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Portugues - 6 ano (4)

Published by lucasgrisotti15, 2023-08-12 12:51:20

Description: Portugues - 6 ano (4)

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["Para refletir Voc\u00ea j\u00e1 conhece a palavra \u201cestere\u00f3tipo\u201d e qual o seu sentido? A palavra estere\u00f3tipo significa estabelecer um padr\u00e3o atrav\u00e9s de ideias preconcebidas, muitas vezes, resultado de falta de conhecimento sobre determi- nado assunto, povo, cultura, regi\u00e3o entre outras. Por exemplo, voc\u00ea j\u00e1 deve ter ouvido frases: Que menina bonita! Que menino esperto! Por que, geralmente, se relaciona ao g\u00eanero feminino a beleza e g\u00eanero masculino a esperteza? Ser\u00e1 que isso pode ser considerado um padr\u00e3o? Ser\u00e1 que podemos considerar um estere\u00f3tipo? Vamos fazer uma brincadeira do \u201cImagine\u201d para refle- tirmos quais padr\u00f5es temos estabelecido: Pessoa que ensina Pessoa que trabalha em Pessoa que apaga SER conex\u00e3o com o mundo: linguagem \/ 6o ano crian\u00e7as? uma f\u00e1brica? inc\u00eandios? \u00c9 homem ou mulher? \u00c9 homem ou mulher? \u00c9 homem ou mulher? Pessoa que treina Pessoa que dirige Pessoa que limpa atletas? caminh\u00e3o? casas? \u00c9 homem ou mulher? \u00c9 homem ou mulher? \u00c9 homem ou mulher? Que tal fazer uma pesquisa em um site de busca, como por exemplo o Google. Digite a palavra indicada no local da busca e selecione a op\u00e7\u00e3o \u201cimagens\u201d e veja o que apare- cer\u00e1: a. Cientista\t\t b. M\u00fasico\t\t c. Motorista\t\t d. Piloto \u00c9 poss\u00edvel perceber que h\u00e1 um padr\u00e3o? Padr\u00e3o formado de ideias preconcebidas, resultado da falta de conhe- cimento geral sobre determinado assunto; Imagem, ideia que categoriza algu\u00e9m ou algo com base apenas em falsas generaliza\u00e7\u00f5es, expectativas e h\u00e1bitos de julgamento. 51","Cap\u00edtulo 3 Meu mundo Cole\u00e7\u00e3o SER a arte da reflex\u00e3o Apesar de sermos muitos em um s\u00f3 planeta, cada habitante da Terra possui gostos, vontades, prazeres, problemas, ideais, observa\u00e7\u00f5es individuais, o que torna \u00fanico cada ser humano, cada um de n\u00f3s. Em fun\u00e7\u00e3o dessas experi\u00eancias e de an\u00e1lises in- dividuais, embora vivamos num universo com leis que servem para todos, compreen- demos a realidade a partir de nossas viv\u00eancias. Logo, quanto mais aprendemos, mais ampliamos nossa compreens\u00e3o a respeito do mundo, da vida, do outro e at\u00e9 de n\u00f3s mesmos. Em 1943, Antoine de Saint-Exup\u00e9ry, um piloto que viveu na \u00e9poca da Segunda Guerra Mundial, criou uma f\u00e1bula infantil: a hist\u00f3ria de um jovem pr\u00edncipe que, ao entrar em contato com diferentes realidades, promove reflex\u00f5es muito interessantes a res- peito da vida e da natureza do homem. Veja um dos cap\u00edtulos dessa obra intitulada \u201cO Pequeno Pr\u00edncipe\u201d e perceba como o mundo daquele menino cresce \u00e0 medida que ele expande seus conhecimentos. Motivando a pensar O Pequeno Pr\u00edncipe e a Raposa E foi ent\u00e3o que apareceu a raposa: \u2014\t Bom dia, disse a raposa. \u2014\t Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas n\u00e3o viu nada. Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira... \u2014\t Quem \u00e9s tu?, perguntou o principezinho. Tu \u00e9s bem bonita... \u2014\t Sou uma raposa, disse a raposa. \u2014\t Vem brincar comigo, prop\u00f4s o principezinho. Estou t\u00e3o triste... \u2014\t Eu n\u00e3o posso brincar contigo, disse a raposa. N\u00e3o me cativaram ainda. \u2014\t Ah! desculpa, disse o principezinho. Ap\u00f3s uma reflex\u00e3o, acrescentou: \u2014\t Que quer dizer \\\"cativar\\\"?","\u2014\t Tu n\u00e3o \u00e9s daqui, disse a raposa. SER conex\u00e3o com o mundo: linguagem \/ 6o ano Que procuras? \u2014 Procuro os homens, disse o principezinho. \u2014\tQue quer dizer \\\"cati- var\\\"? \u2014\t Os homens, disse a raposa, t\u00eam fuzis e ca\u00e7am. \u00c9 bem inc\u00f4modo! Criam galinhas tamb\u00e9m. \u00c9 a \u00fanica coisa interessante que eles fazem. \u2014\t Tu procuras gali- nhas? \u2014\t N\u00e3o, disse o prin- cipezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer \\\"ca- tivar\\\"? \u2014\t\u00c9 uma coisa muito es- quecida, disse a raposa. Significa \\\"criar la\u00e7os\u201d. \u2014\t Criar la\u00e7os? Exatamente, disse a raposa. Tu n\u00e3o \u00e9s ainda para mim sen\u00e3o um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu n\u00e3o tenho necessidade de ti. E tu n\u00e3o tens tamb\u00e9m necessidade de mim. N\u00e3o passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, n\u00f3s teremos necessidade um do outro. Ser\u00e1s para mim o \u00fanico no mundo. E eu serei para ti \u00fanica no mundo... \u2014\t Come\u00e7o a compreender, disse o principezinho. Existe uma flor... eu creio que ela me cati- vou... \u2014\t \u00c9 poss\u00edvel, disse a raposa. V\u00ea-se tanta coisa na Terra... \u2014\t Oh! n\u00e3o foi na Terra, disse o principezinho. A raposa pareceu intrigada: \u2014\t Num outro planeta? \u2014\tSim. \u2014\t H\u00e1 ca\u00e7adores nesse planeta? \u2014\tN\u00e3o. \u2014\t Que bom! E galinhas? \u2014\t Tamb\u00e9m n\u00e3o. \u2014\t Nada \u00e9 perfeito, suspirou a raposa. \u2014\t O teu passo me chamar\u00e1 para fora da toca, como se fosse m\u00fasica. E depois, olha! V\u00eas, l\u00e1 longe, os campos de trigo? Eu n\u00e3o como p\u00e3o. O trigo para mim \u00e9 in\u00fatil. Os campos de trigo n\u00e3o me lembram coisa alguma. E isso \u00e9 triste. Mas tu tens cabelos cor de ouro. Ent\u00e3o ser\u00e1 ma- ravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que \u00e9 dourado, far\u00e1 lembrar-me de ti. E eu amarei 53","Cole\u00e7\u00e3o SER a arte da reflex\u00e3o o barulho do vento no trigo... A raposa calou-se e considerou por muito tempo o pr\u00edncipe: \u2014\t Por favor... cativa-me, disse ela. \u2014\t Bem quisera, disse o principezinho, mas eu n\u00e3o tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer. \u2014\tA gente s\u00f3 conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens n\u00e3o t\u00eam mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas, como n\u00e3o existem lojas de amigos, os homens n\u00e3o t\u00eam mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me! \u2014\t Que \u00e9 preciso fazer?, perguntou o princi- pezinho. \u2014\t\u00c9 preciso ser paciente, respondeu a ra- posa. Tu te sentar\u00e1s primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu n\u00e3o dir\u00e1s nada. A linguagem \u00e9 uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentar\u00e1s mais perto... No dia seguinte o principezinho voltou. Teria sido melhor voltares \u00e0 mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, \u00e0s quatro da tar- de, desde as tr\u00eas eu come\u00e7arei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. \u00c0s quatro horas, ent\u00e3o, estarei inquieta e agitada: descobrirei o pre\u00e7o da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de prepa- rar o cora\u00e7\u00e3o... \u00c9 preciso ritos. \u2014\t Que \u00e9 um rito?, perguntou o principezinho. \u2014\t \u00c9 uma coisa muito esquecida tamb\u00e9m, dis- se a raposa. \u00c9 o que faz com que um dia seja dife- rente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus ca\u00e7adores, por exemplo, possuem um rito. Dan\u00e7am na quinta-feira com as mo\u00e7as da al- deia. A quinta-feira ent\u00e3o \u00e9 o dia maravilhoso! Vou passear at\u00e9 a vinha. Se os ca\u00e7adores dan\u00e7assem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu n\u00e3o teria f\u00e9rias! Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse: \u2014\t Ah! Eu vou chorar. \u2014\t A culpa \u00e9 tua, disse o principezinho, eu n\u00e3o te queria fazer mal; mas tu quiseste que eu te cati- vasse... \u2014\t Quis, disse a raposa. 54","\u2014\t Mas tu vais chorar!, disse o principezinho. SER conex\u00e3o com o mundo: linguagem \/ 6o ano \u2014\t Vou, disse a raposa. \u2014\t Ent\u00e3o, n\u00e3o sais lucrando nada! \u2014\t Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo. Depois ela acrescentou: \u2014\t Vai rever as rosas. Tu compreender\u00e1s que a tua \u00e9 a \u00fanica no mundo. Tu voltar\u00e1s para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo. Foi o principezinho rever as rosas: \u2014\t V\u00f3s n\u00e3o sois absolutamente iguais \u00e0 minha rosa, v\u00f3s n\u00e3o sois nada ain- da. Ningu\u00e9m ainda vos cativou, nem cativastes a ningu\u00e9m. Sois como era a minha ra- posa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela \u00e9 agora \u00fanica no mundo. E as rosas estavam desapontadas. \u2014\t Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. N\u00e3o se pode morrer por v\u00f3s. Minha rosa, sem d\u00favida um tran- seunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha \u00e9, por\u00e9m, mais importante que v\u00f3s todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o p\u00e1ra-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou tr\u00eas por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei quei- xar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas ve- zes. \u00c9 a minha rosa. E voltou, ent\u00e3o, \u00e0 raposa: \u2014\t Adeus, disse ele... \u2014\t Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. \u00c9 muito simples: s\u00f3 se v\u00ea bem com o cora\u00e7\u00e3o. O essen- cial \u00e9 invis\u00edvel para os olhos. \u2014\t O essencial \u00e9 invis\u00edvel para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar. \u2014\t Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa t\u00e3o importante. \u2014\t Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar. \u2014\t Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu n\u00e3o a deves esquecer. Tu te tornas eternamente respons\u00e1vel por aquilo que cativas. Tu \u00e9s respons\u00e1vel pela rosa... \u2014\t Eu sou respons\u00e1vel pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar. Fonte: SAINT-EXUP\u00c9RY, Antoine de. O Pequeno Pr\u00edncipe. Tradu\u00e7\u00e3o de Dom Marcos Barbo- sa. 48. ed. Rio de Janeiro: Agir, 2000. p. 66-74. 55","Cole\u00e7\u00e3o SER a arte da reflex\u00e3o Investigando e refletindo 1. O livro \u201cO Pequeno Pr\u00edncipe\u201d foi publicado pela primeira vez em 1943. Desde ent\u00e3o, o mundo inteiro se interessa pelo livro. Em virtude de tantas pessoas quererem ler a obra, ela foi traduzida para cerca de 180 idiomas. Mas o que pode despertar tanto o interesse dos leitores? Anote o que mais tocou voc\u00ea no texto apresentado. 