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Versão_Digital_PNQ_PCVinha_2020

Published by Palace Design, 2020-05-16 15:49:48

Description: Versão_Digital_PNQ_PCVinha_2020

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orboletas Fascinantes e graciosas, as borboletas são insetos que estão ativos durante o dia. Muitas são coloridas e fáceis de observar. As colorações vibrantes também servem para sinalizar aos outros animais que podem ser tóxicas para eles. Assim como outros grupos de insetos, são indicadoras de qualidade ambiental, além de atuarem como polinizadoras das flores, perpetuando a vida de várias espécies de plantas. Caminhando pelas trilhas do Parque em dias ensolarados, a grande diversidade de borboletas é um espetáculo! 32 espécies 1 espécie Você sabia? O “pozinho” que sai das asas das borboletas são milhares de minúsculas escamas, que formam os desenhos e os arranjos das mais variadas cores de suas asas. Ao contrário do que muita gente pensa, esse “pozinho” não cega, mas pode causar irritação se entrar em contato com os olhos. 00

Borboleta-olho-de-pavão-diurno (Junonia evarete) De voo rápido e agressivo, frequentemente pousa no chão com suas asas abertas, expondo seus desenhos que mais parecem olhos, por isso o nome popular borboleta-olho-de-pavão. Alimenta-se de néctar de flores e prefere ambientes abertos e ensolarados. Capitão-do-mato (Morpho achilles) Voando a poucos metros do chão nas horas mais quentes do dia, impressiona pelo tamanho e pelo azul de suas asas. É impossível não admirar a graciosidade de seu movimento ao vê-la voando. Alimenta-se de frutos em decomposição. Borboleta-da-praia (Parides ascanius) Possui uma particularidade: ela só ocorre na Restinga, é uma espécie endêmica dessas áreas. Costuma voar lentamente, pairando sobre arbustos para alimentar-se de néctar de flores, de manhã e no final da tarde. Foi o primeiro inseto brasileiro a entrar na lista das espécies ameaçadas de extinção, fato nada comemorativo. A principal ameaça é o desaparecimento do seu habitat, no caso a Restinga. 00

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LIBÉLULAS Símbolo do nosso parque! Aviãozinho, lava-bunda, lavadeira, pito ou simplesmente libélula. A vida desses animais começa quando a fêmea coloca os ovos na água, que pode ser uma lagoa, riacho ou bromélia, dependendo da espécie. Após um longo tempo, que pode levar anos, e várias metamorfoses, a libélula assume a forma adulta. Excelentes voadoras e predadoras vorazes, após conquistar os ares, elas procuram seus parceiros para acasalamento, já que têm pouco tempo de vida com suas asas. Devido à sua sensibilidade às alterações na qualidade da água e do ar, são consideradas espécies indicadoras de qualidade ambiental. Vamos conhecer algumas das 35 espécies registradas no Parque? 00

Aceratobasis mourei Rara e especial, é encontrada apenas em nosso Estado. Os pesquisadores a registraram na Mata Seca, entre a Lagoa Vermelha e a Lagoa Feia. Essa espécie endêmica do Espírito Santo é o símbolo do Parque. Diastatops obscura Pode ser observada com maior facilidade na vegetação às margens das lagoas do Parque. Possui asas com coloração escura. Seu voo mais lento assemelha-se ao de uma borboleta. Os machos são defensores ferrenhos de seu território, havendo uma disputa entre eles para conseguir mais fêmeas. Leptagrion perlongum Endêmica da Mata Atlântica, coloca seus ovos na água acumulada em bromélias, onde as larvas levam de seis meses a um ano para desenvolverem-se. No Parque, foi registrada na Formação Aberta de Clusia, mas também pode ser encontrada em outros ambientes ricos em bromélias. Pousados próximos ou sobre as bromélias, os machos defendem seu território, disputando as fêmeas com outros machos da mesma espécie. 00

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Dois terços do nosso Planeta é coberta por água: lagos, rios e oceanos. Nesse ambiente tão extenso, a diversidade de seres vivos também é enorme. Dentre eles, destacam-se os peixes, que povoam quase toda essa imensidão aquática. Os peixes são animais ectotérmicos, ou seja, a temperatura corporal é regulada pela temperatura do ambiente. São perfeitamente adaptados para a vida embaixo da água: o formato do corpo, nadadeiras ou barbatanas, a capacidade de flutuar e a respiração pelas brânquias que absorvem o oxigênio dissolvido na água. Os peixes são fundamentais para a manutenção dos ambientes aquáticos, sejam de água doce ou salgada. Por servirem como uma das principais fontes de proteína para dieta humana, têm sido pescados indiscriminadamente, resultando numa diminuição drástica nas quantidades e variedades de espécies. A APA e o Parque são bem servidos de ambientes aquáticos. No ambiente marinho foram registradas 241 espécies. A Lagoa de Caraís é a que tem o maior número de espécies de peixes entre as lagoas do Parque: 21 espécies. Pois junta-se com o mar periodicamente, fazendo com que algumas espécies marinhas utilizem este ambiente. Nas outras, a Lagoa Vermelha e a Lagoa Feia, foram encontradas dez espécies. 22 espécies nas lagoas 241 espécies no mar 6 espécies 1 espécie 00

