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Revista Série Z #21

Published by Revista Série Z, 2023-06-07 15:52:01

Description: Uma edição para relembrar os velhos tempos da nossa revista, com 11 editorias formando nosso time

Keywords: revista serie z,futebol alternativo,serie z olimpica

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A REVISTA DO 11 HISTÓRIAS, UMA REVISTA FUTEBOL ALTERNATIVO OUT. 2018 -- N.21

A equipe feminina sub-18 de Bangladesh, que foi campeã da primeira edição do Campeonato Sul Asiático da categoria, com direito a uma goleada de 17 a 0 contra o Paquistão. L Assessoria/Bangladesh FF

NOSSO TIME EDITOR, PROJETO GRÁFICO REDAÇÃO e PESQUISA e DIAGRAMAÇÃO, Gustavo Johnson REVISÃO, REDAÇÃO E João Victor Cardoso PESQUISA Leandro Santiago Felipe Augusto AGRADECIMENTOS Kaike Duarte Maurício Wiklicky onde estamos revistaseriez.org issuu.com/seriezrevista cdf/revistaseriez

E 6 S C ABRE ASPAS A Liberdade de torcida L A 8 18 24 Ç Ã CONEXÃO FUTEBOL APITO INICIAL LADO B O Entrevista: Nathan Ribeiro Um dia histórico Bernardo na Segundona Saudita! 30 2-3-5 O Leeds United de Bielsa 38 44 BOLA DE CAPOTÃO GUIA Os forasteiros da Sul-Americana Tocantinense 2a Divisão 2018 62 66 ESCUDINHOS CORTA-LUZ Segundona Feminina da Argentina A Série C da Champions 70 82 SÉRIE OLÍMPICA E-SÉRIE Z Entrevista: Roberta Avery Setembro em textos

68 18 24 30 38 44 62 66 70 82

ABRE ASPAS Torça para quem você quiser Eu, você, nós! Tanto faz, mas cada um tem uma ideologia, um pensamento de vida, um modo de ver a sociedade. Diariamente, acessamos nossas redes sociais (não que seja a melhor forma de se analisar isso, mas não deixa de ser uma referência) e, pelo menos no meu caso, vemos muitas opiniões que se assemelham ao que temos. Acredito que ocorra na maioria das vezes. Porém, algo incomoda quando essa preocupação social, que muitos têm na vida, não se assemelha a esta visão no esporte, mais especificamente, no futebol, o desporto de massa do Brasil. O esporte é um reflexo da sociedade, mas há discursos que se diferem em muitos casos, como por exemplo, o clube que você torce. Há vários casos de torcida: aqueles que torcem para um clube grande que não é da cidade onde reside; os que torcem para os clubes pequenos da cidade onde moram/ nasceram; os mistos; os que torcem para um clube europeu (grande ou pequeno); aqueles que torcem por uma equipe grande e residem na cidade, entre outros. 6

São diferentes casos, que que não se enquadrem no “seu possivelmente você conhece pelo estilo de torcer” e colocar no menos uma pessoa que se enquadre mesmo balaio! O balaio da em algum tipo. E você pode me generalização! Generalização, uma perguntar, o porquê de tanta gente palavra triste, que serve apenas se incomodar e apontar o dedo em casos específicos, mas que para uma escolha que é sua? “Você no geral denota uma falta de tem que torcer para o clube da tua vontade de conhecer. Cada ser, cidade! É um absurdo!”. É assim indivíduo, cidadão carrega consigo mesmo, que muitos esbravejam uma história única e exclusiva. opiniões sobre algo particular, Repetindo, única e exclusiva. Dessa individual, próprio. No lado social, forma, para quem você torce muitos destes defendem a luta pela há uma relação com a carga de igualdade, liberdade de escolha e experiência, cultura e vivência que são apoiadores de causas humanas, tem. Cada um é cada um. mas chega ao esporte e tudo se transforma. O desrespeito parece Se você torce para quem quer que toma conta e a pessoa passa seja, eu sempre lutarei pelo seu a apontar o dedo “cagando regras” direito de escolher aquilo que quer, sobre como tal indivíduo precisa seja na sociedade e no esporte. e para quem tem que torcer. Não Muitos podem não entender, é assim que as coisas funcionam! respeitar, aceitar ou qualquer E se for por redes sociais, isso traz outro verbo que se enquadre aqui, outro aspecto, você dificilmente mas você tem o direito, repetindo, conhece a história da pessoa de ser aquilo que quer. Torça pelo que você está dando sermão. clube que quiser, acompanhe o campeonato que quiser, mas deixe É muito fácil pegar um número o outro fazer o mesmo que você de pessoas que você conhece faz! 7

CONEXÃO FUTEBOL 8

NATHAN RIBEIRO: ESTABILIDADE E EXPERIÊNCIA Dois meses sem Copa e estamos pensando no novo ciclo! Essa entrevista com Nathan Ribeiro, zagueiro do Kashiwa Reysol, do Japão, que tem nacionalidade brasileira e catari, estreia uma nova série da Revista Série Z: Projeto Catar 2022, onde acompanharemos como a seleção anfitriã chegará para o Mundial. O que podemos dizer é que Nathan não estará lá (infelizmente). Nessa entrevista, ele fala sobre a carreira, onde se iniciou profissionalmente no Qatar, mas o fato de vir ao Brasil o tirou a chance de servir a seleção. Ele teve uma curta passagem pelo Fluminense e conta um pouco sobre a história no futebol 2010-2017 2018 2018 9 L Assessoria/Kashiwa Reysol

