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Mapeamento e Quantificação da Cadeia de Hortaliças

Published by caroline.iwata, 2018-04-20 18:46:16

Description: Mapeamento e Quantificação da Cadeia de Hortaliças

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Algumas tendências socioeconômicas processados e disponíveis paraque vêm ocorrendo nos últimos anostambém ajudam a justificar o aumento consumo imediato. Neste pontono consumo de hortaliças e frutas. Amudança no perfil do trabalho, que sofre impacto também o setorantes era mais mecânico e hoje setorna mais intelectual, traz consigo de hortaliças. Tradicionalmente,uma mudança na necessidade deingestão de alimentos específicos. os consumidores iam ao varejoAtualmente a demanda por saisminerais e fibras passa a ser maior ou varejo especializadoenquanto que a de carboidratos,proporcionalmente menor (ACCARINI, (varejões) e escolhiam o melhoret al., 1999). produto, dentre diversos outrosA inserção da mulher no mercado detrabalho e o crescimento das refeições disponíveis, pois os produtosfora do lar aumentaram as opções derestaurantes self-service. Nesse não tinham um rigor de padrãosentido, a variedade de verduras elegumes ofertada é maior para que o de qualidade, comprando aconsumidor possa enriquecer sua dietae os restaurantes onerem menos o quantidade por eles desejadacusto das refeições, tendo em vista queas hortaliças são opções menos (mesmo sem saber o exatocustosas (ACCARINI, et al., 1999). volume que estavamNa sequência são pontuadas algumastendências de consumo que permeiam comprando no momento datambém o setor de hortaliças: escolha). Porém, agora cresce o  Produtos embalados: a modernização da sociedade e o consumo de alimentos crescimento econômico dos últimos anos (exceto nos embalados. Este tipo de últimos dois anos no Brasil) mudaram o perfil de consumo consumo faz com que os das famílias. Com menos tempo para preparar refeições e maior alimentos apresentem um disponibilidade de renda, as famílias passaram a aumentar o melhor controle de qualidade, consumo de alimentos mais sendo padronizados e em 50 porções exatas, especificadas na embalagem. Isto poupa tempo, garante maior qualidade dos produtos no momento da compra e evita desperdícios, uma vez que o consumidor pode comprar um produto fracionado, em porções menores. Esta tendência deve continuar crescendo, aumentando as vendas de produtos embalados. O desafio neste caso está em aumentar a padronização dos produtos.  Padronização de hortaliças in natura: ao contrário do que acontece no setor industrial, é altamente complexo padronizar

produtos hortícolas, justamente indústria e produtores, esta por não terem um processo de fácil controle como o que se vê nova mudança permite nas indústrias, uma vez que hortaliças são produtos vivos. adicionar valor aos produtos, No Brasil já podem ser vistos exemplos de sucesso de uma vez que além de vender o padronização desse tipo de produto, porém esse é um produto in natura, ele pode aspecto que ainda deve ser muito trabalhado. O aumento gerar dividendos na prestação das exigências do consumidor é forte motivador para evolução de serviços de porcionamento, nesse âmbito. Contudo, deve-se destacar que existem nichos de higienização, padronização e mercado para diferentes padrões de hortaliças, cabendo embalagem. No aos produtores encontrá-los e acessá-los. desenvolvimento de novos Porções menores, individuais, produtos, existem práticas: o perfil das famílias não só mudou em relação à oportunidades no conceito de disponibilidade de tempo e recursos financeiros, como snack, abrangendo nutrição, também em relação ao seu tamanho. As famílias hoje são conveniência e portabilidade menores, menor número de filhos, muitos casais sem filhos e com diferentes necessidades crescente número de jovens que moram sozinhos. Esta baseadas no período do dia que mudança também implica no consumo de hortaliças. Hoje o o produto será consumido consumidor exige uma porção menor ou individual, isto além (alimentos “on the go”). As de ser prático para o consumidor é mais econômico, hortaliças têm o potencial para pois permite comprar somente o que necessita, e reduz serem produtos amigáveis na também o desperdício de alimentos. Para o lado da interação com os consumidores51 mais novos.  Produtos mais processados e saudáveis: na mesma tendência da mudança dos consumidores para porções menores, individuais e práticas, existe também a tendência de alimentos já preparados ou pré- preparados. Além disso, os consumidores buscam alimentos cada vez mais saudáveis e funcionais. Movimentos sociais por uma alimentação mais saudável estão crescendo em todo mundo, tendo um impacto positivo para hortaliças, frutas e outras escolhas saudáveis. Hortaliças e frutas são

importantes fontes de vitaminas hortaliças geralmente são e minerais na dieta humana. apresentadas in natura, sem São \"combustíveis de gente\". A embalagens, em grandes melhoria da dieta das pessoas bancadas. Neste cenário, o evita e previne problemas de consumidor escolhe, dentre saúde. outras hortaliças que está procurando, a que mais lhe Orgânicos: o mercado de agrada. Porém, tem crescido, alimentos orgânicos é como já mencionado, o crescente. De acordo com a consumo de produtos pesquisa da Euromonitor embalados, em porções International, em 2016 o menores e mais práticas. Desta mercado de alimentos e bebidas forma, crescem também as com conceitos saudáveis marcas. Em países da Europa as alcançou um faturamento de hortaliças em suas embalagens US$ 93,6 bilhões, apresentando já possuem marcas e existem um crescimento médio de campanhas promocionais das 12,3% ao ano, nos últimos cinco marcas. As marcas podem ser anos, ao passo que a média de cooperativas, do próprio mundial foi de 8%. Os orgânicos produtor, de indústrias e foram os que tiveram maiores packing houses. avanços, um crescimento de 18,5% em cinco anos. A  Preparo dos alimentos: o tendência é que este mercado continue crescendo em média crescimento do interesse do 4,4% ao ano até 2021. Ainda de acordo com a pesquisa, no consumidor pelo conhecimento Brasil o gasto médio por habitante ao ano com esse tipo em culinária, cozinhas gourmet, de alimento é de US$ 119, enquanto que nos EUA o valor é utensílios, cozinhar em casa e US$ 513, Inglaterra US$ 443 e Canadá é US$ 445, ou seja, refeições especiais está levando ainda tem espaço para crescer. as empresas de alimentos e Marcas: o consumidor brasileiro está acostumado e tem o hábito varejistas a oferecerem mais de comprar hortaliças em supermercados ou varejos informações sobre como especializados (varejões). As preparar os alimentos e linhas52 de produtos ligadas ao fresco, diferenciado, saudável, divertido e social.  Rastreabilidade e segurança alimentar: a rastreabilidade dos produtos aparece como uma grande tendência que já está sendo praticada. Os