2. Qual o assunto tratado no texto lido? 3. Nesse fragmento da obra, o Pequeno Pr\u00edncipe tinha muitos amigos? Quem? 4. Qual foi a atitude da raposa quando o mocinho a convidou para brincar? Que argu- mento o animal usou? 5. Qual a opini\u00e3o da raposa a respeito dos homens? 6. Por que o mundo do Pequeno Pr\u00edncipe n\u00e3o foi considerado perfeito para a raposa? 7. O que seria um mundo perfeito para voc\u00ea? 56","8. O pr\u00edncipe n\u00e3o sabia o significado da palavra \u201ccativar\u201d. A raposa em duas palavras explicou o termo. O que ela disse? Foi o suficiente para o menino compreender o sentido de \u201ccativar\u201d? 9. A raposa pedia ao pr\u00edncipe que a cativasse, mas ele a princ\u00edpio se negou. Qual a jus- tificativa dada pelo garoto? 10. De acordo com a raposa, o que seria preciso fazer para cativ\u00e1-la? 11. O que representavam os campos de trigo para a raposa? E depois de ser cativada pelo Pequeno Pr\u00edncipe? 12. No momento da despedida, a raposa disse que choraria. A ideia de chorar foi inter- SER conex\u00e3o com o mundo: linguagem \/ 6o ano pretada pelo pr\u00edncipe como algo ruim ou bom? De acordo com a raposa, a emo\u00e7\u00e3o da despedida era mesmo negativa ou n\u00e3o? Justifique sua resposta. Aprofundando o pensar 1. Voc\u00ea concorda que a falta de tempo justifica a falta de la\u00e7os de amizade? Apresente seus argumentos. 2. Outro termo foi explicado pela raposa ao Pequeno Pr\u00edncipe: \u201crito\u201d. O que seria um rito? Voc\u00ea segue algum rito em seu cotidiano? 3. O Pequeno Pr\u00edncipe compara a sua rosa com outras. A que conclus\u00e3o ele chegou? 4. Entre as pessoas com as quais convive, h\u00e1 algu\u00e9m que represente para voc\u00ea o que representava a rosa para o Pequeno Pr\u00edncipe? Comente. 5. Considere a frase \u201cMas como n\u00e3o existem lojas de amigos, os homens n\u00e3o t\u00eam mais amigos\u201d. O que essa afirmativa da raposa revela sobre a humanidade? Na sua opini\u00e3o, o que poderia ser feito no dia a dia para que essa realidade pudesse ser mo- dificada? 57","Cole\u00e7\u00e3o SER a arte da reflex\u00e3o Conectando com o mundo O escritor J\u00falio Verne tamb\u00e9m conta aventuras, O Pequeno Pr\u00edncipe de Saint-Exup\u00e9ry refle- mas analisa o mundo sob tiu muito a respeito das pessoas, pois viajou de seu planeta para outros e, ao entrar em contato outro aspecto. com outras maneiras de viver, aproveitou grandes li\u00e7\u00f5es sobre relacionamento e atitudes. No seu livro digital, em pesquisas, descubra como Agora pense um pouco sobre o mundo esse autor imagina o mun- em que voc\u00ea vive. Como voc\u00ea o percebe? O do atrav\u00e9s da obra \u201cA volta que admira? O que deseja que seja diferente? ao mundo em 80 dias\u201d. Como gostaria que fosse? O que voc\u00ea mudaria nele? Por qu\u00ea? No seu livro digital, em Protagonismo, saiba o que Situando-me e como fazer essa ativida- de ser significativa para Agora que voc\u00ea pensou um pouco sobre o nossa turma do 6o ano. mundo em que vive, descubra a opini\u00e3o de ou- tras pessoas por meio de entrevistas. Re\u00fana-se Link com Matem\u00e1tica em um grupo pequeno de colegas na sala e co- mece o seu trabalho. Com o aux\u00edlio de seu (sua) professor(a) de Matem\u00e1tica, ana- Primeiro, crie um roteiro de perguntas que lise os dados obtidos e transfor- abordem diversas quest\u00f5es, como natureza, me-os em porcentagens, criando economia (pobreza e riqueza), pol\u00edtica, tipos gr\u00e1ficos para facilitar a visualiza- de comunica\u00e7\u00e3o, fam\u00edlia, esportes, juventude \u00e7\u00e3o do resultado e enriquecer sua e seus h\u00e1bitos, brincadeiras infantis, trabalho, apresenta\u00e7\u00e3o. estudo, condi\u00e7\u00f5es de moradia, sociedade, e outras que voc\u00ea imaginar. Procure questionar tamb\u00e9m a respeito das perspectivas para o fu- turo com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s quest\u00f5es abordadas. Pense em duas faixas et\u00e1rias distintas para entrevistar, por exemplo, crian\u00e7as e adultos, e a quantidade de pessoas a quem pretende apresentar suas perguntas (considere um n\u00fa- mero m\u00ednimo de cinco pessoas). Organize um question\u00e1rio a ser usado em cada entrevista para facilitar suas anota\u00e7\u00f5es no momento da entrevista. 58","Mostrando a l\u00edngua Projeto multidisciplinar SER conex\u00e3o com o mundo: linguagem \/ 6o ano Para o pequeno pr\u00edncipe a rosa que 1o Trimestre: Relatar os dados pesqui- cultivara n\u00e3o era mais uma rosa, mas a sados no componente de Geografia: rosa. \\\"Quais os dez alimentos mais consu- midos pelo estudante e quantos litros O voc\u00e1bulo \u201crosa\u201d \u00e9 substantivo, assim de \u00e1gua s\u00e3o necess\u00e1rios para a sua como \u201cpr\u00edncipe\u201d e \u201craposa\u201d. Repare como produ\u00e7\u00e3o\\\". Utilizar a entrevista como essas palavras podem ser apresentadas g\u00eanero discursivo para apresentar os unidas a outras, formando termos como resultados obtidos \u201co pequeno pr\u00edncipe\u201d, \u201ca rosa\u201d, \u201cuma rosa\u201d. No livro digital, em projetos, veja mais Artigo informa\u00e7\u00f5es para executar o projeto. Ao lermos \u201cuma rosa\u201d na frase apre- Conforme o emprego dos sentada, temos a ideia de uma rosa qual- artigos, \u00e9 poss\u00edvel obtermos varia- quer. Isso ocorre porque a palavra uma \u00e7\u00f5es sem\u00e2nticas, isto \u00e9, varia\u00e7\u00f5es no generaliza o substantivo. sentido nas frases, como ocorreu Quando lemos \u201ca rosa\u201d, contudo, ima- no exemplo da rosa. ginamos determinada flor, determinada rosa, uma rosa em especial, pois a palavra a determina, define o substantivo ao qual se liga. Essas palavras que atuam nas frases acompanhando os substantivos, determi- nando-os ou generalizando-os, chamam- -se artigos. Quando um artigo determina um substantivo, chama-se artigo definido. \u00c9 o caso de a, as, o, os. Quando um artigo generaliza um substantivo, chama-se artigo indefinido, como ocorre com uma, umas, um, uns. Os artigos podem ser masculinos ou femininos e empregados no singular ou no plural. A concord\u00e2ncia depende do g\u00ea- nero do substantivo ao qual o artigo est\u00e1 ligado. 59","1. Complete as lacunas com artigos definidos ou indefinidos, observando o sentido das frases. a. \u201c\t\t\t Terra diminuiu, por acaso?\u201d b. \u201cO novo sistema tornar\u00e1\t\t \t buscas mais r\u00e1pidas que outras.\u201d c. \u201cMas\t\t incr\u00e9dulo Stuart n\u00e3o estava con vencido, e,\t\t\t partida conclu\u00edda: \u2013 \u00c9 preciso confessar, senhor Ralph, retomou, que achou\t\t modo engra\u00e7ado de dizer que\t\t\t Terra diminuiu! Porque atualmente se faz sua volta em tr\u00eas meses...\u201d d. Pegue aqui\t\t\t cheque da soma que voc\u00ea pediu. 2. Em algumas situa\u00e7\u00f5es, os artigos podem indicar sentidos diferentes para os subs- tantivos. Compare os pares de frases e explique a ideia que os artigos expressam. a. Este n\u00e3o \u00e9 um jogo. \u00c9 o jogo. b. Era um dia corriqueiro. Fez tudo de acordo com sua velha rotina. Cole\u00e7\u00e3o SER a arte da reflex\u00e3o c. Ela \u00e9 a garota. Sinto-me apaixonado. d. Em minha turma h\u00e1 uma garota muito legal. Patr\u00edcia \u00e9 a garota a qual me refiro. 3. Complete as frases com artigo definido ou indefinido e observe a concord\u00e2ncia com o substantivo, isto \u00e9, a varia\u00e7\u00e3o do n\u00famero e do g\u00eanero. a.\t \t m\u00e3e de Nat\u00e1lia levou-a ao cinema para ver\t filme interessante. b. Todos se preocupavam com\t\t\t refei\u00e7\u00f5es de Pedro, pois ele estava parecendo\t\t\t fantasma de t\u00e3o fraco. c. Aquela tarde foi \u00f3tima!\t\t meninas estavam contentes porque venceram\t \t\t\t grande partida de futebol. d. Perto da escola de Marcos, havia\tcerto pr\u00e9dio em constru\u00e7\u00e3o.\t\t\t traba- lhadores eram muito dedicados, pois em pouco tempo n\u00e3o somente\t\t\t alicerces estavam prontos como toda\t\t\t obra. 60","4. O artigo, quando empregado com o pronome Olha \u201ctodo\u201d, cria uma ideia de totalidade. Por isso, ao que legal - nas lermos a frase Toda a fam\u00edlia se reuniu naquele do- aulas de Filosofia no mingo, entendemos que a fam\u00edlia inteira se reuniu. 7\u00ba ano voc\u00ea vai aprender Quando o pronome \u201ctodo\u201d \u00e9 empregado sem o arti- sobre Padroniza\u00e7\u00e3o L\u00f3gica go, o sentido transmitido \u00e9 \u201ccada um\u201d ou \u201cqualquer\u201d. e, vai aprofundar este Assim, a frase Toda fam\u00edlia se re\u00fane no domingo, conte\u00fado aqui apre- significa que cada fam\u00edlia que existe, ou qualquer fam\u00edlia, ou ainda as diversas fam\u00edlias existentes se sentado. re\u00fanem no domingo. Assim, o primeiro exemplo significa que a fam\u00edlia in- teira se reuniu no domingo, e no segundo, que toda e qualquer fam\u00edlia se re\u00fane no domingo. Com base nessa informa\u00e7\u00e3o, crie mais alguns exemplos empregando o pronome \u201ctodo\u201d com ar- tigo e sem artigo. Colocando a m\u00e3o na massa SER conex\u00e3o com o mundo: linguagem \/ 6o ano Quem n\u00e3o pensou em escrever seu DI\u00c1RIO? Nossas viv\u00eancias, nossos sentimentos, nossas percep\u00e7\u00f5es sobre lugares, pessoas, acontecimentos, enfim, nosso mundo interior pode ser relatado em um tipo de texto chamado di\u00e1rio. Esse instrumento de materializa\u00e7\u00e3o das nossas lembran\u00e7as \u00e9 utilizado pelas pessoas h\u00e1 muito tempo e, com o passar dos anos, tam- b\u00e9m foi evoluindo como n\u00f3s. Leia um fragmento do di\u00e1rio de uma garo- ta que viveu em uma \u00e9poca muito atribulada na hist\u00f3ria da humanidade. 