Você fez a base no Brasil, incluindo uma passagem no Toledo, da sua cidade. Como foi essa troca “repentina” de um dia estar no Brasil e outro dia era profissional no Catar? Tive uma breve passagem pelo Toledo, aí surgiu uma oportunidade para eu ir para Curitiba, jogar lá, e aí eu vim para cá. As possibilidades eram grandes, com objetivos de jogar na seleção local, e aí não pensei duas vezes e acabei indo para o Catar. O quanto o seu irmão, Wagner Ribeiro, que tem anos no país, teve de participação na sua decisão de ir para lá? Na realidade eu que fui primeiro, meu irmão estava na Grécia. Aí surgiu a oportunidade dele ir para lá. Eu conversei com ele e acabou dando tudo certo. Depois de um tempo voltei para o Brasil, e aí sim meu irmão me convenceu a voltar para lá. O Al-Rayyan é um dos clubes mais conhecidos pelos brasileiros que acompanham o futebol local e tem vários brasileiros no histórico de contratações. Como é o clube, a torcida e estrutura? É um clube muito bom para jogar, uma estrutura bacana. Agora com a Copa lá, estão melhorando ainda mais. Sempre teve brasileiros por lá, fui muito feliz, 10

gosto bastante do clube, é o time que 11 mais tem torcida. Tem uma vibração boa com o torcedor, o país abraça o brasileiro, são muito bem vistos lá. Apesar das diferenças comportamentais de sociedade entre Catar e Brasil, a gente percebe que há um tratamento muito interessante com os jogadores brasileiros (e estrangeiros) dentro dos clubes. Como é isso? Financeira e socialmente compensa jogar no Catar? Jogar no Catar compensa não só financeiramente, mas como moradia também. Hoje em dia estou vendo que tem atraso de salário lá, mas na minha época não tinha isso. É um país de Primeiro Mundo, tem tudo da melhor qualidade. Eu aconselharia a qualquer jogador que se tivessem oportunidade de ir para lá, para os familiares é um grande lugar para viver. E no aspecto esportivo, em que nível você vê a seleção e o campeonato local? Futebol do Catar evoluiu bastante. Antigamente, os clubes tinham muitos estrangeiros, eram sete por clube, então o campeonato era disputado. Hoje é menor o número de estrangeiros, e isso fez com que o futebol local produzisse mais jogadores, com qualidade e potencial. Evoluíram internamente para criar uma liga que valoriza os atletas locais e que tem potencial para a seleção. 1 Assessoria/Kashiwa Reysol | 2 Assessoria/Fluminense FC | 3 Karim Jaafar/Getty Images

“Se o país (Catar) tem a possibilidade e a necessidade de naturalizar, não vejo problema nisso. Se eles acreditam que vai agregar bastante, eles não estão errados” 12

Que histórias inusitadas você tem como comparar. Lá é um país em vivenciou no futebol catari? formação, então é tudo novo, fora que Eu vivi bastante coisa lá, teve um jogo o tamanho do país também é bem lá, um clássico entre Al Rayyan e Al menor que o Brasil. Isso não tem o que Arabi, e aí o pessoal falou que uma comparar, o Brasil está anos à frente em torcida jogou um jacaré na outra, bem relação ao futebol. Talvez em estrutura o engraçado. Uma vez também o nosso Catar seja um pouco melhor, mas só. motorista ficou com dor de barriga, estávamos atrasados para o jogo, aí ele As seleções estão iniciando um novo pegou e saiu do volante, e não puxou ciclo para a Copa no Catar. Na sua o freio de mão. Aí o ônibus desceu apresentação no Fluminense, você a avenida lá sem parar, bateu nos disse sonhar com a seleção brasileira carros que estavam na frente, mas aí e que ficou impossibilitado de jogar conseguimos puxar o freio e chegamos pelo Catar por ter saído de lá. Há aquecidos para o jogo (risos). No final alguma chance de uma reviravolta, deu tudo certo. caso tenha interesse, em voltar a ter a chance de jogar na seleção catari? Nesse ano, você teve uma curta Quando cheguei no Brasil eu falei passagem pelo Fluminense. O que que tive alguns problemas que me difere o futebol jogado aqui do impediram de jogar na seleção. Catar, seja a questão física, tática e Treinadores que me treinaram e que qualidade? comandaram a seleção tentaram me A respeito do Brasil e do Catar, é difícil levar para jogar, mas aí as coisas não comparar. O futebol brasileiro é um dos aconteceram. Isso hoje é página virada melhores do mundo, está bem acima na minha vida, nem passa mais pela de lá, técnica, tática, físico, tudo... Não minha cabeça jogar pelo Catar. L Divulgação/Kashiwa Reysol 13

“Na realidade eu que fui primeiro, meu irmão estava na Grécia. Depois de um tempo voltei para o Brasil, e aí sim meu irmão (Wágner, de branco) me convenceu a voltar para lá”

