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Ebook - Corrida - Trata - Mar2018

Published by Sullivan Gama, 2018-03-12 00:50:13

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Qual o seu nível deafinidade com a corrida?

EXERCÍCIO é Remédio! Você já pode ter ouvido a frase “exercício é remédio”. Isso porque o exercício, comocorrer, é bom para a saúde geral e, especificamente, nossos corações, pulmões,músculos, ossos e cérebros. A corrida também pode ajudar com a perda de peso, reduziros níveis de colesterol, aumentar o sistema imunológico, combater a depressão, reduziro estresse e melhorar o humor. Com relação aos benefícios da corrida, o Dr. Thiago Fukuda, membro da SociedadeNacional de Fisioterapia Esportiva (SONAFE) e diretor-clínico do Instituto Trata – Joelhoe Quadril, ressalta que esse exercício “protege o joelho e quadril da artrose quandocomparado ao sedentarismo total e, também, se comparado a esporte competitivo”. No entanto, algumas pessoas estão preocupadas com o que pode acontecer no longoprazo quando se pratica a corrida, enquanto outras já até foram acometidas por algunsmalefícios. Afinal, a corrida associa riscos? E qual a probabilidade disso acontecer? 2

Praticantes de corridajá relataram lesões A grande causa associada aos riscos delesões durante a prática da corrida é a falta deacompanhamento profissional. Praticar a corrida sem orientação de umprofissional pode pressionar as articulaçõesdo quadril, do joelho e do tornozelo, por issoé importante prevenir, para não desenvolvera síndrome da banda iliotibial, lesões porstress, tendinites de glúteo, dentre outrascomplicações. No caso da corrida, a sobrecarga é quase trêsvezes o peso corporal. Dessa forma, ao correr,uma pessoa de 60 kg recebe sobrecarga de 138kg (peso x 2,3).O aumento da carga de exercício deforma abrupta é a principal causa da lesão, alémdisso, o excesso de impacto na região tambémpode causar problemas no futuro. Muitos corredores ignoram a dor e continuamna prática do exercício piorando o quadro.Caso você sinta uma dor muito forte na horada corrida, não deve esperar a dor passar paraprocurar um fisioterapeuta. É importante fazeruma avaliação e, se for necessário, seguir comsessões de fisioterapia para amenizar a dor erecuperar o condicionamento físico. 3

Algumas dicas importantes: Antes de começar a correr é importante fortalecer a musculatura e preparar suasarticulações, principalmente do quadril, joelhos, tornozelos e coluna. Confira algumasdicas e saiba como evitar uma lesão:  Siga o planejamento dos treinamentos, com atividades de preparo físico, fortalecimento, equilíbrio muscular e postura;  Respeite os períodos de descanso para a recuperação do corpo;  Tome cuidado com o ‘overtraining’, pois o excesso de treino é prejudicial ao corpo.troavinering O overtraining Você já ouviu falar na síndrome de overtraining? Muitos atletas acabam se arriscando quando se submetem a uma sobrecarga ou excesso de estimulação. Ou seja, o indivíduo começa a realizar mais exercícios do que o seu corpo é capaz de se recuperar e, com esse excesso, acabam surgindo diferentes malefícios, como desordens musculares, problemas nas articulações, no sistema imunológico e psicológico do corredor. O overtraining (ou excesso de treinamento) é frequente nos casos de atletas que desejam melhorar o desempenho para uma competição, por exemplo. São descartados cuidados básicos, como os intervalos necessários durante os treinos para descanso e recuperação apropriada. 4

Quer começar a correr?Evite lesões durante o treino Quem não tem o hábito de praticar exercícios não deve simplesmente colocar umpar de tênis e sair correndo. Isso pode trazer muitos prejuízos à saúde, ao invés debenefícios. O nosso corpo necessita de um tempo para se adaptar, além disso, é precisolevar em conta o condicionamento físico. O ideal é começar com uma caminhada e, aospoucos, aumentar o ritmo, mas intercalando a caminhada com a corrida e associandoum treino muscular específico para evitar o surgimento de lesões. O indicado é que todo corredor faça inicialmente uma avaliação funcional epostural, antes de sair treinando. Essa atitude já ajudaria a evitar uma série deproblemas. Por meio dessa avaliação é possível verificar os problemas como desviosposturais, encurtamentos musculares ou frouxidão ligamentar. O treinamento para a correção de qualquer um desses possíveis problemas iráevitar que o joelho seja comprometido. Muitas pessoas desenvolvem lesões em umdos joelhos devido a desvios no quadril ou na coluna, como por exemplo, escoliose.Por não ter o acompanhamento adequado e geralmente não fazerem as avaliações 5

necessárias, esse problema vai se agravando. Além disso, para tratar o joelho épreciso que todos os outros problemas sejam corrigidos. Outro método para proteger o joelho é a melhora na mecânica da corrida, ou seja,quando aliado a questão da avaliação funcional e postural deve acontecer umamelhora da mecânica de corrida. Para que isso aconteça é preciso procurar umprofissional capacitado, que irá verificar os problemas que o paciente apresenta etraçar um treino específico para corrigir o padrão de movimento. Portanto, um bom fortalecimento é fator crucial para que o joelho seja protegidodurante a corrida. Como esse esporte não é lesivo, o que acaba por desenvolver aslesões são os músculos enfraquecidos. Para fortalecer os músculos o ideal é realizara musculação ou treino funcional. Vale ressaltar, que todo o complexo do core, assim como os membros superiores,precisam de fortalecimento, pois, a falta deste pode provocar desalinhamentosmusculares bastante acentuados, que irão prejudicar a mecânica de corrida esobrecarregar as articulações. 6

