes. Un pays qui laisse sa jeunesse exprimer son dynamisme de manière artistique sur les murs de leur ville, comme ces créateurs 3D que l’on trouve au « Sarasota Chalk Festival » en Floride où Eduardo Kobra a déjà été honoré. Ce mouvement permanent dans les rues, propre aux mégalopoles américaine ou asiatique, Rauzier a décidé de le capturer avec des milliers de vidéos qui occupent jusqu’à 81 petits écrans dans une projection inédite! A Sao Paulo, la bienveillance de Jean-François a rencontré celle des bénévoles de l’école Arca do Saber et de l’ONG Sikana qui bénéficient d’une partie des recettes de l’oeuvre NEOKID. Hiperfoto-Brasil à Sao Paulo clôt ce cycle des hyperphotos brésiliennes. C’est pourquoi, je souhaite de grandes émotions à tous les visiteurs et les lecteurs de ce livre. Enfin, je remercie du fond de mon âme bleue, jaune, verte, toute mon équipe et les collaborateurs des entreprises et des institutions publiques qui ont accepté de me faire confiance, pour offrir un « deep learning » à la culture de tous les brésiliens. Bertrand Dussauge Idéalisation et coordination générale

6“Hiperfoto-Brasil”por Jean-François Rauzier Marc Pottier Curador

7“Hyperphoto-Brésil”par Jean-François Rauzier Marc Pottier Commissaire de l’exposition

Este artista-fotógrafo, cubista, mosaicista, Pensemos a definição de“hiper”: prefixo, do grego huper,“sobre”, indicando uma posiçãosurrealista, escultor bidimensional,* artista do superior no espaço, uma intensidade ou uma propriedade superior à normal. A palavrabarroco numérico, no contexto das celebrações “intensidade” se adéqua perfeitamente às obras deste artista. Suas fotografias, impressasdos 450 anos da cidade do Rio de Janeiro, nos em formatos enormes, intensificam o mundo sobre o qual ele lança seu olhar. Comapresenta uma “hiperpaisagem carioca” jamais o computador, ele fabrica uma hipercolagem na qual em cada uma de suas obras sãoantes vista. reunidas inúmeras imagens fotografadas durante suas viagens, criando uma espécie deFotógrafo precoce, frustrado com as limitações casamento entre o macro e o micro, o virtual e o real. Desta maneira, ele nos mostra umatécnicas da fotografia, Jean-François Rauzier versão original e excepcional das cidades, das paisagens e dos assuntos que aborda.sempre sonhou com a chegada da imagem digitalcom a qual pôde realizar enfim, em 2002, suas Nós mencionamos o termo “cubismo”. Este movimento artístico consiste na descrição deprimeiras hiperfotos. algo material a partir de diferentes pontos no espaço ao mesmo tempo em que mostra o ato de se mover em torno de um objeto para resumi-lo em diversos ângulos sucessivos reunidos em uma única imagem. Baseando-se nas pesquisas de Cézanne sobre a criação de um espaço pictórico, este movimento abalou a noção de representação na arte rejeitando a simples imitação do real. A realidade perfeita não é mais a temática de Jean- François Rauzier. O olho do espectador perderá sua referência na profusão oferecida e em todos os ângulos abordados. “Às vezes, ver mais largo e mais próximo, parar o tempo e poder examinar todos os detalhes da imagem fixada”, sublinha o artista.Nós podemos igualmente considerar Jean-François Rauzier como um mosaicista à la Signac. Este último era mais preciso que seus >amigos cubistas em seus recortes de cubos coloridos, que eram como que fabricados por uma máquina. A imagem numéricapermite a Rauzier este pontilhismo magistral onde suas bonecas russas se distribuem quase infinitamente. O espectador éconvidado à caça aos detalhes, e se vê tudo ao mesmo tempo, estando todos os elementos de memória do tema abordadoem uma única imagem, deverá participar de maneira paciente e atenta do jogo de reconstituição que é proposto. Se Jean-François Rauzier não fosse fotógrafo, poderíamos pensá-lo como um pintor do sobrenatural que compõe suas obras a partir depequenas pinceladas em uma tela.Mais que as manipulações digitais artísticas como nos trabalhos do fotógrafo alemão Andreas Gursky, as obras de Rauzier nosfazem pensar no grande desenhista francês autodidata Jean-Olivier Hucleux, pioneiro do movimento hiper-realista que surgiuna Europa e nos Estados Unidos em 1969. Nos anos 1980, Hucleux havia realizado também desenhos de “desprogramação”nos quais tentava alcançar as camadas mais ocultas de nossa memória. A “pele” desses retratos figurativos, criados através daassociação de elementos escritos, criptografados, figurativos, geométricos ou gestuais, deixava vir para a superfície fragmentosde uma memória sobre a qual ele não conhecia nem a origem nem os modos de associação, lógicos ou analógicos. Todosesses elementos sobrepostos reconstituíam juntos os retratos realizados pelo artista. Esta exploração havia conduzido Hucleux