L Karim Jaafar/Getty Images

Você teve convite para jogar pelo Fluminense, por tudo que tinham feito Catar? por mim, a torcida estava me apoiando Eu tive na seleção olímpica do Catar, fiz bastante também. Resolvi voltar pra alguns treinos. Logo quando eu cheguei, Ásia pensando no futuro dos meus com 21, 22 anos, eles falavam muito que filhos, na minha família. Meu filho é eu iria jogar pela seleção, mas aí acabou superdotado, precisa de uma atenção a não acontecendo. mais, então viemos para cá para focar um pouco nele, e claro, financeiramente A seleção do Catar tem naturalizado pesou bastante. Mas eu estou por aqui alguns jogadores com anos de país. emprestado até o final do ano, meu Você acreditava que esse processo contrato com o Flu é até 2019. (Vamos) seria mais feito ou acredita que esperar chegar no final do ano para mais jogadores que já estão lá se decidir o que vai acontecer na minha naturalizarão? carreira O Catar sempre teve brasileiros que jogaram pela seleção, se o país tem Quais são as suas primeiras a possibilidade e a necessidade de impressões do futebol japonês? naturalizar, não vejo problema nisso. Se A respeito do futebol japonês, as minhas eles acreditam que vai agregar bastante, primeiras impressões foram boas. eles não estão errados. Jogadores aplicados, futebol rápido, com espaço e liberdade. Os times Depois do Fluminense, você acertou sempre têm muitas chances de gol. É com o Kashiwa Reysol. O que muito bom jogar aqui. Os japoneses são aconteceu para o seu retorno à Ásia? muito honesto. A vida aqui é simples e Minha volta para a Ásia foi difícil muito boa para mim. Eu estava muito feliz no 16

Uma palavra Seu ídolo no futebol? Melhor jogador que Diego Ribeiro enfrentou? Xavi Seu ídolo na vida? Com quem sonha Jesus trabalhar? Pep Guardiola Um jogo inesquecível Quem gostaria de seu? Final da Copa local, em 2011, marcar? Ibrahimovic minha primeira decisão, e o Com quem gostaria de professor Paulo formar dupla de zaga? Autuori me colocou pra jogar Thiago Silva O futebol é... minha Melhor jogador com vida O Catar é... futuro quem atuou? Rodrigo O Brasil é... alegria Tabata, que está lá O Japão é... disciplina até hoje 17

PUARMA223A0/H10DIS98T/IÓRAIANo último dia 23 de setembro, o futebol alternativo teve um dia para gravar na 23/história, mesmo que escondido, com grandes resultados na Europa 18

ra mais um domingo de para se recuperar no campeonato, pois futebol. Para quem acompanha para o Celtic das últimas temporadas, um pouco de tudo do que não ser líder desde a primeira rodada é acontece no esporte bretão, crise na certa. é dia para ficar vidrado na TV, com ouvido no rádio, de No Volksparkstadion, um armênio transformava a tarde dos alemães em Eolho nas telas digitais ou recebendo pesadelo: Sargis Adamyan. Com mais inúmeras notificações dos aplicativos de 30 partidas pelo Jahn Regensburg, especializados em resultados esportivos. ele tinha anotado cinco gols na Durante o domingo, dia 23, e segunda, temporada passada e eis que em meio 24, nas redes sociais postamos alguns tempo contra o Hamburgo, anotou resultados fantásticos que aconteceram três. O vexame estava feito, com um no Velho Continente. Vamos passear pênalti perdido por Aaron Hunt antes por Alemanha, Chipre, Escócia, Espanha do intervalo, para piorar. Não houve e Suíça para mostrar histórias desse dia,reação para o Hamburgo, com o time de uma maneira cronológica. todo indo para o ataque, deixando Aqui no Brasil, o relógio marcava desprotegida a defesa e o Jahn fez 8h30. Hamburgo e Celtic entravam mais dois gols (Correia e George). em campo para um jogo com No primeiro encontro entre as duas obrigação da vitória. O clube alemão, equipes na história, 5 a 0 para o Jahn Regensburg, clube que, por enquanto, /9obviamente,porestarnasegunda divisão e ter o confronto inédito com nunca disputou a Bundesliga. Foi a o Jahn Regensburg, jogava em casa, grande vitória nos 111 anos do clube, e tinha toda expectativa por vitória. acostumado a disputar o terceiro e Os escoceses foram até a casa do quarto nível nacional. Foi um triunfo e Kilmarnock, na cidade de mesmo nome, tanto. 19

A pedra no sapatoO dia que o Jahn do Celtic em 2018. ORegensburg. Essa é a Kilmarnock não sabeprimeira comemoração o que é perder para odas cinco feitas no clube da capital essedia da goleada (Foto: ano (Foto:Assessoria/Assessoria/Jahn Regensburg) 23/KilmarnockFC) 20

Enquanto isso, na Escócia, o Celtic A maior goleada do dia ocorreu na saía na frente, com Griffiths, com um Suíça, um jogo histórico e que pode ter gol aos 34 minutos da etapa inicial. marcado uma mudança na hegemonia Na volta do intervalo, o Kilmarnock local. O Young Boys parece mudar teve menos posse de bola e o mesmo de patamar e o Basel está à deriva na número de tentativas de gol. Aos 19’, temporada. No encontro: 7 a 1 para Burke empatou a partida. Nos quinze os “Jovens Garotos”. Na temporada minutos seguintes, Brendan Rodgers, passada, o Young Boys quebrou técnico do Celtic, fez as três alteraçõessequências e conquistou o título e nos dez minutos finais foi a vez de nacional. Foram 32 anos de espera, Steve Clarke, do Kilmarnock, fazer as o clube acabou com a hegemonia três substituições permitidas. As trocas de oito títulos do Basel e conseguiu seguidas foram melhores para os donos vaga na fase de grupos da Liga dos da casa. Nos acréscimos, Burke cobrou Campeões. O Basel não conseguiu vaga escanteio e Findlay desviou para fazer em nenhuma competição europeia e o gol da vitória. O Kilmarnock faz o o retrato da má fase da equipe veio na Celtic de freguês em 2018, pois o vexatória derrota. O aurinegro teve sete clube da capital não venceu nenhuma jogadores diferentes marcando os gols partida contra o adversário, com duas da partida. Neste século, foram poucas vitórias do Kilmarnock e um empate. goleadas no confronto. A última vez que o time de Berna tinha goleado o /9O feito é grandioso, pelo retrospecto. Desde 1998, o Kilmarnock tem apenas rival foi em 2007, quando meteu 5 a 1. três vitórias no confronto. O Escocês O Young Boys já aparenta conquistar o dessa temporada tende a ter uma bicampeonato suíço, enquanto o Basel competitividade dificilmente vista nas busca se reconstruir. Esperemos os últimas temporadas. próximos capítulos! 21