Peroá (Balistes capriscus) Bastante comum na costa do Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo, o peroá, ou peixe-porco, como também é conhecido, frequenta ambientes que variam de 6 a 100 metros de profundidade. Apreciado na culinária, é pescado intensamente. Quando se reproduz, a fêmea prepara o ninho e o macho afasta qualquer ameaça. Após a fecundação, que ocorre ao final do dia, o casal protege o ninho durante 55 horas, quando, então, nascem as larvas de 1,7mm. Paru-branco (Chaetodipterus faber) O Paru-branco muda de cor durante sua vida. Quando jovens, são escuros com manchas pálidas. Já adultos, apresentam manchas escuras e o corpo mais claro. Podem crescer até 90 cm de comprimento. Os jovens dessa espécie podem ser encontrados em manguezais e estuários, onde ficam com o corpo inclinado, imitando pequenas folhas. Com hábitos diurnos, alimenta-se de uma variedade razoável de invertebrados marinhos. Gramma Real (Gramma brasiliensis) Endêmica do Brasil, mede aproximadamente seis centímetros. Alimenta-se de micro-organismos presentes na água do mar. É uma espécie que chama a atenção pela beleza de suas cores, tornando-a de grande interesse para o comércio de peixes ornamentais. 00

Tricolor (Holacanthus tricolor) Comumente encontrado em regiões de recifes, pode atingir até 40 cm de comprimento. Essa espécie ornamental de grande beleza é inteiramente amarela quando jovem, com uma pequena mancha negra nas laterais. Esta mancha aumenta ao mesmo tempo em que cresce. Assim, quando atinge a fase adulta, uma grande mancha estende-se desde a nadadeira peitoral até a base da cauda. No entanto, as extremidades continuam sendo amarelas. Batata ou Budião (Sparisoma frondosum) HHabitante de áreas com recifes e costões rochosos, o batata atinge até 50 centímetros de comprimento. Sua coloração é muito variável. Os adultos são verde- azulados e possuem a lateral do corpo castanha. Os machos de maior porte são verdes com manchas azuis e possuem uma área avermelhada na parte posterior da nadadeira caudal. As fêmeas e jovens são castanhos com as nadadeiras avermelhadas. O ventre é claro e ainda possuem pequenas manchas brancas na lateral do corpo. João-cachaça (Holocentrus adscencionis) Também ornamental, possui coloração alaranjada com faixas esbranquiçadas ao longo do corpo e nadadeiras. Com olhos e boca grandes, inclui, em sua dieta, caranguejos e camarões. Seu hábito é noturno e prefere costões rochosos em águas rasas. Mas, mesmo assim, já foi observada em profundidades de até 90 metros. Pode chegar a aproximadamente 35 centímetros de comprimento. 00

a orquestra da Natureza AApós o pôr do Sol, uma infinidade de sons é ouvida na mata. Podem ser parecidos com assovios, martelo batendo na lata... É o canto dos anuros. Anura é uma ordem dos anfíbios da qual fazem parte os populares sapos, rãs e pererecas. Esses sons são produzidos pelos machos para atraírem as fêmeas. Cada espécie tem um coaxado diferente que pode ser ouvido a grandes distâncias. Esse é um grupo bastante curioso, a começar pela sua trajetória de vida. A origem do nome anfíbio é grega e significa “duas vidas”. Quando nascem, vivem na água, respiram por brânquias e são herbívoros. Quando adultos, passam para o ambiente terrestre, respiram por pulmões e são carnívoros. Os anfíbios são muito importantes para o controle da população de insetos e são indicadores de qualidade ambiental. Preste atenção à infinidade de sons que vêm da mata! São 37 espécies de anfíbios no Parque entre Sapos, rãs e pererecas... 1 espécie 00

Sapos Os sapos são mais terrestres e lentos, pois locomovem-se com pequenos saltos. Quando comparados com as rãs e pererecas, vemos que sua pele é mais seca e rugosa. Atrás de cada olho possuem uma glândula que secreta veneno, que tem o nome de paratoides. Esse veneno serve como proteção contra predadores. Como eles não conseguem injetar esse veneno, envenenar pessoas é muito difícil. Mas, quando atacados por cachorros, por exemplo, a mordida pressiona essa glândula fazendo com que o sapo libere o veneno, causando a intoxicação do agressor. Pererecas O nome perereca vem do tupi, “pere’reg”, que significa “ir aos saltos”. Isso porque são animais rápidos e locomovem-se por grandes saltos. Sua pele é lisa e úmida e, nas pontas dos dedos, apresentam discos adesivos, que garantem sua habilidade de subir na vegetação. Rãs As rãs são geralmente aquáticas, ótimas nadadoras e grandes saltadoras. Sua pele é bem lisa e úmida. São apreciadas como alimento em muitos lugares do mundo, inclusive no Brasil. 00