5 Dicas para evitar lesõesFique atento aos cuidados antes, durante e depois da corrida e evite sérias lesões: 1 >> Faça aquecimento Antes de qualquer treino ou prova faça um aquecimento de pelo menos 10 minutos para preparar os músculos e articulações para a atividade. Opte por uma caminhada ou exercícios de coordenação. 2>> Fortaleça a musculatura Faça treinamentos para ganho ou manutenção da força em dias intercalados com a corrida. Seguir essa rotina de exercícios e saber os principais músculos a serem trabalhados são formas importantes para manter as articulações protegidas. 3>> Concreto, asfalto, grama ou areia Esses pisos são muitos diferentes e oferecem vantagens e desvantagens para o corredor. A grama, por exemplo, absorve melhor o impacto, porém podem existir buracos e raízes de árvores como obstáculos, favorecendo entorses de tornozelo. Na areia existe maior absorção de impacto, mas é necessária maior força e resistência muscular por ser fofa. No asfalto o impacto é maior, mas é regular e linear sendo mais fácil de correr. Já o concreto não é recomendado por prejudicar a absorção do impacto. 4>> Atenção ao tênis Escolha um tênis ideal para corrida e acerte na pisada, mas não fique achando que com um tênis resistente ou caro você está livre das lesões, se não tiver força e flexibilidade e muito menos respeitar seus limites, o tênis não vai te proteger de uma lesão. É recomendado também verificar a necessidade do tipo de calçado para pés pronados, supinados ou neutros; alternar os calçados, e verificar a durabilidade dependendo do uso. 5>> Não ignore a dor A dor é um aviso do corpo de que algo está fora do normal. Se apresentar dor, não treine. E se a dor continuar, não faça automedicação, procure seu fisioterapeuta ou ortopedista. 7

Atleta: descubra como melhorar o seu rendimento Você sabia que atualmente pacientes com doenças ortopédicas não focam a atençãoapenas no local da dor, como a coluna, o quadril, ou o joelho? Cada vez mais, os pés têmrecebido atenção especial no tratamento das dores na coluna e articulações do membroinferior, uma vez que são eles os responsáveis por dar início a toda absorção de cargacada vez que tocamos o solo ao andar, correr ou fazer qualquer atividade funcional donosso dia a dia. Se a base de apoio encontra-se alterada, toda a carga ascendente nocorpo será comprometida. Pensando nisso, cada vez mais a correção da pisada atravésde palmilhas feitas sob medida tem sido utilizada no processo de reabilitação dospacientes ortopédicos, juntamente com a fisioterapia tradicional.Baropodometria e palmilhas personalizadasna melhora da pisada e corrida Quando falamos em avaliação da pisada,a baropodometria é, sem duvidas, umdos melhores exames para este fim.Nela nós podemos fazer três tiposde avaliação: a estática, ondesão identificados os maiorespontos de pressão no pécom o paciente parado;o equilíbrio, através daestabilometria, que nosdá informações a respeitoda oscilação do centro degravidade; e, sobretudo,uma avaliação dinâmica,que pode ser feita tantodurante a marcha ou atémesmo durante a corrida, o queé muito importante, uma vez que opaciente pode apresentar uma pisada“normal” quando está parado, e alteradaquando começa a caminhar ou correr. 8

Esse exame é realizado através de uma plataforma sensível a pressão com sensorescom a mais alta concepção de tecnologia, conectado a um computador o qual utiliza umsoftware apropriado para visualizar imagens coloridas e dados estatísticos, com um altovalor diagnóstico. Identifica agentes diretos ou indiretos que proporcionam ao indivíduo umainstabilidade corpórea, que mais tarde serão impressas sob a forma de gráficos ou planilhas. Feito esse exame, é a hora de confeccionar a palmilha, que leva em consideraçãotodos os gráficos e imagens vistas na baropodometria. As palmilhas são, sobretudo,órteses de conforto, para suavizar a pisada, além dos seus elementos corretivos. Elassão fabricadas com material importado da França, são bem leves e finas, além de seremadaptáveis às sapatilhas femininas. Os pontos de maior pressão e calosidades recebemuma ação mecânica ou proprioceptiva, que estimulam a melhor distribuição de cargasnos pés. Entretanto, esse material não é utilizado apenas em casos de pacientes com dor.Praticantes de atividades físicas estão, cada vez mais, optando pelo uso das palmilhas.No caso dos corredores, por exemplo, elas têm o intuito de ajudar na absorção doimpacto pelo calcanhar e, também, aumentar a impulsão no antepé (região dos dedos),melhorando assim a performance durante a corrida. As lesões podem ocorrer devido a uma sobrecarga articular do joelho, impedindomuitas vezes do atleta correr. Os atletas são mais suscetíveis a sofrer lesões porsobrecarga como tendinite patelar, síndrome da banda iliotibial ou fascite plantar. Afisioterapia pode ajudar no tratamento de todas as lesões. Se o atleta vem se recuperando de uma lesão, pode ser necessário contar com oauxílio da tecnologia para melhorar a marcha e o seu desempenho. Entre as tecnologiasutilizadas para tratar e prevenir lesões, encontra-se a análise 2D da marcha. 9