consumidores estão cada vez é uma realidade, porém, além da rastreabilidade, outro ponto mais conscientes, buscando importante e cada vez mais discutido é a responsabilidade produtos melhores, mais social envolvida nas cadeias produtivas. A busca é por saudáveis, com informações produtos que para serem produzidos seguem princípios sobre sua origem e garantia da relacionados à responsabilidade social, ou seja, respeitam e segurança alimentar. Neste buscam melhores condições para as pessoas envolvidas no sentido, a rastreabilidade é a processo. São processos que tentam respeitar e incentivar a ferramenta que atende a essas qualidade de vida e segurança de quem é responsável pela sua demandas. No Brasil existe um produção. amplo esforço nesta área. O  Gestão da Informação: apesar de englobar aspectos que já programa RAMA foram tratados em tópicos anteriores, destacar o maior (Rastreabilidade e nível de informação disponível atualmente é primordial dado Monitoramento de Alimentos) ao grande impacto que essa nova tendência tem na atual idealizado pela ABRAS configuração dos sistemas produtivos. Este tópico trata da (Associação Brasileira de transformação do grande volume de informação Supermercados) é um exemplo. atualmente disponível em vantagem competitiva para as O programa visa rastrear e organizações. Após capturar e sistematizar informações, as monitorar o setor de FLV organizações presentes nos mais variados elos das cadeias (frutas, legumes e verduras), podem criar muita vantagem competitiva. Exemplos de fomentando boas práticas ganhos possíveis são: maior eficiência no direcionamento de agrícolas e acompanhando as tendências que ocorrem no mundo no setor varejista e segurança aos alimentos. O programa tem adesão voluntária, sendo colaborativo ao longo da cadeia de abastecimento, contando com a participação de produtores, distribuidores e varejistas. A produção de FVL rastreada pelo RAMA já corresponde por 20,5% do total vendido pelo setor. Assim como o RAMA, outros programas podem surgir e ganhar espaço, logo, a rastreabilidade tende a ser crescente no setor. Responsabilidade social: a rastreabilidade dos produtos já53

esforços de marketing, tanto migração da mão de obra do campo para desenvolvimento de novos para as cidades. No caso da produtos e serviços quanto para horticultura, este desafio aumenta comunicações, aumento no ainda mais, já que a cadeia tem uma controle dos processos de grande demanda de mão de obra, seja produção e, como para plantio, cultivo, colheita ou pós- consequência, aumento na colheita. O índice de mecanização ainda produtividade; economia de é baixo na maior parte das culturas e recursos (fertilizantes, químicos, faltam máquinas e equipamento sementes e outros) através de específicos para as culturas - além do uma agricultura mais precisa, alto custo dos já existentes - o que faz melhorias na cooperação entre com que o setor seja altamente empresas, projeções mais dependente de mão de obra. Neste assertivas, melhorias no sentido, existe por parte dos gerenciamento de inventários, agricultores, uma indagação de que a aceleramento da curva de mão de obra hoje existente, em sua aprendizado com redução de grande parte, é desqualificada, custos, melhora na capacidade acarretando, assim, em perdas de de monitoramento de preços, produtividade. lidando melhor com a volatilidade dos mercados Outra característica do setor é a futuros, melhora na tomada de utilização da mão de obra familiar, uma decisão, que se dará com base vez que em números, os agricultores na maior inteligência disponível. familiares são a grande maioria dos agricultores que cultivam hortaliças.Mão de Obra A mão de obra tem representaçãoA mão de obra é sempre um grande significativa no custo de produção dasdesafio em qualquer atividade. Nas principais culturas, variando entre 17%atividades agrícolas o desafio é ainda e 52%, conforme pode ser visto namaior, uma vez que existe uma tabela 18.Tabela 18. Representatividade do custo de mão de obra no custo de produção total Cultura Mão de obra / Custo Total (%)Abóbora 41%Abobrinha 38%Alface 17%Alho 30%Batata 18%Cebola 18-26%Coentro 52%Couve-flor 20%54

Pimentão 36%Tomate industrial 3%Tomate estufa 46%Tomate estaqueado 24%Fonte: Elaborado pelos autores a partir de Agra FNP e EmaterAlém da participação nos custos de mais clara e uma fiscalização eprodução, o custo da mão de obra é assistência técnica mais atuante sãocrescente. Nos últimos 10 anos, o valor essenciais para o setor.do salário mínimo aumentou 126%, ouseja, em um setor altamente 3.2. Uma agenda estratégicadependente da mão de obra e onde amão de obra tem um custo significativo Uma rápida agenda estratégica éno custo de produção, tal aumento traz proposta para mitigar os desafios egrande impacto na rentabilidade. aproveitas as oportunidades e tendências do setor. Alguns pontos aA tendência de mecanização das serem considerados são:culturas e também de maiorqualificação da mão de obra para 1. Buscar novas variedades eocupar cargos de mecanização, aliada a inovações em produtos.uma reforma trabalhista, tende a trazerboas perspectivas para este setor. 2. Melhorar os padrões sanitários e fitossanitários dos produtosRegulamentação hortícolas.Outro desafio que permeia toda a 3. Agilizar o processo de registrocadeia de hortaliça é a regulamentação. de produtos fitossanitários paraAtualmente a legislação é muito hortaliças, tanto para aplicaçãorigorosa quanto aos produtos que nas lavouras quanto parapodem ser utilizados, porém a baixa tratamento de sementes.fiscalização e definição dosresponsáveis em cada etapa pela 4. Incentivar a inovação no setorsegurança alimentar dificultam a de máquinas e equipamentos.organização do setor. Por se tratar deum setor muito susceptível a possíveis 5. Articular linhas de créditocontaminantes, o cuidado com a especiais para modernização equalidade e com os impactos midiáticos tecnificação da produçãoda divulgação de uma irregularidade agrícola.podem afetar a todos da cadeiaprodutiva. Desta forma, uma legislação 6. Capacitar o produtor rural por meio de parcerias público- 55 privadas. 7. Intensificar as missões internacionais para difundir a troca de conhecimento com

produtores e comercializadores 19. Aumentar o nível de de países referência. informações presentes nas8. Incentivar e fomentar a adoção embalagens, tais como de maior tecnologia no campo descrição de características dos (agricultura de precisão, adoção produtos, propriedades de máquinas e equipamentos, nutricionais, formas de uso e irrigação de precisão, internet conservação, métodos de das coisas, robótica, sistemas cultivo, sugestões de preparo, controlados de cultivo, entre entre outras. outras). 20. Buscar inovações em produtos9. Aumentar o número e nível das finais para os consumidores, certificações de produtos buscando a linha de alimentos hortícolas. saudáveis.10. Incentivar programas de 21. Reduzir barreiras comerciais rastreabilidade de produção. para impulsionar as11. Capacitar e incentivar os exportações. produtores para criação de 22. Adotar padrões de classificação marcas próprias e acesso ao condizentes com as exigências mercado. do mercado externo.12. Aumentar o nível de 23. Reduzir os desperdícios e cooperativismos e perdas em todas as etapas do associativismo em hortaliças. processo produtivo.13. Criar campanhas de 24. Tonar mais ágil o processo de comunicação incentivando a Análise de Riscos de Pragas alimentação saudável. (ARP) para autorização de14. Investir em campanhas de importação de sementes de aumento do consumo de hortaliças de novas origens, que hortaliças como forma de é extremamente moroso, diminuir os gastos com saúde. demorando anos para sua15. Incentivar a criação de marcas aprovação. no setor. 25. Combater a pirataria de16. Modernizar os canais de sementes, em especial em comercialização. alguns segmentos, como o do17. Especializar mais o varejo on- pimentão, melão e melancia. line de produtos hortícolas, 26. Atualizar a lista de pragas aumentando o sortimento de quarentenárias, evitando que produtos. lotes de sementes sejam18. Investir no setor de embalagens destruídos ao entrar no Brasil para reduzir o desperdício devido à presença de pragas já durante o transporte e existentes no País. armazenamento.56

