A REVISTA DO OS ASCENDENTES 2018 FUTEBOL ALTERNATIVO AGO. 2018 -- N.19
Sabe aquela piada: “Meu time tem um holandês! É o Van der lei!”? Pois então, existe realmente um holandês com esse nome no futebol! Esse é Stefan van Der Lei, goleiro do Dalkurd, da Suécia, e com passagens por Willem II, Groningen e Emmen, da Holanda L Assessoria/Dalkurd FF
NOSSO TIME EDITOR, PROJETO GRÁFICO REDAÇÃO e PESQUISA e DIAGRAMAÇÃO, Élison Silva REVISÃO, REDAÇÃO E Gustavo Arruda PESQUISA Jhon Willian Tedeschi Felipe Augusto FOTOGRAFIA Kaique Augusto onde estamos revistaseriez.org issuu.com/seriezrevista cdf/revistaseriez
L Cláudio Bispo/Up!Sports
O MINAS/ICESP GARANTIU O TÍTULO DO BRASILEIRO FEMININO SÉRIE A-2. O VITÓRIA FOI VICE-CAMPEÃO
E S C8 A CONEXÃO FUTEBOL Entrevista: Giuliano L 32 A 12 Ç APITO INICIAL BOLA DE CAPOTÃO Os vencedores da Série D 2018 Taça Ioduran à O 38 LADO B Invadimos a Segundona Goiana 50 GUIA Debutantes da Armênia 2018/19
8 12 32 38 50
CONEXÃO FUTEBOL 8
GIULIANO: A RÚSSIA E A TURQUIA Batemos um papo rápido com o meia Giuliano, do Fenerbahçe, que participou de um amistoso beneficente em Maringá (PR), no último mês de junho, em meio a Copa do Mundo, onde ele esperava pela convocação. Ele fala sobre a não convocação para o Mundial, a primeira temporada no Fenerbahçe, a acirrada disputa do título nacional 2017/18 e a hostilidade e beleza do clássico contra o Galatasaray b 2007-2008 2009-2010 2011-2014 2014-2016 2016/17 2017A L Kaique Augusto/Revista Série Z 9
Teve uma ponta de decepção por não ter estado na Rússia? Isso era algo que eu estava esperando e que não aconteceu, mas estou com a minha cabeça muito tranquila com isso, pois deu o meu melhor, fiz minha parte, dei meu máximo. Tive uma excelente temporada. O fato de você não estar na lista final fica um pouco de tristeza, mas também, fica o reconhecimento de um trabalho que foi feito durante toda a temporada, onde fico satisfeito por ter feito parte dessa equipe. Você disse que a sua temporada foi boa. Como é que você analisa o seu desempenho nessa primeira temporada na Turquia? Foi excelente em termos de números e desempenho na participação coletiva e individual. Tivemos uma boa temporada. Foi a segunda melhor temporada da minha carreira. No ano passado, fiz a minha melhor pelo Zenit, com 18 gols e 14 assistências. Nesse ano, tive 15 gols e sete assistências, então mostra a minha evolução nesses últimos dois anos. 10
Acompanhei de longe, a liga turca 11 esse ano, onde teve uma disputa bem acirrada entre quatro equipes (Fenerbahçe, Galatasaray, Istambul Basaksehir e Besiktas). Para você, o que faltou para o Fenerbahçe conseguir o título? Nós perdemos alguns pontos em casa contra times que são considerados pequenos, que fizeram falta no final. Ficamos a três pontos do Galatasaray e esses pontos que perdemos em casa fizeram a diferença. Em um campeonato de pontos corridos, você precisa fazer o seu papel como mandante e buscar pontos fora. Buscamos muitos pontos fora, mas perdemos em casa. Sobre o clássico contra o Galatasaray. Como é o clima? Como foi disputá-lo? Eu já vivi Grenal aqui no Brasil e, para mim, é o maior clássico daqui, mas eu ainda não tinha vivido uma atmosfera como é em um Fenerbahçe x Galatasaray. É algo que vai além da imaginação. Os torcedores, realmente, vivem de uma forma diferente durante a semana, no estádio, até de uma maneira hostil. Mas é um clássico muito bonito, que eu tive prazer de participar. 1 Tribuna do Paraná | 2 Rich Schultz/Getty Images North America | 3 AA
APITO INICIAL QUATRO ACESSOS, QUATRO PALAVRAS 12