“Através do aparelho, conseguimos detectar mudanças ou alterações no movimento que passam despercebidas a olho nu”.Análise de marcha computadorizada A análise da marcha é um sistema que consiste em câmeras de alta velocidade paracaptar os movimentos do atleta permitindo ao fisioterapeuta determinar quais são osângulos de cada articulação durante o movimento. “Através do aparelho, conseguimosdetectar mudanças ou alterações no movimento que passam despercebidas a olho nu”,explica o Prof. Dr. Thiago Fukuda, fisioterapeuta e diretor-clínico do Instituto TRATA. Durante o exame, o aparelho capta 5° na flexão tronco, 7° flexão do quadril, 32° flexãojoelho e 12° dorsiflexão enquanto o atleta corre, por exemplo. Todos esses dados sãoemitidos durante a avaliação. Além disso, o sistema emite informações relevantes sobre as alterações durante amarcha, corrida, subida e descida de graus. “Este é um sistema que está se tornandocada vez mais fundamental para o tratamento de pessoas que sofrem de problemasortopédicos em coluna, joelho, quadril e tornozelo”, afirma o Dr. Fukuda. Mas o sistema não é só indicado para atletas, ele também é bastante útil para quemdeseja corrigir problemas ortopédicos como coluna e no joelho.Lesões que todo atleta precisa conhecer A maioria das lesões em corredores acontece por causa de algum movimentoincorreto, que provoca uma sobrecarga nas articulações e músculos. Entre as principaislesões, podemos destacar: 1. Fratura por estresse Esse é o sinal de que você ultrapassou seus limites fisiológicos. Quem pratica triátlon, corrida de montanha, maratona e demais esportes tem mais chances de desenvolver a fratura por estresse (ou stress). Essas atividades acabam 10

exigindo demais do atleta e principalmente do joelho e perna, favorecendo o surgimentode lesões. Esta lesão ocorre quando o indivíduo ultrapassa os seus limites fisiológicos. Issoacontece devido ao esforço excessivo do músculo, falta de absorção de impactos, equando os músculos estão fadigados acabam transferindo toda a sobrecarga do stresspara o osso. Geralmente, essa fratura acomete os membros inferiores como ossos do pé, tíbia,fíbula e nos casos mais raros no fêmur. As principais causas são a mudança brusca de treinos sem o tempo necessário paraque o atleta se adapte ao exercício, indivíduos com excessiva pronação do pé, calçadode corrida sem amortecimento, tipo de pisada e fatores hormonais. O atleta pode desconfiar da fratura quando sentir alguns sintomas como dor nomembro acometido, dor ao pisar, enfraquecimento da musculatura. O diagnóstico é feito por meio do raio X, exames de ressonância magnética oucintilografia. Com esses exames, é possível identificar a fratura na sua fase inicial. Como é feito o tratamento da fratura por estresse?Geralmente, o tratamento inicial é conservador e com repouso. Além disso, é importantecessar as atividades de impacto. Somente nos casos em que a fratura por stress égrave, o médico pode indicar a cirurgia, que envolve a fixação do local da fratura. O paciente pode levar em média seis meses para se recuperar. A fisioterapia éindispensável nesse processo. Alongamentos e exercícios de fortalecimentos podem serfeitos para manter a condição muscular e cardiorrespiratória. 2. Bursite Trocantérica A Bursite é um processo inflamatório que ocorre em uma bolsa (bursa) que tem função de diminuir o atrito entre os ossos e tendões. Na lateral do quadril, próxima ao trocânter encontra-se a bursa trocantérica que pode inflamar e causar um desconforto na hora de praticar atividades como corrida ou ao subir escadas. Geralmente, a inflamação pode atingir outras estruturas, como tendões, músculos e fáscias. Ela ocorre por atrito excessivo ocasionado por diminuição de flexibilidade, fraqueza muscular, disfunções biomecânicas ou até mesmo traumas diretos. 11

Esse atrito pode ser devido ao desalinhamento da coxa durante a corrida provocadapela fraqueza muscular ou falta de controle do músculo glúteo médio (lateral do quadril)e máximo. O diagnóstico pode ser feito por meio de um exame físico completo. O fisioterapeutairá avaliar a região sobre o trocânter maior. Testes de força dos músculos abdutores eextensores do quadril podem ser realizados. Além disso, exames de imagem como ressonância nuclear magnética também podemfazer parte do diagnóstico. Como é feito o tratamento da bursite trocantérica?O tratamento inicial para a bursite do quadril pode ser conservador e não envolvecirurgia. O atendimento fisioterapêutico ajuda a diminuir a inflamação, aliviar a dor ediminuir o atrito sobre estas bursas. Técnicas e recursos de Eletrotermofototerapia, liberação miofascial, alongamentomuscular, terapia manual e correção biomecânica com exercícios de fortalecimentomuscular e treinamento sensório-motor devem ser empregados para uma completaresolução do caso. 3. Síndrome do corredor – Síndrome do Trato Iliotibial (STIT) Conforme a frequência da atividade física aumenta, os atletas corredores e ciclistas correm um risco maior de sofrer com a Síndrome do corredor que é caracterizada pela Síndrome do Trato Iliotibial (STIT). O Trato iliotibial (TIT) é uma banda de tecido fibroso encontrada na parte lateral da coxa que se estende até a tíbia. A síndrome costuma ocorrer durante a prática de atividades esportivas. Na hora do exercício podeocorrer uma fricção excessiva da banda de tecido fibroso sobre o epicôndilo lateral dofêmur, principalmente quando há desarranjos biomecânicos e encurtamento musculargerando dor e inflamação na região lateral do joelho. O atleta pode desconfiar da síndrome quando sentir hipersensibilidade na região lateraldo fêmur, próximo ao joelho e dor em queimação quando a região é palpada associandoflexão e extensão do joelho. Essa dor pode ter início após o atleta percorrer longasdistâncias e se intensificar, até que seja impedido de correr. Para identificar a lesão,testes irritativos e de flexibilidade muscular se fazem necessários. 12