Quando na Suíça, se iniciava confronto catalão contra o Girona. Os o segundo tempo, era a hora de culés jogavam em casa. Era o apenas o APOEL Nicosia e DOXA entrarem em terceiro encontro oficial das equipes, campo pelo Campeonato Cipriota. pois o Girona estreou em La Liga na No Chipre, há uma clara divisão dastemporada passada, onde foi derrotado forças. O APOEL é multicampeão e duas vezes pelo Barça. Messi abriu o o DOXA recorrentemente disputa o placar, dando demonstração que o hexagonal do rebaixamento. Desde jogo seria tranquilo, mas Lenglet deu 1998, as equipes se encontraram poruma cotovelada em Pons e foi expulso. 40 vezes, com 33 vitórias do APOEL,Stuani, então, empatou no final do cinco empates e apenas duas vitóriasprimeiro tempo e aos seis minutos da do DOXA, incluindo o recente triunfo.etapa final, virou a partida. O Barcelona A outra vitória foi em 2016, também,partiu para o ataque e Piqué conseguiu fora de casa, por 2 a 1. No dia 23 deempatar, mas parou por aí. O Girona setembro, uma goleada histórica: 5 aconquistava o primeiro ponto em um 2. Foram seis brasileiros relacionadosjogo contra o Barcelona. A sensação da para a partida. O grande destaque vitória não veio, mas não houve muitas foi o finlandês Berat Sadik, que lamentações. anotou três gols. O feito pode parecer O dia foi encerrado com cinco 23/superestimado,masparaseterideia,partidas que marcaram um dia, ao em janeiro desse ano, o APOEL havia menos para nós! Foi um dia para aplicado sonoros 8 a 0. demonstrar que mesmo escondido, No fim da tarde, aqui no Brasil, olhos pode se tornar algo importante. Para atentos para Messi, Suárez e companhia. nós, 23 de setembro é uma data para O Barcelona entrava em campo para um sempre lembrar... 22

Foram sete vezes Sadik, artilheiro da que o goleiro Hansen partida, é abraçado viu a bola passar e após a acachapante nada pôde fazer. O jogo pode ser tratado e surpreendente como uma nova era vitória contra o maior do futebol suíço (Foto: campeão cipriota (Foto: Assessoria/BSC Young Boys)/9DOXAKatokopiaFC) 23

LADO B PARA VIRAR NOTÍCIA Em 2018, o futebol brasileiro passou por mais um “desmanche” provocado por um novo rico. Dessa vez, a Arábia Saudita! Jogadores de boa parte dos clubes brasileiros acertaram a ida para a Ásia, incluindo a comissão técnica quase que completa do Corinthians. Depois de devastar os times daqui, partiram para a Europa, com contratações como de Giuliano, Musa, Gomis e Sousa. Escondido dessa mudança na elite local, a Prince Mohammad bin Salman League, nome do Campeonato Saudita da Segunda Divisão não tiveram apostas tão altas, mas contam com brasileiros que tiveram certo destaque no Brasil, buscando se tornar o novo integrante da primeira divisão e se tornar notícia tirando jogadores conhecidos de outras ligas... 24

RAFAEL Em 2012, o defensor se destacou no Bahia. DONATO Chamou atenção do Cruzeiro e teve uma Al-Kawkab estreia inesquecível e contraditória. O clube mineiro perdeu, por 3 a 2, para o São Paulo, 29 anos | com Donato falhando no primeiro gol, depois Zagueiro fazendo dois tentos a favor, com direito a sangue saindo da cabeça após um dos lances L Divulgação/Al-Kawkab FC de gols. Fez apenas 11 jogos na Raposa e depois foi emprestado nas quatro temporadas seguintes. É a primeira temporada no Al- Kawkab. 25

BERNARDO Criado no Cruzeiro, Bernardo não teve Al-Khaleej destaque no clube, mas sim, no Vasco, onde em 2011 teve um ano mágico, com 18 gols e 28 anos | se colocando como importantíssimo no um Meio-campo elenco que tinha Juninho Pernambucano, Fernando Prass, Diego Souza e Dedé, onde 26 conquistou a Copa do Brasil. Parecia tratar de um excelente nome para o futuro, mas teve problemas com lesão e acusações de agressão a uma ex-companheira. Não conseguiu se resgatar e hoje está na Segundona Saudita.