O que melhor expressa os acessos de Ferroviário, Imperatriz, Treze e São José na Série D 2018? Nós mostramos L Eduardo Torres/EC São José | Jefferson Cariri 13
ferroviÁRIO RESSUREIÇÃO O primeiro e único campeão nacional da capital cearense teve muito o que comemorar com o acesso à terceira divisão. Saindo da segunda divisão estadual rumo a glória... por FELIPE AUGUSTO editor da Revista Série Z 14
Quatro pontos! Foi essa a do Crateús; no ano seguinte fica diferença que o Ferrão em sétimo e o rebaixamento se ficou do Grêmio Barueri confirma em 2014. no octogonal final da Série C 2006, o último ascendente Há quatro anos começava daquela disputa. Foi a melhor o seu pior momento. Em 2015, campanha do clube cearense no uma pífia campanha na divisão escalão, com o 5° lugar. Aquela de acesso ligava o alerta nos temporada memorável combina adeptos tricolores: onde o clube com o atual ano da equipe, que poderia parar? No ano seguinte, veio de grande campanha na mais uma decepção, o Ferrim Copa do Brasil e foi premiada ficou a um ponto do acesso em com o título da Série D 2018. Foi um torneio com pontos corridos. o melhor ano da história do clube Tudo levava a crer que seria mais cearense. um ano de calvário, até que o Alto Santo, campeão do escalão, Até chegar nesse estágio, o desistiu da disputa do Cearense torcedor Coral sofreu e muito. 2017, repassando a vaga para o Da decepção de 12 anos atrás tricolor da capital. O “destino” fez até a glória desse ano, foram com que a equipe colocasse no anos brigando para não cair papel, uma nova organização e no Cearense e temporadas de planejamento, para aproveitar o calvário na segunda divisão. O momento. começo da década foi terrível para o clube. Em 2011, ficou a A primeira expectativa era um ponto do descenso; em 2012 se manter, mas a manutenção foi rebaixado no campo, mas significava a classificação para permaneceu devido a desistência a segunda fase. Na etapa final, vitória sobre o Horizonte, L Pedro Chaves/Ferroviário Atlético Clube 15
garantindo vaga na Série D o plantel para a Série D fosse 2018, e na semifinal, onde o fortalecido com jogadores do clube eliminou o rival Fortaleza. Campeonato Cearense, como O que foi épico aumenta mais Edson Cariús (Floresta), Luis pelo confronto decisivo ter sido Fernando e Gleibson (Iguatu), em três jogos. Chegou a final, além de um reforço internacional, perdeu, mas o que viria depois se o meia-atacante Juninho Quixadá, confirmou algo muito maior. que foi multicampeão com o Ludogorets Razgrad, da Bulgária. Em 2018, o clube teve Copa do Brasil, Copa do Nordeste e Copeiro, o Ferroviário teve Série D. As campanhas nas Copas uma primeira fase difícil, mas fizeram com que o time deixasse conquistou o primeiro lugar. o estadual de lado, onde não Nas fases seguintes, Marcelo foi bem, na Copa do Brasil, a Vilar assumiu e o Ferrão teve equipe teve uma ganho enorme capacidade técnica e mental para esportivo, com uma histórica ser mais copeiro ainda. Nos pés remontada contra o Sport, e de Edson Cariús, artilheiro da financeiro, onde ganhou quase Série D; na segurança do sistema cinco milhões de reais. defensivo e criatividade do meio- campo formado por Leanderson, O elenco de 2017 teve uma Mazinho, Esquerdinha e Janeudo, base mantida, com Luis Soares o Ferroviário conquistou o acesso e Erandir sendo os destaques e à Série C, para tentar pular uma o únicos que permaneceram até posição do que aquela campanha o fim da temporada. O dinheiro de 2006... da Copa do Brasil fez com que 16