Como é feito o tratamento da Síndrome do Trato Iliotibial (STIT)O tratamento é baseado no controle da dor e melhora da sobrecarga, abordandocondutas fisioterapêuticas analgésicas como gelo (crioterapia), técnicas dealongamento e liberação miofascial. Além disto, após alívio parcial ou total dossintomas, uma avaliação biomecânica deve ser feita, objetivando um melhoralinhamento de todo o membro inferior durante a prática da atividade física. Namaioria dos casos, um protocolo de fortalecimento muscular pode resultar emresolução completa do quadro em algumas semanas. 4. Tendinite no quadril A tendinite no quadril é consequência do aumento da carga de exercício e excesso de atrito do tendão contra proeminências ósseas. Pacientes com alterações biomecânicas como “valgo dinâmico” têm mais propensão ao surgimento de tendinites. É possível desconfiar de tendinite no quadril quando ao se movimentar sentir dor. Em casos de ruptura dos tendões glúteos, a dor é intensa e tem longa duração. A tendinite no quadril pode acometer os corredores de longa distância impedindo muitasvezes o atleta competir em provas de alta intensidade, principalmente se tiver subidas. O diagnóstico é feito através do exame físico que analisa a dor, sensibilidade e perdada função. Exames como ressonância nuclear magnética e ultrassom do quadril podemser solicitados pelo médico. Como é feito o tratamento da Tendinite no QuadrilO tratamento da tendinopatia é dividido em duas etapas. A primeira etapa consiste noalívio da dor, inflamação e edema por meio de Eletrotermofoterapia com laser, ultrassom,terapia combinada e liberação miofascial. Já a segunda etapa é correção das prováveisdisfunções biomecânicas por meio de exercícios de fortalecimento, flexibilidade,mobilização articular e treinamento sensório-motor. Geralmente, com o tratamento conservador o paciente consegue atingir bonsresultados e na maioria dos casos não há necessidade de cirurgia. 13

5. Tendinite do corredor (tendinopatia) É só começar o aquecimento para o treino de corrida e o joelho começa a dar sinais de dor? Este desconforto está te impedindo de realizar a atividade ou participar de uma prova? Uma das causas pode ser a tendinopatia ou tendinite do corredor. A tendinite é caracterizada pela inflamação no tendão – tecido que liga o músculo ao osso. A tendinite muitas vezes é consequência do excesso de uso desta estrutura, que aospoucos perde elasticidade. É possível desconfiar da tendinite ao notar inchaço no local,dor localizada no tendão lesionado e sensação de queimação que irradia. No dia a dia aofazer atividades diárias como subir e descer escadas, usar salto alto, permanecer muitotempo sentado ou com a perna cruzada pode intensificar os sintomas da tendinite. O diagnóstico deve ser feito por um clínico ou especialista. Alguns exames comoultrassonografia ou ressonância magnética podem ser solicitados para avaliar o membroafetado. Como é feito o tratamento da Tendinite do Corredor?O tratamento com alguns medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs)podem ser empregados, apesar da grande controvérsia na literatura. Técnicas defisioterapia devem ser recomendadas para tratar a lesão. 6. Condromalácia patelar O joelho é uma articulação que corre um risco maior de sofrer com sobrecarga, principalmente por conta dos movimentos de repetição. Dependendo do esforço, o atleta pode apresentar dor e inchaço desencadeado pela condromalácia patelar. Além disso, outros fatores como desequilíbrio muscular e biomecânico, atividades de alto impacto também podem provocar o amolecimento da cartilagem. A mulher pode sofrer um desgaste maior dacartilagem da patela por conta do alinhamento dos membros inferiores. A condromaláciaé uma patologia que pode levar anos para se manifestar. A sua causa está associada aoatrito da patela e o fêmur durante o movimento de dobrar e esticar do joelho. 14

O principal sintoma da condromalácia é dor na face anterior do joelho que tende apiorar quando é feito algum movimento. É comum os atletas se queixarem de dores aosubir ou descer escadas. O diagnóstico deve ser feito por meio de exames como teste de raspagem oucompressão patelar, acompanhada de uma avaliação biomecânica. O médico tambémpode solicitar a ressonância nuclear magnética para confirmar a lesão. Como é feito o tratamento da Condromalácia Patelar?O tratamento pode ser feito com o auxílio da fisioterapia que pode utilizar técnicas deexercícios para controlar a dor e diminuir a pressão articular. Após dois meses, o pacientejá pode sentir uma diferença no joelho. 7. Síndrome do atrito da banda iliotibial Uma dor na lateral do joelho pode ser um sinal de síndrome do atrito da banda iliotibial. Quem sofre com esse tipo de dor são os praticantes de corrida de rua devido ao esforço repetitivo. Isso ocorre quando o corredor flexiona e estende o joelho, a parte inferior da banda passa por cima do côndilo femoral lateral causando um atrito entre essas duas estruturas. Alguns fatores podem contribuir para o encurtamento da banda, dentre eles: diferença decomprimento entre as pernas; correr em superfície inclinada, calçados inapropriados,músculos tensos no quadril e desalinhamento dos membros inferiores. O sintoma maiscomum é dor na região lateral do joelho que pode surgir durante a corrida. A dor pode teruma piora progressivamente causando limitação. Após alguns minutos de descanso, ador desaparece, mas logo reaparece. Para identificar a dor, o médico ou fisioterapeuta pode solicitar alguns exames clínicose testes, como compreensão local do epicôndilo lateral para provocar a dor, palpitaçãodo epicôndilo lateral durante o movimento de flexão passiva do joelho, etc. Como é feito o tratamento da Síndrome do Atrito da Banda Iliotibial?O tratamento pode ser feito por meio de aplicação de compressas de gelo sobre abanda iliotibial durante trinta minutos, massagem com gelo, uso de medicamentos anti-inflamatórios. A fisioterapia é importante para a recuperação do joelho. O fisioterapeutapode indicar liberações miofascias durante a sessão, bem como alongamento eprincipalmente fortalecimento muscular. 15