27. Reduzir o déficit de Agrônomos quando comparada com outros no Ministério da Agricultura, países. Há também a presença que deve aumentar com as do assistencialismo populista aposentadorias previstas para que leva pessoas a desistirem os próximos anos. de tentar trabalho.  Crescentes custos ligados aos4. Tendências do setor agro para aspectos ambientais, com novasos próximos 25 anos e crescentes exigências, normas complexas e interpretações4.1 O Combate aos Crescentes distintas por parte do judiciário;Custos de Produção  Custos do crime, como roubos de cargas, de propriedades,Nesses últimos anos, as cadeias necessidade crescente deprodutivas da agropecuária brasileira seguros e segurança naspassaram por algumas transformações propriedades e o lamentávelque merecem destaque, entre elas o fortalecimento do crimeconsiderável aumento de custos de organizado no Brasil.produção, que teve alguma  Custos das operações logísticas,contrapartida no aumento de preços apesar das recentesdas commodities quando consideradas privatizações, é o ponto queem reais, mas é um quadro poderia ser mais facilmentepreocupante em momentos de preços resolvido ajudando a retomadamenores. Impactaram as seguintes da economia brasileira, masquestões: caminha muito aquém das possibilidades. Em áreas de Custo do trabalho (aumento de fronteira onde se precisa incorporar na produção 100% em dólar em 10 anos), das agrícola, o quadro é mais grave.  Custos inerentes a insuficiente crescentes exigências aos capacidade de armazenagem da safra brasileira; empregadores e das questões  Custos ligados aos tributos e, principalmente, à complexidade trabalhistas, indenizações, tributária que requer estruturas específicas e gastos. gastos com estruturas jurídicas  Custos da energia elétrica e do diesel, que embutem elevada e todas as mazelas de uma carga tributária;  Custos gerais da burocracia do legislação antiga e inadequada. Estado, do tempo gasto nos Pessoas deixando de procurar excessos de procedimentos, do tamanho excessivo e reduzida trabalho afetando a eficiência do Governo (um dos piores pontos no ranking de disponibilidade e o custo da competitividade mundial).  Custos crescentes e menor mão de obra (61 milhões de disponibilidade de capital, com pessoas em idade de trabalho não procuram emprego, não trabalham e não estudam no Brasil, de acordo com o IBGE), fora isto, a baixa produtividade do trabalhador brasileiro57

juros elevados e dificuldades de Estado grande, operador e gastador e que praticamente acesso ao crédito não apresenta casos de êxito no mundo. governamental. Custo da corrupção nas Estes fatos todos, que não são exclusivos às cadeias produtivas do empresas estatais e no agronegócio, comprometeram a renda no Brasil, retraindo a atividade Governo, nos três níveis econômica e a consequente distribuição de renda. (Federal, Estadual e Municipal), Nestes próximos anos, é necessário que onerando o setor produtivo com os setores público e privado trabalhem fortemente para reduzir estes custos de mais impostos e menor produção, visando tornar o país mais competitivo e as cadeias produtivas capacidade de investimento do mais capazes de suportarem períodos de menores preços e continuarem Estado. conquistando espaço no mercado Retorno da inflação e os custos internacional, gerando dólares para impulsionar o nosso crescimento. Caso para seu controle, notadamente isto não seja feito, o Brasil corre grandes riscos de não ser o vencedor taxas de juros. no indiscutível aumento de consumo de alimentos e bioenergia que ocorrerá no Falta de adequado mundo. entendimento de parte do 4.2 Entender as Mudanças Poder Judiciário sobre o Estruturais da Agricultura do funcionamento das cadeias Futuro produtivas integradas e os Entre muitos países produtores, o Brasil é provavelmente o que mais de se seguidos casos de intervenções adequa a análises dessas tendências e mudanças apresentadas a seguir. É o inadequadas em processos que novo cenário da agricultura, interferindo cada vez mais na vida dos visam à eficiência, como por agricultores. É apresentada na sequência uma lista de grandes exemplo, a terceirização mudanças que provavelmente ocorrerão nos próximos 25 anos as (execução de atividades por quais se precisa estar à frente para aproveitar as oportunidades que serão especialistas mais eficientes), geradas: além dos problemas de invasões de indígenas, de sem-terras e outras que trazem insegurança jurídica e elevados custos a quem quer produzir. Perda de eficiência em parte das Agências Reguladoras, como exemplo a lentidão nos processos de aprovação de produtos químicos, de sementes e outros na ANVISA, dificultando acesso a produtos importantes tanto para plantio quanto para defesa da produção vegetal e animal. Presença do “custo ideológico”, com movimentos contra a produção, contra as empresas e contra o lucro atingindo estudantes, jovens e outros no Brasil que seguem acreditando em uma agenda obsoleta de58

 Períodos de aumento da atributos técnicos, relacionais e volatilidade de preços na de preço se tornarão cada vez agricultura e pecuária mundial. mais importantes ao se analisar o comportamento de compra Crescentes riscos devido às dos agricultores; mudanças climáticas regionais e  Maior acesso à informação, a globais e maiores pressões na maioria desta gratuita, sobre área de sustentabilidade, da mercados, produtos, serviços e economia do carbono (“carbon preços praticados em diferentes footprint”) e outras. regiões.  Diversificação da agricultura Crescentes interferências das para outras culturas e regiões, políticas governamentais, seja fortalecendo a integração de por meio de impostos, acesso a grãos com produção de mercados e outros tipos de proteína animal, energia controles e exigências. A (biomassa) e atividades questão política cada vez mais florestais. A agricultura do intrincada no agronegócio, daí a futuro será muito mais necessidade da qualidade na integrada, no que os europeus política (nos quadros gestores chamam de “economia de municípios, estados e circular”. federação).  Aumento da demanda por capital e da exposição ao risco Portfólio tecnológico e acesso à devido à oferta de produtos e tecnologia assumirão uma serviços mais sofisticados e das posição cada vez mais novas dimensões da agricultura. importante. Maior pressão pela Demandas de se desenvolver adoção da tecnologia, pois os novas alternativas de suporte e hiatos entre quem adota e crédito para atender às quem não adota aumentarão necessidades de capital de giro muito, sendo a adoção dos produtores. primordial para a permanência  Interferências e restrições na atividade. maiores sobre o uso da terra.  Complicações referentes ao uso Aumento na concentração dos da água, desde escassez, produtores rurais (mais aumento de custos até pressão propriedades sendo gerenciadas da sociedade. Manejo e por um número menor de consumo de água ultraeficiente produtores mais eficientes) cruzando dados do clima com impactará fortemente na forma solo e condição das lavouras, de negócios das cadeias visando reduzir o chamado integradas do agronegócio. “water footprint”.  Oportunidades para o trabalho Mudanças no comportamento urbano aumentam a dificuldade do produtor, cada vez mais de mão de obra rural e esta profissionalizado e informado, continua a ser um dos mais aumentando constantemente as difíceis aspectos para o exigências, o conhecimento técnico e mercadológico. Diferentes perfis de agricultores com distintas combinações de59