61","Di\u00e1rio de Anne Frank S\u00e1bado, 15 de julho de 1944. Cole\u00e7\u00e3o SER a arte da reflex\u00e3o Tenho em meu car\u00e1ter um tra\u00e7o predominante que salta aos olhos de quem me conhece h\u00e1 algum tempo: \u00e9 o conhecimento que tenho de mim mesma. Consigo fiscalizar-me e aos meus atos como se fosse uma estranha. Sou capaz de encarar a Anne de todos os dias sem preconceitos e sem fazer concess\u00f5es, observando o que nela h\u00e1 de bom e de mau. Essa autocr\u00edtica me acompanha sempre, e, cada vez que falo alguma coisa, sei imediatamente se devia ter falado de outra maneira ou se estava bem assim. H\u00e1 muita coisa que condeno em mim. Seria uma longa lista! Cada vez mais, reconhe\u00e7o a verdade que havia nas palavras de papai: \u201cToda crian\u00e7a tem que zelar pela pr\u00f3pria educa\u00e7\u00e3o\u201d. Aos pais cabe dar conselhos e indicar caminhos, mas a forma\u00e7\u00e3o final do car\u00e1ter de uma pessoa est\u00e1 em suas pr\u00f3prias m\u00e3os. Somado a tudo isso, sou dona de grande coragem, tenho esp\u00edrito forte, capaz de suportar dif\u00edceis encargos, sinto-me livre e jovem! Fiquei contente quando des- cobri isso pela primeira vez, pois creio que n\u00e3o me curvarei facilmente aos golpes que, inevitavelmente, atingem a todos. Mas j\u00e1 falei nessas coisas muitas vezes. Quero agora abordar o cap\u00edtulo \u201cpapai e mam\u00e3e n\u00e3o me compreendem\u201d. Papai e mam\u00e3e sempre me encheram de mimos, foram carinhosos, defenderam-me, fizeram tudo o que os pais podem fazer. Mes- mo assim, durante longo tempo senti-me terrivelmente isolada, rejeitada, despreza- da e mal compreendida. Papai fez o que p\u00f4de para conter minha rebeldia, mas n\u00e3o adiantou, eu \u00e9 que me curei sozinha enxergando e procurando corrigir meus erros. Como foi que papai jamais conseguiu me sustentar em minhas lutas, como foi que ele errou por completo, mesmo querendo estender-me a m\u00e3o? Porque ele es- colheu o m\u00e9todo errado, falando-me sempre como a uma crian\u00e7a que est\u00e1 atraves- sando uma fase dif\u00edcil. Parece idiotice dizer isso, pois papai foi o \u00fanico que sempre me deu um cr\u00e9dito de confian\u00e7a fazendo com que eu me sentisse ajuizada. Mas uma coisa ele n\u00e3o percebeu \u2013 compreende? \u2013, n\u00e3o percebeu que, para mim, a luta por chegar ao fim era o mais importante de tudo. N\u00e3o me interessa ouvir falar so- bre \u201ccoisas da idade\u201d, \u201coutras meninas\u201d ou \u201c\u00e9 uma fase que passa\u201d; eu n\u00e3o queria ser tratada como as outras meninas, mas como Anne e por meus pr\u00f3prios m\u00e9ritos. Infelizmente Pim n\u00e3o percebeu isso. Acontece que eu n\u00e3o posso confiar em quem tamb\u00e9m n\u00e3o me abra seu cora\u00e7\u00e3o e, como sei muito pouco de Pim, sinto que jamais seremos muito \u00edntimos. Pim sempre toma as tradicionais atitudes paternais dizendo que ele tamb\u00e9m passou por fases semelhantes \u00e0s minhas. Nunca vai poder relacio- nar-se comigo como amigo, nem que o tente com a maior boa vontade. 62","Penso muito nisto: por que ser\u00e1 que Pim me No seu livro irrita? E de tal forma que detesto que me ensine digital, em pesqui- qualquer coisa? Suas maneiras afetuosas me pa- sas, saiba mais so- recem afetadas; queria que me deixasse em paz bre Anne Franke. e preferia mesmo que me esquecesse por algum tempo, at\u00e9 que me sentisse mais segura em minha atitude para com ele. Ainda me r\u00f3i um sentimento de culpa por causa daquela carta horr\u00edvel que es- crevi a ele, no tempo em que eu andava superten- sa. Como \u00e9 dif\u00edcil ser realmente forte e corajosa em todos os sentidos! Fonte: FRANK. Anne. O di\u00e1rio de Anne Frank. Tradu\u00e7\u00e3o de Ivanir Alves Calado. 28. ed. Rio de Janeiro: Record, 2010. p. 337-342. 1.\t Nos textos que escrevemos em di\u00e1rios, apresentamos uma imagem que temos a SER conex\u00e3o com o mundo: linguagem \/ 6o ano respeito de n\u00f3s mesmos. E, geralmente, expomos um pouco mais livremente quem so- mos. Qual a imagem que Anne Frank tinha a respeito dela mesma? 2.\t A garota, em seu di\u00e1rio, falava da imagem que tinha sobre si mesma. E voc\u00ea? Como se v\u00ea interiormente? 3. Considere a frase \u201cToda crian\u00e7a tem que zelar pela pr\u00f3pria educa\u00e7\u00e3o\u201d. Qual a \u201cverdade\u201d que a garota percebeu nessa afirmativa, isto \u00e9, o que significa para Anne Frank essa frase? 4. De que maneira voc\u00ea est\u00e1 zelando pela sua educa\u00e7\u00e3o? 63","Cole\u00e7\u00e3o SER a arte da reflex\u00e3o 5. Como a escritora se curou de sua rebeldia? 6. Voc\u00ea tamb\u00e9m se considera \u201crebelde\u201d? Justifique sua resposta caracterizando uma pessoa rebelde e comparando as caracter\u00edsticas dela com as suas. 7. Considere a frase \u201cCada vez mais, reconhe\u00e7o a verdade que havia nas palavras de papai [...]\u201d. a. A que verdade a garota se remetia? b. O que significa para voc\u00ea a palavra \u201cverdade\u201d? c. Do ponto de vista morfol\u00f3gico, como se pode classificar \u201cverdade\u201d? d. Quanto \u00e0 imagem criada em sua cabe\u00e7a, qual destas palavras: verdade, palavras, pa- pai, voc\u00ea n\u00e3o consegue imaginar sem o aux\u00edlio de outra imagem? O que isso revela? 8. O termo \u201cestranha\u201d normalmente caracteriza algo ou algu\u00e9m. No per\u00edodo a seguir, entretanto, ele est\u00e1 desempenhando um papel diferente. Observe. \u201cConsigo fiscalizar-me e aos meus atos como se fosse uma estranha\u201d. a. O que \u201cestranha\u201d significa nesse contexto? b. Se voc\u00ea retirar a palavra \u201cuma\u201d, ocorre altera\u00e7\u00e3o sem\u00e2ntica, isto \u00e9, varia\u00e7\u00e3o de sentido? Explique. 64","O que \u00e9 um Di\u00e1rio? No seu livro di- SER conex\u00e3o com o mundo: linguagem \/ 6o ano gital, em pesquisas, A maior caracter\u00edstica de um di\u00e1rio consiste no saiba na pr\u00e1tica como registro feito diariamente, portanto, constante de fazer o seu DI\u00c1RIO. assuntos vivenciados, observados por quem est\u00e1 escrevendo. Assim, o di\u00e1rio relata experi\u00eancias, sen- Caso se interes- timentos, sensa\u00e7\u00f5es, percep\u00e7\u00e3o sobre lugares, se por escrever em blog, pessoas e fatos e v\u00e1rias outras ideias que possam estes s\u00e3o alguns dos sistemas surgir durante o processo de produ\u00e7\u00e3o do texto. dispon\u00edveis: Vlog, Blogger, Wix, Wednode, Word Express Normalmente, \u00e9 escrito em primeira pessoa, consistindo numa esp\u00e9cie de mon\u00f3logo que se entre outros. inicia com data. Di\u00e1rio cl\u00e1ssico consiste numa es- p\u00e9cie de caderno que \u00e0s vezes possui at\u00e9 mesmo 65 chave e no qual, geralmente, cada p\u00e1gina corres- ponde a um dia decorrido na vida do narrador. Mui- tas pessoas tamb\u00e9m gostam de fazer colagens, desenhos, s\u00edmbolos, enfim, apresentar refer\u00eancias que tenham valor sentimental e sirvam para lem- brar uma situa\u00e7\u00e3o mencionada. Os blogs, que surgiram em 1999, foram con- siderados como os di\u00e1rios da atualidade, pois os \u201cblogueiros\u201d anotavam com certa frequ\u00eancia infor- ma\u00e7\u00f5es a respeito de si mesmos nas p\u00e1ginas digitais. O termo blog \u00e9 uma abrevia\u00e7\u00e3o de weblog, que significava arquivo na rede. No in\u00edcio foi usado como uma alternativa popular, f\u00e1cil e que permitia interatividade com leitores. Justamente a interati- vidade \u00e9 que gera a diferen\u00e7a entre o antigo di\u00e1rio e o novo recurso tecnol\u00f3gico, pois quem escreve sobre seus pensamentos, gostos, medos, desejos, enfim, sua vida em um blog n\u00e3o somente externali- za e materializa as informa\u00e7\u00f5es apresentadas, mas as divulga para todos os leitores. Atualmente, s\u00e3o publicadas milhares de posta- gens por dia. Por outro lado, em um blog \u00e9 poss\u00edvel anexar imagens que se movimentam, m\u00fasicas para serem ouvidas durante a leitura, letras coloridas e brilhantes etc. Agora pense um pouco sobre o seu interesse por privacidade ou publicidade, pois voc\u00ea, durante este m\u00eas ou conforme um per\u00edodo acordado com seu(sua) professor(a), dever\u00e1 escrever um di\u00e1rio.","Lembre-se: se voc\u00ea optar por criar um di\u00e1rio virtual (blog), sua privacidade ser\u00e1 mais invadida em compara\u00e7\u00e3o ao que acontece na produ\u00e7\u00e3o de um di\u00e1rio escrito como antiga- mente. Por outro lado, os recursos dispon\u00edveis para produ\u00e7\u00e3o de textos no computador e no papel s\u00e3o diferentes. Como o di\u00e1rio revela n\u00f3s mesmos, nossos sentimentos, pensa- mentos, tend\u00eancias, desejos, prefer\u00eancias, fatos, vale a pena pensar no assunto, navegar na internet para conhecer alguns blogs e, at\u00e9 mesmo, conversar com os pais a fim de esco- lher com bastante consci\u00eancia a melhor op\u00e7\u00e3o. Finalizando sem finalizar Em dupla, crie uma hist\u00f3ria em quadrinhos que mostre o valor sem\u00e2ntico dos artigos. Procure deixar suas tirinhas bem coloridas e depois as exponha em um mural com os trabalhos produzidos pelas outras duplas. Cole\u00e7\u00e3o SER a arte da reflex\u00e3o Agora com todo No livro o conte\u00fado aprendi- digital, em do na unidade 1, cons- v\u00eddeos, assista trua o seu mapa mental um v\u00eddeo surpresa na p\u00e1gina ao lado para para finalizar a refor\u00e7ar o conheci- Unidade 1. mento. Revise a pro- No livro di- posta do Projeto gital, em projeto Multidisciplinar e dis- de vida, saiba qual cuta com a sua turma a import\u00e2ncia dos as decis\u00f5es iniciais conte\u00fados desta para a constru\u00e7\u00e3o Unidade. do projeto. 66","Mapa Mental Unidade 1 Descri\u00e7\u00e3o da in- Descri\u00e7\u00e3o da in- Descri\u00e7\u00e3o da in- forma\u00e7\u00e3o do mapa forma\u00e7\u00e3o do mapa forma\u00e7\u00e3o do mapa mental. Descri\u00e7\u00e3o da mental. Descri\u00e7\u00e3o da mental. Descri\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o do mapa informa\u00e7\u00e3o do mapa informa\u00e7\u00e3o do mapa mental. mental. mental. Descri\u00e7\u00e3o da in- Descri\u00e7\u00e3o da in- SER conex\u00e3o com o mundo: linguagem \/ 6o ano forma\u00e7\u00e3o do mapa forma\u00e7\u00e3o do mapa mental. Descri\u00e7\u00e3o da mental. Descri\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o do mapa informa\u00e7\u00e3o do mapa mental. mental. Descri\u00e7\u00e3o da in- forma\u00e7\u00e3o do mapa mental. Descri\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o do mapa mental. 67","Unidade 2 Mundos \\\"Como \u00e9 maravilhoso que ningu\u00e9m pre- cise esperar um \u00fanico momento antes de come\u00e7ar a melhorar o mundo.