8. Síndrome do impacto no quadril (impacto femoroacetabular) É comum o corredor sentir dor na virilha após um treino mais forte ou uma prova. Porém, se o incômodo for recorrente, o atleta deve ficar atento, pois isso pode ser sinal de um problema mais grave: a síndrome do impacto no quadril ou impacto femoroacetabular. Entre os principais sintomas estão dores ou incômodo recorrente na virilha, nanádega e na face lateral do quadril, que podem se estender para a coxa e o joelho.Em casos mais graves, há redução do movimento dos quadris e possibilidade deevoluir para uma artrose. “Esse problema ocorre devido ao impacto repetido da articulação do quadril, que éformada pelo contato da cabeça do fêmur com uma concavidade da bacia chamadaacetábulo. Alterações de origem genética na anatomia do quadril e práticasesportivas que sobrecarregam as articulações como maratonas, corridas, futebol etênis, judô, jiu jitsu e tae-kwon-do também podem contribuir para esta lesão”, explicao Prof. Dr. Thiago Fukuda. Como a grande maioria das pessoas que correm já praticou outras modalidadesesportivas anteriormente, também é possível que a origem da lesão tenha ocorridoantes e venha à tona com a corrida. Como é feito o tratamento da Síndrome do Impacto no Quadril?O fisioterapeuta Thiago Fukuda explica que “em um primeiro momento, o tratamentoé feito a base de anti-inflamatórios, analgésicos e fisioterapia, havendo necessidadede interromper os treinos por um período que pode variar de um a seis meses. Casoos sintomas persistam, é necessária uma intervenção cirúrgica”. O Dr. Fukuda ressalta ainda que o tratamento cirúrgico é destinado aos pacientescom dor persistente e que pretendem retornar às atividades físicas ou profissionais.A artroscopia é uma técnica cirúrgica que possibilita ampla visão da articulaçãoe permite a remoção de lesões e deformidades geradas pelo impacto. Nos casosgraves, onde exista uma degeneração avançada da articulação, são menores osbenefícios da artroscopia, sendo necessário considerar outras técnicas para otratamento da articulação lesionada. 16

9. Canelite É uma inflamação na região anterior da tíbia devido à sobrecarga, causando dor muscular e no osso. A longo prazo, e se não tratada, pode desencadear uma Fratura Por Estresse, vista em alguns maratonistas. Alterações na pisada, falta de fortalecimento e resistência muscular nos músculos da perna são algumas das causas, assim como o erro de treinamento. Até o terreno em que se corre tem interferência. Fasceíte plantar Inflamação no tecido que recobre os músculos da sola do pé. Tem como causas, oaumento súbito e não programado no treinamento, excesso de peso, pisada errada (pépronado ou pé chato), calçado inadequado, fraqueza de músculos do quadril, joelho e pé. Tendinite Calcânea (tendão de Aquiles) Inflamação no tendão que liga o músculo da panturrilha ao calcanhar. Faltade repouso, treinamento e pisada errada, tipo de terreno são alguns dos fatoresdesencadeantes da lesão. 17

5 Dicas para atletas corredores que já estão sentindo dor no joelho. Procure por um diagnóstico A fonte da dor no joelho nem sempre é no membro, às vezes o desconforto é reflexode desequilíbrios musculares ou alterações no quadril. Para a condromalácia patelar uma ressonância magnética pode ser pedida para confirmar o quadro. Reavalie seu treino A doença tem forte ligação com treinamento errado, especialmente entre oscorredores de rua. Então avalie a frequência, a intensidade e a duração da atividade, isso com a ajuda de um profissional. Mantenha o controle de peso Ao caminhar de duas a quatro vezes do seu peso é transmitida através da articulação do joelho. Então estar no peso certo vai aliviar a dor. Escolha um bom fisioterapeuta A reabilitação é fundamental para cessar a dor e evitar novos desconfortos. Por isso, durante as sessões o especialista usa recursos de controle da dor e cicatrização do problema. Evite a recidiva da dor Neste caso, o fisioterapeuta também poderá te ajudar. Ele vai realizar testes de força, equilíbrio e avaliação de pisada, para verificar qual erro levou ao problema e não evitar novas crises. 18

A fisioterapia para tratar a dor no joelho sem cirurgia Dependendo do grau da dor e do tipo de lesão o fisioterapeuta vai analisar o melhortratamento para que você volte o quanto antes às atividades de rotina.Recursos da fisioterapiaEletroterapia Para que o paciente não tenha mais nenhum tipo de incômodono joelho, uma das técnicas da fisioterapia utilizada é aeletroterapia. O tratamento consiste no uso de correntes elétricasdirecionadas através de eletrodos na área do joelho. Existemdiversos tipos de correntes que podem ser utilizadas e uma delasé a analgésica que trata os casos agudos e traz alívio imediato. Emtermos de efeito prolongado esse tipo de terapia estimula ostecidos mais profundos para que o joelho se reconstitua. Oresultado alcançado é possível graças a diversas reações físicas,biológicas e fisiológicas.Fisioterapia Manual A terapia manual trata pacientes com problemas ortopédicos,reumatológicos, neurológicos, posturais e faz a reabilitação pós-cirúrgica. A técnica utiliza movimentos do próprio corpo no alívioda dor e recuperação da função. O objetivo é identificar e corrigirdisfunções de movimentos, entender a relação entre as alteraçõesdesses movimentos e avaliar o desequilíbrio postural. Atravésdas mãos do fisioterapeuta há normalização dos tecidos,restabelecimento articular e assim mais saúde para os joelhos.Laser O equipamento de laser vem sendo muito empregado na práticada Fisioterapia na última década e seus resultados e efeitos sãorelacionados à melhora da inflamação, edema (inchaço), dor ecirculação local. Diversos estudos e revisões sistemáticas têmmostrado resultados significantes com este recurso em artrose,artrite, sinovite e tendinopatias de joelho. Além disto, não existemrelatos de efeitos colaterais com o uso do laser, diferentemente douso de medicação com diversos efeitos adversos. 19