O CRAQUE | EDSON CARIÚS retrospecto NO BRASILEIRÃO 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 81 82 83 84 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 b aaa a a a b cb bcc b b 43º 39º 6º 73º 28º 27º 10º 11º 33º 27º 32º 63º 44º 16º - 95 96 97 98 99 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 cccc cccccc d d 37º 25º 6º 38º 15º 7º 85º 35º 17º 5º 15º 1° fits 17 L-
IMPERATRIZ FIRMEZA Vice-campeão estadual, o Imperatriz apostou na força de seu elenco e em um técnico emergente para garantir o acesso à Série C por GUSTAVO ARRUDA repórter do Imirante.com 18
Primeiro clube do interior dos mais tradicionais clubes da do Maranhão a conquistar Quarta Divisão e forte candidato um acesso em competições ao acesso. Depois de uma vitória nacionais, o Imperatriz fez história apertada no Frei Epifânio e um nesta edição do Campeonato tropeço em Natal, o Cavalo de Brasileiro Série D com um Aço decidiu o seu destino nos grupo mordido pela derrota pênaltis, e contou com a pontaria na decisão do Campeonato desastrosa dos atletas americanos Maranhense para o Moto Club, para avançar às oitavas de final. que também representou o futebol maranhense na Quarta Já nas oitavas de final, a Divisão. Depois de um início equipe do Imperatriz teve a sua irregular, com três empates no revanche com o Moto Club, primeiro turno da fase de grupos, apimentada pelo reencontro o Cavalo de Aço começou a dar de Marcinho Guerreiro contra o suas patadas na Série D com clube onde é ídolo como jogador uma aquisição do seu algoz no e campeão como treinador. Antes Estadual: insatisfeito com a crise do primeiro jogo, Marcinho foi financeira no Moto, Marcinho enfático: “tenho gratidão pelo Guerreiro assumiu o comando do Moto e pela torcida, mas sou Imperatriz, substituindo Vinícius profissional. Respeitamos, mas Saldanha, e classificou o Colorado o Imperatriz também tem sua na segunda colocação do Grupo força”. Embalado pela postura e A6, com sete pontos nas últimas estratégia de seu comandante, três rodadas. o Cavalo de Aço sobrou contra o Papão e garantiu presença nas Logo no primeiro mata-mata quartas de final com duas vitórias da Série D, o Imperatriz teve incontestáveis. um reencontro de tirar o fôlego contra o América de Natal, um Com a questões domésticas resolvidas, o Imperatriz partiu L Assessoria/SID Imperatriz 19
para a decisão da vaga na Série C Daniel Barros, e dos atacantes de 2019 diante do desconhecido Adauto e Júnior Chicão, autor e perigoso Manaus, bicampeão de oito gols na Série D. A base amazonense. Diante do Gavião ainda contou com os reforços Real, o Cavalo de Aço passou do volante Cloves e do meia pela mesma situação apresentada Eloir, que garantiu o seu terceiro contra o América, com vitória acesso nacional em um clube em casa, derrota como visitante, maranhense. e classificação dramática nos pênaltis, desta vez com o goleiro Para 2019, o Imperatriz já deu Jean defendendo três cobranças. o primeiro passo em busca de O raio não caiu pela terceira vez um bom desempenho na Série na disputa de pênaltis contra o C, acertando a renovação de Treze, pelas semifinais, mas a contrato de Marcinho Guerreiro missão colorada foi cumprida e toda a comissão técnica com êxito. responsável pelo acesso. Em ascensão no futebol maranhense, Além do comando firme e Marcinho tem o cenário ideal das estratégias bem elaboradas para fazer um trabalho de de Marcinho Guerreiro, o que sucesso na próxima temporada, fez a diferença para o acesso do depois de lidar com vários Imperatriz foi a manutenção de problemas no Moto Club. Com seus destaques do Estadual. Além um treinador definido e um de Jean, herói contra o Manaus, planejamento sendo esboçado, o Colorado contou com atuações o Cavalo de Aço promete mais importantes do zagueiro André patadas nos campos pelo Brasil Penalva, dos laterais Gabriel afora no próximo ano. Paulino e Renan, do volante 20
