ExOpVearloiêrndcaia
Isabel da Silva Lins ExOpVearloiêrndcaia O relato de uma vida dedicada à Educação 1ª edição 1ª tiragem Florianópolis - 2002
O RETORNO coragem, continuamos tentando vencer todos os obstáculos e prosse- guimos. Os desafios se avolumavam. Não havia local para a merenda, então improvisamos a cozinha num banheiro desativado (aliás, sobra- vam banheiros). Ganhamos panelas do Plano Nacional e outros utensí- lios foram levados de casa pelos próprios professores: levei talheres; o professor Aldo Sell doou um fogão elétrico; este, e o professor Januário Serpa, conseguiram duzentas canecas... Aliás, enquanto não tínhamos canecas, as crianças traziam de casa. Tudo para que as crianças pudes- sem saborear gostosa merenda muitas delas não podiam trazer lan- che. A luta continuava por um espaço para as atividades de Educação Física. Como a casa estava em construção, não havia espaço delimita- do. Os bichos, que pastavam no campo, chegavam até a porta da sala, o que causava pânico e ao mesmo tempo era motivo para risos. Quantas vezes tivemos que sair assustando cavalos... Certa vez a professora Onete estava com sua turma (segunda série) em aula, quando um cavalo re- solveu mostrar a cara na porta. Foi aquela gritaria das crianças, assus- tando o cavalo que resolveu se afastar, como algo indesejável. Sendo um espaço provisório, nos preparávamos para a mudan- ça cujo local seria próximo à Avenida Hercílio Luz, o que ocorreu em 1966. Quando começaram a construir a escola, falei com o engenhei- ro e ele me levou para ver a parte já pronta. Fiquei preocupada, pois o planejamento não atendia às necessidades dos alunos, certos detalhes importantes ficaram sem ser observados. Algumas adaptações foram feitas, assim como em todo o Instituto, que fora apelidado de Elefan- te Branco. O engenheiro se colocou para nos ajudar, modificando as insta- lações de acordo com minhas observações. Certa vez, disse: Não sabia que escola precisava de cozinha! Passei a visitar a obra, sempre pensando no melhor para o alu- no. Em 1966, ocupamos nosso espaço definitivo. Instalados na casa nova, tudo muito bom: móveis adequados, espaço confortável... Mas um grande problema ainda nos afligia: não havia muros nem cercas protegendo a Escola. O povo continuava a fazer seu percurso, atraves- sando o Instituto como um caminho, pois já o fazia há muitos anos. Era O Caminho do Elefante. Havia a preocupação de uma invasão. Alguns mal intencionados aproveitavam a falta de segurança para en- trar nas salas, pelas janelas, quando os alunos não estavam, e roubar o material. 45
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