Cirurgia para o joelho Quando os tratamentosconservadores não conseguem resolvero problema do paciente, a cirurgiapode ser indicada. Hoje, com tantasinovações, os riscos associados a umprocedimento cirúrgico já sofreramconsideráveis reduções, mas todaatenção é necessária para evitarpossíveis complicações. Grande parte dos pacientes submetidos a uma cirurgia de joelho relata melhorasignificativa, com o alívio da dor e reparação funcional do joelho. A qualidade de vida geralda pessoa também melhora. Entretanto, não se pode descartar os quadros em que acirurgia não resolve o problema ou mesmo piora a condição do paciente.Tipos e Características Diferentes estruturas do joelho podem ser lesionadas, ocasionando dores e outrossintomas na região, as mais recorrentes são os meniscos, ligamentos e cartilagens. Énecessário identificar o problema exato do paciente para direcioná-lo ao tipo de cirurgiamais indicado para o seu caso. Veja alguns tipos mais comuns de cirurgia de joelho: Artroscopia: esse procedimento é utilizado tanto para examinar quanto para realizaro próprio tratamento de prejuízos ocorridos na articulação do joelho. A cirurgia éendoscópica invasiva. Artroplastia: através desse procedimento ocorre a reconstrução de partesdanificadas do joelho. O objetivo dessa intervenção cirúrgica é restaurar a função emobilidade da região acometida. Substituição total do joelho: essa técnica é, normalmente, realizada em pacientescom mais idade, pois o material das peças utilizadas para substituir as estruturasoriginais pode se desgastar, oferecendo riscos, portanto, se o procedimento for realizado 20

em pessoas mais jovens. É um processo que realiza a remoção da estrutura que foidanificada e ocorre quando há gravidade no acometimento de alguma estrutura (ossos,tendões ou tecidos do joelho). Quando a estrutura é removida, um material de plásticoou metal é colocado no lugar, a fim de restaurar a função e o alinhamento do joelho. Ressecção: quando o paciente já não consegue realizar atividades simples do dia a dia,por conta dos incômodos no joelho, esse procedimento cirúrgico pode ser recomendado.Consiste na remoção de uma parte do osso, tecido ou tendão danificado. Cirurgia do joelho parcial: diferentemente da cirurgia de substituição total, nesseprocedimento a substituição é de apenas uma parte da estrutura danificada e a incisãoé menor. Os resultados desse procedimento cirúrgico podem ser considerados inferioresaos alcançados com a substituição total. Cirurgia de reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA): essa cirurgia envolveum importante ligamento do joelho que ajuda a manter a articulação estável. Quando oLCA é gravemente danificado, a cirurgia para a reparação dos danos é recomendada.Fisioterapia no pós-operatório da artroplastia A articulação do joelho é formada por três ossos: fêmur, tíbia e patela, que sãoresponsáveis pelos movimentos do membro inferior. Conforme a idade avança, oindivíduo na faixa etária entre 60 a 70 anos apresenta mais chances de sofrer deosteoartrite ou osteoartrose. Entretanto, a doença inflamatória autoimune que destroi acartilagem articular pode afetar jovens e adultos em qualquer faixa etária. A articulação permanece inchada dificultando a realização de movimentos no joelho,a dor pode piorar durante atividades como caminhada, ao ajoelhar ou subir escadas. Noscasos avançados, a articulação de um ou dos dois joelhos pode ficar comprometidasendo necessário recorrer ao tratamento cirúrgico, como a artroplastia que pode sertotal ou parcial. A cirurgia consiste na colocação de prótese para substituir a articulação que sofre oprocesso de desgaste da cartilagem. Os ossos são substituídos por próteses de metalno joelho que são fixas, proporcionando um novo membro e sendo capaz de realizar osmovimentos sem dor. 21

A cirurgia é feita por meio de uma incisão no joelho, a articulação danificada éremovida para a colocação das próteses que são presas aos ossos. Assim que a próteseestiver perfeitamente encaixada a incisão será fechada. Esse procedimento temduração entre duas e três horas. Fisioterapia após cirurgiaApós a cirurgia tem início o processo de reabilitação por meio da fisioterapia paraajudar na recuperação do joelho. O fisioterapeuta deve desenvolver um programacom os exercícios específicos para conquistar o equilíbrio e a força do joelho. Nasprimeiras sessões de fisioterapia, são iniciados exercícios respiratórios associando aosmovimentos dos membros superiores. Depois, o profissional começa trabalhar a forçamuscular, duas vezes ao dia. Os exercícios de fortalecimento podem ser feitos com opaciente deitado de costas e colocar um dos pés numa toalha e elevar a perna com ojoelho estendido. Após a retirada dos pontos, o paciente pode começar a fazer uma caminhada, bicicletacom baixa carga, alongamento da panturrilha em pé e outros exercícios para acelerar arecuperação total dos joelhos e o retorno das atividades normais.O fisioterapeuta ainda pode recomendar o uso de meias elásticas que ajudam a evitarproblemas circulatórios nos membros inferiores.Na maioria dos casos, a substituição da articulação pela prótese é bem sucedida e opaciente pode retomar suas atividades sem reclamar de dor.Correr pode sobrecarregar a articulação do quadril? Dizem que correr não faz bem só à saúde como também ajuda a emagrecer. A corrida éindicada para pessoas que têm aptidão e um maior condicionamento físico, além disso, correrdiminui gordura e aumenta a resistência. E ainda traz benefícios que você não enxerga. 22