\\\" Anne Frank","Entre os diversos planetas que formam o universo SER conex\u00e3o com o mundo: linguagem \/ 6o ano est\u00e1 a Terra; contudo, dentro da Terra h\u00e1 v\u00e1rios mundos... Mapa do mundo conhecido na Como? Idade M\u00e9dia. Imagine quantos lugares existem, quantas pessoas, quantas culturas... Para entendermos um mundo, precisamos pensar no que imaginamos ser um mundo. Ent\u00e3o, lembremo-nos de quando \u00e9ramos crian\u00e7as. O que fazia parte da nossa vida? Os pais, o alimento, os brinquedos, a casa, os ir- m\u00e3os, os av\u00f3s e assim por diante. Depois crescemos, e outros elementos se tornaram parte de nossas vidas, como escola, deveres, uniformes, colegas de classe e outros. E assim tamb\u00e9m o conhecimento que temos vai crescendo conforme aprendemos coisas novas. Se considerarmos como \u201cmundo\u201d o conjunto de elementos que fazem parte de nossa vida, podemos perceber o mundo repleto de v\u00e1rios \u201cmundinhos\u201d, que se- riam os conjuntos de elementos que fazem parte da vida das pessoas, por exemplo. Tamb\u00e9m podemos pensar no planeta e em seu crescimento. No in\u00edcio os animais eram diferentes, as atividades dos seres humanos eram outras, n\u00e3o havia computador, televis\u00e3o, r\u00e1dio, telefone, eletricidade e tantos outros elementos que s\u00e3o comuns para quem vive no s\u00e9culo XXI. H\u00e1 ainda quem vive em um \u201cmundo \u00e0 parte\u201d. Foi o que ocorreu na hist\u00f3ria criada por Miguel de Cervantes Saavedra. Esse autor viveu entre os s\u00e9culos XVI e XVII. Nessa \u00e9poca a leitura era para poucos, isto \u00e9, fazia parte do \u201cmundo\u201d de poucas pessoas. Cervantes criou uma personagem chamado D. Quixote, um senhor que ado- rava ler hist\u00f3rias de cavalaria at\u00e9 que resolveu se tornar um cavaleiro. Essa personagem se tornou t\u00e3o famosa que v\u00e1rios artistas, como C\u00e2ndido Portinari, Pablo Picasso e muitos outros, resolveram retrat\u00e1- lo, reescrever suas aventuras e transform\u00e1-las em filme. Conhe\u00e7a uma pouco das aventuras que fizeram parte do mundo antigo em que viveu D. Quixote de La Mancha.","Cap\u00edtulo 4 Mundo antigo Motivando a pensar Do bom sucesso que teve o valoroso D. Dom Quixote e Sancho Pan\u00e7a. Quixote na espantosa e jamais imaginada Ilustra\u00e7\u00e3o de Gustave Dor\u00e9. aventura dos moinhos de vento, com outros sucessos dignos de feliz recorda\u00e7\u00e3o. Cole\u00e7\u00e3o SER a arte da reflex\u00e3o Quando nisto iam, descobriram trinta ou quarenta moinhos de vento, que h\u00e1 naquele campo. Assim que D. Quixote os viu, disse para o escudeiro: \u2014\t A aventura vai encaminhando os nossos neg\u00f3cios melhor do que o soubemos desejar; porque, v\u00eas ali, amigo Sancho Pan\u00e7a, onde se descobrem trinta ou mais desaforados gigantes, com quem penso fazer batalha, e tirar-lhes a todos as vidas, e com cujos despojos come\u00e7aremos a enriquecer; que esta \u00e9 boa guerra, e bom servi\u00e7o faz a Deus quem tira t\u00e3o m\u00e1 ra\u00e7a da face da Terra. \u2014\t Quais gigantes? \u2014 disse Sancho Pan\u00e7a. \u2014\t Aqueles que ali v\u00eas \u2014 respondeu o amo \u2014 de bra\u00e7os t\u00e3o compridos, que alguns os t\u00eam de quase duas l\u00e9guas. \u2014\t Olhe bem, Vossa Merc\u00ea, \u2014 disse o escudeiro \u2014 que aquilo n\u00e3o s\u00e3o gigan- tes, s\u00e3o moinhos de vento; e o que pare- cem bra\u00e7os n\u00e3o s\u00e3o sen\u00e3o as velas, que tocadas do vento fazem trabalhar as m\u00f3s. \u2014 Bem se v\u00ea \u2014 respondeu D. Qui- xote \u2014 que n\u00e3o andas corrente nisto das aventuras; s\u00e3o gigantes, s\u00e3o; e, se tens medo, tira-te da\u00ed, e p\u00f5e-te em ora\u00e7\u00e3o en- quanto eu vou entrar com eles em fera e desigual batalha. Dizendo isto, meteu es- poras ao cavalo Rocinante, sem atender","aos gritos do escudeiro, que lhe repetia serem sem Mapa atual do velho mundo \u2013 a SER conex\u00e3o com o mundo: linguagem \/ 6o ano d\u00favida alguma moinhos de vento, e n\u00e3o gigantes, os Europa. Em destaque a Espanha, que ia acometer. Mas t\u00e3o cego ia ele em que eram gi- lugar que abrigou a hist\u00f3ria do gantes, que nem ouvia as vozes de Sancho nem reco- cavaleiro Dom Quixote. nhecia, com o estar j\u00e1 muito perto, o que era; antes ia dizendo a brado: Link com Hist\u00f3ria \u2014\t N\u00e3o fujais, covardes e vis criaturas; \u00e9 um s\u00f3 Na \u00e9poca em que Cervantes cavaleiro o que vos investe. escreveu sua obra, havia poucos leitores. Em nosso s\u00e9culo, o n\u00fa- Levantou-se neste comenos um pouco de vento, mero de leitores aumentou, no e come\u00e7aram as velas a mover-se; vendo isto D. Qui- entanto, de acordo com pesquisas xote, disse: do IBGE, em torno de 5,6% dos brasileiros s\u00e3o analfabetos. Con- \u2014\t Ainda que movais mais bra\u00e7os do que os do verse com seu(sua) professor(a) gigante Briareu, heis-de mo pagar. de Hist\u00f3ria para saber como os leitores foram surgindo e por que E dizendo isto, encomendando-se de todo o co- hoje ainda temos um n\u00famero t\u00e3o ra\u00e7\u00e3o \u00e0 sua senhora Dulcin\u00e9ia, pedindo-lhe que, em alto de analfabetos no Brasil. tamanho transe o socorresse, bem coberto da sua rodela, com a lan\u00e7a em riste, arremeteu a todo o galo- No seu livro digital, pe do Rocinante, e se aviou contra o primeiro moinho em pesquisas, veja os da- que estava diante, e dando-lhe uma lan\u00e7ada na vela, dos atuais do IBGE. o vento a volveu com tanta f\u00faria, que fez a lan\u00e7a em peda\u00e7os, levando desastradamente cavalo e cavalei- ro, que foi rodando miseravelmente pelo campo fora. Acudiu Sancho Pan\u00e7a a socorr\u00ea-lo, a todo o cor- rer do seu asno; e quando chegou ao amo, reconhe- ceu que n\u00e3o se podia menear, tal fora o trambolh\u00e3o que dera com o cavalo. \u2014\t Valha-me, Deus! \u2014 exclamou Sancho \u2014 N\u00e3o lhe disse eu a Vossa Merc\u00ea que reparasse no que fa- zia, que n\u00e3o eram sen\u00e3o moinhos de vento, e que s\u00f3 o podia desconhecer quem dentro na cabe\u00e7a tivesse outros? \u2014\t Cala a boca, amigo Sancho \u2014 respondeu D. Quixote; \u2014\t As coisas da guerra s\u00e3o de todas as mais sujeitas a cont\u00ednuas mudan\u00e7as; o que eu mais creio, e deve ser verdade, \u00e9 que aquele s\u00e1bio Frest\u00e3o, que me roubou o aposento e os livros, transformou estes gigantes em moinhos, para me falsear a gl\u00f3ria de os vencer, tamanha \u00e9 a inimizade que me tem; mas ao cabo das contas, pouco lhe h\u00e3o de valer as suas m\u00e1s artes contra a bondade da minha espada. \u2014\t Valha-o, Deus, que o pode! \u2014 respondeu Pan\u00e7a. E ajudando-o a levantar, o tornou a subir para cima do Rocinante, que estava tamb\u00e9m meio desa- sado. [...] Fonte: CERVANTES, Miguel de. Dom Quixote de La Mancha. cap. VIII. Dom\u00ednio p\u00fablico. Dispon\u00edvel em: <http:\/\/www.dominiopublico.gov.br\/download\/texto\/ eb00008a.pdf>. Acesso em: 2 ago. 2009. 71","Cole\u00e7\u00e3o SER a arte da reflex\u00e3o Investigando e refletindo 1. Dom Quixote \u00e9 o personagem principal da hist\u00f3ria de Miguel de Cervantes. Trata-se de um homem, pai de fam\u00edlia, que, ap\u00f3s ler muitos romances, surta e resolve se tornar um cavaleiro andante. Convida Sancho Pan\u00e7a para ser seu fiel escudeiro, e saem os dois em busca de aventuras. Sancho mais por obriga\u00e7\u00e3o, e Dom Quixote mais por loucura mes- mo. No epis\u00f3dio que voc\u00ea leu, quem eram os desaforados gigantes que o protagonista, o personagem principal, resolveu enfrentar? 2. Sancho Pan\u00e7a compartilhava o mesmo pensamento do amigo? Qual a opini\u00e3o de Pan\u00e7a a respeito da sanidade mental de seu amo? Justifique sua resposta. 3. O nome Dulcin\u00e9ia \u00e9 citado no momento em que Dom Quixote passaria pelo grande transe. Quem poderia ser essa pessoa? Qual sua liga\u00e7\u00e3o com o personagem que inter- pelava? 4. Ap\u00f3s ser \u201catropelado\u201d por uma das p\u00e1s de um moinho e ser jogado longe, a que con- clus\u00e3o chegou Dom Quixote? 5. Considere a frase \u201cE ajudando-o a levantar, o tornou a subir para cima do Rocinante, que estava tamb\u00e9m meio desasado\u201d e responda \u00e0s quest\u00f5es abaixo. a. Retomando o contexto no qual estava inserido o cavalo, o que poderia significar \u201cestar desasado\u201d? b. Usar express\u00f5es como \u201csubir para cima\u201d, \u201cdescer para baixo\u201d, \u201centrar para dentro\u201d e \u201csair para fora\u201d n\u00e3o fazem parte da norma culta, ou seja, do padr\u00e3o da l\u00edngua portuguesa. No texto, contudo, a express\u00e3o foi empregada de modo adequado. Por qu\u00ea? 72","6. O termo Vossa Merc\u00ea era usado em sinal Link com Ci\u00eancias de muito respeito quando algu\u00e9m se dirigia a um rei. Com o tempo, o t\u00edtulo foi sendo empre- Os moinhos da hist\u00f3ria de Cer- gado para outras pessoas que merecessem vantes s\u00e3o movidos pela for\u00e7a do muito respeito, mas que eram subordinadas vento. Converse com seu(sua) pro- ao rei. Depois Vossa Merc\u00ea foi usado com su- fessor(a) de Ci\u00eancias para saber bordinados dos subordinados, e o tratamento mais sobre como esse processo \u00e9 foi se espalhando. Procure descobrir como realizado. Procure descobrir onde esse pronome de tratamento \u00e9 empregado na h\u00e1 moinhos desse tipo no Brasil e atualidade. para que eles servem. Aprofundando o pensar 1. A obra \u201cDom Quixote de La Mancha\u201d consiste numa novela de cavalaria. O per- SER conex\u00e3o com o mundo: linguagem \/ 6o ano sonagem Dom Quixote considera-se um grande cavaleiro. Procure descobrir o que caracterizava o cavaleiro heroico dessas novelas da Idade M\u00e9dia. 2. Imagine que o presidente do Brasil fosse um rei e quisesse formar a sua turma de cavaleiros. Considerando as qualidades necess\u00e1rias para que algu\u00e9m se torne um cavaleiro, selecione tr\u00eas brasileiros que poderiam ocupar o cargo e justifique sua escolha. 