O CRAQUE | JÚNIOR CHICÃO retrospecto NO BRASILEIRÃO 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 81 82 83 84 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 c 15º 89 (MB) 95 96 97 98 99 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 c cc ccc dd 62º 59º 12º 37º 34º 31º 23º 4º fits L Assessoria/SID Imperatriz 21
TREZE REERGUIMENTO O Treze conseguiu o tão sonhado e necessário acesso para a Série C do Campeonato Brasileiro contrariando muitas expectativas por ÉLISON SILVA editor do Voz da Torcida 22
No Paraibano, o Galo da e pouco badalados, como o Borborema fez uma zagueiro Nilson Júnior, o lateral- campanha abaixo do esquerdo Silva e o goleiro Mauro esperado, tendo acabado na Iguatu, o Galo iniciou a Série D quarta colocação. A posição sob desconfiança. O treinador deixaria o time sem disputas no montou um esquema sólido, que segundo semestre de 2019 caso não dava espaço aos adversários, ele ou o Campinense, seu maior e fez com que a cada jogo e a rival, não subisse, pois no mínimo cada bom resultado, o ânimo herdaria uma das vagas na fosse crescendo junto com o quarta divisão dadas pelo torneio time, que terminou a primeira doméstico. fase na liderança do Grupo A, sem nenhuma derrota. Desde o início da temporada, o alvinegro apostou em um No mata-mata, o time que elenco de jogadores conhecidos chegou as quartas de final da dos torcedores, como o zagueiro Copa do Brasil de 2005 – sendo Ítalo, o volante Dedé e o veterano eliminado pelo Fluminense -, Marcelinho Paraíba, a estrela do mostrou porque tem uma das time. Comandados por Oliveira grandes camisas do interior Canindé no início do estadual, o do país. E já no primeiro time não deu liga e o rendimento duelo eliminatório, um grande era baixo. Com a troca de personagem herói surgiu. comando e a chegada do “Rei do acesso” Flávio Araújo, as coisas Aos 30 anos, o goleiro Mauro começaram a mudar de rumo. Iguatu recentemente teve um problema no nervo-ciático que Mantendo a base do estadual mal o deixava andar, e por pouco e trazendo reforços pontuais sua carreira não foi abreviada. Ele L Ramon Smith/Treze FC 23
superou as adversidades para ser etapa o Galo empatou, contando peça-chave do Treze. com participações brilhantes de seu camisa 1 para que a Contra o URT, pegou dois vantagem dos gaúchos não fosse pênaltis na decisão da vaga, aumentada. em Campina Grande, após dois empates por 1 a 1. Depois, No segundo tempo, o Galo nas semifinais, Iguatu voltaria virou logo na volta do intervalo a brilhar defendendo três e já no fim da partida, o volante cobranças contra o Imperatriz. Dedé, campeão do Nordeste pelo Campinense, tratou de Contra Iporá-GO, o alvinegro marcar o gol do acesso. O jogo venceu em casa e perdeu fora, não foi encerrado devido à mas o gol de falta marcado por confusão criada pela torcida do Marcelinho Paraíba fez o Galo Caxias, que invadiu o campo. disputar contra o Caxias-RS o Mas isso não importava. O lado acesso para a terceira divisão. alvinegro de Campina Grande era só festa. O Treze fez sua Decidindo fora de casa, o parte, tem calendário completo Treze venceu no Amigão por em 2019, sobe um degrau na 1 a 0 e teve que enfrentar um busca de voltar aos tempos estádio Centenário lotado e um de protagonismo, e garante o adversário que abriu o placar sexto acesso na carreira de seu antes da metade do primeiro treinador. tempo. Mas o pesadelo durou pouco. Ainda no fim da primeira 24