9 Revenons à la définition de ‘Hyper’: préfixe, du grec huper, sur, indiquant une position supérieure dans l’espace, une intensité ou une propriétéCet artiste photographe digital, cubiste, supérieure à la normale. Le mot d’intensité se prête bien aux oeuvresmosaïste, surréaliste, sculpteur, artiste du de cet artiste. Ses photographies tirées sur des très grands formats,baroque numérique...a porté son regard intensifient le monde sur lequel il pose son regard. Il fabrique surcaléidoscopique sur les quatre capitales ordinateur un hyper-collage où sont réunies dans chacune de ses oeuvresbrésiliennes : Salvador de Bahia, Rio un nombre considérable des images qu’il a pris durant ses voyages,de Janeiro, Brasilia et enfin la capitale jouant ainsi sur un mariage heureux entre le macro et le micro, le virtueléconomique qu’est aujourd’hui devenue et le réel tout comme l’imaginaire. Il nous livre ainsi une version originaleSão Paulo. et inhabituelle des villes, des paysages ou des sujets qu’il aborde. Nous avons mentionné le terme “cubisme”. Ce mouvement artistique décrit l’observation d’un sujet à partir de différents points dans l’espace en même temps et ainsi l’acte de se déplacer autour d’un objet pour le saisir à partir de plusieurs angles successifs réunis en une seule image. Héritant des recherches de Cézanne sur la création d’un espace pictural,ce mouvement a bouleversé la notion de représentation dans l’art en rejetant la simple imitation du réel. La réalité parfaite n’est pas non plus le sujet de Jean-François Rauzier. L’oeil du spectateur perdra ses repères dans cette profusion offerte et tous les angles abordés. “ Voir à la fois plus large et plus près, arrêter le temps et pouvoir examiner tous les détails de l’image figée” souligne l’artiste.On pourrait tout autant considérer Jean-François Rauzier comme un mosaïste à la Signac. Ce dernier >était plus précis que ses amis cubistes dans sa découpe des cubes de couleurs, qui étaient commefabriqués par une machine. Le numérique permet à Rauzier ce pointillisme magistral où ses poupéesrusses se déploient presque à l’infini. Le spectateur est appelé à la chasse aux détails et s’il voit toutau même moment, tous les éléments de la mémoire du sujet abordé étant livrés en une seule image,il devra se prêter au jeu patient et attentif de reconstitution ainsi proposé. S’il n’était photographe,on pourrait penser Jean-François Rauzier comme un peintre du super-naturel composant sur écranses oeuvres par petites touches.Si le travail de Jean-François Rauzier n’est pas un jeu de hasard, ses compositions sont extrêmementtravaillées, son ‘surréalisme contrôlé’. Il libère la création de toute contrainte et de toute logique. Iltransforme le monde en évitant les sujets préconçus et, comme aimait à dire André Breton, repose

... 10 em seus últimos anos de vida a trabalhar com a informática. Jean-François Rauzier, por sua vez, utiliza-se de um trabalho bem pensado e bem construído com as camadas mais ocultas dos lugares que visita. Ele acredita na realidade superior de certas formas e no jogo desinteressado do pensamento. Porém, mesmo que o trabalho de Jean-François Rauzier não seja aleatório nem inconsciente, suas composições extremamente trabalhadas e seu “surrealismo controlado” acabam por liberar a criação de toda limitação e lógica. Ele transforma o mundo evitando os temas preconcebidos e, como dizia André Breton, faz repousar novas associações sobre certas formas, como a força de um sonho de um mundo sem limites. Assim, personagens, animais, superabundância de objetos, inundações e balões vêm habitar seus generosos panoramas e suas arquiteturas ou paisagens repetidas e misturadas. Nós mencionamos ainda o barroco. Se Jean-François Rauzier é livre de maneirismo como no estilo barroco, ele sabe, com virtuosidade, multiplicar os efeitos de ilusão. Utilizando as possibilidades do digital, suas fotografias “espetáculo” associam as perspectivas dessas composições em um jogo de luz e sombras para obter um novo tipo de realismo. Sem excentricidade, ele brinca com o inesperado visando suscitar a emoção. Seu estilo estruturado trata de maneira abundante sobre o fantástico e sobre a simetria para render homenagem ao patrimônio das cidades onde ele joga seu olhar. Assim, ele recria suas arquiteturas imaginárias e inacreditáveis, utilizando-se de uma procura dos efeitos mais inesperados e teatrais em um estilo que pertence somente a ele e que faz de sua obra algo incrivelmente fora do comum. Esta exposição propõe uma grande viagem carioca em que o espectador poderá reconhecer entre as imagens alguns ícones da cidade, como o famoso Cristo do Corcovado, o Convento de São Bento, o Parque Lage ou a Escada Selarón, na Lapa, ao mesmo tempo em que fará o público quebrar a cabeça na tentativa de identificar certos detalhes de monumentos menos conhecidos dos grandes circuitos turísticos, como a escadaria da Biblioteca Nacional, o Ministério da Fazenda ou o Automóvel Clube. Algumas imagens se tornam grandes caleidoscópios vertiginosos que se transformam às vezes em grandes máscaras mágicas que homenageiam sutilmente o astral da Cidade Maravilhosa. Marc Pottier Curador