perereca-da-bromélia (Phyllodytes luteolus) Com até três centímetros de comprimento, essa espécie típica da Restinga é o único anfíbio encontrado, até hoje, no Arquipélago das Três Ilhas. Utiliza bromélias para abrigar-se, reproduzir-se e alimentar-se. A ocupação desordenada das áreas de Restinga é uma séria ameaça à sua sobrevivência. sapo-cururu (Rhinella crucifer) Conhecido como sapo comum, adapta-se à diversos lugares, pois consegue resistir à muitas alterações no ambiente natural. Sua reprodução acontece em poças de água ou margens de lagos e brejos. ( (perereca-da-salvíneas Sphapelannoirchoylnachus É uma espécie típica do litoral da Região Sudeste do Brasil. Tem focinho curto e coloração verde. Costuma ficar sobre a vegetação, principalmente sobre uma espécie de planta aquática, a salvínea. 00

rã-comum (Leptodactylus latrans) Costuma viver em áreas abertas, mas também pode ser encontrada em lagoas e alagados. É resistente às alterações do seu habitat. Pode chegar a 12cm de comprimento e possui pernas grandes e musculosas. É muito apreciada como alimento e, por esse motivo, sofre com a caça predatória. sapo-ferreiro (Boana faber) O nome sapo-ferreiro é devido à semelhança do seu coaxado com o barulho de um martelo batendo em uma lata. O macho constrói ninho às margens das lagoas. Esse ninho é feito de barro e possui o formato de uma pequena piscina. É nesse local que ocorre sua reprodução, onde são depositados mais ou menos 3.000 ovos. perereca-macaco (Phyllomedusa burmeisteri) É arborícola, ou seja, vive nas árvores, geralmente próximas às lagoas, no interior das matas. Dificilmente saltam para locomoverem-se e costumam andar lentamente num passo que lembra uma marcha. Quando se sentem ameaçadas, fingem que estão mortas, ficando imóveis, até sentirem que o perigo já passou. 00

RÉPTEI uma beleza diferente O que uma tartaruga marinha, um jacaré e uma cobra têm a ver um com o outro? Apesar de apresentarem aparências bem diferentes, esses animais pertencem ao mesmo grupo, dos répteis. Isso deve-se ao fato de possuírem algumas características em comum, tais como: ectotermia, ou seja, a temperatura do corpo é regulada de acordo com a temperatura do ambiente; corpo recoberto por grossas escamas. Por muito tempo, algumas espécies sofreram com a caça predatória, servindo de alimento para comunidades tradicionais, como é o caso das tartarugas marinhas e do jacaré-do-papo- amarelo. Atualmente, a maior ameaça para os répteis é a destruição do seu habitat. Como a maioria das espécies vive em ambientes específicos, elas não conseguem sobreviver em locais degradados. Um bom exemplo é o lagartinho-de-linhares ou lagartinho-listrado (Ameivula nativo ), uma espécie ameaçada de extinção encontrada no Parque. Como vive apenas em áreas de Restinga, a destruição desse ambiente pode inviabilizar sua sobrevivência. 00

Outros animais que fazem parte desse grupo são as cobras, muito importantes para o equilíbrio do ambiente natural, por serem grandes predadoras. Incluem em sua dieta uma grande variedade de animais, que podem ser pequenos mamíferos, anfíbios, aves e outros répteis. O que as pessoas não sabem é que o veneno desses animais, além de ser utilizado para fabricar o soro antiofídico, vem sendo pesquisado para a produção de diversos tipos de remédios. Diversidade de répteis registrada no Parque: 46 espécies 4 espécies marinhas na APA 4 espécies 1 espécie 1 espécie 1 espécie exótica 00

jacaré-do-papo-amarelo (Caiman latirostris) O jacaré-do-papo-amarelo pode crescer até quase dois metros de comprimento. É encontrado em manguezais, banhados, lagoas e pequenos rios na Região Leste do Brasil. Já esteve ameaçado de extinção, por causa da poluição de seu habitat e da caça, para a comercialização de seu couro e carne. Não é mais encontrado no Parque, resultado da caça predatória no passado. É carnívoro e alimenta-se de caramujos, crustáceos, peixes, outros répteis e até mamíferos de pequeno e médio porte. Suas fezes servem de alimento para algumas espécies de peixes e outros animais aquáticos. A reprodução ocorre no verão quando a fêmea bota os ovos nas margens de rios e lagos e cobre-os com folhas e restos de plantas para que o ninho fique aquecido. O próprio calor do Sol é que choca os ovos. Durante este período, a fêmea fica próxima ao ninho e pode atacar, caso apareça algum predador. Após o nascimento, cuida dos filhotes com a ajuda do macho. 00

