ANO 2 # 8 GOIÂNIA | SETEMBRO - DEZEMBRO 2010 www.crer.org.br Crer e m r e v i s ta Marconi Perillo “A ampliação do CRER receberá atenção especial de nossa parte.” Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique SantilCloRER EM REVISTA 1
2 CRER EM REVISTA
CARTA AO LEITOREm destaque, Matéria de CapaSérgio Daher A oitava edição da Crer em Revista, traz o ta especial do Excelentíssimo GovernadorSuperintendente artigo sobre Retinopatia Diabética, a principal de Goiás, Marconi Perillo, cujas palavrasExecutivo do CRER causa mundial da cegueira, escrito pelo médico reforçam o apreço que nutre por esta casa e Oftalmologista Marcos Pereira Ávila, Profes- pelo trabalho desenvolvido nos últimos oito sor Titular de Oftalmologia da Universidade anos, voltado ao atendimento de excelência às Federal de Goiás – UFG, Fundador do Cen- pessoas com deficiência física e/ou auditiva. tro Brasileiro de Cirurgia de Olhos – CBCO e Sócio Benemérito do CRER. Destacamos ain- As festividades também estão em pauta da, eventos importantes na área de ensino e na seção Resumo, como o aniversário do CRER, pesquisa como o 64 º Encontro da Academia Semana Interna de Prevenção de Acidentes Americana de Paralisia Cerebral, realizado em de Trabalho - 8ª SIPAT, Programação de Final Washington – EUA e transmitido no Auditório de Ano, entre outros eventos. Já no espaço da Instituição por Videoconferência. Além da Terceiro Setor, é possível conhecer a impor- Jornada Científica do CRER, que em sua oitava tante iniciativa da empresa Datagro, parceira edição trouxe à nossa Instituição cerca de 300 do CRER e exemplo a ser seguido por toda participantes para o aprofundamento em torno Sociedade Civil Organizada e Empresariado. do tema: Novas Tecnologias na Reabilitação. Esperamos, caro leitor, que a Nesta edição, nossa publicação tem Crer em Revista revele a você um pou- a satisfação de contar com uma entrevis- co dos últimos fatos que envolvem a fa- mília CRER. Até a próxima publicação.AGIR EXPEDIENTEEstrutura AdministrativaSócios Fundadores Conselho Fiscal - Titulares CRER EM REVISTAAlcides Luís de Siqueira Lúcio Fiúza Gouthier Supervisão geral, Edição e TextosDom Antônio Ribeiro de Oliveira Milca Severino Pereira Anna Luiza RucasElias Bufaiçal (in memorian) Nabyh Salum Gerente de Marketing - SRELúcio Fiúza GouthierMaria Paula Curado Suplentes JornalistasMilca Severino Pereira Paulo Afonso Ferreira Mayra Paiva - JPGO - 01802Nabyh Salum Alcides Luís de Siqueira Thaís FrancoPaulo Afonso Ferreira Maria Paula Curado Estagiária em JornalismoSócios Beneméritos Superintendentes Marianne CarrijoCyro Miranda Gifford Júnior Sérgio Daher Colaboradores SREJosé Alves Filho Superintendente Executivo Hugo MirandaMarlei Antônio da Rocha João Alírio Teixeira da Silva Júnior (Diagramação e Arte de anúncios)Marcos Pereira Ávila Sup. Técnico de Reabilitação Marianne Carrijo (Textos)Paulo César da Veiga Jardim Claudemiro Euzébio Dourado Patrícia Nunes (Secretária Júnior)Ruy Rocha de Macedo Sup. Administrativo e Financeiro Rodrigo Rocha e Teka MachadoValtercy de Melo Divaina Alves Batista (Contato comercial e Produção de fotos)Embaixador do CRER Sup. Multiprofissional de Reabilitação Thaís Franco (Textos)Luiz Felipe Scolari Fause Musse Colaborador CENEConselheiros Sup. de Relações Externas Eduardo Castro (fotografias)Edward Madureira BrasilJosé Evaristo dos Santos Diretor TécnicoJoaquim Caetano de Almeida Netto João Alírio Teixeira da Silva JúniorMiguel Ângelo Cançado CRM/GO 6593Nabyh SalumPedro Daniel BittarSizenando da S. Campos JúniorCRER EM REVISTA é uma publicação dirigida do Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo.Tiragem: 5 mil exemplares. Contatos - fones: (62) 3232-3138/ 3106/ 3050 - [email protected] Site: www.crer.org.brEndereço CRER: Av. Vereador José Monteiro, 1655, Setor Negrão de Lima, CEP 74653-230 - Goiânia - Goiás CRER EM REVISTA 3
ÍnDICE Canal Aberto Entrevista [email protected] O governador Marconi CRER Amigo Perillo nos fala o que representa o CRER em Prestem atenção, amigos, no que sua trajetória política agora vou dizer. É fato verídico o que veio me acontecer. Depois 6 13 de ter sofrido um acidente graveCapacitação automobilístico, os movimentos das pernas vim a perder, mas não aca- Evento discute novas tecnologias baram por aí as pelejas que tinha de vencer. na reabilitação Depois de cirurgias e repousos, vim Espaço do me reabilitar no CRER, instituição paciente essa que merece muita atenção, “O CRER é a minha onde tomei conhecimento de coisas segunda casa” que sequer tinha noção. Conheci pessoas com dificuldades físicas 15 18 que nas terapias depositavam todaMeio ambiente sua dedicação, que me encaravam a vida com alegria apesar de toda Paisagismo e humanização limitação. Foi por observar essas pessoas que aprendi uma lição: naTERCEIRO SETOR 