Apesar de todos os pontos positivos para o corpo, quando realizada em excesso podesobrecarregar o quadril. Praticar a corrida sem orientação de um profissional podepressionar as articulações do quadril, do joelho e do tornozelo, por isso é importanteprevenir, para não desenvolver a síndrome da banda iliotibial, lesões por stress outendinites de glúteo. Esse músculo é responsável pelo movimento de abrir a perna, além disso, é o principalestabilizador do quadril, impedindo que a pelve (bacia) incline para baixo quando apessoa está correndo com apoio em único membro. Não é á toa que esse músculo ésobrecarregado durante a marcha. No caso da corrida, a sobrecarga é quase três vezes o peso corporal. Dessa forma, aocorrer, uma pessoa de 60 kg recebe sobrecarga de 138 kg (peso x 2,3). O aumento da carga de exercício de forma abrupta é a principal causa da lesão, alémdisso, o excesso de impacto na região também pode causar problemas no futuro.Caso você sinta uma dor muito forte na hora da corrida, não espere a dor passar paraprocurar um fisioterapeuta. É importante fazer uma avaliação e se for necessário seguircom sessões de fisioterapia para amenizar a dor e recuperar o condicionamento físico.Cirurgia para o quadril Quando o quadril passa por um processo degenerativo, suas características iniciaissão perdidas gradativamente e, por isso, em muitos casos crônicos pode ser necessáriaa realização de procedimentos cirúrgicos para recuperar a região. Os processos degenerativos, normalmente, estão relacionados a enfermidadesinflamatórias crônicas ou o desgaste mecânico que tendem a provocar ocomprometimento da função articular em diferentes graus. Iniciam-se com dores,muitas vezes irradiadas para outros membros. Ocorre uma limitação funcional com adificuldade de realização dos movimentos normais de rotação e extensão do quadril.Por fim, a região é acometida por uma rigidez articular, evidenciando uma degeneraçãomais avançada com a destruição das cartilagens. Nesta fase, o paciente não sente ossintomas de forma esporádica, as crises se tornam bastante frequentes. 23

Artroplastia de quadril (prótese de quadril) O procedimento é considerado uma das cirurgias ortopédicas de maior sucesso.Popularmente a cirurgia é conhecida como prótese de quadril e auxilia de maneirabastante eficaz (uma vez bem realizada) a aliviar as dores dos pacientes e recuperaras funções da região. É uma cirurgia para o quadril que consiste na substituição da articulação afetadapor algumas peças de material sintético metálico, cerâmico e plástico. A prótese temuma constituição que simboliza as partes naturais do quadril, basicamente duas:componente acetabular e componente femoral. Dependendo do médico responsávelpela cirurgia, as formas de fixação da prótese ao osso podem variar. Uma vez realizada com todos os cuidados necessários, a cirurgia oferece umagrande margem de efeitos positivos ao paciente. É uma cirurgia, normalmente,de sucesso (estudos comprovam que mais de 90% das artroplastias de quadrilgarantem resultados efetivos) que ajuda a resgatar a qualidade de vida do indivíduoque sofre com dores no quadril, limitação de movimentos e extrema dependênciade outras pessoas no dia a dia. Mas, apesar de oferecer ótimos resultados, a cirurgianunca viabilizará um quadril totalmente igual a um quadril natural sadio, sem anecessidade de materiais sintéticos para funcionar adequadamente. Por isso, acirurgia nunca deve ser realizada como primeira alternativa. Deve-se investir nosprocedimentos não invasivos, que podem resolver o problema sem a necessidadecirúrgica. Apenas quando o tratamento conservador não puder resolver o quadro dopaciente, a cirurgia é aconselhável. 24

A adaptação do paciente à prótese acontece normalmente. Quando sãoempregadas técnicas cirúrgicas de qualidade e dependendo dos materiais utilizadose da própria idade do paciente, além de outros fatores, a prótese apresenta grandedurabilidade. É possível voltar a uma rotina normal de vida, inclusive, com a práticade exercícios físicos. Mas, sabe-se que também é necessário ter bastante cautela,evitando os esportes de grande impacto e quaisquer atividades que exijam extremoesforço físico, sob o risco de reduzir a durabilidade da prótese. Com o passar dos anos, surgiu uma grande evolução dos materiais utilizadosnas artroplastias de quadril. O objetivo foi, sobretudo, aumentar a resistência aodesgaste. Mas, de um modo geral, a escolha do melhor tipo de prótese deve semprelevar em consideração as características individuais de cada paciente (idade,anatomia, nível de atividade física, etc). Tudo isso é analisado previamente decididona etapa de planejamento da cirurgia. O acompanhamento médico do paciente, normalmente, não é rotineiro (exceto sesurgirem complicações), ele se faz a longo prazo, quando é necessário fazer umacirurgia de revisão muitos anos depois (entre 15 e 20 anos após a realização daprimeira artroplastia). É importante ressaltar que medicamentos de qualquer natureza precisam deprescrição médica. A administração de remédios por conta própria pode interferirnegativamente na cirurgia e no período pós-operatório também. Se o pacientefaz uso de algum medicamento de uso contínuo como tratamento para outraenfermidade, isso também deve ser informado ao médico durante a avaliação pré-cirúrgica para não prejudicar a artroplastia. 25