TEIÚ (Salvator merianae) Um dos maiores lagartos do Brasil, é conhecido por atacar galinheiros para comer os ovos. Este é um dos motivos que faz com que sofra com a caça predatória, além do consumo de sua carne e uso do seu couro. Costuma alimentar-se de tudo: ovos, frutos, insetos, pequenos mamíferos, aves e até carniça. É comum ser visto durante o dia. Geralmente, quando se encontra com uma pessoa, ele fica parado e, de repente, sai correndo em direção à mata fazendo bastante barulho. Caso o teiú sinta-se ameaçado, pode dar mordidas ou até “chicotadas” com sua cauda. 00

LAGARTO-DE-LINHARES OU LAGARTO-LISTRADO (Ameivula nativo) Esse pequeno lagarto vive exclusivamente em áreas de Restinga do Espírito Santo e da Bahia. Atualmente, encontra-se ameaçado de extinção. Com a degradação dessas áreas, ele pode desaparecer, como já aconteceu em uma região do extremo sul da Bahia. Assim, as Unidades de Conservação em áreas de Restinga são muito importantes para a sua sobrevivência. São mais ativos entre as dez horas da manhã e o meio-dia, quando se alimentam, principalmente, de larvas de insetos. Esse animal é encontrado em locais mais abertos, que são mais quentes, como a Formação Aberta de Clusia. 00

JIBOIA (Boa constrictor) É uma espécie que impressiona pelo seu tamanho, de até quatro metros de comprimento. De hábito noturno e crepuscular, alimenta-se de mamíferos, aves e outros répteis. Quando captura alguma presa, ela a mata por um processo chamado “constrição”, por isso seu nome científico: Boa constrictor. Ela se enrola na presa apertando bastante, até sentir que os batimentos do coração e a respiração do animal pararam. Depois disso, engole-o por inteiro. A jiboia sofre diversos tipos de ameaças, como a caça, pelo valor da sua carne e do seu couro, a destruição de seu habitat e o tráfico de animais, já que são vendidas como animais de estimação. 00

TARTARUGAS MARINHAS Na região do Parque e da APA, são encontradas quatro espécies diferentes de tartarugas marinhas: tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta ) tartaruga-verde (Chelonia mydas) tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea) tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata) 00

TARTARUGA-cabeçuda A tartaruga-cabeçuda é a única espécie que desova nas praias do Parque, entre os meses de setembro e março. Ela faz um ninho na areia, onde coloca mais ou menos 120 ovos e retorna para o mar. O calor do Sol choca os ovos e, depois de 45 a 60 dias, as tartaruguinhas nascem e vão para o mar. Cerca de 25 anos mais tarde, quando adultas, elas voltam para desovar na mesma região onde nasceram. Outra espécie, que pode ser vista frequentemente, é a tartaruga-verde. Quando jovem, costuma alimentar-se de algas e pode ser encontrada próximo às pedras da Praia de Caraís. Atualmente, uma das maiores ameaças para elas é a captura acidental em redes de pesca. Por respirarem através dos pulmões, ao ficarem presas na rede, elas não conseguem voltar à superfície para respirar e acabam morrendo afogadas. Outro problema sério é o lixo no mar, que elas confundem com alimento e podem morrer em consequência desse engano. 00

AVES Com características únicas, as aves conseguiram adaptar-se à todas as regiões do Planeta. Com uma excelente visão e audição, é a única classe de animais que possui penas. Seus ossos são ocos e preenchidos com ar, tornando-os, assim, mais leves. Seus membros anteriores transformaram- se em asas e seu corpo é aerodinâmico. Características que permitiram a capacidade de voar. O canto das aves, que enchem de vida e alegria o ambiente, é uma característica particular de cada espécie e de grande importância na comunicação entre elas. Além de belas, desempenham importantes funções no ambiente. Atuam como polinizadoras, predadoras, dispersoras de sementes e, também, como decompositoras, como os urubus. Ao invés de dentes possuem bicos, adaptados ao tipo de alimentação de cada espécie. 00

Há uma grande diversidade de espécies de aves, com diferentes formas, tamanhos, cores, hábitos e sons. 225 espécies na APA 192 espécies no Parque 11 espécies nas Três Ilhas 5 espécies 3 espécies 3 espécies 1 espécie endêmica da restinga 14 espécies endêmicas da Mata Atlântica 5 espécies marinhas 22 espécies migratórias 00