DIJA BAIANO Al-Orobah 28 anos | Apesar de não ter carreira em clubes das duas Atacante primeiras divisões nacionais, Dija Baiano se tornou famoso para quem acompanha as L Divulgação/Al-Khaleej | Divulgação/Al-Orobah FC séries D e C. Em 2016, foi a grande estrela do título da quarta divisão do Volta Redonda. No ano seguinte, estava no América de Natal, mas foi irregular. Nas duas últimas temporadas voltou ao Rio para defender o Voltaço. Desde o acesso à Série C, se cogitava a saída de Dija para o exterior, que aconteceu somente ao final da salvação do rebaixamento. 27

DIEGO Em uma década difícil para o Paulista de BARBOZA Jundiaí, poucos jogadores conseguiram algum Al-Qaisomah destaque como Diego Barboza. Do tempo que a Band ainda passava o Campeonato Paulista 29 anos | para boa parte dos estados, Diego chamou Meia-atacante atenção pelo bom futebol, chegando ao Guarani para disputar a Série A 2010. Teve três 28 anos disputando a Série B, mas não conseguiu estabilidade. O Al-Qaisoma é a terceira estadia fora do país, sendo a segunda temporada no clube, após jogar no Kuwait e Bahrein.

ESQUERDINHA Najran 28 anos | Em 2014, Esquerdinha teve um salto na Meia-atacante carreira. Após seis anos como profissional, conseguiu se destacar no Ituano disputando o L Divulgação/Al-Qaisomah | Divulgação/Najran FC Paulista. De lá, acertou com o Goiás, onde fez um bom Brasileirão. No ano seguinte, não foi bem no Esmeraldino e partiu para o Coritiba, quando não repetiu a temporada goiana. Depois disso, passou pelo Náutico, mas não conseguiu estabilidade nos últimos anos. Fez apenas uma partida pelo Cuiabá, em 2018, e acertou ida para a Arábia Saudita. 29

2-3-5 BIELSA E O SEU LEEDS por GUSTAVO JOHNSON e JOÃO VICTOR CARDOSO redatores do MW Futebol 30

CLIQUE AQUI PARA LER A PRIMEIRA PARTE Depois de falarmos de Marcelo Bielsa, que você pode conferir clicando na caixa acima, iremos analisar o seu atual time, o Leeds United. Passadas nove rodadas da EFL Championship (segunda divisão da Inglaterra), o Leeds de Marcelo Bielsa já chamou atenção, não só pela liderança, mas principalmente pelas boas atuações em um modelo de jogo pouco comum na liga inglesa. Em resumo, o estilo que “El Loco” propõe parte das bases do Juego de Ubicacion (jogo de posição) que vários treinadores utilizam, como Pep Guardiola, Juan Carlos Osorio, Maurizio Sarri. Porém, aplicando ao Leeds, tem as variantes de qualidade técnica dos jogadores e da competição, por exemplo. Então é mais comum vermos um jogo mais apoiado, uma espécie de embrião do jogo de posição, ou seja, há a aproximação de jogadores para a criação de triangulações, mas não é o ponto fundamental em que se desenrola o esquema do Leeds. Há a busca pela superioridade numérica, da amplitude e da profundidade, mas o terceiro homem não é um dos princípios que Bielsa buscar cobrar de seus comandados. 31

Modelo de Jogo Na organização defensiva, a equipe se formata em um tradicional 4-1-4-1, isso se não consegue a recuperação da bola logo após a perda. Essa pressão pós-perda é característica dos times de Bielsa, como o próprio treinador já afirma “La única manera que entiendo el fútbol es la presión constante, jugar en el campo rival y el dominio de la pelota”. Ou seja, sempre que se perde a bola em ataque, já há uma comoção para recuperá-la. Muito bem representada por jogadores como Klich e Roofe, que partem como feras atrás da bola perdida. Se o time adversário vence essa pressão, o time se organiza então em seu próprio campo. Os laterais fazem encaixes nos pontas adversários, mas não os acompanham todo o campo. O pivote (1º volante) Phillips fica nas coberturas na frente da primeira linha. Já na defesa, um dos zagueiros faz o encaixe e o outro fica na sobra. Assim, há um sistema muito equilibrado de compensações nas linhas, embora alguns jogadores ainda sofram para interpretá-lo. 32

Pressão do Leeds no campo adversário. (Imagem: @LUFCDATA) 33

Como dito, o volante Phillips tem uma função importantíssima dentro de campo. Primeiro homem de meio que é o ponto de equilíbrio do time. Muito seguro nas interceptações defensivas e nas vigilâncias, mantendo as compensações dos encaixes completas. Porém, a principal qualidade do jogador de 22 anos não é na cobertura defensiva, mas sim quando atua nas construções. As vezes baixa para a altura dos zagueiros, como líbero, permitindo que os laterais avancem como alas, oferecendo amplitude e profundidade. Além disso é um grande líder em campo, sempre com coragem para furar as linhas adversárias e se apresentando para as jogadas. (Reprodução/LUTV) Agora partindo para a construção de jogo do Leeds, é necessário focar muito na saída de bola. Como todo time que busca praticar alguma espécie de jogo posicional, a saída de bola é algo que é tratado com grande relevância. Como supracitado, Phillips é um jogador que impacta com uma magnitude tremenda nas ações de saída. Sempre a frente dos zagueiros, permitindo que os laterais avancem. Quando sofre com pressões mais altas, Phillips é um jogador chave. Orienta as linhas para atrair os adversários enquanto Alioski, Hernandez/Harrison e Roofe se movimentam nas entrelinhas, tentando criar linhas de passe suscetíveis de ativação. 34