Você sabia que o tipo de pisadapode interferir na caminhada? Se você apresenta uma pisada incorreta, suas passadas podem interferir na qualidadeda corrida, contribuindo para o próprio risco de lesões, em especial, nos joelhos. A pisada mais prejudicial é a supinada. Essa é uma condição em que o indivíduo fazuso da parte externa do pé para dar o impulso na hora da passada. O dedo mínimo é quefinaliza o movimento de impulsão e o contato com o solo é maior com o lado externo do pé. Pessoas com pé cavo, caracterizado por um arco plantar excessivamente alto, são asque desenvolvem esse tipo de pisada, a menos comum entre os três tipos – as outrasduas são neutra e pronada. O que poucos sabem é que a pisada supinada aumenta o risco de algumas lesões,exatamente por conta da altura do arco plantar. “Devido ao aumento exagerado destearco plantar, há uma retração da fáscia que pode levar a lesões como fascíte ou atémesmo predispor a entorses de tornozelo. Toda alteração, como a supinação excessiva,que leva a um desalinhamento do padrão ideal, gera mais sobrecarga, principalmente naregião da borda lateral do pé”, ressalta o fisioterapeuta Thiago Fukuda, diretor-clínico doInstituto Trata. Lesões no joelho também são mais comuns em quem tem pisada supinada, pois coma curvatura para dentro, há mais chances de impactos na parte externa. 26

As lesões mais comuns para esse tipo de pisada são: fascíste plantar, entorses notornozelo, sobrecarga no joelho, tendinite na tíbia e no calcâneo, formação de calos e, emmenor escala, problemas no quadril. Para evitar problemas decorrentes da pisada supinada é preciso prevenir-se.“De forma inicial, o corredor deve fazer um exame de baropodometria, que faz umaanálise da pisada por meio de sensores. Com isso, procurar a confecção de palmilhaspara o tipo de pisada pode ser uma boa solução, pois ela ajudará a distribuir a cargana planta do pé. Além disso, é importante procurar um especialista em reabilitaçãopara detectar problemas ou distúrbios do movimento, caso você venha sentindoincômodos e dores. “Iniciar um programa de relaxamento e alongamento da fásciaplantar e músculos da panturrilha é uma boa ideia. Exercícios de fortalecimentodo quadril (glúteos), coxa e, principalmente, músculos ao redor do tornozelo, sãoessenciais”, aconselha Thiago Fukuda. Por fim, é sempre aconselhável procurar um tênis feito para sua pisada. Caso não seadapte, um tênis com pisada neutra, mas com uma palmilha especial para o seu pé podeser a solução. 27

Instituto TRATA- Joelho e Quadril:Inovação e Resultados eficazes. A metodologia do Instituto TRATA – Joelho e Quadril está fundamentada no conceitode inovação no que se refere ao tratamento de membros inferiores, principalmente,quadril e joelhos. A garantia de resultados eficazes reflete os procedimentos adotadospela equipe: - O paciente é submetido a uma avaliação clínica detalhada, feita por um especialistada equipe. É este primeiro passo que viabiliza um direcionamento específico aotratamento, de acordo com o quadro particular de cada paciente. - A seguir, o paciente é levado a uma avaliação cinemática dos movimentos do corpo. 28

A finalidade é analisar como os ossos e os músculos estão organizados na reaçãoà gravidade e às forças atuantes no corpo humano. Para isso, o Instituto utiliza umsoftware internacional com sistema em 2D, cuja tecnologia avançada permite detectarquaisquer alterações na força ou funcionalidade das estruturas que acabam levandoa um quadro inflamatório ou doloroso, por exemplo. Assimetrias, padrões motores,lesões associadas, quais estruturas devem ser trabalhadas são alguns pontos a seremavaliados durante esta etapa. - O último passo consiste na aplicação do protocolo de atendimento das lesões dosmembros inferiores, formulado pela rede e baseado em referências científicas. O foco seconcentra no alinhamento biomecânico dos membros inferiores com o objetivo final demelhora do quadro do paciente e de uma maior qualidade de vida. O grande diferencial do Instituto TRATA é a personalização do tratamento aos maisdiferentes públicos. Antes de dar início ao atendimento, o paciente é levado a umaavaliação criteriosa, a fim de que o profissional obtenha um diagnóstico preciso doproblema e, assim, possa oferecer o melhor direcionamento do tratamento, de acordocom cada quadro.Conheça o nosso público: - O “atleta de final de semana” que possui lesões ligadas à prática de esporte amador,sem muito cuidado com o preparo físico; - Atletas de alto rendimento em casos como: lesões por sobrecarga, traumáticas outendinopatias; - Pessoas sedentárias que fazem pequenas atividades e acabam sendo afetadas; - Idosos com quadros degenerativos, com artrose no joelho ou quadril, mas que nãoquerem operar, e buscam um tratamento conservador; - Pessoas com síndrome miofascial, fibromialgia, dor muscular, fadiga ou cãibras. O Instituto Trata – Joelho e Quadril possui uma equipe de especialistas que, antesde submeter o paciente ao tratamento, avalia detalhadamente o seu quadro ehistórico. Um grande diferencial é também o uso de tecnologia avançada que permiteanalisar quaisquer alterações na força ou funcionalidade do indivíduo, por exemplo.O atendimento exclusivo e personalizado viabiliza o tratamento das mais diversaspatologias do quadril e pode ser direcionado a todos os públicos, possibilitando maiorqualidade de vida. 29

ALGUMAS DAS PRINCIPAIS DOENÇAS QUE TRATAMOS:  Ligamento Cruzado Anterior  Ligamento Cruzado Posterior  Luxação patelar  Condromalácia patelar  Artrose do joelho  Tendinite patelar  Tendinite do corredor  Lesões meniscais  Cisto de Baker  Síndrome do Piriforme  Lesão de Lábrum  Bursite do quadril  Síndrome do impacto fêmoro-acetabular  Epifisiólise  Displasia do desenvolvimento do quadril  Pubalgia 30




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