... 11 sur certaines formes d’associations nouvelles, tout comme à la toute-puissance du rêve d’un monde hors limite. Personnages, animaux, surabondances d’objets, inondations, montgolfières ...viennent ainsi habiter ses généreux panoramas et leurs architectures ou paysages répétés et mélangés. Nous avons aussi mentionné le Baroque. Si Jean-François Rauzier est sans maniérisme, comme dans le style baroque, avec virtuosité, il sait multiplier les effets d’illusion. En utilisant les possibilités du numérique, ses photographies ‘spectacle’ associent les perspectives de ses compositions au jeu de la lumière et de l’ombre pour obtenir un nouveau type de réalisme. Son excentricité joue sur l’inattendu et vise à susciter l’émotion. Son Style structuré joue abondamment sur le fantastique tout comme la symétrie pour rendre hommage au patrimoine des villes où il jette son dévolu. Il recrée ainsi ses incroyables architectures imaginaires jouant avec la recherche de l’effet le plus inattendu et le plus théâtral. L’artiste manie aussi avec brio les vidéos. Pour São Paulo il présente une incroyable série rendant compte du tempo et de l’énergie de cette ville dont on compare souvent le dynamisme à celui de New-York. Le collage d’images en mouvement devient alors vertigineux et plonge le regardeur dans la quintessence même du bouillonnement pauliste. Cette exposition propose donc un grand voyage brésilien où le spectateur pourra reconnaitre au gré des images quelques icônes des villes qu’il aura parcouru, le fameux Christ du Corcovado, le Couvent de São Bento de Rio ou celui de São Francisco de Salvador, les architectures revisitées d’Oscar Niemeyer en splendeur à Brasilia… mais le visiteur aura aussi à se creuser la tête pour identifier certains détails de monuments moins connus qui auront arrêté l’œil de l’artiste dans ce beau voyage brésilien qu’il aura effectué de 2015 à 2017. Marc Pottier Commissaire de l’exposition

12 Por mais de uma década, tenho navegado e listando grandes cidades como: Cingapura, Pequim, Abu Dhabi, Moscou, Roma, Barcelona, Paris, Nova York, Miami ... No Brasil, fotografei milhares de paredes virgens coloridos ou marcados pelos tempos do rei João VI, os imperadores Dom Pedro ou os presidentes da República das capitais brasileiras, mas a calorosa recepção dos cidadãos brasileiros me inspirou, imortalizar seus sorrisos, uma hiperfotografia da caminhada brasileira de mais de cinquenta metros de comprimento. Assim, realizei nos últimos quatro anos quase duzentos milJean-FrantirosnoRio,Brasília,SalvadoreSãoPauloparacriaresteinventáriodaherança brasileira da humanidade. Depois de quilómetros percorridos a pé nas ruas dessas cidades banhadas por luz do sol e calor, eu digitalizei vários milhares de edifícios, olhares, plantas e obras de arte dos modernistas como Athos Bulcão em Brasília ate Eduardo Kobra em São Paulo ... De volta ao meu ateliê de Paris, cada tiro é limpado; fios elétricos, móveis de rua, veículos, plantas ... Finalmente, eu começo a reunir um ao lado e acima do outro, as fachadas mais bonitas de cada edifício para compor uma paisagem urbana ou“Veduta”, então para obter a imagem ortofotográfica de uma cidade de sonho.