O CRAQUE | MARCELINHO PARAÍBA retrospecto NO BRASILEIRÃO 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 81 82 83 84 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 aa a b b a a a b a b b b b b c c b b 53º 55º 44º 23º 61º 58º 37º 28º 13º 26º 7º 1ºE 9º 22º 15º 24º 45º 29º - 95 96 97 98 99 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 c ccccccc cdddcccd d 48º 19º 12º 17º 44º 7º 5º 8º 60º 25º 13º 5º 13º 5º 18º 17º 2° fits L Assessoria/Treze FC 25
SÃO JOSÉ METAMORFOSE O curioso caso do time de bairro gerido como clube- empresa que se tornou o “Rei de Copas” gaúcho e chegou à Série C do futebol brasileiro por JHON WILLIAN TEDESCHI radialista da Web Independente 26
Fazer futebol de qualidade na Interior gaúcho, período vitorioso mesma cidade dos gigantes do qual o clube sequer havia Grêmio e Internacional chegado perto em sua história. sempre foi uma tarefa inglória. Até então o Zeca era conhecido Pouca visibilidade, parcos como um humilde clube social recursos, uma disputa desigual da Zona Norte de Porto Alegre, por público nos estádios... Para sem grandes feitos no âmbito um clube de bairro centenário, futebolístico. que ficou mais de 40 anos sem conquistar qualquer título, esse Se pudéssemos personificar argumento era um atenuante, esse salto dentro de campo fazia com que o torcedor de do “mais simpático do Sul”, alguma forma se conformasse em certamente o nome designado ser uma simples sombra de dois seria o de Fábio Rampi. Com campeões mundiais. No entanto, passagem anterior pela categoria de 2015 para cá muitas coisas juvenil do São José, o goleiro de mudaram nas bandas do estádio 29 anos foi obter notoriedade Passo D’Areia, especialmente na no futebol gaúcho ironicamente sala de troféus do clube. no arquirrival Cruzeiro, onde foi eleito o melhor goleiro do Desde que o São José Gauchão 2011. Fábio retornou estabeleceu parceria com um ao Passo D’Areia em 2015 e grupo investidor, em 2014, foi fundamental em todas as houve uma sensível mudança na conquistas do clube desde então. forma de administrar o futebol Na Série D 2018 não poderia ser no clube. Em menos de 3 anos diferente. Com gols marcados foram 5 títulos de copas a nível e pênaltis defendidos em estadual, além de 2 títulos do momentos cruciais da campanha, L Eduardo Torres/EC São José 27
já na fase do mata-mata, o com o goleiro-artilheiro brilhando arqueiro escreveu seu nome de em todos eles. forma definitiva na história do Zeca. O acesso para a Série C é mais um capítulo dentro do No jogo contra o Linense presente vencedor do São José. Fábio não pegou pênalti, mas A experiência do Zeca nesta deixou sua marca, abrindo o divisão, aliás, veio em uma caminho para a vitória por 2 a 0. evolução muito sólida: em 2016, “A gente já passou por muitas queda na fase inicial; em 2017, coisas aqui dentro. Estou feliz por o acesso bateu na trave com a estar construindo uma história eliminação nas quartas de final bonita e espero poder dar para o Atlético Acreano; em 2018, continuidade, até porque temos a tão sonhada vaga na Série C muitas coisas pela frente, vamos veio com a melhor campanha da seguir desta forma que temos competição na classificação geral. muito o que colher”, afirmou o Se o título não veio, isso é um goleiro, ainda dentro do gramado detalhe. Degrau por degrau, com do Passo D’Areia após o jogo que muito trabalho e competência, decretou o acesso. A campanha o objetivo enfim foi alcançado. do São José teve episódios Se o objetivo foi renovado? Com dignos das grandes epopeias, certeza! Agora é fazer com que com decisões nos pênaltis, jogos a Série D faça parte do passado impróprios para cardíacos e definitivamente. reversões históricas de placares, 28