agronegócio. Por outro lado, as atividades e à agricultura digital, cadeias produtivas serão muito menos dependentes de força de com todo tipo de informação na trabalho humano em grandes quantidades, pela automação e nuvem (material digitalizado) e robotização, mesmo na agricultura. novas plataformas permitindo a A necessidade de escala é um princípio básico para ganho de “matematização acessível” das eficiência e redução de custos. O conceito que se tem hoje da propriedades, inserindo muitas fronteira da propriedade será fortemente revisto em 10 anos variáveis da atividade, que para gestões de espaços regionais integrados. passam a ser monitoradas e Agricultores se organizarão cada vez mais grupos de compra, mensuradas nos detalhes. cooperativas e centrais de cooperativas, ajudando na Smart farming – a fazenda necessidade de boa gestão da terra, dos ativos e custos via funcionando como uma fábrica, ações coletivas. Mudança no balanço de poder com controles exatos e, na direção dos grandes agricultores organizados e principalmente, se adaptando megaempresas integradas de comercialização e logística às alterações climáticas trarão um “retorcimento” das cadeias integradas e novos incontroláveis. Uso dos GPS players participando de funções que antes não executavam. (global positioning systems), Ampla concentração no elo distribuidor de insumos imageamento aéreo com o uso (revendas) que serão em menor número com mais unidades e de drones e outros, permitindo presença de empresas multinacionais. a “gestão por metro quadrado” Cooperativas serão em menor número, muito maiores, mais dos ativos produtivos enxutas, eficientes e com governança absolutamente (fazendas). renovada e transparente. Terão  Plantio, colheita, aplicações e suas próprias marcas e integração internacional. outras atividades agrícolas O uso da tecnologia permitirá mudanças incríveis, a maioria controladas remotamente por relacionada à integração de computadores. Aplicação de60 fertilizantes e nutrientes extremamente precisa, dosimetria adaptada à necessidade exata daquele espaço, daquele animal ou planta. Mapas de fertilidade e detectores de solo gerando dados, permitindo semeadura variável e sensores que permitem ajustes imediatos em aplicações.  Modelos como o Uber em transporte urbano serão fortemente utilizados na produção agrícola e de animais, com compartilhamento de ativos e enorme redução de ociosidade. Uso ao máximo dos ativos existentes e racionalização na propriedade de ativos pela economia do compartilhamento.

 Genética cada vez mais utilizada agricultura deve entender que terá outros concorrentes para a construção de plantas e fazendo produtos similares pelo avanço da tecnologia. animais que fazem mais usando  Grandes desafios no tocante à sucessão nas propriedades menos, adaptando para rurais (envelhecimento dos produtores), nas entidades de restrições hídricas, de classe, associações, sindicatos e cooperativas, entre outros. Uma temperatura, resistentes às nova era de governança nas organizações (entidades de pragas, doenças e outras classe, associações, sindicatos e cooperativas) estará em curso. limitações de solo (salinidade e Em se pensando nestas mudanças, fica outros) obtendo maior evidente que a agricultura e as cadeias produtivas integradas dos próximos 25 imunidade. Uso de manipulação anos serão muito diferentes do formato atual de se produzir. O importante do genoma das plantas e disto tudo é que não faltarão oportunidades para se colocar nos animais cada vez mais presente. mercados os produtos dos países que produzirão de maneira eficiente, e o Enorme pressão para a Brasil tem grandes chances de aumentar fortemente as exportações produção com o bem estar no cenário atual, e mais ainda se fizer as reformas estruturantes e estiver animal, uso de detectores de antecipando as mudanças referidas acima. todos os tipos e outros Porém, falta olhar o que o consumidor mecanismos de mensuração desejará! total. 4.3 Estar Atento às Tendências do Uso da biotecnologia para Consumidor, do Marketing e da Estratégia em Alimentos e desenvolver micróbios, fungos, Agronegócios bactérias e algas que melhorem São diversas as tendências de consumo nos próximos 25 anos, que vêm sendo as condições de solo antecipadas e trabalhadas de maneira criativa no marketing de alimentos, e a (solubilidade, absorção, entre outras) e outras potencializadoras da performance das plantas e animais. Minimização extrema no uso de recursos como diesel, água, nutrientes, químicos, pessoas e outros. Agricultura e produção animal “high tech e low people”. Ofertas de plataformas de gestão, mas ainda indefinidas por quais agentes, tradicionais ou não do setor, e discussões sobre o direito de propriedade de dados e confidencialidade. Competição com outras fontes produtoras de nutrientes e proteínas (non farm), como, por exemplo, a produção de carnes sem serem advindas de animais (imitação), ovos sem ser de galinhas e o crescente uso de insetos, algas e outras formas. A61