Sabiá-da-praia (Mimus gilvus) É uma das aves mais comuns no Parque e pode ser apreciada em quase todos os ambientes, menos nas matas fechadas. Seu canto é bastante variado, inclusive, pode imitar o canto de outras espécies. Por isso, a captura ilegal para criação em cativeiro é uma das suas ameaças. Tijê ou tié-sangue (Ramphocelus bresilius) Destaca-se pela beleza de sua plumagem vermelha e preta, exibida apenas pelos machos, é considerada uma das mais belas aves brasileiras. É frugívoro, ou seja, alimenta-se de frutos. Assim, desempenha uma importante função no ambiente, ajudando diversas plantas a multiplicarem-se em diferentes áreas, já que é um bom dispersor de sementes. No Parque, habita áreas de floresta e formações abertas. Socó-boi (Tigrisoma lineatum) Moradora de ambientes alagados, é solitária e costuma fazer seus ninhos no alto das árvores. Pertence à família das garças. O socó-boi possui um pescoço bem longo e bico afiado, que usa como se fosse um “dardo” para capturar peixes. Quando adulto, tem a plumagem marrom e é bem diferente do jovem, que é amarelo com faixas pretas, semelhante a um tigre. Por esse motivo, seu nome científico é Tigrisoma. 00

Garrinchão-pai-avô (Thryothorus genibarbis) Seu canto é muito forte. O interessante é que o macho e a fêmea cantam juntos, formando um dueto. São encontrados na beira ou no interior de matas fechadas. Costuma ficar na parte baixa da vegetação, mais perto do chão, onde faz os ninhos com formato de um globo. Piru-piru (Haematopus palliatus) Moradora da região costeira das Américas, vive nas praias e em costões rochosos. Sua cabeça é preta e o bico é bem vermelho e resistente, que é utilizado como um “alicate”, para alimentar-se de moluscos e caranguejos. Carcará (Caracara plancus) Esse grande falcão pode ser facilmente observado em áreas abertas, nas praias e nas rodovias. Sua dieta é diversificada, comendo até mesmo animais mortos, por isso é comum vê-lo junto aos urubus. Alimenta-se de anfíbios, répteis, pequenos mamíferos, ovos e outras espécies de aves. 00

MAMÍFEROS Lontra, preguiça, morcego, gambá, cuíca, baleia e tamanduá são algumas das 70 espécies de mamíferos encontrados no Parque e na APA de Setiba. O que eles têm em comum? Seu corpo coberto por pelos, que garantem sua proteção, e as fêmeas amamentam os filhotes nos primeiros momentos de suas vidas. Algumas espécies vivem nas árvores, são pequenas e pesam poucos gramas, como a cuíca (Marmosops incanus). Outras habitam a imensidão do mar, podendo chegar a vários metros de comprimento e pesar toneladas, como as enormes baleias-jubarte (Megaptera novaeangliae). O grupo dos mamíferos apresenta as mais variadas maneiras de locomoção, hábitos e funções na natureza. A Família dos Felinos, como o gato-maracajá (Leopardus wiedii ) e o gato-mourisco (Puma yagouaroundi ), são carnívoros. Os noturnos morcegos, mamíferos voadores, são muito importantes na polinização das plantas e na dispersão das sementes. Não podemos esquecer os primatas, pois existem duas espécies na região, o macaco-prego (Cebus nigritus) e o sagui-da-cara-branca (Callithrix geoffroyi). 00

A maioria das espécies são difíceis de serem vistas , mas podemos encontrar alguns vestígios da presença delas, como fezes e pegadas. Fique atento! 70 espécies na APA e no Parque 18 espécies voadoras 4 espécies marinhas 3 espécies exóticas 5 espécies 1 espécie 00

Cachorro-do-mato (Cerdocyon thous) Esse solitário animal é frequentemente visto pelos visitantes do Parque, principalmente no fim da tarde ou no início da manhã, já que tem hábito crepuscular e noturno. É onívoro, sua alimentação inclui diferentes tipos de animais (cobras, lagartos, pequenos mamíferos, anfíbios, aves e insetos) e algumas plantas. Por comer frutas, é um importante dispersor de sementes, através de suas fezes. Alguns dos frutos comuns na região também são muito apreciados pelo cachorro-do-mato, como o guriri (Allagoptera arenaria) e o araçá (Psidium cattleyanum). Ouriço–preto (Chaetomys subspinosus - VU) Conhecido também como jaú-torino, é encontrado na Mata Atlântica, apenas nos Estados da Bahia e do Espírito Santo. Seu corpo é recoberto por espinhos moles, alguns deles com até cinco centímetros de comprimento, que servem como defesa contra outros animais. Os demais ouriços da região, o ouriço-cacheiro-preto e o ouriço-cacheiro-amarelo, são um pouco diferentes. Têm uma grande quantidade de pelos que recobrem seus espinhos, que são robustos e mais aguçados. O ouriço vive no alto das árvores. É raro descer para o solo, onde seus movimentos são lentos e acaba ficando mais vulnerável aos predadores. À noite, quando está em maior atividade, alimenta-se de frutos e folhas, por isso, assim como o cachorro-do-mato, é um importante dispersor de sementes. Durante o dia descansa em emaranhados de cipós e folhas. 00