3. O protagonista da hist\u00f3ria gostava muito de ler romances e passou a viver as ilu- s\u00f5es das narrativas que conhecia. Sancho Pan\u00e7a, por sua vez, n\u00e3o era adepto \u00e0s leituras e, embora acompanhasse Dom Quixote em suas andan\u00e7as, desejava voltar logo para o seio de sua fam\u00edlia e conversar com quem o entendesse. Quem Sancho Pan\u00e7a estaria representando? Por qu\u00ea? 4. O personagem Pan\u00e7a tenta orientar seu amo, mas n\u00e3o \u00e9 ouvido; procura auxili\u00e1-lo ap\u00f3s o confronto com o moinho, mas n\u00e3o \u00e9 reconhecido. Na sua opini\u00e3o, por que Sancho n\u00e3o foi considerado o her\u00f3i da hist\u00f3ria? 5. Voc\u00ea observou que a linguagem empregada na hist\u00f3ria \u00e9 um pouco diferente da que usamos atualmente? Quais trechos do texto revelam essa diferen\u00e7a? O que isso pode revelar sobre a l\u00edngua portuguesa? Conectando com o mundo Conhe\u00e7a ainda o livro \u201cDom Quixote das crian\u00e7as\u201d, Voc\u00ea j\u00e1 leu alguma obra de Monteiro Lobato, e assista sobre a lenda do rei Arthur e dos ao filme \u201cO ca\u00e7ador de dra- cavaleiros da t\u00e1vola-redonda? Diversos g\u00f5es\u201d, que tamb\u00e9m trata do autores abordam esse assunto. Acesse tema das hist\u00f3rias de cava- o seu livro digital, em pesquisas, e laria. conhe\u00e7a as hist\u00f3rias. 73","Cole\u00e7\u00e3o SER a arte da reflex\u00e3o Mostrando a l\u00edngua O colocador de pronomes Havia em Itaoca um pobre mo\u00e7o que definhava de t\u00e9dio no fundo de um cart\u00f3rio. Escrevente. Vinte e tr\u00eas anos. Magro. Ar um tanto paler- ma. Ledor de versos lacrimog\u00eaneos e pai duns acr\u00f3sticos dado \u00e0 luz no \u201cItaoquense\u201d, com bastante sucesso. Vivia em paz com as suas cer- tid\u00f5es quando o flechou venenosa seta de Cupido. Objeto amado: a filha mais mo\u00e7a do coronel Tribur- tino, o qual tinha duas, essa Lauri- nha, do escrevente, ent\u00e3o nos de- zessete, e a do Carmo, encalhe da fam\u00edlia, vesga, madurota, hist\u00e9rica, manca da perna esquerda e um tanto aluada. Triburtino n\u00e3o era homem de brincadeiras. Esgoelara um verea- dor oposicionista em plena sess\u00e3o da C\u00e2mara e desde a\u00ed se transfor- mou no tutu da terra. Toda a gente lhe tinha um vago medo; mas o amor, que \u00e9 mais forte que a morte, n\u00e3o receia sobrecenhos enfarruscados, nem tufos de cabelos no nariz. Ousou o escrevente namorar-lhe a filha, apesar da dist\u00e2ncia hier\u00e1r- quica que os separava. Namoro \u00e0 moda velha, j\u00e1 se v\u00ea, que nesse tempo n\u00e3o existia a gostosura dos cinemas. Encontros na igreja, \u00e0 missa, troca de olhares, di\u00e1logos de flores \u2014 o que havia de inocente e puro. Depois, roupa nova, ponta de len\u00e7o de seda a entremostrar-se no bolsinho de cima e medi\u00e7\u00e3o de passos na Rua D\u2019Elba, nos dias de folga. Depois, a serenata fatal... Acorda, donzela... sapecado a medo num velho pinho de empr\u00e9stimo. Depois, bilhetinho perfumado. Aqui se estrepou... Escrevera nesse bilhetinho, entretanto, apenas quatro palavras, afora pontos exclamativos e retic\u00eancias: Anjo adorado! Amo-lhe!\u2026 Para abrir o jogo, bastava esse movimento de pe\u00e3o. 74","Ora, aconteceu que o pai do anjo apanhou o bilhetinho celestial e, depois SER conex\u00e3o com o mundo: linguagem \/ 6o ano de tr\u00eas dias de sobrecenho carregado, mandou cham\u00e1-lo \u00e0 sua presen\u00e7a, com disfarce de pretexto \u2014 para umas certid\u00f5ezinhas, explicou. Apesar disso o mo\u00e7o veio um tanto ressabiado, com a pulga atr\u00e1s da orelha. N\u00e3o lhe erravam os pres- sentimentos. Mal o pilhou portas aqu\u00e9m, o coronel trancou o escrit\u00f3rio, fechou a carranca e disse: \u2014\tA fam\u00edlia Triburtino de Mendon\u00e7a \u00e9 a mais honrada desta terra, e eu, seu chefe natural, n\u00e3o per- mitirei nunca-nunca, ouviu? que contra ela se cometa o menor deslize. Parou. Abriu uma gaveta. Tirou de dentro o bilhetinho cor de rosa, desdobrou-o. \u2014\t \u00c9 sua esta pe\u00e7a de flagrante delito? \u2014\t Muito bem! continuou o coronel em tom mais sereno. Ama, ent\u00e3o, mi- nha filha e tem a aud\u00e1cia de o declarar... pois agora... O escrevente, por instinto, ergueu o bra\u00e7o para defender a cabe\u00e7a e re- lanceou os olhos para a rua, sondando uma retirada estrat\u00e9gica. \u2014\t \u2026 \u00e9 casar!, concluiu de improviso o vingativo pai. O escrevente ressuscitou. Abriu os olhos e a boca, num pasmo. Depois, tornando a si, comoveu-se e, com l\u00e1grimas nos olhos, disse, gaguejante: \u2014\tBeijo-lhe as m\u00e3os, coronel! Nunca imaginei tanta generosidade em peito humano! Agora vejo com que injusti\u00e7a o julgam a\u00ed fora!... Velhacamente o velho cortou-lhe o fio das ex- pans\u00f5es. \u2014\tNada de frases, mo\u00e7o, vamos ao que serve: declaro-o solenemente noivo de minha filha! E voltando-se para dentro, gritou: \u2014\t Do Carmo! Venha abra\u00e7ar o teu noivo! O escrevente piscou seis vezes e, enchendo-se de coragem, corrigiu o erro. \u2014\t Laurinha quer o coronel dizer... \u2014\t Sei onde trago o nariz, mo\u00e7o. Vassunc\u00ea man- dou este bilhete \u00e0 Laurinha dizendo que ama-\u201clhe\u201d. Se amasse a ela deveria dizer amo-\u201cte\u201d. Dizendo \u201camo-lhe\u201d declara que ama a uma terceira pessoa, a qual n\u00e3o pode ser sen\u00e3o a Maria do Carmo. Salvo se declara amor \u00e0 minha mulher!... 75","Cole\u00e7\u00e3o SER a arte da reflex\u00e3o \u2014\t Oh, coronel... \u2014\t ... ou \u00e0 preta Luzia, cozinheira. Escolha! O escrevente, vencido, derrubou a cabe\u00e7a, com uma l\u00e1grima a escorrer rumo \u00e0 asa do nariz. Silenciaram ambos, em pausa de trag\u00e9dia. Por fim o co- ronel, batendo-lhe no ombro paternalmente, repetiu a boa li\u00e7\u00e3o da sua gram\u00e1- tica matrimonial. \u2014\t Os pronomes, como sabe, s\u00e3o tr\u00eas: da primeira pessoa \u2014 quem fala, e neste caso vassunc\u00ea; da segunda pessoa \u2013 a quem se fala, e neste caso Lau- rinha; da terceira pessoa \u2014 de quem se fala, e neste caso Maria do Carmo, minha mulher ou a preta. Escolha! N\u00e3o havia fuga poss\u00edvel. O escrevente ergueu os olhos e viu do Carmo que entrava, muito lampeira da vida, torcendo acanhada a ponta do avental novo ao alcance do maquiav\u00e9- lico pai. Submeteu-se e abra\u00e7ou a urucaca, enquanto o velho, estendendo as m\u00e3os, dizia teatralmente: \u2014\t Deus vos aben\u00e7oe, meus filhos! Fonte: LOBATO, Monteiro. Contos escolhidos. S\u00e3o Paulo: Brasiliense, 1989. Quem \u00e9 Lobato? Nasceu em Taubat\u00e9, aos 18 de abril de 1884 (na verdade 1882). Mamou at\u00e9 87. Falou tarde. [...] Depois, teve caxumba aos 9 anos. Sarampo aos 10. Tosse comprida aos 11. Primeiras espinhas aos 15. Gostava de livros. Leu o Carlos Magno e os doze pares de Fran\u00e7a, o Robinson Cruso\u00e9, e todo o J\u00falio Verne. Metido em col\u00e9gio, foi um aluno nem bom nem mau \u2013 apagado. Tomou bomba em exame de portugu\u00eas. Insistiu. Formou- se em Direito, com um simplesmente no 4o ano \u2013 merecid\u00edssimo. Foi pro- motor em Areias, mas n\u00e3o promoveu coisa nenhuma. N\u00e3o tinha jeito para a chicana e abandonou o anel de rubi (que nunca usou no dedo, ali\u00e1s). Fez-se fazendeiro. Gramou caf\u00e9 a 4.200 a arroba e feij\u00e3o a 4.000 o alqueire. 76","Convenceu-se a tempo que isso de ser produtor \u00e9 sin\u00f4nimo de ser imbecil e mudou de classe. Passou ao para\u00edso dos intermedi\u00e1rios. Fez-se negociante, matriculad\u00edssimo. Come\u00e7ou editando a si pr\u00f3prio e acabou editando aos outros. Escreveu umas tantas lorotas que se vendem \u2013 Urup\u00eas, g\u00eanero de grande sa\u00edda, Ci- dades mortas, Ideias de Jeca Tatu, subprodutos, Problema vital, Negrinha, Narizinho. Pre- tende publicar ainda um romance sensacional que come\u00e7a por um tiro: \u2013 Pum! E o infame cai redondamente morto... Nesse romance introduzir\u00e1 uma novidade de grande alcance, qual seja, a de suprimir todos os peda\u00e7os que o leitor pula. Particularidades: n\u00e3o faz nem entende de versos, nem tentou o raid a Buenos Aires. F\u00edsico: lindo! Monteiro Lobato A Novela Semanal, S\u00e3o Paulo, no 1, 2 de maio 1921 Fonte: PROJETO MEM\u00d3RIA. A atualidade de Monteiro Lobato. Dispon\u00edvel em: <http:\/\/www.ebiogrfia.com\/monteiro_lobato>. Acesso em: 2 ago. 2022. 1. De acordo com o texto, qual a origem da confus\u00e3o? 2. Seria poss\u00edvel um fato como o do texto ser real? SER conex\u00e3o com o mundo: linguagem \/ 6o ano 3. De que maneira o coronel diferenciou os pronomes? 4. Justifique a frase \u201cN\u00e3o havia fuga poss\u00edvel\u201d de acordo com o texto. 5. No texto de Lobato apare- Para refletir cem as palavras \u201clacrimog\u00eaneos\u201d e \u201cacr\u00f3sticos\u201d no primeiro par\u00e1grafo. A obra de Monteiro Lobato e o pr\u00f3prio escritor Descubra o que elas significam. De- t\u00eam recebido muitas cr\u00edticas sobre sua obra ser racista. pois converse com algumas pesso- Essa dicuss\u00e3o vai al\u00e9m de ler a obra e posicionar-se as sobre esses termos para observar favor\u00e1vel ou contr\u00e1rio. Primeiro, \u00e9 fundamental recompor o que elas pensam sobre o significa- o contexto hist\u00f3rico, cient\u00edfico e social daquele per\u00edodo. do dessas palavras. Ent\u00e3o, leia nova- Que tal conversar com seu professor de Hist\u00f3ria e mente o trecho do texto adaptado Ci\u00eancias para entender como a sociedade se orga- de Monteiro Lo bato no qual esses nizava e qual a teoria cient\u00edfica predominava naquele voc\u00e1bulos aparecem, mas agora ob- momento hist\u00f3rico? servando a sem\u00e2ntica dessas pala- vras dentro do contexto. Cabe lembrar que Lobato n\u00e3o via as crian\u00e7as como seres desprovidos de capacidade de entender o mundo ao seu redor, pelo contr\u00e1rio, acreditava que as crian\u00e7as tinham capacidade de interpretar o mundo. 77","PRONOMES Observe os textos em destaque nas frases a seguir. I. Triburtino n\u00e3o era homem de brincadeiras. II. Ele n\u00e3o era homem de brincadeiras. A palavra ele, na segunda ora\u00e7\u00e3o, pode substituir o nome Triburtino. Os voc\u00e1bulos que podem substituir ou acompanhar nomes s\u00e3o chamados pronomes. Como a classe gramatical de Triburtino \u00e9 a de substantivo, o pronome que substituiu essa palavra tam- b\u00e9m desempenha a fun\u00e7\u00e3o de substantivo, por isso chama-se pronome substantivo. III. \u00c9 sua esta pe\u00e7a de flagrante delito? Cole\u00e7\u00e3o SER a arte da reflex\u00e3o Nesta ora\u00e7\u00e3o os pronomes sua e esta Como acompanham o substantivo pe\u00e7a, n\u00e3o o os pronomes substituem. Quando o pronome acompa- s\u00e3o classificados nha um nome, \u00e9 chamado pronome adje- conforme sua atua\u00e7\u00e3o tivo, pois, assim como um adjetivo, deter- em uma frase, dividem- mina, qualifica o substantivo. Na frase III, -se em pessoais, posses- percebemos que o pronome sua indica sivos, demonstrativos, que a pe\u00e7a \u00e9 de algu\u00e9m e que o pronome indefinidos, interroga- esta determina que a pe\u00e7a est\u00e1 perto de tivos e relativos. quem fala naquele momento. Pronomes pessoais do caso reto Estes pronomes podem substituir um nome (servindo como pronome substantivo) e funcionar como um sujeito, isto \u00e9, como o ser que pratica a a\u00e7\u00e3o informada pelo verbo. De acordo com a fala, os pronomes pessoais podem revelar quem fala, sendo cha- mados de primeira pessoa; com quem se fala, de segunda pessoa; e de quem se fala, de terceira pessoa. Assim, esses pronomes podem substituir as tr\u00eas pessoas do discurso: primeira pessoa \u2013 eu, n\u00f3s (a que fala); segunda pessoa \u2013 tu, v\u00f3s (com quem se fala); e terceira pessoa \u2013 ele, ela, eles, elas (de quem se fala). 