adaptação representa grande influenciadores deoportunidade de ligação cada vez maiorcom o consumidor final. Seguem consumidores comoalgumas que poderiam ser úteis,visando fortalecer o desenvolvimento universidades, associações,dos mercados, no âmbito dainformação e da comunicação. cientistas, blogueiros, entre outros, e a realização de propagandas disso nas ofertas da empresa e da cadeia O crescimento da importância produtiva.  No desenvolvimento de novos dos rótulos e outras fontes de produtos, existem informação, trazendo oportunidades no conceito de transparência e ciência no já nutrição, conveniência e elevado conhecimento dos portabilidade com diferentes consumidores em um mundo necessidades baseadas no digital. A geração muito mais período do dia que o produto conectada e social quer saber a será consumido (alimentos “on história por trás da marca, o the go”). significado e o compromisso da  A comunicação clara da empresa, da cadeia produtiva. A quantidade de calorias, do teor internet pode ser usada com de gordura que pode ser fonte de compilação de consumido como óleos bons e informações sobre a oferta, boas fontes de carboidrato convidando o consumidor a como liberadores de energia continuar com a aquisição de durante o dia. Podemos comer conhecimento. O aumento dos porque merecemos e iremos esforços para educar o queimá-los. Trata-se do uso da consumidor antecipando “matemática do produto”. futuros regulamentos que a  O crescente mundo urbano indústria terá que enfrentar enfrenta um boom em proteínas (necessidade de informação), e está procurando outras fontes mas tomando cuidado para de proteína além dos evitar poluição e excesso de tradicionais carne e leite. informação. Podemos esperar, num futuro O crescente interesse do próximo, várias soluções consumidor pelo conhecimento inovadoras nessa área. em culinária, cozinhas gourmet,  Alimentos congelados usando utensílios, cozinhar em casa e nutrição como argumento (teor refeições especiais está levando superior de nutrição). Mostram as empresas de alimentos, os benefícios dos ingredientes varejistas e outros agentes da de seus produtos, mesmo sendo cadeia produtiva a oferecerem congelados podem compensar mais informações sobre como entregando vários benefícios.  Marcas próprias (marcas de preparar os alimentos e linhas de produtos ligados ao fresco, supermercado) ganharam uma diferenciado, saudável, fatia de mercado durante a crise divertido e social. e da última década e, quando os Oportunidades claras consumidores se acostumaram transparentes de projetos com62

a isso, perceberam o valor por reações dos consumidores trás de um possível preço mais frente às atividades destas. baixo por um produto quase  A rastreabilidade é uma igual ou igual. tendência muito forte, Muitas pesquisas ocorrendo principalmente em produtos para aumentar a experiência do alimentícios, garantindo ao consumidor e a percepção consumidor a possibilidade de gustativa até mesmo mudando saber tudo o que ocorreu com o a textura de alguns alimentos e produto a ser consumido, desde bebidas. os insumos envolvidos até a Utilização de uma ou algumas distribuição ao consumidor. lojas próprias (integração  Com a intensificação do uso de vertical) como laboratórios de tecnologia, inclusive na figura consumidores para empresas de dos smartphones, a utilização alimentos e como vitrines de de aplicativos e outras fontes ofertas (show room). digitais de informação e O aumento das oportunidades comunicação com o consumidor de se criar clubes de é tendência a ser observada no consumidores, comunidades futuro próximo. e/ou grupos (plataformas  Num momento em que a digitais) trazendo o senso de imagem da empresa é pertencimento para o fundamental para sua consumidor, uma ligação sobrevivência, a facilidade de permanente com a empresa e comunicação através de redes com a cadeia produtiva, quase sociais é imprescindível e as como um reconhecimento de empresas têm que apresentar sua importância. comportamento ético em todas Comunicação muito mais as suas ações. responsável não apenas com  A internet das coisas, como uma crianças (audiência vulnerável), nova forma de comprar mas com todos os produtos, apresenta a consumidores. oportunidade de ferramentas Expansão do movimento de smart shopping, na qual o “compre produção local” para consumidor passa a comprar de capturar oportunidades e a forma mais assertiva e cheio de tendência de conhecer seu informações e comparações. produtor (onde meus alimentos são produzidos e por quem), Estas são algumas das tendências que construindo ligações entre os vêm sendo discutidas em fóruns consumidores urbanos e a vida internacionais, que se somam às rural, possível graças à internet. tradicionais discutidas neste livro O monitoramento das redes ligadas à saúde, ao comer fora de casa, sociais pode fornecer um fonte ao envelhecimento e individualização, importante de informações para entre outras. a empresa e para a cadeia produtiva, tendo um feedback A agenda da cadeia produtiva envolve praticamente instantâneo das entendê-las mais fortemente e utilizá- las em prol do desenvolvimento dos63

mercados internos e externos e do de alimentos e de renda àfortalecimento das cadeias produtivas parcela mais miserável dasintegradas nos próximos 25 anos de populações impactam forte eoportunidades, como se vê a seguir. favoravelmente o consumo.4.4 Aproveitar as Imensas  Crescimento do mercado deOportunidades no Curto, Médio e alimentação para animais,Longo Prazo sejam os produtores de proteína, como de recreação (mercado pet), com taxas elevadíssimas em muitos países.  Onda BIO: mesmo com grandesOs direcionadores (drivers) de consumo relações com o preço dosão muito positivos para a agricultura ea produção de alimentos brasileira, e petróleo, volta a crescer nopodem ser resumidos nos seguintesitens, além de outros vistos em mundo a conscientização docapítulos anteriores: biocombustível, desde o etanol, biodiesel, bioquerosene, biogasolina, biopneu, População chegará a 9,2 bilhões bioplástico, bioeletricidade de pessoas em 2050, portanto necessitamos produzir para (vinda da biomassa), todos mais 2 bilhões. demandando produção agrícola como insumo. Todo país que assina uma meta de uso de Existe intensa urbanização, biocombustível misturado ao estimada em cerca de 90 milhões de pessoas por ano, combustível fóssil abre uma que impacta no hábito de consumo (mais proteína oportunidade ao Brasil, pois demandando mais grãos) e nas quantidades demandadas de usará parte de suas áreas e seus produtos. recursos para atingir o mercado de combustíveis, liberando espaços no mercado de alimentos à produção brasileira. Crescimento econômico É um desafio avaliar quais países do mundo mostram as maiores mundial, principalmente nos oportunidades em termos de crescimento no mercado de alimentos. países emergentes, que são os Porém, algumas características desses países ficam claras, tais como: grandes mercados futuros de alimentos, impactando diretamente em suas necessidades de importações.  Grandes populações (em Distribuição de renda na quantidade de habitantes).  Populações crescentes (taxa de sociedade impacta crescimento da população). positivamente o consumo e esta  Elevada população jovem (com vem acontecendo, aliada ao tendência de crescimento).  Rápida urbanização (alto crescimento econômico. percentual de pessoas que ainda Grandes programas governamentais de distribuição64