Jaguatirica (Leopardus pardalis) Esse felino de hábito solitário e terrestre é ativo durante a noite. Além de bom nadador e escalador de árvores, é carnívoro e sua alimentação inclui uma grande variedade de animais, como pequenos roedores, marsupiais, lagartos e aves. Sua agilidade e habilidade permitem que se alimente, também, de animais maiores, como a cutia, o veado, o tamanduá-mirim e o quati. A beleza de sua pelagem cinza-amarelada com manchas negras, por muito tempo, foi sua principal ameaça. Veado-mateiro (Mazama americana) Esse simpático animal pode ser encontrado em todo o Brasil. Geralmente anda sozinho, mas pode ser visto em casais. Sua cor é marrom-avermelhada e o macho diferencia-se da fêmea por ter chifres curtos e pontudos. Os filhotes têm pequenas manchas brancas que servem como camuflagem que os protegem dos predadores, mas, depois de dois meses, começam a desaparecer. Precisa de lugares bem preservados para viver, por isso é uma espécie indicadora de qualidade ambiental. Alimenta-se de frutos, flores e folhas novas. 00

Tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla) O tamanduá-mirim é encontrado em quase todo o Brasil. Seu pelo é curto e de cor amarelada com uma mancha preta lembrando um colete, por isso também é chamado de tamanduá-de-colete. Suas garras são grandes, sendo as das patas dianteiras maiores do que as das traseiras. Quando se sente ameaçado, tenta defender-se ficando em pé apoiando-se no rabo, com as garras da frente prontas para atacar! Sua alimentação consiste principalmente de formigas, abelhas e cupins. A fêmea carrega o filhote nas costas ou deixa-o no ninho quando sai à procura de alimento. Depois de aproximadamente um ano o filhote fica independente. Irara (Eira barbara) Frequentemente vista no Parque, tem o corpo comprido, pernas curtas e uma grande cauda. É muito ágil: corre, nada e tem uma habilidade impressionante para subir em árvores. É solitário e mais ativo durante o dia, quando se alimenta de pequenos animais, frutos e mel. É chamado, também, de papa-mel. Em Tupi guarani, irara significa “dono do mel”. 00

Tatu-galinha (Dasypus novemcinctus) A origem do seu nome vem do fato de sua carne ter sabor semelhante ao da galinha. Por esse motivo, a caça predatória tornou-se sua principal ameaça. Possui uma carapaça com algumas cintas móveis, geralmente nove, por isso seu nome científico é Dasypus novemcinctus. Todavia, podem ser encontrados alguns exemplares da mesma espécie com oito ou onze cintas. Para morar, ele faz tocas com até seis metros de comprimento, mas, mesmo assim, são capturados por caçadores. O que muitas pessoas não sabem é que ele nada muito bem e, inclusive, alimenta-se na água. Apesar de apreciar principalmente insetos, seu cardápio é constituído por algumas plantas, pequenos animais, ovos e até carniça. Não esqueça... Nós também somos mamíferos! 00

GE DIVERSIDADE cenário em transformação 00

O Planeta Terra, ao longo de milhões de anos, passou por transformações que mudaram a paisagem diversas vezes até ficar com a aparência atual. Esses processos não param! Entretanto, o tempo geológico é bem maior do que o tempo de nossas vidas, por isso, não temos a percepção dessas mudanças no ambiente. O Parque Estadual Paulo Cesar Vinha encontra-se na planície costeira, formada a partir dos movimentos de subida e descida do mar ao longo do tempo geológico. O nível do mar já foi mais baixo do atual, como também já foi bem mais alto, nos períodos glaciais e interglaciais. O último movimento de regressão marinha foi há cerca de cinco mil anos. Assim como hoje, em tempos remotos, existiam lagos e lagoas e, no Parque, encontramos tanto um tipo de solo resultantes de processos fluviais e marinhos (depósitos flúvio-marinhos), quanto apenas pela ação do mar (depósitos marinhos). Há, também, locais que foram modelados ao longo do tempo pela ação do vento (depósitos eólicos), como é o caso das Dunas D’ulé. Nessas áreas surgiu a vegetação de Restinga, apresentando diversos aspectos e características de acordo com a origem do sedimento, como pode ser observado no Parque. CORDÕES ARENOSOS São acumulações de areia que ficam paralelas à linha da praia, formadas pela ação do mar durante milhares de anos. Cada cordão arenoso é separado do outro por depressões. É de fácil observação em campo, pois as depressões e os cordões tem vegetação diferente. Preste atenção! 00

Recursos Hídricos Águas que unem vidas A APA de Setiba e o Parque Estadual Paulo Cesar Vinha tem diversos rios, riachos, lagoas e banhados. Toda essa fartura de água é fundamental para manutenção de diversas espécies na região e também para as pessoas, que a utilizam para consumo, agricultura e criação de animais. A região faz parte da Bacia Hidrográfica do Rio Una, que está localizada quase integralmente dentro da APA e deságua no mar, na Praia de Santa Mônica. Os principais afluentes do Rio Una são os rios Chury, Ribeirão Ponto Doce e córregos Amarelo, Lajes de Pedra e Barro Branco. Destacam-se na região as lagoas do interior do Parque: a Lagoa Feia, a Vermelha e a de Caraís. Trata-se de uma região com o solo arenoso, onde as águas subterrâneas estão interligadas através do lençol freático. Infelizmente, por conta disso, o lançamento incorreto do esgoto doméstico acaba por poluir toda a região. Ajudar na conservação dos recursos hídricos é permitir que a vida, em toda sua abundância, perpetue-se em nosso Planeta. 00