L Divulgação/Leeds United FC 35

Quando o time vence essa primeira individuais e aproximações. barreira de marcação adversária, entra Em seu ataque posicional, o Leeds em ação o principal nome criativo da equipe: Samu Sáiz. Um grande busca criar amplitude com seus laterais, condutor e armador de meio. O profundidade com seu centroavante espanhol consegue desenvolver muito Roofe, e muita aproximação dos bem as transições ofensivas do time de interiores, Saiz e Hernandez possuem Elland Road, com bons dribles curtos e bastante liberdade para flutuar grande liberdade para se movimentar entrelinhas e Roofe costuma se entrelinhas, sempre se aproximando da movimentar muito para criar espaços bola para melhorar a circulação e criar para infiltrações de Klich ou dos triangulações. Pelo lado esquerdo isso extremos, a equipe sempre busca a ocorre muito, pelo fato de se juntar ao criação de triângulos associativos para ponta macedônio Ezgjan Alioski. Os dois criar jogadas. O Leeds é capaz de se juntos formam uma dupla brutal nas adaptar ao seu adversário, mas não abre criações do Leeds, com ótimas jogadas mão de ter um jogo apoiado e intenso como Marcelo Bielsa gosta. (Reprodução/LUTV) 36

Como podem ver, a equipe de Bielsa é muito organizada com seus conceitos próprios. Claro que ainda há muitas imperfeições a serem acertadas, como dito as coberturas defensivas ainda deixam a desejar, normal por ser início de temporada, mas já é um princípio de trabalho muito bom. Como diria Cruyff: “Jogar futebol é muito simples, mas jogar um futebol simples é a parte mais difícil do jogo”. “Loco” Bielsa desconstrói a ideia que muitas pessoas possuem, erroneamente, que para ter uma equipe que propõe o jogo é necessário um apoio milionário. Senso comum. Com muito trabalho e empenho é possível, sim, propor bem o jogo. Samu Sáiz e Alioski comemorando uma vitória pelo Leeds. (Foto: Getty Images) 37

BOLA DE CAPOTÃO OS ESTRANHOS NO NINHO Atualmente sem forasteiros, a Copa Sul-Americana contou, além dos mexicanos, com clubes de Honduras, Costa Rica e Estados Unidos. Uma história finalizada há dez anos 38

México, país filiado a Concacaf, mas que desde 1998 disputara 39 a Libertadores da América, ou seja, virou (infelizmente) um “membro sul-americano”. Clubes mexicanos são “normais” na América do Sul, mas a Copa Sul-Americana reservou a entrada de outros clubes da parte de cima das Américas. Entre 2005 e 2008, três clubes usufruíram da bondade da Conmebol, disputaram a Copa Sul-Americana e ainda tiveram privilégios. Sem critérios permanentes para a classificação, os clubes eram convidados de acordo com diferentes competições da parte de cima das Américas. Mesmo com regalias, o retrospecto não foi bom: em quatro participações, apenas uma vitória, um empate e seis derrotas. Vamos relembrar ou saber quem foram esses clubes. L Martin Bernetti/Getty Images | Martin Bernetti/Getty Images | Tim Sloan/Getty Images | Orlando Sierra/Getty Images

2005 | DC UNITED Não foi a primeira vez que EUA, e o boliviano Jaime Moreno, um clube estadunidense um dos ídolos do clube e que participaria de uma esteve na Copa do Mundo 1994. competição sul-americana. Em 2001, o New York MetroStars Os cruzamentos da primeira (atual New York Red Bulls) e etapa colocaram a Universidad o Kansas City Wizards (atual Católica, do Chile, como Sporting KC) disputara a Copa oponente. O primeiro jogo foi em Merconorte, onde não foram Washington, empate por 1 a 1, bem. O DC United, então, foi o com o gol do DCU marcado por primeiro clube não-mexicano da Jamil Walker. Concacaf a disputar uma Copa Sul-Americana. O clube entrou A segunda partida foi como convidado, por ter sido emocionante e decepcionante campeão da MLS 2004. Além do para o DC. Os americanos abriram convite, a agremiação entrou 2 a 0, com Christian Gómez diretamente na fase final (oitavas- e José Buljubasich (contra); de-final). desperdiçaram um pênalti, permitiram o empate, resultado O elenco do DC United que ainda qualificava a equipe. contava com uma das maiores Mas aos 41 minutos do segundo promessas do futebol mundial, tempo, Jorge Quinteros virou o o atacante Freddy Adu, em placar e colocou a equipe chilena sua segunda temporada como nas quartas-de-final. O segundo profissional, quando tinha gol dos chilenos foi marcado apenas 16 anos. Além dele, se por Dario Conca, ex-Vasco e destacavam o meia Ben Olsen, Fluminense. Caso passassem, que disputou a Copa 2006 com os os americanos enfrentariam o Fluminense na fase seguinte. dcu 40

2006 | ALAJUELENSE Oficialmente, a Alajuelense da seleção, com destaque para foi o primeiro clube não- atletas que participaram de mexicano da Concacaf Mundiais em 2002, 2006 e 2014, a disputar um torneio sul- como os goleiros Permberton americano. Em 2000, dois anos e Wardy Alfaro, o lateral Harold depois da entrada mexicana Wallace, os meias Wilmer na Libertadores, a Liga foi López e Carlos Hernandéz e os convidada para a disputa da atacantes Rolando Fonseca e Copa Merconorte, onde quase Victor Nuñez. conseguiu vaga para a segunda fase no grupo que tinha Atlético Outro clube chileno teve a Nacional, Necaxa (México) e chance de enfrentar um “não- Alianza Lima. mexicano”, o Colo-Colo foi o adversário. Seis anos se passaram e a Liga Alajuelense foi a No agregado, sonoros convidada pela Conmebol 11 a 2 para os mapuches, de para a disputa da Copa Sul- longe, o pior resultado entre os Americana 2006, como campeã “estranhos no ninho”! da Copa Interclubes da UNCAF (União Centro-Americana de No primeiro jogo, em Futebol) do ano anterior. O Alajuela, nem mesmo a clube costarriquenho entrou torcida ajudou, resultado final: diretamente nas oitavas-de-final. Alajuelense 0 x 4 Colo-Colo. Em Santiago, a goleada foi maior, 7 Quase todos os jogadores a 2 para os chilenos, com os gols costarriquenhos do elenco da LDA marcados por Fonseca. rubro-negro tiveram ou teve Desde então, a Alajuelense não passagem por alguma categoria voltou a ter uma chance desse tipo. lda 41