78","Pronomes pessoais do caso obl\u00edquo Os pronomes pessoais do caso obl\u00edquo, assim como os do caso reto, podem ser em- pregados em substitui\u00e7\u00e3o a nomes; portanto, tamb\u00e9m s\u00e3o pronomes substantivos. Os pronomes obl\u00edquos, contudo, n\u00e3o funcionam como sujeito, mas desempenham outras fun\u00e7\u00f5es na ora\u00e7\u00e3o. S\u00e3o eles: me, mim, comigo; SER conex\u00e3o com o mundo: linguagem \/ 6o ano te, ti, contigo; se, si, consigo, o, a, lhe; nos, conosco, n\u00f3s*; vos, convosco, v\u00f3s*; e se, si, consigo, os, as, lhes. * Empregados em fun\u00e7\u00e3o diferente da de sujeito, em geral com preposi\u00e7\u00e3o. Como os obl\u00edquos n\u00e3o desempenham a fun\u00e7\u00e3o de sujeito, n\u00e3o praticam a a\u00e7\u00e3o verbal. Por isso, na frase Isso \u00e9 para eu comer, empregamos o pronome eu, pois somente um pronome do caso reto pode funcionar como um sujeito, ou seja, praticar uma a\u00e7\u00e3o, como a de comer, por exemplo. Desse modo, o emprego de mim no lugar de eu tornaria a ora\u00e7\u00e3o inadequada diante da norma culta. Com isso, antes de anotar eu ou mim, observe se h\u00e1 uma a\u00e7\u00e3o sendo praticada e lem- bre-se de que somente o pronome eu pode representar um sujeito, ou seja, pode praticar a a\u00e7\u00e3o de um verbo. 1. Complete as lacunas empregando um dos prono- mes pessoais, do caso reto ou do caso obl\u00edquo, apresentados entre par\u00eanteses. a. Espero encontrar um bom livro para\t\t\t\t ler. (eu\/mim) b. Esse \u00e9 o material para\t\t\t constru\u00edres o muro. (tu\/ti) c. Reservamos um lugar para\t\t\t no cinema. (tu\/ti) d. N\u00e3o v\u00e1 \u00e0 praia sem\t\t\t\t . (eu\/mim) 79","e. Para\t\t\t\t , fazer esse trabalho \u00e9 f\u00e1cil. (eu\/mim) f. Para\t\t fazer o bolo, preciso de trigo, a\u00e7\u00facar, ovos e outros ingredientes. (eu\/mim) Pronomes pessoais de tratamento Os pronomes de tratamento, ao serem usados na comunica\u00e7\u00e3o, indicam familiaridade, respeito ou subordina\u00e7\u00e3o. Veja alguns exemplos de pronomes e com quem devem ser usados. Vossa Excel\u00eancia (V. Ex.a) \u2013 presidente da Rep\u00fablica e vice, ministros de Estado, senadores, deputados etc. Vossa Senhoria (V. S.a) \u2013 funcion\u00e1rios graduados, pessoas em geral. Vossa Ma- jestade (V. M.) \u2013 imperadores, reis, rainhas. Vossa Alteza (V. A.) \u2013 pr\u00edncipes e princesas. Cole\u00e7\u00e3o SER a arte da reflex\u00e3o Voc\u00ea j\u00e1 reparou que h\u00e1 casos em que se usa Voc\u00ea sabia? Vossa e em outros em que se usa Sua? Voc\u00ea sabe por que h\u00e1 essa diferen\u00e7a? Que o pronome \u201cvoc\u00ea\u201d \u00e9 de tratamento? Isso acontece porque quando falamos com al- gu\u00e9m usamos os pronomes de segunda pessoa. O termo \u201cvoc\u00ea\u201d era escrito Vossa Merc\u00ea. Era usado para Observe o pronome de tratamento Vossa Alteza. pessoas superiores a outras, que eram, portanto, subordinadas. Quando se fala com um pr\u00edncipe ou uma prin- cesa, usa-se Vossa; entretanto, ao se falar do Ao empreg\u00e1-lo, portanto, pr\u00edncipe ou da princesa, emprega-se Sua. Afinal, devemos observar a mesma quando falamos de algu\u00e9m, usamos pronomes na concord\u00e2ncia verbal dos demais terceira pessoa do discurso, lembra? pronomes de tratamento com o verbo em terceira pessoa. \tConclus\u00e3o: o primeiro elemento do pronome de tratamento deve ser usado conforme a pre- sen\u00e7a ou aus\u00eancia da pessoa que representa o segundo elemento desse pronome. E os verbos? Os verbos que acompanham os pronomes de tratamento na frase devem ficar em terceira pessoa, porque a concord\u00e2ncia \u00e9 feita com a qualidade, se- 80","gundo elemento do pronome de tratamento, e n\u00e3o com o pronome, primeiro elemento. SER conex\u00e3o com o mundo: linguagem \/ 6o ano Assim, o verbo concorda com a ideia de excel\u00eancia, senhoria, magnific\u00eancia e assim por diante. 1. Pesquise qual o pronome de tratamento que deve ser usado diante do presidente da Rep\u00fablica. Ent\u00e3o, crie uma pequena carta sugerindo solu\u00e7\u00f5es a respeito da situa\u00e7\u00e3o do brasileiro. Lembre-se de empregar o pronome de tratamento adequado. Pronomes possessivos Os pronomes possessivos indicam uma rela\u00e7\u00e3o de posse entre certa pessoa do dis- curso e determinado elemento. Observe estas frases: I. O coronel escolheu sua filha. II. O coronel chegou com suas filhas. III. Maria do Carmo ser\u00e1 minha noiva. Em I, o pronome sua demonstra que a filha \u00e9 do coronel, por\u00e9m concorda em g\u00eanero e n\u00famero com o substantivo filha, ou seja, \u00e9 empregado no singular e no feminino. Em II o substantivo filhas est\u00e1 no plural e, por isso, o pronome suas tamb\u00e9m foi em- pregado no plural. Na frase III, o pronome minha refere-se a quem est\u00e1 falando e, portanto, possui algo. Logo, como quem fala \u00e9 a primeira pessoa, o pronome minha tamb\u00e9m est\u00e1 sendo usado em primeira pessoa. J\u00e1 a concord\u00e2ncia do pronome minha \u00e9 feita de acordo com o subs- tantivo noiva, em g\u00eanero e n\u00famero. 2. Considere o per\u00edodo \u201cO coronel prendeu o rapaz em sua casa\u201d. a. Pode-se dizer que a casa era do coronel? b. Pode-se dizer tamb\u00e9m que a casa era do rapaz? c. Qual a palavra que revela essa ambiguidade, esse duplo sentido? d. De que modo a frase poderia ser escrita evitando-se a ambiguidade? 81","3. Complete com o pronome possessivo adequado as lacunas abaixo. Observe a con- cord\u00e2ncia entre o pronome e o substantivo ao qual se refere. a. Voc\u00ea deve lavar bem as\t\t\t m\u00e3os usando \u00e1gua e sab\u00e3o. b. \t\t p\u00e9s est\u00e3o cansados, pois\t\t\t caminhada foi longa. c. O que\t\t\t pais te falaram sobre o passeio? d. Eu gosto de fazer\t\t\t deveres pela manh\u00e3. e. Quando\t\t\t irm\u00e3 chegar, voc\u00ea passa a ela o recado? f.\t\t\t verdadeiros amigos sempre nos avisaram sobre o quanto \u00e9 importante estudar. Pronomes demonstrativos Os pronomes demonstrativos apresentam os participantes do dis- curso, isto \u00e9, da comunica\u00e7\u00e3o, conforme o tempo e o espa\u00e7o. Observe qual pronome deve ser usado com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia entre os participantes da comunica\u00e7\u00e3o. Cole\u00e7\u00e3o SER a arte da reflex\u00e3o \tEste bilhete \u2013 o pronome este refere-se \u00e0 primeira pessoa, por- tanto o bilhete est\u00e1 perto de quem fala. \tEsse bilhete \u2013 o pronome esse refere-se \u00e0 segunda pessoa, logo o bilhete est\u00e1 perto da pessoa com quem se fala. \tAquele bilhete \u2013 o pronome aquele refere-se \u00e0 terceira pessoa, portanto o bilhete est\u00e1 distante de quem fala e da pessoa com quem se fala. Varia\u00e7\u00f5es dos pronomes demonstrativos Os pronomes demonstrativos podem flexionar, isto \u00e9, ser usados no plural ou no sin- gular, no feminino ou no masculino. Primeira pessoa \u2192 este(s), esta(s), isto Este bilhete custou-me a vida. Neste caso \u00e9 Laurinha. Esta casa me traz lembran\u00e7as. A fam\u00edlia Triburtino de Mendon\u00e7a \u00e9 a mais honrada desta terra. Isto foi tr\u00e1gico. 82","Segunda pessoa \u2192 esse(s), essa(s), isso SER conex\u00e3o com o mundo: linguagem \/ 6o ano Esse bilhete que tens nas m\u00e3os acabou com a minha vida. Essa noite sonhei com ela. Isso me entristeceu muito. Terceira pessoa \u2192 aquele(s), aquela(s), aquilo Aquele coronel \u00e9 homem cruel. Aquela filha dele \u00e9 muito inteligente. Aquilo tudo deixou o rapaz assustado. Quando se trata do discurso, ou seja, do empre- go do pronome demonstrativo no texto, o pronome esse e suas varia\u00e7\u00f5es representam uma ideia que j\u00e1 foi apresentada no texto. O pronome este e suas varia\u00e7\u00f5es indicam uma ideia que ainda ser\u00e1 exposta. Veja: Arroz, frango e legumes foram comprados. Esses itens seriam transformados num grande almo\u00e7o. Para passar o domingo aqui, traga isto: bola de futebol, cobertor, roupa de banho. Em geral, usam-se aquele e este para se identifica- rem dois termos numa ora\u00e7\u00e3o. O pronome aquele re- toma o termo mais distante, e o pronome este, o mais pr\u00f3ximo. Observe: As mo\u00e7as do col\u00e9gio e os rapazes da pra- cinha se encontraram na festa. Estes riam muito e aquelas dan\u00e7avam sem parar. 83","4. Use um pronome demonstrativo considerando a proximidade dos participantes do discurso (quem fala, quem ouve, de quem se fala). a. \t\t boneco, que est\u00e1 em minhas m\u00e3os, foi feito por mim. (este\/esse\/aquele) b. \t\t blusa da vitrine \u00e9 linda. (esta\/essa\/ aquela) c. \t\t que est\u00e1 no meu bolso tem um alto valor sentimental. (isto\/isso\/aquilo) d. Gostei\t \t\t camisa que est\u00e1s vestindo. (desta\/dessa\/daquela) e. Voc\u00ea pode me emprestar\t\t l\u00e1pis que est\u00e1 na sua pasta? (este\/esse\/aquele) f. O que \u00e9\t\t\t em minhas m\u00e3os?! (isto\/isso\/aquilo) g. Quero conhecer\t\t\t beb\u00ea que est\u00e1 em seu colo. (este\/esse\/aquele) 5. Analise o fragmento a seguir. Objeto amado: a filha mais mo\u00e7a do coronel Triburtino, o qual tinha duas, essa Laurinha, do escrevente, ent\u00e3o nos dezesse- te, e a do Carmo, encalhe da fam\u00edlia, vesga, madurota, hist\u00e9rica, manca da perna esquerda e um tanto aluada. Substitua os termos \u201cessa Laurinha\u201d e \u201cdo Carmo\u201d por pronomes demonstrativos. Cole\u00e7\u00e3o SER a arte da reflex\u00e3o 6. Preencha as lacunas empregando os pronomes solicitados. a. \t\t estava pensando em come\u00e7ar uma nova hist\u00f3ria hoje. (pessoal do caso reto \u2013 1a pessoa do singular) b. Quando\t\t fomos ao apartamento dele, sua irm\u00e3 nos convidou para almo\u00e7ar. (pessoal do caso reto \u2013 1a pessoa do plural) c. Aquelas meninas n\u00e3o pensaram que\t\t\t poderiam ficar tristes com a brincadeira. (pessoal do caso reto \u2013 3a pessoa do plural) d. O professor resolveu o caso, mas\t\t continuaste insistindo? (pessoal do caso reto \u2013 2a pessoa do singular) e. Diariamente\t\t estudava pelo menos duas horas. (pessoal do caso reto \u2013 1a pessoa do singular) 84","Colocando a m\u00e3o na massa Narrar \u00e9 contar SER conex\u00e3o com o mundo: linguagem \/ 6o ano uma hist\u00f3ria. Para Neste caso, a hist\u00f3ria \u00e9 contada em primeira isso, quem conta a his- pessoa (eu ou n\u00f3s). Esse narrador n\u00e3o precisa ser o t\u00f3ria pode participar dela personagem principal, basta estar envolvido com os ou n\u00e3o. Quando o narrador, fatos de algum modo. aquele que conta, vivencia os fatos, \u00e9 chamado de Ao lermos a autobiografia de Monteiro Lobato, narrador-persona- percebemos que algu\u00e9m narra, conta como foi sua vida. Quando algu\u00e9m est\u00e1 contando uma hist\u00f3ria a res- gem. peito de outra pessoa, dizemos que esse narrador se chama observador, pois ele n\u00e3o participa da hist\u00f3ria, No seu livro digital, mas relata em terceira pessoa (ele, ela ou eles, elas). em protagonismo, pesqui- Nesse caso, o narrador poder\u00e1 apenas observar os se sobre autobiografia e, fatos e contar ao leitor o que v\u00ea, como tamb\u00e9m existe comece a escrever a sua. o narrador que sabe at\u00e9 mesmo o que o personagem sente e pensa e o que o futuro pode estar lhe reservando. Esse narrador recebe tamb\u00e9m o nome de onisciente. Al\u00e9m da autobiografia de Monteiro Lobato, voc\u00ea tamb\u00e9m leu no cap\u00edtulo anterior a autobiografia de Graciliano Ramos. No Cap\u00edtulo 2, voc\u00ea fez seu autor- retrato, agora chegou o momento de voc\u00ea fazer sua biografia. Re\u00fana todas as ideias a respeito de voc\u00ea mesmo, o que aconteceu em sua vida, o que faz par- te de seu mundo, da sua hist\u00f3ria. Quais os elementos que participam de seu cotidiano? Quais as pessoas que vivem em seu mundo? O que \u00e9 importante neste seu mundo? Lembre-se de que voc\u00ea ir\u00e1 contar a sua hist\u00f3ria, n\u00e3o apenas apresentar quem voc\u00ea \u00e9, mas a sua hist\u00f3ria. Voc\u00ea tamb\u00e9m pode criar sua autobiogra- fia abordando um grande epis\u00f3dio que tenha marca- do muito sua vida. Organize as informa\u00e7\u00f5es em uma ordem e crie o seu relato, a sua hist\u00f3ria. Depois passe seu texto para uma folha bem bo nita, ilustre-a com fo- tos ligadas aos momentos apresentados, fa\u00e7a dese- nhos de voc\u00ea mesmo e exponha para seus colegas. Assim, toda a turma ir\u00e1 se conhecer um pouquinho mais. Voc\u00ea tamb\u00e9m pode apresentar sua narrativa em forma de hist\u00f3ria em quadrinhos ou fotonovela. 