vivem na área rural e estão se Como alguns exemplos se têm a China, Índia, Indonésia, Vietnam, Paquistão, mudando para as cidades). Nigéria, Angola, Bangladesh, África do Sul, México, Brasil e países agregados Geração de renda (crescimento do Oriente Médio, entre muitos outros que trarão grandes surpresas, uma vez do PIB). que os mesmos possuem muitos Distribuição de renda mercados de rua, alta informalidade nas cadeias alimentares e ausência de (crescimento da classe média). dados disponíveis. Passarão cada vez Possuem recursos com valor a mais a serem grandes importadores. serem exportados Uma vez identificados os países que representarão oportunidades no (petróleo/gás/minerais), mercado de alimentos no mundo nos próximos anos, deve-se pontuar as gerando capacidade para pagar características daqueles que irão aproveitar as oportunidades para pelas importações de alimentos. ofertar alimentos. Apresentam deficiência em Os países e regiões vencedoras na recursos produtivos (baixa oferta de alimentos para a crescente demanda são os que tiverem e disponibilidade de terras, de manejarem bem os recursos necessários para se produzir, sejam os água, ausência de outros naturais (fontes de vantagem comparativa) como os inerentes à recursos e capacidade para atividade humana (fontes de vantagem competitiva). Aqui estão como uma investir e receber investimentos lista de trabalho: estrangeiros diretos para a produção de alimentos). Leis que favorecem a importação de alimentos (abertura para importações, poucas barreiras como taxas de importação, cotas, barreiras sanitárias). sensibilidade Apresentam decrescente trazendo esforços reduzidos para a questão de segurança alimentar/produção local e apresentam estabilidade dos governos/ ambientes  Terra e solo (disponibilidade e institucionais. preço). Adoção de políticas favoráveis à  Água e clima (presença e custo). mistura de biocombustíveis na  Fator gasolina e no diesel. trabalho, com Disponibilidade de canais de disponibilidade de mão de obra distribuição para importação e produtiva, e qualidade da sistemas logísticos factíveis. educação.  Nutrientes Apresentam atratividade para (fertilizantes...) que varejistas internacionais disponíveis e a preços levem alimentos a esses países competitivos.  Tecnologia, pesquisa utilizando recursos estratégicos e globais (estratégias de “global desenvolvimento fortes sourcing”. gerando soluções aos Taxas de câmbio que favorecem problemas e produtividade. a importação de alimentos (moedas locais valorizadas).65

 Informação disponível e Além da agenda de políticas e ações conectividade (velocidade de públicas, é fundamental a presença de transmissão de informações). um setor privado ativo, inovador. Portanto, no âmbito empresarial,  Disponibilidade de capital: sempre relacionado com o público, é crédito ($) para investimentos e necessário às empresas da cadeia seguro de produção e renda. produtiva atuarem no modelo chamado de CCCV (criação, captura e  Instituições (leis) com compartilhamento de valor), visando o credibilidade e confiança e em tripé de ações estratégicas em contínuo aprimoramento. diferenciação, custos e ações coletivas.  Organizações (associações) Em diferenciação, se destacam as eficientes e propositivas, bem importantes estratégias de CCCV gerenciadas. ligadas a: construir uma abordagem de relacionamento integrado e oferta de  Eficiência de Governos, soluções ao comprador; fortalecer promovendo investimentos, sempre a pesquisa e a inovação; marcos regulatórios e construir estratégias de fidelização, privatizações. inovando em produtos/serviços, imagem e marca, soluções de  Energia – disponibilidade e embalagens, canais e força de vendas, competitividade de custos para serviços e, finalmente, ter como foco os produtores. oferecer performance para o comprador. Buscar sempre a  Capacidade de estocagem, sustentabilidade e as certificações de malha eficiente de transporte e excelência. operações logísticas. Em custos, se destacam as importantes  Capacidade de gestão agrícola estratégias de CCCV ligadas a: explorar nas propriedades, evitando com competência atividade central da duplicidades e desperdícios. empresa (o core business); melhor uso de todos os ativos e recursos de  Capacidade de coordenação da organização; estratégia de produção cadeia produtiva (sistema em escala; qualidade, segurança e agroindustrial) reduzindo custos custos de insumos; eficiência em de transação e promovendo trabalho (simplicidade); contínuo ações conjuntas para o redesenho das operações; estímulo de desenvolvimento setorial. competição entre fornecedores; arquitetura financeira criativa (fontes  Comunicação adequada da alternativas e mais baratas de capital); atividade produtiva como reduzir o poder de barganha dos geradora de valor na sociedade. vendedores; busca dos melhores momentos de compras; contratosEstes são os recursos que precisam ser estáveis buscando reduzir custos detrabalhados para maior transação; uso intensivo de inovaçõescompetitividade do agronegócio via tecnológicas redutoras de custos eGoverno e cadeias produtivasintegradas, e com isto aumentar acapacidade de geração de renda noBrasil, que possibilitará ao Governocontinuar as ações de distribuição derenda. Cada qual merece um projetopara identificar como é possívelmelhorar neste indicador nos próximos25 anos.66

gestão “celular” dos custos de vendas; comunicação; precificação,produção. entre outras. É uma área onde o agro brasileiro tem muito a melhorar.Finalmente, em ações coletivas, se 5. Sugestões de Leiturasdestacam as importantes estratégias de AdicionaisCCCV ligadas a: ações coletivas Para entendimento dos relacionamentos na cadeia produtivahorizontais (feitas por empresas da de hortaliças no Brasil elaborou-se um quadro de leitura de trabalhos demesma indústria) e verticais (da mesma especialistas separados por temática. O quadro 2 contempla alguns dessescadeia produtiva); ações com empresas trabalhos em português e de fácil obtenção.não relacionadas; fortalecer asassociações setoriais e entidades derepresentação; participar decooperativas; criar a fortalecerconsórcios e alianças estratégicas,entre outras formas de trabalhocooperativo. Melhorar a cadeia desuprimentos via montagem de centraisde compras; ações conjuntas emprodutos/marcas/embalagens eserviços; canais de distribuição eQuadro 2. Leituras adicionais para cadeia de hortaliças Temas Trabalho dos especialistas Estudos envolvendo toda cadeia Camargo Filho e Camargo (2017)produtiva de hortaliças no mundoEstudos envolvendo toda cadeia Vilela e Henz (2000); Vilela e Macedoprodutiva de hortaliças no Brasil (2000); Melo; Vilela (2017) Diferenciação em hortaliças Junqueira e Luengo (2000) Junqueira e Luengo (1999); Lourenzani e Distribuição de hortaliças Silva (2004) Cadeia de suprimentos Pigatto (2017) Andreuccetti, Ferreira e Tavares (2005); Consumo Onoyama et al. (2010); Embrapa (2017) Henz (2017) Perdas de produção Luengo e Calbo (2001) Armazenamento de hortaliças Embalagens para a comercialização de Luengo e Calbo (2009) hortaliças Luengo, Parmagnani, Parente e Lima (2011) Composição nutricional das hortaliçasFonte: Elaborados pelos autores67