2007 | DC UNITED ODC United retornou a nas oito partidas realizadas. Copa Sul-Americana O confronto foi “caseiro”: o em 2007, novamente como convidado, mas por Guadalajara era o adversário. ter sido semifinalista da Na primeira partida, em Concachampions de 2006. A Washington, o DC venceu confederação sul-americana por 2 a 1, com gols de Olsen resolveu ter um critério melhor e Simms. No jogo de volta a para o convite, pois o segundo equipe entrou classificada, mas (o Chivas Guadalajara) os mexicanos venceram pelo e terceiro colocados da placar mínimo, com um gol na competição da parte alta das primeira metade da etapa final. Américas foram chamados. O gol marcado fora de casa os classificou para as quartas-de- Entre 2005 e 2007, o clube final. manteve uma base, onde do trio destacado anteriormente, O DC United pode se apenas Adu tinha saído. Olsen orgulhar de ter o melhor e Moreno se mantinham, currículo internacional dos na época, com a companhia clubes dos Estados Unidos. dos brasileiros Fred (meio) e Foi o primeiro clube do país a Luciano Emílio (atacante). vencer a Concacaf Cup (atual Concachampions), venceu A campanha foi a melhor o Vasco na final da extinta entre os “não-mexicanos”. Copa Interamericana e tem Mesmo não conseguindo duas participações fora da passar de fase, o rubro-negro confederação. Além disso, é conseguiu uma vitória, a única um dos grandes clubes da entre os “estranhos no ninho” MLS. dcu 42

2008 | MOTAGUA Sem dúvida é o clube mais passasse ao menos de fase. Ele alternativo que disputou a não pôde ir ao estádio devido Copa Sul-Americana, fora ao momento profissional que da parte baixa das Américas. O vivia. “Eu neste ano pertencia a Motagua é o segundo maior Marinha Hondurenha. Em alto campeão hondurenho, com 15 mar, estava assistindo esse jogo títulos. em uma TV de 3 polegadas e meia de baterias (risos). Em 2008, o clube da capital Lembro bem que eu disse que do país, Tegucigalpa, foi se o Motagua ganhasse, eu convidado para disputar a Copa nadaria mil metros à noite sem Sul-Americana como campeão equipamento. da Copa Interclubes da UNCAF 2007. Tinha no elenco, cinco O que mais ele queria era jogadores que participaram uma vitória contra um sul- das Copas de 2010 e/ou 2014, americano, pois no jogo de ida, com destaque para Izaguirre e em Sarandí, goleada por 4 a Bernárdez. Ao invés de entrar 0 para os argentinos. Em alto nas oitavas-de-final, como nas mar, sabia que a classificação outras edições, o Motagua argentina estava caminhada e disputou a fase anterior, onde foi confirmada na volta, com teve o Arsenal Sarandí, da nova vitória, por 2 a 1. O único Argentina, como adversário. gol do Motagua foi marcado pelo brasileiro Joscimar, A expectativa de Josue o Lambiru, que teve sete Daniel Alvarado, 35 anos, temporadas no time e em 2018 torcedor do clube e que atuou no Tupy (ES). administra um grupo de adeptos no Facebook era que mot 43

GUIA TGUOIACANTINENSE SEGUNDA DIVISÃO 2018

QUATRO VAGAS, DEZ CLUBES introdução de LEANDRO SANTIAGO chefe de núcleo de Esportes da TV Anhaguera Quem assistiu “Bye, Bye Brasil”, filme de 1979, descobriu um Brasil que até hoje é desconhecido pelos Brasileiros. Se Salomé, Lorde Cigano e Andorinha, os protagonistas tivessem aproveitado para conferir o futebol de outras paragens, veriam que o futebol profissional, assim como sua trupe, ainda tem um ar mambembe. Prova disso, é a Segunda Divisão Tocantinense, com seu asterisco no número de participantes, 10 no total. Isso porque no momento da edição desse guia, o Arsenal de Tocantinópolis ainda se via em dificuldades, devido a falta de dinheiro para pagar as taxas de inscrição. Fora isso, clubes empresa como o Capital convivem com equipes de apoio político (costume mais que enraizado no futebol tocantinense), e até gente que vem de outros ramos e que sonham em fazer dinheiro com o futebol. Em campo, veteranos em reta final em suas carreiras, meninos de outros estados do Brasil em busca de um sonho e peladeiros jogando pela paixão. Em meio a tudo isso, o sonho de conquistar uma das 4 vagas para a elite em 2019 e quem sabe tirar o futebol tocantinense do ostracismo. A história dos 10, a gente conta agora. Boa leitura!