85","Finalizando sem finalizar No seu livro digital, em pesquisas, veja mais Monteiro Lobato tinha sobrancelhas grossas sobre a autobiografia e as e ar sisudo. Al\u00e9m de escritor, foi fot\u00f3grafo, criou obras desse autor. charges, foi fazendeiro, jornalista e muito mais. Na Cole\u00e7\u00e3o SER a arte da reflex\u00e3o literatura, come\u00e7ou escrevendo para os adultos. \u00c9 autor de obras como \u201cUrup\u00eas\u201d, na qual aparece o personagem Jeca Tatu, e \u201cCidades mortas\u201d, que trata de epis\u00f3dios em cidades que conheceram o ciclo do caf\u00e9 e seu decl\u00ednio. Como usava linguagem simples e muita fantasia, logo seus personagens cativaram tamb\u00e9m as crian\u00e7as, at\u00e9 que muitos de seus personagens foram reunidos no \u201cS\u00edtio do picapau amarelo\u201d. Proposta de atividade 1. Que tal falar com seu professor de Arte e fazer uma caricatura de Monteiro Lobato ou uma releitura utilizando t\u00e9cnicas variadas? Em seguida, orga- nizar uma exposi\u00e7\u00e3o para compartilhar com os colegas e com os demais estudantes da escola o que foi criado. 2. No texto adaptado de O colocador de pro- nomes, o personagem \u00e9 obrigado a casar-se com Maria do Carmo devido a um \u201cerro gramatical\u201d que cometeu. Voc\u00ea j\u00e1 vivenciou (ou conhece) alguma situa\u00e7\u00e3o em que houve um equ\u00edvoco em fun\u00e7\u00e3o do mau emprego das regras gramaticais? Caso voc\u00ea n\u00e3o conhe\u00e7a, pergunte aos seus familiares e colegas ou pesquise na internet problemas ge- rados em fun\u00e7\u00e3o de erros gramaticais. Na pr\u00f3xima aula, comente com seus colegas de classe a his- t\u00f3ria que voc\u00ea descobriu. 86","Cap\u00edtulo 5 Novo mundo Quando o passado se conecta ao SER conex\u00e3o com o mundo: linguagem \/ 6o ano presente, podemos enriquecer muito nosso mundo. Ao resgatarmos nossa hist\u00f3ria, encontramos tamb\u00e9m respostas sobre quem somos. Afinal, as atitudes tomadas no passado transformam-se em resultados no presente. A chegada das caravelas portuguesas \u00e0s Am\u00e9ricas trouxe con- sequ\u00eancias para o planeta inteiro, pois se por um lado europeus tiravam proveito das novas terras explorando-as ou colonizan- do-as, por outro lado um novo mundo surgia. Mapa do novo mundo.","Motivando a pensar Carta de Carminha... De quem?! Doris Day Cole\u00e7\u00e3o SER a arte da reflex\u00e3o Naquele dia, Jo\u00e3o Pedro chegou da aula pensativo. Foi direto para o computador. Digitou no site de busca CARMINHA. Apareceram diversos endere\u00e7os. Um era de uma cidade, outro dizia \u201cBem-vindo ao site da Car- minha\u201d, e por a\u00ed ia. Tamb\u00e9m foi sugerido que procurasse por Claudinha, Ca- milinha, Carlinha, mas nada de encontrar o que procurava. Foi ent\u00e3o que sua m\u00e3e, j\u00e1 cansada de cham\u00e1-lo para que viesse almo- \u00e7ar sem ter sucesso, entrou em seu quarto. Ao ver a concentra\u00e7\u00e3o do filho em sua malograda pesquisa, estranhou. Jo\u00e3o Pedro Soares era um bom menino, po- r\u00e9m muito bagunceiro na escola. Sempre estava tentando fazer uma piadinha rela- cionada aos conte\u00fados apresentados pelos professores para ver se a aula ficava mais animada. E, se estivesse quieto, certamente o motivo era seu \u00e1udio digital, que ouvia \u201cescondidi- nho\u201d. As atividades propostas em sala eram respondidas com a rapidez de um tsunami, pois assim sobrava tem- po para passear pelos corredores, ver o que estava acontecendo na co- ordena\u00e7\u00e3o e, mais raramente, ir ao banheiro, embora esta sempre fos- se sua justificativa para sair da sala. Quando chegava a casa, normalmente almo\u00e7ava com seus pais e o irm\u00e3o mais velho. Depois descansava dos estudos jogando algum game. S\u00f3 fazia as tarefas porque sua m\u00e3e insistia muito. E o computador era instrumento de pesquisa, mas de pesquisa de novos jogos ou para bater papo com os amigos e as garotas. Aquele interesse s\u00fabito pela Carminha levantou a quest\u00e3o: ser\u00e1 que o menino estava apaixonado? A m\u00e3e chamou Ant\u00f4nio Luiz, o irm\u00e3o mais velho, e pediu que sondasse o que estava acontecendo. Foi prontamente atendida. 88","O Toco, apelido do mais velho, chegou \u00e0s gargalhadas no quarto e apon- SER conex\u00e3o com o mundo: linguagem \/ 6o ano tando para JP dizia: \u201cT\u00e1 amarrad\u00e3o na mina, moleque?!\u201d, \u201cQuem \u00e9 a boniti- nha?\u201d. E foi fazendo v\u00e1rios coment\u00e1rios que a m\u00e3e tentava acreditar que eram demonstra\u00e7\u00e3o de afeto. JP fez a sua t\u00edpica cara de insos- so, de quem n\u00e3o estava entendendo o que se passava e arrematou: \u201cAcorda! A profe me deu uma pesquisa sobre uma carta que uma tal de Carminha andou mandando pra um rei de Portugal uns tempos atr\u00e1s. O problema \u00e9 que eu n\u00e3o encontro essa mulher, nem no Orkut! Porque Carminha tem um monte, mas a que escreveu essa carta eu n\u00e3o encon- tro\u201d. Toco n\u00e3o atinou para o nome. Seu foco voltou para o motivo de o irm\u00e3o estar desempenhando a tarefa com tanto esmero, o que n\u00e3o era comum no comportamento dele. Essa quest\u00e3o era a mesma que a m\u00e3e pensava enquanto ouvia a conversa dos filhos a uma dist\u00e2ncia segura para n\u00e3o ser flagrada. \u201cPontos na prova\u201d foi a resposta apresentada de forma r\u00edspida, seca, de quem n\u00e3o quer ouvir mais nenhum questionamento, e sim obter solu\u00e7\u00f5es para suas d\u00favidas. Neste momento, D. Cl\u00e1udia lembrou-se de outra carta, que era, na ver- dade, uma esp\u00e9cie de certid\u00e3o de nascimento. Tra- tava do primeiro contato entre dois povos, um que vivia no novo mundo e o outro que chegava da Europa. Quem a escreveu n\u00e3o foi nenhuma Carminha, e sim Caminha, Pero Vaz de Ca- minha. Este escriv\u00e3o contava como eram as terras brasileiras, a natureza, o clima, a vege- ta\u00e7\u00e3o, os animais, as riquezas que poderiam ser exploradas e o povo que aqui encontraram. Ap\u00f3s ouvir um pouco sobre aquele documento t\u00e3o importante, Jo\u00e3o Pedro comentou que a professora havia falado 89","Cole\u00e7\u00e3o SER a arte da reflex\u00e3o que foi dif\u00edcil a comunica\u00e7\u00e3o nos primeiros dias, porque os povos falavam l\u00ednguas diferentes. Disse tamb\u00e9m que o fato de os \u00edndios andarem nus, to- marem v\u00e1rios banhos, dormirem em ocas ou ao relento e terem diversos h\u00e1bitos diferentes dos visitantes se surpreendeu. E, muitas vezes, esses novos habitantes se consideravam superiores \u00e0quele povo, chegando a comparar os silv\u00edcolas com animais. A conversa se estendeu at\u00e9 depois da sobremesa. Aquele papo apro- ximou mais ainda a fam\u00edlia. E, \u00e0 noite, antes de dormir, JP foi ao quarto de sua m\u00e3e. Meio sem jeito, contou que aprontara no col\u00e9gio naquele dia, e a professora, sem mais paci\u00eancia, quis exclu\u00ed-lo. Uma colega sua, entretanto, chamada Marina, levantou o dedo e sugeriu \u00e0 professora que n\u00e3o o tirasse da aula, mas que lhe desse uma tarefa. Aquela atitude da Marina o surpreendeu. Ele ficou com vontade de prestar aten\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que a menina tamb\u00e9m pres- tava. A professora disse que conversaria com ele no final da aula. E ele mudou sua postura para poder retribuir \u00e0 Marina a defesa presta- da. Naquela noite, a m\u00e3e ficou torcendo para que a Marina fosse colega de classe do filho para sempre. Investigando e refletindo 1. \u201cAo ver a concentra\u00e7\u00e3o do filho em sua malograda pesquisa, estranhou.\u201d Conside- rando o contexto no qual a frase est\u00e1 inserida, o que o narrador quis dizer com a palavra malograda? 2. Jo\u00e3o Pedro Soares era realmente um bom menino? Justifique sua resposta. 90","3.\t Por que JP n\u00e3o encontrava o documento solicitado pela professora? 4.\t Qual era a carta que o garoto estava procurando na realidade? Quem o ajudou? 5.\t De que tratava a carta? 6.\t Segundo Pero Vaz de Caminha, o que chamou muito a aten\u00e7\u00e3o dos portugueses que chegaram ao Brasil? 7.\t Qual o motivo dado por JP ao seu irm\u00e3o Toco para que necessitasse realizar aquela pesquisa? Mas qual foi o verdadeiro motivo? A quem o menino confiou a verdade? 8.\t Por que a m\u00e3e ficou cheia de esperan\u00e7as com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 possibilidade de amizade SER conex\u00e3o com o mundo: linguagem \/ 6o ano entre JP e Marina? 9.\t Na conversa entre JP e Toco surge o termo \u201cProfe\u201d. O que significa? Essa express\u00e3o faz parte da norma culta? Aprofundando o pensar \t1. Se os povos ind\u00edgenas j\u00e1 viviam nas terras americanas, \u00e9 certo se falar em \u201cdescobrimento do Brasil\u201d? Justifique sua resposta. \t2. JP teve uma mudan\u00e7a em sua postura ap\u00f3s determinada atitude de sua colega de classe Marina. As amizades po- dem influenciar as pessoas? Explique seu pensamento e apresente exemplos. 