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Anexo I. Memória de Cálculo Elos da Cadeia Critérios de Fórmula de Cálculo Fonte das VariáveisFertilizantes Quantificação(US$) (A) Agrianual 2017, ANTES DA FAZENDA EMATER, CNA.Corretivos (B) ABCSEM, IBGE.(US$) Estimativa calculada a Fórmula: (C): BACEN. partir do valor gasto por hectare com (A x B) / (C) fertilizantes, multiplicado pela área (A): Preço por hectare gasto de cada cultura. com fertilizantes na produção das hortaliças do Para a receita gerada escopo. foi dividido o valor (B): Área de cada cultura. final pela cotação do (C): Cotação do dólar. Média dólar em 2016. 2016. Estimativa calculada a Fórmula: (A) Entrevistas com partir do valor gasto (A x B) / C produtores, Agrianual por hectare com 2017. corretivos, multiplicado pela área (A): Preço por hectare gasto (B) ABCSEM, IBGE. de cada cultura. com corretivos na produção (C): BACEN. das hortaliças do escopo. Para a receita gerada (B): Área de cada cultura. foi dividido o valor (C): Cotação do dólar. Média final pela cotação do 2016. dólar em 2016.Defensivos Estimativa calculada a Fórmula: (A) Entrevistas com(US$) partir do valor gasto produtores, Agrianual por hectare com (A x B) / (C) 2017, EMATER, CNA, defensivos, CONAB. multiplicado pela área (A): Preço por hectare gasto de cada cultura. com defensivos na produção (B) ABCSEM, IBGE. das hortaliças do escopo. Para a receita gerada (B): Área de cada cultura. (C): BACEN. foi dividido o valor (C): Cotação do dólar. Média final pela cotação do 2016. dólar em 2016.EPI Estimativa calculada a Fórmula: (A): Entrevista com(US$) partir o valor médio (A x B) / C produtores , CNA. por hectare gasto com 72 EPI, multiplicado pela (B): ABCSEM, IBGE.

área de cada cultura. (A): Valor por hectare gasto (C): BACEN. com EPI de cada cultura do Para a receita gerada escopo. foi dividido o valor (B): Área de cada cultura. final pela cotação do (C): Cotação do dólar. Média dólar em 2016. 2016.Combustível e Estimativa calculada a Fórmula: (A) Agrianual 2017.lubrificantes partir do trator (B) Grupo Cultivar.(US$) utilizado para cultivo (A x B x C x D) / E (C) Agrianual. de determinada (D) ANP.Sementes hortaliça. Foi estimado (A): KW do trator (E) BACEN.(US$) um índice de consumo (B): Índice de consumo de combustível e litros/hora.Mudas também de óleo (C): Total de horas utilizadas(US$) lubrificante. com trator na produção das hortaliças do escopo. 73 Para a receita gerada (D): Preço médio do óleo foi dividido o valor diesel. final pela cotação do (E): Cotação do dólar. Média dólar em 2016. 2016. Estimativa calculada a Fórmula: (A) ABCSEM. partir de valores (B) BACEN. fornecidos pela (A/B). Associação brasileira (A): Entrevista com do comércio de (A): Valor fornecido pela produtores. sementes e mudas ABCSEM. (B): Entrevista com (ABCSEM). (B): Cotação do dólar. Média produtores. 2016. (C): ABCSEM, IBGE. Para a receita gerada (D): BACEN. foi dividido o valor Fórmula: (E): Entrevista com final pela cotação do produtores. dólar em 2016. [A x (B x C)] / D (F): Entrevista com Estimativa calculada a produtores. partir do % de hectares Sendo: A = (E/F) x G. que uma hortaliça utiliza de mudas para (A): Preço com muda por plantio, multiplicada hectare. pela área de tal (B): Porcentagem de hectare hortaliça. O resultado que utiliza mudas. dessa operação é (C): Área de cada cultura multiplicado pelo custo (D): Cotação do dólar. com mudas por Média 2016. hectare. (E): Quantidade de mudas por hectare. O custo com muda por (F): Número de células de hectare é calculado a partir da quantidade de mudas utilizadas em

um hectare, dividido uma bandeja. (G): Entrevista com pelo número de células (G): Preço de cada bandeja. produtores. presentes em uma bandeja de mudas. O valor dessa divisão é multiplicado pelo preço unitário da bandeja. Para a receita gerada foi dividido o valor final pela cotação do dólar em 2016.Energia elétrica Estimativa calculada a Fórmula: (A): Entrevistas com(US$) partir de entrevistas produtores. com produtores que (A x B x C) / EIrrigação forneceram o valor (B): Estimativa(US$) gasto por mês por (A): Valor gasto por mês Markestrat. hectare com energia com energia elétrica. 74 elétrica com irrigação. (B): Quantidade de meses (C): ABCSEM, IBGE. Multiplicando esse no ano. valor pela área de cada (C): Área de cada cultura. (D): BACEN. cultura, chegamos ao (D): Cotação do dólar. Média faturamento final. 2016. Para a receita gerada Fórmula: (A): Entrevista com foi dividido o valor produtores. final pela cotação do (A x B x C) / E (B): Entrevistas com dólar em 2016. produtores. Estimativa calculada a (A): Valor gasto com partir de entrevistas irrigação de cada cultura. (C): ABCSEM, IBGE. com produtores que (B): Depreciação/ forneceram um valor Manutenção. (D): BACEN. de investimento em (C): Área de cada cultura. irrigação. A partir disso (D): Cotação do dólar. Média foi calculado um índice 2016. de depreciação e manutenção, multiplicado pela porcentagem das hortaliças do escopo que são irrigadas. Multiplicado esse valor pela área de cada hortaliça, foi obtido o faturamento final. Para a receita gerada foi dividido o valor

final pela cotação do dólar em 2016.Tratores e implementos Estimativa calculada a Fórmula: A): Agrianual.(US$) partir do total de horas utilizadas na produção [(A x B)/C] x D / E (B): ABCSEM, IBGE. das hortaliças em 2016. A partir destas, (A): Horas utilizadas por (C): Estimativa estimou-se a hectare com tratores e Markestrat. quantidade de tratores implementos. e implementos (B): Área total de produção (D): Agrianual 2017. agrícolas necessários, das hortaliças. levando como base a (C): Vida útil de tratores e (E): BACEN. vida útil e o valor implementos. unitário de cada trator (D): Valor unitário de cada ou implemento trator e implementos. agrícola. (E) Cotação do dólar. Média 2016. Para a receita gerada foi dividido o valor final pela cotação do dólar em 2016.Estufa Estimativa foi calculada Fórmula: (A): Entrevista com(US$) com base no estudo produtores e “Mapeamento e A/B especialistas.Ferramentas e quantificação da (B): BACEN.utensílios cadeia produtiva de (A): Estimativa de(US$) flores e plantas faturamento das empresas (A): Entrevistas com ornamentais”. de estufas. produtores. (B): Cotação do dólar. Média (B): ABCSEM, IBGE. Para a receita gerada 2016. (C): BACEN. foi dividido o valor final pela cotação do Fórmula: dólar em 2016. Estimativa calculada (A x B) /C através de entrevistas com produtores que (A): Valor por hectare gasto forneceram os valores com ferramentas e médios por hectare utensílios de cada cultura do com ferramentas e escopo. utensílios de cada (B): Área de cada cultura. cultura. Multiplicando (C): Cotação do dólar. pela área de cada Média 2016. cultura chega-se ao faturamento final. Para a receita gerada foi dividido o valor final pela cotação do dólar em 2016.75