AGRUPO a cftu por FELIPE AUGUSTO editor da Revista Série Z

alvorada ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA ALVORADA 1 FUNDAÇÃO Procura-se um time? 26 de janeiro de 1993 a Entre todos os clubes do Tocantinense Segunda Divisão, o que reúne o menor CIDADE número de informações sobre o elenco é o Alvorada. É a grande incógnita do Alvorada campeonato. Não será novidade quem estará no banco: Gil Fernandes, que REDES SOCIAIS treinou o clube em 2008 e desde 2013 (com o hiato profissional em 2015 e c/ Associação-Atlética- 2016), quando retornou, está no comando da Águia do Norte. A campanha ano Alvorada-291665491341616 passado não foi satisfatória, com o clube se classificando com a penúltima posição ESTÁDIO do grupo. Fora da elite desde 2008, o clube deve seguir a tendência da disputa, Elias Natan Coelho (1.200 com a utilização de jogadores da equipe pessoas) sub-19, que fez apenas um ponto no Estadual da categoria. Tudo são apostas TÍTULOS para o time de Alvorada... Tocantinense (1998) 47 Copa Tocantins (1997) TÉCNICO Gil Fernandes RETROSPECTO - TOCANTINENSE 2ª DIVISÃO 2013 (10°) | 2014 (4°) | 2015 (8°) | 2017 (7°) 1 Reprodução/GloboEsporte.com

capital CAPITAL FUTEBOL CLUBE 1 FUNDAÇÃO A força da base 21 de maio de 2012 (como c Sem títulos ou boas campanhas na Ricanato FC) primeira divisão do futebol profissional, o Rei do Cerrado não tem do que reclamar CIDADE do trabalho das categorias de base, sendo o atual bicampeão tocantinense sub-19 Palmas (em 2012, também, conquistou a taça) e com participação na Copa SP 2018. REDES SOCIAIS Essa é a principal aposta do time para a disputa do campeonato, com maior parte c/CapitalFCTO do elenco sendo formado por jogadores d/CapitalFCTO sub-19, como o goleiro Wanderson, o f/capitalfc zagueiro Paulino, os laterais Welington e Vinícius, o meia Diego e os atacantes ESTÁDIO Edmundo e Juninho. Para dar experiência, a equipe contratou jogadores com Nílton Santos (12.000 rodagem local, como o lateral/volante pessoas) Pedro Balu e o meia Rodrigo, ambos com passagem pelo Interporto, clube que aliás TÉCNICO era o de Wilsomar Sena, treinador do rubro-negro. Wilsomar Sena 1 Assessoria/Capital FC | 2 João Paulo Maia/GloboEsporte.com 2 Pedro Balu 30 anos | Lateral/Volante Último clube: Independência (AC) - 2018 RETROSPECTO - TOCANTINENSE 2ª DIVISÃO 2014 (3°) | 2015 (2°) | 2017 (4°) 48

força jovem FORÇA JOVEM ESPORTE CLUBE 1 FUNDAÇÃO O time do especialista 22 de abril de 2012 CIDADE Lavandeira ESTÁDIO Complexo Esp. Professor Leyvalmir Rodrigues (5.000 pessoas) TÉCNICO Célio Ivan f Em 2012, o clube de Lavandeira participou dessa divisão, mas nem mesmo 2 a campanha digna na disputa, com o 4º lugar, manteve o Força Jovem nas KENIA edições seguintes. Seis anos depois, a equipe retorna com o desejo de lutar pelo 25 anos | Atacante acesso. Para a temporada, o treinador é Último clube: Araguaína - 2018 Célio Ivan, que passou pelo Araguaína esse ano e, o mais importante, tem dois RETROSPECTO - TOCANTINENSE 2ª DIVISÃO acessos na Segunda Divisão Tocantinense, 2012 (4°) com o Tocantins de Miracema (2013) e o Paraíso (2014). Metade do elenco é 1 Assessoria/Força Jovem FC | 2 Reprodução/TV Anhanguera formado pelo plantel sub-19, eliminado na segunda fase do estadual, sendo que o último time titular estará em disputa com o goleiro Robson, os laterais Arthur e Talisson, os zagueiros Vitor e Matheus, os meias Marcus, Vinicius, Thiago e Marabá e os atacantes Junior Barros e Samuel. A confiança é no entrosamento. 49

taquarussú ASSOCIAÇÃO TAQUARUSSÚ 1 ESPORTE CLUBE Orgulho do distrito FUNDAÇÃO t Taquaruçu é um distrito pertencente 8 de fevereiro de 1991 à Palmas, com cerca de cinco mil 2 habitantes. Devido ao contexto CIDADE geográfico, o local não tem um estádio para receber jogos, por isso mandará Palmas as partidas na capital, no Nilton Santos. Será a segunda participação, após REDES SOCIAIS quatro anos fora. Para disputar a elite tocantinense pela primeira vez, o elenco c/ Associação- foi formado com jogadores de vários estados, como BA, RJ e SP. O comando Taquarussu-Esporte- será de Juvenal Bugrão, com 12 anos de Clube-312646349493471 futebol palmense, incluindo a participação histórica na Copa do Brasil 2004, e que ESTÁDIO tem mais uma experiência como treinador em Tocantins. O elenco é jovem e conta Nílton Santos (12.000 Deivisson Paredão, goleiro, como mais pessoas) experiente do elenco e com passagem anterior pelo clube. O Taquarussú conta TÉCNICO com discrição para surpreender. Juvenal Bugrão 1/2 Reprodução/TV Anhanguera deivisson paredÃO Goleiro Último clube: não encontrado RETROSPECTO - TOCANTINENSE 2ª DIVISÃO 2014 (6°) 50


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