Essas hiperfotos, assim, mostram a memória do patrimônio arquitetônico de uma cidade inteira, ampliada em formato muito grande. Este formato é necessário porque a definição muito alta de meus tiros permite ver uma moeda atrás de uma janela. É para mim deixar um legado para a inteligência das gerações futuras, um testemunho da realidade desses lugares de vida, às vezes ampliando-os. Esta série também permite comparar o que torna as particularidades e as semelhanças dessas cidades cheias de vida. Apaixonado pelo mito de Babel, criei também“Babel”para cada cidade; umarançoistorre constituída por uma compilação de seus edifícios mais emblemáticos. É também uma alternativa poética e humorística às torres desproporcionais que as megacidades constroem em seu crescimento exponencial. Estas duas séries Veduta e Babel, que eu completei após cada viagem, fazem parte de uma coleção maior de obras, como os tópicos idealizados e classificados em « Deep Learning » que lidam com o grande desafio que a humanidade enfrenta no século XXI com a filosofia transhumanista americana que questiona a chance da Criação, a integridade de nossos corpos e nossa consciência.

14 Depuis plus d’une décennie, je parcours et répertorie les grandes villes comme : Singapour, Pekin, Abu Dhabi, Moscou, Rome, Barcelone, Paris, NewYork, Miami… Au Brésil, j’ai ainsi photographié des milliers de murs vierges, colorés ou marqués par les temps du roi Joao VI, des empereurs Dom Pedro ou des présidents de la République des capitales brésiliennes. Mais l’accueil si chaleureux des citoyens brésiliens m’a inspiré, pour immortaliser leurs sourires, une hyperphotographie de cette « ballade brésilienne » de plus de cinquante mètres de long. J’ai ainsi réalisé ces quatre dernières années près de deux cent mille clichés à Rio, Brasilia, Salvador et Sao Paulo pour créer cet inventaire du patrimoine brésilien deJean-Franl’humanité. Après des centaines de kilomètres parcourus à pied dans les rues de ces villes baignées de soleil et de chaleur, j’ai finalement numérisé plusieurs milliers de bâtiments, de regards, de plantes et d’oeuvres d’art ; des modernistes Athos Bulcão à Brasilia à Eduardo Kobra à São Paulo… De retour à mon studio parisien, chaque cliché est alors détouré; les fils électriques, le mobilier urbain, les véhicules, les plantes…Enfin, je commence à rassembler l’une à coté et au dessus de l’autre, les plus belles façades de chaque immeuble pour composer un paysage urbain ou “Veduta” afin d’obtenir l’image orthophotographique d’une ville rêvée.

15 Ces hyperphotos montrent ainsi la mémoire du patrimoine architectural d’une ville entière, tirée en très grand format. Ce format s’impose car la très haute définition de mes clichés permet de voir une pièce de monnaie derrière une fenêtre. Il s’agit pour moi de laisser un héritage à l’intelligence des futures générations, un témoignage de la réalité de ces lieux de vie, parfois en les magnifiant. Cette série permet aussi de comparer ce qui fait les particularités et les similitudes de ces villes pleines de vie. Passionné par le mythe de Babel, j’ai aussi créé des “Babel “ pour chaque ville; une tour constituée d’une compilation de ses bâtiments les plusrançoisiconiques. C’est aussi une alternative poétique et humoristique aux tours démesurées que les mégalopoles bâtissent dans leur croissance exponentielle. Ces deux séries Veduta et Babel que je complète après chaque voyage, font partie d’une plus vaste collection d’oeuvres, comme les sujets idéalisés et classés dans « Deep Learning » qui traitent du grand défi posé à l’humanité du XXIe siècle avec la philosophie transhumaniste américaine qui remet en cause le hasard de la Création, l’intégrité de nos corps et de notre conscience.

16Caminhada brasileira | Ballade brésilienneBrasil (2014-2017) 220 cm x 47.000 cmPags. 17 - 32Salvador, Bahia Pags. 17 - 20São Paulo Pags. 21 - 24Brasília Pags. 25 - 28Rio de Janeiro Pags. 29 - 32

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Caminhada brasileira | Ballade brésilienneBrasil (2014-2017) 220 cm x 47.000 cmPags. 17 - 32Salvador, Bahia Pags. 17 - 20São Paulo Pags. 21 - 24Brasília Pags. 25 - 28Rio de Janeiro Pags. 29 - 32

34HIPERVÍDEOS

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36Hipervídeo Arte rua São Paulo, São Paulo (2017)

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38Hipervídeo Balada SP São Paulo, São Paulo (2017)

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40Hipervídeo Metrô São Paulo, São Paulo (2017)

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42Hipervídeo BandaOncal na Paulista São Paulo, São Paulo (2017)

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44VEDUTE

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47Veduta RJ1Rio de Janeiro (2014) 150 x 250 cm

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49Veduta RJ2Rio de Janeiro (2014) 150 x 250 cm

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