Bacia LEGENDA hidrográfica BACIAS HIDROGRÁFICA É uma região onde as águas da chuva, DOCE ITABAPOANA águas subterrâneas, rios e nascentes estão RIACHO REIS MAGOS interligadas e drenam para um rio principal. SANTA MARIA ITAÚNAS Este, por sua vez, desagua no mar. GUARAPARI JUCU ITAPEMIRIM BENEVENTE Lençol freático SÃO MATEUS RIO NOVO Quando chove, a água da chuva penetra no solo até encontrar uma rocha, onde não consegue mais se infiltrar. Essa água fica armazenada, como se fosse um lençol de água subterrâneo. Dependendo do local, pode ficar mais próximo ou mais afastado da superfície. Exemplos são as lagoas e as águas de poço. Foz do Rio Una na praia de Santa Mônica 00

atrativos vivenciando nosso quintal 00



Lagoa de CAraís Ela tem uma cor avermelhada e, por isso, é chamada, também, de Lagoa da Coca-Cola. Essa cor é devido às folhas e raízes de plantas que ficam ao redor da lagoa e, em contato com a água, decompõem-se por ação de micro-organismos, produzindo substâncias que conferem essa cor à água. A Lagoa de Caraís é um dos lugares mais admirados pelos visitantes, pois, além da sua beleza natural, o trajeto é uma verdadeira aula sobre a Restinga. Em algumas épocas do ano, a lagoa rompe-se e liga-se com o mar, tornando sua água salobra. Essa mistura faz com que muitos organismos vivos passem de um ambiente para outro. Por isso, a maioria das 21 espécies de peixes encontradas na Lagoa são marinhas. Assim, a Lagoa de Caraís é importante para diversas formas de vida, tanto de água doce quanto de água salgada. Nas pedras ao lado da lagoa, destaca-se a “Pedra da Tartaruga”, que impressiona pela semelhança com o próprio animal. 00

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ARQUIPÉLAGO DAS TRÊS ILHAS 00

As ilhas são habitadas por répteis e anfíbios, além da presença marcante de algumas espécies de aves, como o trinta-réis-de-bico-vermelho (Sterna hirundinacea ) e o carcará (Caracara plancus). Pessoas de todo o país vêm visitar as Três Ilhas para conhecer o que existe no mundo subaquático. Entre os mergulhadores, esse local é muito famoso, pois encontra-se uma enorme biodiversidade marinha. Pesquisadores descobriram que, essa região do litoral do Espírito Santo, é “Uma das maiores diversidades de Peixes Recifais do Brasil”, tendo sido catalogadas mais de 220 espécies, algumas ameaçadas de extinção. Além dessa diversidade enorme de peixes, podemos encontrar tartarugas marinhas, corais, caranguejos, golfinhos e muitos outros animais. Mas toda essa riqueza está ameaçada! As ilhas sofrem com o risco de incêndios, por causa de pessoas que desembarcam e fazem fogueiras. Além disso, deixam o lixo, como garrafas e sacolas plásticas, que podem ser confundidas com alimento por vários animais. 00

DUNAS D’ULÉ De características únicas na região, as dunas podem chegar a 17 metros de altura. O atrativo para visitação é a beleza e a tranquilidade do lugar, localizado na região norte do Parque. São comuns as pegadas de cachorro-do-mato e a presença de algumas espécies de aves, como os carcarás. Mas, por algum tempo, essa beleza esteve ameaçada. Além das pegadas de animais, era encontrada uma infinidade de rastros de motos e carros. Esses veículos matavam a vegetação que fixa as dunas, permitindo o deslocamento da areia para outras áreas. Hoje as dunas estão se recuperando! A vegetação está crescendo e voltando à beleza original. 00

Surf O Parque Estadual Paulo Cesar Vinha é um local privilegiado para se praticar o surf, com 12 km de belas praias, possui quatro “picos” conhecidos por muitos surfistas. Na parte Sul são muito procurados os picos do Setibão e o Bororó, esse último, é o nome dado à praia onde desagua a Lagoa de Caraís. Próximo ao limite Norte do Parque tem os picos Tropical e D’ulé. Alguns desses locais, inclusive, já foram palco de campeonatos estaduais. Além das boas ondas, durante a prática do surf pode-se contemplar o visual da área protegida pelo Parque e pela APA de Setiba que é belíssimo, estreitando ainda mais a integração com a natureza. 00