91","3. Toco fez algumas brincadeiras com seu irm\u00e3o mais novo, o que \u00e9 comum acontecer nas fam\u00edlias. Isso prova que havia amizade entre eles? Por qu\u00ea? \t4. Voc\u00ea acredita que o contato entre o povo europeu e o \u00edndio trouxe mais aspectos positivos ou negativos? Justifique sua resposta. \t5. Converse com seus pais e com seus av\u00f3s sobre o modo como se dirigiam aos pro- fessores em sala de aula. Houve mudan\u00e7as? O que isso pode revelar sobre o relacio- namento entre docentes e discentes na atualidade? Conectando com o mundo No livro digital, em pesquisas, voc\u00ea pode Muitos povos ind\u00edgenas viviam no Brasil encontrar a carta de Pero quando os portugueses vieram para c\u00e1. Logo Vaz de Caminha. no in\u00edcio do processo de ocupa\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio brasileiro, entretanto, havia uma inten\u00e7\u00e3o por parte dos portugueses. Seu objetivo n\u00e3o era fazer do Brasil um lugar melhor, e sim explor\u00e1- -lo. Descubra por meio da carta original de Pero Vaz de Caminha a imagem que esse escriv\u00e3o apresentou a respeito dessas terras e o que ele tentou informar ao rei de Portugal na \u00e9poca. Cole\u00e7\u00e3o SER a arte da reflex\u00e3o Mostrando a l\u00edngua Como vimos no cap\u00edtulo anterior, h\u00e1 seis tipos de pronomes. Vamos dar continuidade ao estudo dessa classe de palavras conhecendo agora mais alguns pronomes. Pronomes indefinidos Os pronomes indefinidos se referem \u00e0 terceira pessoa do discurso, por\u00e9m de forma imprecisa, vaga, n\u00e3o sendo poss\u00edvel identificar com exatid\u00e3o quem praticou a a\u00e7\u00e3o verbal. Esta \u00e9 uma hist\u00f3ria de quatro pessoas: TODO MUNDO, Algu\u00e9m? ALGU\u00c9M, QUALQUER UM e NINGU\u00c9M. Havia um trabalho importante a ser feito e TODO MUNDO tinha certeza de que ALGU\u00c9M o faria. QUALQUER UM poderia t\u00ea-lo feito, mas NINGU\u00c9M o fez. ALGU\u00c9M zangou-se porque era um trabalho de TODO MUNDO. 92","TODO MUNDO pensou que QUALQUER UM poderia faz\u00ea-lo, mas NINGU\u00c9M imaginou que TODO MUNDO deixasse de faz\u00ea-lo. Ao final, TODO MUNDO culpou ALGU\u00c9M quando NINGU\u00c9M fez o que QUAL- QUER UM poderia ter feito. Fonte: CONTANDO HIST\u00d3RIAS. Dispon\u00edvel em: <http:\/\/www.contandohistorias.com. br\/historias\/2004302.php>. Acesso em: 15 jul. 2022. 1.\t Voc\u00ea j\u00e1 vivenciou uma situa\u00e7\u00e3o semelhante \u00e0 do texto, em que uma pessoa deixa para a outra o que tem de ser feito? No texto, quem poderia ser Algu\u00e9m, Ningu\u00e9m e Qual- quer Um? 2.\t A tabela a seguir consiste numa rela\u00e7\u00e3o de pronomes indefinidos. Procure comple- t\u00e1-la e leia com aten\u00e7\u00e3o os que j\u00e1 foram apresentados. Invari\u00e1veis Vari\u00e1veis SER conex\u00e3o com o mundo: linguagem \/ 6o ano Algo\t\t cada Algum\t\tcerto\t\ttanto \t\t outrem Nada\t\t que \t\t diverso\t qual \t\t quem Tudo\t \t\t v\u00e1rio\t \t Muito\t\toutro\t\tquanto Pouco\t\t um (isolado) 3.\t Agora que voc\u00ea conheceu os outros pronomes indefinidos, crie tamb\u00e9m uma pe- quena hist\u00f3ria que empregue pronomes indefinidos como personagens do enredo. 93","Pronomes interrogativos Os pronomes interrogativos s\u00e3o os pronomes indefinidos que, quem, qual, quais e quanto(s) usados em frases interrogativas. Quem viu meu casaco? Quais os instrumentos que s\u00e3o usados por essa banda? Pronomes relativos Os pronomes relativos relacionam uma ora\u00e7\u00e3o e outra, substituindo um termo ante- cedente, isto \u00e9, que j\u00e1 apareceu na ora\u00e7\u00e3o. Laurinha \u00e9 a mo\u00e7a que amo perdidamente. O pronome relativo que retoma o substantivo mo\u00e7a, antecedente \u00e0 palavra que. Cole\u00e7\u00e3o SER a arte da reflex\u00e3o Conheci certa mo\u00e7a por quem me apaixonei. Neste caso, o sujeito conheceu certa mo\u00e7a e por quem se apaixonou? Pela mo\u00e7a. O pronome quem est\u00e1 sendo empregado no lugar do termo certa mo\u00e7a. Os pronomes relativos podem ser: Invari\u00e1veis: que, quem, onde, como, quando; ou No livro di- Vari\u00e1veis: o qual, cujo, quanto. gital, em games, aprofunde seus conhecimentos. 94","1.\t Relembre os pronomes estudados classificando o que est\u00e1 SER conex\u00e3o com o mundo: linguagem \/ 6o ano em destaque nas ora\u00e7\u00f5es abaixo. a. O jantar que eu preparei ficou \u00f3timo. b. Meu primo esteve na Espanha em dezembro. c. Necessitava de sua firmeza para seguir em frente. d. Voc\u00ea sabe quem chegou? e. Vossa Alteza \u00e9 muito importante para n\u00f3s. f. O livro que tu me emprestaste \u00e9 \u00f3timo. Gostei muito. 2.\t Verifique nas ora\u00e7\u00f5es a seguir a palavra a que se refere o pronome relativo em destaque. a. Este \u00e9 o homem que amo. b. Esta \u00e9 a mulher de quem falei. c. O suco que pedi est\u00e1 muito doce. d. O livro ao qual me refiro \u00e9 este. e. O professor que admiro \u00e9 muito legal. f. O pacote que recebi est\u00e1 em cima da mesa. 95","Cole\u00e7\u00e3o SER a arte da reflex\u00e3o 3.\t Transforme as duas frases em uma empregando pronomes relativos. a. A bandeira est\u00e1 vermelha. Eu vi uma bandeira vermelha. b. A garotinha pegou o \u00f4nibus. O \u00f4nibus estava muito veloz. c. O resultado chegou. A mo\u00e7a esperava o resultado. d. Os p\u00e3es estavam quentes ainda. Comi os p\u00e3es. e. As irm\u00e3s tornaram-se cantoras. Eu gosto das irm\u00e3s. Numeral Existe uma classe gramatical que representa quantidade, posi\u00e7\u00e3o, multiplica\u00e7\u00e3o ou divis\u00e3o. N\u00f3s a empregamos bastante. Trata-se da classe chamada numeral. Os numerais fazem parte de nosso cotidiano, em diferentes situa\u00e7\u00f5es. Podemos en- contr\u00e1-los em n\u00fameros de telefones, datas, endere\u00e7os, faturas para pagar e documentos diversos, tais como cheques, recibos, notas promiss\u00f3rias, notas fiscais, extratos banc\u00e1rios, Carteira de Identidade, CPF etc. 96","A classifica\u00e7\u00e3o dos numerais em cardinais, ordinais, multiplicativos e fracion\u00e1rios \u00e9 feita de acordo com a ideia transmitida. Os numerais cardinais indicam quantidade e s\u00e3o representados por um, dois, tr\u00eas, mil, duzentos e trinta e dois etc. Os ordinais indicam posi\u00e7\u00e3o, ordem e sequ\u00eancia e s\u00e3o repre- sentados por primeiro, segundo, terceiro, mil\u00e9simo quinto etc. Os multiplicativos indicam multiplica\u00e7\u00e3o e s\u00e3o representados por duplo, triplo, qu\u00e1druplo, c\u00eantuplo etc. E os fracion\u00e1rios indicam divis\u00e3o e s\u00e3o representados por meio, ter\u00e7o, quinto, dezoito avos etc. Observe a seguir um quadro no qual, al\u00e9m dos numerais, tamb\u00e9m s\u00e3o apresentados algarismos para facilitar suas pesquisas. Algarismos Cardinais NUMERAIS SER conex\u00e3o com o mundo: linguagem \/ 6o ano Ordinais Multiplicativos Fracionados Romanos Ar\u00e1bicos I1 um primeiro simples ou - singelo II 2 dois segundo dobro, duplo meio III 3 tr\u00eas terceiro triplo, tr\u00edplice ter\u00e7o IV 4 quatro quarto qu\u00e1druplo quarto V5 cinco quinto qu\u00edntuplo quinto VI 6 seis sexto s\u00eaxtuplo sexto VII 7 sete s\u00e9timo s\u00e9tuplo s\u00e9timo VIII 8 oito oitavo \u00f3ctuplo oitavo IX 9 nove nono n\u00f4nuplo nono X 10 dez d\u00e9cimo d\u00e9cuplo d\u00e9cimo XI 11 onze d\u00e9cimo primeiro - onze avos XII 12 doze d\u00e9cimo segundo - doze avos XIII 13 treze d\u00e9cimo terceiro - treze avos XIV 14 quatorze d\u00e9cimo quarto - catorze avos XV 15 quinze d\u00e9cimo quinto - quinze avos XVI 16 dezesseis d\u00e9cimo sexto - dezesseis avos XVII 17 dezessete d\u00e9cimo s\u00e9timo - dezessete avos 97","XVIII 18 dezoito d\u00e9cimo oitavo - dezoito avos d\u00e9cimo nono - dezenove avos XIX 19 dezenove - vig\u00e9simo - vinte avos XX 20 vinte trig\u00e9simo - trinta avos quadrag\u00e9simo - quarenta avos XXX 30 trinta quinquag\u00e9simo - cinquenta avos sexag\u00e9simo - sessenta avos XL 40 quarenta septuag\u00e9simo - setenta avos octog\u00e9simo - oitenta avos L 50 cinquenta nonag\u00e9simo c\u00eantuplo noventa avos cent\u00e9simo - cent\u00e9simo LX 60 sessenta ducent\u00e9simo - ducent\u00e9simo trecent\u00e9simo - trecent\u00e9simo LXX 70 setenta quadringent\u00e9simo - quadrigent\u00e9simo quingent\u00e9simo - quingent\u00e9simo LXXX 80 oitenta sexcent\u00e9simo - sexcent\u00e9simo septingent\u00e9simo - septingent\u00e9simo XC 90 noventa octingent\u00e9simo octingent\u00e9simo nongent\u00e9simo ou - C 100 cem noningent\u00e9simo nongent\u00e9simo mil\u00e9simo - CC 200 duzentos milion\u00e9simo - mil\u00e9simo bilion\u00e9simo - milion\u00e9simo CCC 300 trezentos bilion\u00e9simo CD 400 quatrocentos D 500 quinhentos DC 600 seiscentos DCC 700 setecentos DCCC 800 oitocentos CM 900 novecentos M 1000 mil 1000000 milh\u00e3o bilh\u00e3o 1000000000 Cole\u00e7\u00e3o SER a arte da reflex\u00e3o 1.\t Classifique os numerais em ordinal, multiplicativo, cardinal ou fracion\u00e1rio. a. Daiane dos Santos ganhou nossa primeira medalha de ouro na gin\u00e1stica. b. Ele ganhou o triplo. c. Ela engordou meio quilo. d. Ele correu cem metros. e. Tive que tirar fotos para a carteira do col\u00e9gio pela segunda vez. 98","2.\t Ao utilizar os numerais, principalmente na fala, muitas pessoas sentem dificuldade SER conex\u00e3o com o mundo: linguagem \/ 6o ano em usar singular ou plural. Ent\u00e3o, vamos pesquisar qual \u00e9 a forma considerada pela nor- ma-padr\u00e3o? a. \u201cFazem cinco anos\u201d ou \u201cFaz cinco anos\u201d? b. \u201cO chocolate custa 5 real\u201d ou \u201cO chocolate custa 5 reais\u201d? c. \u201cJ\u00e1 \u00e9 6 horas\u201d ou \u201cJ\u00e1 s\u00e3o 6 horas\u201d? d. \u201cComprei 10 p\u00e3o\u201d ou \u201cComprei 10 p\u00e3es\u201d?\u201d 3.\t Em dupla ou trio, pesquise a receita do bolo de que voc\u00eas mais gostam. Passe-a para uma folha e sublinhe todos os numerais que aparecerem. Em casa, ou na cozinha da escola, com o aux\u00edlio de um adulto, usem a receita para fazer o bolo. Observem bem as quantidades e a ordem que os numerais indicam. Depois dividam o bolo com seus cole- gas de classe e troquem as receitas. 99","Cole\u00e7\u00e3o SER a arte da reflex\u00e3o Situando-me Embora n\u00e3o seja muito comum falarmos sobre os n\u00fameros, eles est\u00e3o presentes em nosso cotidiano, seja quando nos referimos ao dinheiro ou at\u00e9 mesmo em documentos pessoais. As informa\u00e7\u00f5es indicadas pelos numerais variam, podem informar data de nas- cimento, n\u00famero de rua, CEP, quantidade de dinheiro, n\u00famero de registro entre outros. Cadastro de pessoa f\u00edsica (frente e verso) Cart\u00e3o do usu\u00e1rio do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (frente e verso) Passaporte (frente e parte interna) 100"]


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