O CRAQUE | FÁBIO retrospecto NO BRASILEIRÃO 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 81 82 83 84 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 cc c c dd ddd 27º 32º 34º 63º 11º 29º 50º 7º 3º fits L Eduardo Torres/EC São José 29
L Lucas Figueiredo/CBF
BOLA DE CAPOTÃO TAÇA IODURAN: TRÊS EDIÇÕES E DOIS WOS Conheça a história da competição precursora das disputas interestaduais no Brasil, com direito a naming rights 32
Desde os primórdios do mas sem a data certa. O título ficou futebol brasileiro, Rio com o America. de Janeiro e São Paulo sempre promoveram Na que seria a última edição, em encontros entre as 1919, novamente, o Paulistano iria equipes dos estados, representar São Paulo, mas um novo o que naturalmente acirrou uma WO foi realizado pela equipe, que rivalidade e serviu como precursão dessa vez iria encarar o Fluminense, para o Torneio Rio-São Paulo. em 27 de agosto. O Fluminense foi Um desses campeonatos criados sagrado campeão. foi a Taça Ioduran, um dos primeiros casos de campeonato com naming Em 1918, o Fluminense e rights no Brasil, pelo encontro ser Paulistano disputaram a única edição promovido pelo Laboratório Ioduran, que houve uma partida com todos os que dava o nome a competição. 90 minutos. O Paulistano mandava O campeonato “foi” realizado no futebol paulista e esteve apta a entre 1917 e 1919. As aspas se todas as edições da Ioduran, mas explicam pelo inusitado: apenas em apenas na segunda edição que se uma oportunidade houve um jogo interessou em entrar em campo. As de fato, já que na primeira e última duas equipes eram tratadas como as edição, os clubes paulistas não “melhores do Brasil”, pela imprensa, compareceram aos jogos. É algo que mas podemos combinar que não deixou marcada a competição. dava para ser mensurado, devido Em 1917, o America e Paulistano a outros estados terem futebol foram os primeiros clubes da Taça e comunicação ser totalmente Ioduran, por serem campeões do Rio diferente da atual. (chamado Distrito Federal na época) e São Paulo, respectivamente, em No dia 7 de abril de 1918, 1916. A partida seria realizada no Rio em General Severiano, estádio de Janeiro, assim como em todas as do Botafogo, as duas equipes outras edições, mas o Paulistano não compareceram, ou melhor, o compareceu ao local, em jogo que Paulistano finalmente apareceu. seria realizado em abril daquele ano, Inicialmente, o jogo seria realizado nas Laranjeiras, mas mudou-se o local para que fosse em um campo “neutro”. Relatos da época dão conta 33
Time do America, campeão carioca de 1916 (Foto: Reprodução/Click nos Campeões) Time do Fluminense, campeão carioca de 1917 (Foto: Reprodução/Click nos Campeões) Time do Paulistano, campeão paulista de 1918 (Foto: Reprodução/Click nos Campeões) 34