Agentes facilitadores Estimativa calculada a Fórmula: (A): Entrevistas com(US$) partir de entrevistas produtores, CONAB. com produtores que (A X B) / CMão de obra forneceram o valor (B): ABCSEM, IBGE.(US$) gasto por hectare com (A): Valor gasto por hectare algumas culturas em com agentes facilitadores (C): BACEN.Produção agentes facilitadores. com as culturas do escopo.(US$) Para o cálculo de (B): Área de cada cultura. outras foi utilizado a (C): Cotação do dólar. Média similaridade entre 2016. culturas para se chegar a um valor final. Multiplicado pela área de cada cultura, chegou-se no faturamento final. Para a receita gerada foi dividido o valor final pela cotação do dólar em 2016. Estimativa calculada a Fórmula: (A): Agrianual 2017, partir do total de CNA. homem-dia utilizado (A x B x C) / D (B): ABCSEM, IBGE. na produção das (C): Agrianual 2017, hortaliças em 2016. A (A): Homem-dia necessário CNA. partir destas, estimou- por hectare para produção se o faturamento com das hortaliças. (D): BACEN. mão-de-obra pelo (B): Área total de produção valor unitário de cada das hortaliças. homem-dia. (C): Valor unitário de cada homem-dia. Para a receita gerada (D) Cotação do dólar. Média foi dividido o valor 2016. final pela cotação do dólar em 2016. NAS FAZENDAS O valor da produção Fórmula: (A): ABCSEM e IBGE. total estimada foi (B): (CAMARGO 2011), CONAB, Agrianual calculado a partir da ∑ [(A x B x C) x (1-D)] / E 2017, CNA/CEPEA. somatória da (C): EPAGRI, IEA, ESALQ/CEPEA, SEAB. multiplicação da área (A): Área da hortaliça. (D): Estimativa de cada hortaliça pela (B): Produtividade média. produtividade média (C): Preço médio recebido por hectare da mesma. pelo produtor agrícola; O resultado desta (D): % de perdas nas multiplicação foi fazendas.76

multiplicado pelo (E): Cotação do dólar. Markestrat baseada preço médio recebido Média 2016. em entrevistas com ao produtor, produtores. descontando as perdas nas fazendas. (E): BACEN. O resultado final foi dado em R$. Para a receita gerada foi dividido o valor final pela cotação do dólar em 2016. DISTRIBUIÇÃOVarejo Estimativa feita a partir Fórmula: (A): ABRAS.(in natura) do faturamento com (B): ABRAS e entrevista com(US$) FLV nos (A x B) / C supermercados. supermercados (C): BACEN. brasileiros, (A): Faturamento com FLV multiplicados pela % no Brasil. das hortaliças do (B): % do faturamento com escopo. FLV relativo às culturas do escopo. Para a receita gerada (C): Cotação do dólar. foi dividido o valor Média 2016. final pela cotação do dólar em 2016.Varejo Estimativa feita a partir Fórmula: (A): ABRAS. do faturamento com (B): ABRAS e(minimamente processados) FLV nos (A x B) / C entrevista com supermercados supermercados.(US$) brasileiros, (A): Faturamento com FLV (C): BACEN. multiplicados pela % no Brasil.Varejo das hortaliças do (B): % do faturamento com (A): ABRAS. escopo. FLV relativo às culturas do (B): Entrevista com(processados) escopo. supermercados. Para a receita gerada (C): Cotação do dólar. (C): BACEN.(US$) foi dividido o valor Média 2016. final pela cotação do dólar em 2016. Fórmula: Estimativa feita a partir do faturamento total (A x B) / C dos supermercados brasileiros, (A): Faturamento dos multiplicados pela % supermercados no Brasil; das hortaliças do (B): % do faturamento total escopo. com supermercados relativo às culturas do Para a receita gerada77

foi dividido o valor escopo. final pela cotação do (C): Cotação do dólar. dólar em 2016. Média 2016.Atacado A estimativa de Fórmula: (A): Estimativa faturamento do Markestrat.(in natura) atacado foi baseada na ∑ [(A x B) x (1-C)] / D multiplicação do preço (B): CONAB.(US$) médio de cada (A): Preço médio recebido hortaliça recebido nas (com a retirada de (C): EstimativaAtacado CEASAS pelo volume outliers). Markestrat. que entrou no (B): Volume de entrada no(Processados) mercado atacadista da mercado atacadista. (D): BACEN. mesma. Do resultado (C): % de perdas nas(US$) dessa multiplicação CEASAS. são retiradas as perdas (D): Cotação do dólar.Indústria de alimentos estimadas. Média 2016.(Processados) Para a receita gerada Fórmula: (A): Estimativa foi dividido o valor Markestrat.(US$) final pela cotação do (A x B) / C dólar em 2016. (B): Estimativa Estimativa baseada a (A): Faturamento da Markestrat. partir do % do indústria de alimentos faturamento de relativo às hortaliças do (C): BACEN. industrializados que é escopo. destinada ao mercado (B): % do faturamento da atacadista. indústria de alimentos que é destinada ao mercado Para a receita gerada atacadista. foi dividido o valor (C): Cotação do dólar. final pela cotação do Média 2016. dólar em 2016. INDÚSTRIA DE ALIMENTOS Estimativa calculada a Fórmula: (A): Estimativa Markestrat. partir da retirada do (B): Estimativa mark-up adicionado [A / (1+B)] / C Markestrat. pelos supermercados. (C): BACEN. (A): Faturamento dos Para a receita gerada supermercados com foi dividido o valor processados. final pela cotação do (B): Mark-up. dólar em 2016. (C): Cotação do dólar. Média 2016.78

Indústria de alimentos Estimativa calculada a Fórmula: (A): Estimativa partir da retirada do [A / (1+B)] / C Markestrat.(Minimamente processados) mark-up adicionado (B): Estimativa pelos supermercados. Markestrat.(US$) (C): BACEN. Para a receita gerada (A): Faturamento dosImpostos totais foi dividido o valor supermercados com (A): Estimativa processados. Markestrat. (B): Estimativa final pela cotação do (B): Mark-up Markestrat. dólar em 2016. (C): Cotação do dólar. (C), (D) e (G): Receita Média 2016. Federal. IMPOSTOS Estimativa gerada a Fórmula: partir dos valores de faturamento dos Σ (A – B) diferentes setores da (A): Faturamento Bruto dos cadeia e alíquotas dos elos (R$). impostos (B): Faturamento líquido considerados. (sem impostos) dos elos (R$). (A x (1 – (C + D + E + F))) ÷ (E): Estimativa (1 + G). Markestrat, a partir (C): Alíquota do PIS (%). das Secretarias de (D): Alíquota do COFINS Estado da Fazenda de (%). cada Estado (E): Alíquota do ICMS (%). Brasileiro. (F): Alíquota do FUNRURAL (%). (F): Entrevistas com (G): Alíquota do IPI (%). produtores.79

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