Contemplação da natureza Uma das principais atividades para vivenciar dentro do Parque é a contemplação da natureza, que exige um olhar apurado e ouvidos atentos para ampliar a percepção sobre o ambiente natural. É uma oportunidade para conhecer diversas espécies de animais e plantas. Vestígios de pegadas e fezes evidenciam a presença dos mamíferos. É fácil, durante a caminhada, encontrar pegadas de capivaras, mão-pelada, veado- mateiro, irara e do cachorro-do-mato. Dependendo do horário, é até possível avistá-los. Com os ouvidos atentos ao canto das aves, constata-se a grande diversidade de espécies que ocorrem na Restinga, como o sabiá-da-praia e o tié-sangue. A flora é um caso especial, pois a cada visita pode-se ampliar o conhecimento de novas espécies que estão floridas. A qualquer estação do ano há uma nova descoberta de flores, frutos e da própria dinâmica do ambiente, ora mais seco, ora mais úmido. Por isso, caminhar com tranquilidade, sem pressa, com muito respeito pelo meio ambiente é mais aconselhável. Fique atento às sutilezas da natureza e aprenda com ela! 00

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Trilhas do Parque Para conhecer melhor a natureza, o Parque oferece o passeio por cinco trilhas. Pensadas estrategicamente para mostrar os diversos ambientes, permitem, além do bem-estar proporcionado pelo ambiente natural, identificar animais, seus vestígios, bem como as belezas da fauna e da flora da Restinga. 00

Trilha da Clusia CONSULTE O MAPA NO FINAL DO LIVRO Uma pequena trilha interpretativa de 150 metros que começa atrás da Sede e termina próximo à trilha da Restinga. É um pouco mais fechada que as outras e tem grandes árvores, cuja imponência é admirável. Trilha da Restinga É a trilha principal e a mais frequentada. Com dois quilômetros e meio de extensão, conduz ao mais procurado atrativo do Parque: a Lagoa de Caraís. No primeiro trecho, de 1,5 km, vai direto até a praia, atravessando a Restinga com suas diversas formações vegetais. A segunda parte, com um quilômetro, segue paralelamente à praia, até o objetivo final: a encantadora Lagoa de Caraís. Trilha da Capivara É a única trilha aquática do Parque. Nela, com a utilização de caiaques e acompanhado por um Condutor Ambiental, é possível percorrer toda a extensão da Lagoa de Caraís até o mar. Sua entrada é na trilha principal, onde utiliza-se um deck para acessar a Lagoa e começar o incrível passeio. Trilha do banhado É acessada pela trilha principal e possui 480 metros de extensão. Após percorrer a Formação Aberta de Clúsia e a Mata Seca, termina num mirante, construído especialmente para mostrar, de forma privilegiada, uma grande área de banhado do Parque. Essa área mais aberta é comumente frequentada pelo veado-mateiro. Trilha do Mirante da Lagoa de Caraís Seu acesso é pelas pedras ao lado da Lagoa. Após um pequeno trajeto de 150 metros, descortina-se uma vista espetacular de toda a Lagoa de Caraís, da região montanhosa de Guarapari e do mar. 00

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AUTOMÓVEIS DENTRO DO PARQUE Um antigo problema é a entrada ilegal de carros e motos na praia e no interior do Parque. Apesar do alerta das placas, muitas pessoas não as respeitam e isso pode gerar danos para o meio ambiente. Geralmente os automóveis aproveitam a maré baixa, entram pela praia da Sereia, seguindo em direção ao Tropical ou às Dunas D’Ulé. Há casos, também, de automóveis que percorrem o interior do Parque e as dunas. Os carros e motos passam por cima da vegetação que tem uma grande importância na fixação das dunas. Sem a vegetação, a areia é carregada pelo vento, alterando o ambiente. Outro grande problema está relacionado com as tartarugas marinhas, uma vez que os automóveis passam por cima dos ninhos, compactando a areia e os ovos, impossibilitando o nascimento das tartarugas. 00

coleta DE plantas nativas Na Restinga, vivem muitas plantas de extraordinária beleza, como as orquídeas e as bromélias. Mas, exatamente o que as torna tão admiradas é o motivo do seu desaparecimento. Muitas pessoas não contentes em apenas admirá-las, retiram-nas do ambiente natural para levar para sua casa ou comercializá-las. Elas são usadas para a venda ou consumo, já que existem espécies com valor ornamental, medicinal e culinário. A aroeira, por exemplo, pode ser utilizada para indústrias de cosméticos e para a culinária. É conhecida como pimenta-rosa ou pimenta-da-jamaica. Mas cada planta tem uma importante função no meio ambiente. As bromélias, por acumularem água, muitos animais utilizam-nas como abrigo, alimento ou local para reprodução, como, por exemplo: insetos, anfíbios, pequenas cobras, grilos, besouros e muitos outros. Retirar uma planta da Restinga é ilegal e prejudica uma grande quantidade de seres vivos! 00


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