que cinco mil pessoas foram ao estádio PARTICIPANTES e parte dos espectadores apareceu para apoiar o Paulistano, mesmo não tendo AMERICA informações se seriam paulistas ou 1917 torcedores de outros clubes cariocas. FLUMINENSE O Fluminense entrou em campo com 1918 e 1919 Marcos Mendonça; Sylvio Vidal, Chico Netto (capitão); Laís, Oswaldo Gomes, PAULISTANO Fortes; Mano, Zezé Carlos Guimarães, 1917, 1918 e 1919 Harry Welfare, Celso da Silva e Machado. O escrete paulistano foi de Cunha Bueno; Carlitos, Orlando (capitão); Sergio, Gullo, Ferreira; Agnelio, Mário Andrade, Zonzo, Mariano e Madureira. Pelo que se vê, as duas equipes apostaram no 2-3-5, em partida apitada por Antônio Augusto de Almeida. A partida foi emocionante, com uma virada incrível. O Fluminense abriu 2 a 0, com gols de Machado, aos 11, e Zezé, aos 39 minutos da etapa inicial. No segundo tempo, o Paulistano diminuiu aos 5 minutos, com Zonzo e quinze minutos depois, empatou com Mário Andrade, em penalidade máxima. Aliás, Andrade se tornou o herói do dia, quando aos 42 minutos fez o gol da vitória e do título da Taça Ioduran 1918, a primeira e única edição realizada dentro de campo e o único título paulista. Em 1920, a competição foi extinta para dar lugar a Copa dos Campeões Estaduais, com o ingresso do campeão gaúcho, que não foi realizada pela Ioduran, mas já assumida pela CBD. A história se sucedeu com a disputa Rio-São Paulo, sendo a taça precursora do torneio. 35
NO MENOR ESTADUAL DO BRASIL, O MATO GROSSENSE SEGUNDA DIVISÃO 2018, O OPERÁRIO LTDA CONSEGUIU O TÍTULO L Assessoria/Operário FC LTDA
LADO B NO MEIO DO CERRADO No final de julho, o Goiano Segunda Divisão 2018 começou com a busca de dez clubes pelos dois acessos. A competição está entre as de melhor nível entre as divisões menores dos Estaduais, sempre tendo algum jogador conhecido na disputa. Dessa vez, o número de famosos cresceu bem. Reunimos 11 jogadores com passagens marcantes por grandes competições que hoje estão no Lado B, o nosso lado, do futebol. Entre os participantes, apenas América (Morrinhos) ASEEV e Jataiense não contam com atletas mais renomados, mas a lista é boa! 38
MICHEL ALVES CRAC 37 anos | Goleiro Em 2007, Michel Alves participou de todas as partidas do Juventude na última disputa L Silas Batista/GloboEsporte.com-PB de Série A. Foi contratado pelo Internacional, mas desde o início demonstrava que não era tudo aquilo. Ficou uma temporada e rodou pelo Brasil, incluindo uma passagem no Criciúma onde cometeu um frangaço. Apesar das 90 partidas pelo Botafogo-PB, a carreira desandou mais e hoje é goleiro do clube de Catalão. 39
RODRIGUINHO CRAC 35 anos | Atacante Em um dos históricos times que o Santo André teve, Rodrigunho fazia parte. Em 2010, 40 ao lado de Bruno César, Branquinho e Nunes foi vice-campeão paulista. Após a campanha foi contratado pelo Fluminense, onde foi campeão brasileiro. Foi um ano mágico para o atacante. Desde então, não conseguiu estabilizar a carreira e se tornou um nômade. Seu último clube foi a Portuguesa Santista.
ALEÍLSON Goianésia 33 anos | Atacante Na Copa do Brasil 2009, o Águia de Marabá eliminou o Fluminense. Aleílson foi o grande L Wallace Teixeira/Agência Photocamera | Divulgação/Goianésia EC destaque das duas partidas, o que chamou atenção do Flamengo, mesmo que a aposta fosse folclórica por ter eliminado um rival. Fez apenas um jogo, para acabar se tornando, para muitos, nas manchetes de clickbait aquele “ex-jogador do Flamengo acerta com tal clube”... 41
NONATO Goianésia 39 anos | Atacante Ele é um dos grandes nomes do futebol goiano no século 21. É um dos ídolos do 42 Goianésia, com sete temporadas de clubes (com hiatos). Passou por outros sete clubes do estado, como Goiás e Atlético. Esteve com Wendell Lira, na Aparecidense, quando ele fez o gol do Prêmio Puskás. A grande passagem do artilheiro foi pelo Bahia entre 2000 e 2003. Muitos não entendem como não teve oportunidade por outros centros!
ROBSTON Goianésia 36 anos | Volante No fim da década passada, Robston foi um dos símbolos do Atlético Goianiense, que L Divulgação/Goianésia EC | Douglas Monteiro saiu da Série C rumo as participações na Série A. Meio-campo alto, era visto com uma característica elegante de estar em todo campo. Em 2014 foi pego no antidoping, com cocaína detectada nos exames. Conseguiu se estabilizar no Vila Nova anos atrás, mas depois disso teve que rodar o país, chegando ao Goianésia. 43
JUNINHO Goiânia 33 anos | Atacante Foram oito anos defendendo o Atlético Goianiense, onde participou da melhor era 44 do clube, incluindo os três anos consecutivos de Série A e semifinal de Copa do Brasil. Era o coadjuvante mais importante do time, com rapidez no ataque. Desde que saiu do Dragão em 2015, o Goiânia será o quinto clube, mesmo tendo bola para estar em divisões maiores.
MÁRCIO Goiânia 37 anos | Goleiro Assim como Juninho, Márcio participou do melhor período atleticano, ainda mais com L Divulgação/Atlético Goianiense | Divulgação/Rádio Sagres os gols de falta que anotou. A história teve um final diferente do que se imaginava, pois em 2016, ele acertou com o Goiás. A ida para o rival fez com que tivesse uma perda da referência que tinha criado. A passagem pelo esmeraldino não foi boa. Esse ano, é a segunda passagem por uma segunda divisão, já que estava no Ipatinga. 45
RAFAEL CALDEIRA Jaraguá 27 anos | Zagueiro Juramos que é coincidência, pois é a terceira vez que Rafael Caldeira está nessa editoria: 46 Paulista (2017 – Paulista Série A-3) e Operário (2018 - Mato-Grossense). O zagueiro foi formado no Santos e teve certo carinho do torcedor, já que o clube não se notabilizava muito por revelar zagueiros confiáveis. Porém, teve poucos jogos, foi emprestado várias vezes e agora segue rodando o Brasil, chegando ao campeão da Terceirona 2017.
JUDSON Novo Horizonte 26 anos | Meio-campo Ele não está aqui por ter passagens marcantes em grandes clubes, mas por ser naturalizado L Ricardo Saibun/Santos FC | Reprodução/UOL equato-guineense e por ter jogado na seleção. Lá em 2013, Guiné Equatorial resolveu naturalizar vários jogadores brasileiros e colombianos. Quando era jogador do São Bernardo, ele foi convidado à seleção onde atuou por 38 minutos em dois jogos das Eliminatórias da Copa contra a Tunísia e Cabo Verde. 47
RODRIGO CALAÇA Santa Helena 37 anos | Goleiro Para muitos que leem essa revista, 13 anos significam metade da própria vida. Foi esse 48 período que Rodrigo Calaça passou pelo Goiás, onde por muito tempo foi reserva do ídolo do clube: Harley. Se pensarmos em uma média de 50 jogos por anos, em 13 anos são 650 partidas. Calaça teve pouco mais de 100 atuações em toda passagem, com o melhor ano em 2003, quando substituiu Harley, contundido.
FLÁVIO CAÇA-RATO Trindade 32 anos | Atacante Folclórico, engraçado e ídolo do Santa Cruz. Flávio Caça-Rato não conseguiu dar o salto L Reprodução/Esmeraldino.com | Divulgação/Trindade AC que imaginava. Figura marcante no momento de “reconstrução” da Cobra Coral, Caça- Rato rendeu mídia para todos clubes que o contrataram posteriormente, mas sem lembrar a agilidade e eficácia que teve no futebol pernambucano. Foi um dos últimos reforços do Trindade para o Goiano Segunda Divisão. 49
GUIA GUIA DOS DEBUTANTES CAMPEONATO ARMÊNIO 2018/19
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