5 20 POR DENTRO DO CRER vida não importa classe social, raça 5 22 SUPERAÇÃOPARÁGRAFO ÚNICO ou nacionalidade. Estamos todos 24 AGENDA sujeitos a viver essa realidade.RESUMO 8 25 PERFIL DO COLABORADOR Sofrer um acidente, doenças neu-14ARTIGO 26 ÚLTIMO DETALHE rológicas ou até mesmo levar um tiro intencional ou bala perdida,CONHEÇA SEUS DIREITOS 16 se acontecer, com certeza, mudaria toda uma vida. Se Deus o livre isso lhe acontecer, não se desespere e nem pense em morrer, pois nesta instituição maravilhosa, denomina- da CRER, existem anjos disfarçados de funcionários que estão de braços abertos para te acolher. Vigiado por um anjo que ao céu foi pedir asilo, é de coração que te agradecemos por ter começado tudo isso, Dr. Henrique Santillo. Allan Robert, paciente4 CRER EM REVISTA
TERCEIRO SETOR Responsabilidade social: umaalavanca para a sustentabilidade DATAGRO aposta em ações sociais e ambientais para o desenvolvimento sustentávelOs valores financeiros já Além da doação do carro, que Parágrafo Único“É muito importante “ é feita em parceria com a GM-General realizarmos eventosnão são mais a única preocupação Motors, a DATAGRO também pa- científicos anuais,de grandes empresas. A adaptação trocina alguns lutadores de karate e como a Jornadaa este novo paradigma é imprescin- o time de polo da própria empresa. Científica do CRER,dível no fortalecimento da compe- Também dedicam esforços em res- para trocarmostitividade de importantes grupos ponsabilidade ambiental, utilizando experiências comempresariais. Preocupar-se com o papel de cana e prestando consulto- profissionais de ou-meio ambiente e, principalmente, ria com respeito ao tripé sustentabi- tros estados e países.colaborar com o social é promover lidade econômica, ambiental e social. Além de atualizara sustentabilidade e o desenvolvi- nossos conhecimen-mento de uma sociedade mais justa. O carro zero quilômetro, Novo tos, divulga e valori- Classic 2011, foi entregue ao Supe- za o nosso trabalho. Para contribuir e lutar por um rintendente Executivo do CRER, Dr.Brasil melhor e mais igualitário é que Sérgio Daher, na presença do Pre- Dra. Mônica Ribeiroa DATAGRO doa anualmente, desde sidente da DATAGRO, Dr. Plinio Costa,2007, um veículo a uma instituição que é Nastari; André Rocha, presidente da Médica Infectologista,reconhecida pelo esforço, credibilidade SIFAEG; e José Carlos da Silveira Pi- Presidente da Comissãoe seriedade. Os critérios são estabeleci- nheiro Neto, Pedro Luiz Dias, Milton de Controle de Infecçãodos pelo próprio presidente da DATA- Fratta e Pedro O. G. S. Bentancourt, Hospitalar do CRER,GRO, Dr. Plinio Nastari, que também ambos da GM. A entrega foi feita du- sobre a realização da VIIIé o responsável pela seleção. Este ano, rante a 10ª Conferência Internacional Jornada Científica, rea-o Centro de Reabilitação e Readapta- da DATAGRO sobre Açúcar e Etanol. lizada em novembro deção Dr. Henrique Santillo foi o benefi- 2010.ciado pela doação de um carro novo. A conferência foi realizada nos dias 18 e 19 de outubro, em São Paulo. CRER EM REVISTA 5 A DATAGRO é a maior consul- O evento já se tornou tradicional cen-toria de etanol e açúcar do Brasil e uma tro de referência dos principais temasdas maiores do mundo. É composta e preocupações do setor para os inte-por uma equipe com mais de 40 colabo- grantes de sua cadeia produtiva. Nes-radores, que concentram suas forças na ta edição, a Conferência Internacionalmatriz, localizada em São Paulo, e em da DATAGRO sobre Açúcar e Etanoloutras quatro unidades – Nova York reuniu mais de 575 participantes de 27(EUA), Ribeirão Preto, Recife e Santos. países, tendo sido um dos mais expres- sivos encontros das maiores autorida- Através de análises inovado- des mundiais do setor sucro-alcooleiro.ras e diferenciadas, a empresa fornece Realizado em ambiente agradável, a conferência promo- veu debates importantes para o desenvolvimento do setorferramentas para uma melhor com-preensão do mercado, agregando va-lor ao posicionamento comercial e es-tratégico de seus clientes e parceiros,espalhados em quatro continentes e41 países. Como consultoria de etanole açúcar, a DATAGRO tem prestadoassessoria ao governo brasileiro e deoutros países em iniciativas relacio-nadas a planejamento energético (emetanol, gasolina e outros biocombus-tíveis), desregulamentação da indús-tria, integração e disputas comerciais.
EnTREVISTAMarconi Perillo,O único a assumir o cargo de Goverandor do Estadopor três vezes, fato inédito na história de Goiás.Marconi Ferreira Perillo Júnior nasceu em Goiânia, na Maternidade de Maio, em 07 de março de 1963, mas passou toda infância e juventude em Palmeiras de Goiás, local que considera sua cidade natal. Primeiro filho do comerciante Marconi Ferreira Perillo e da dona-de-casa Maria Pires Perillo, casou-se em 1989 com a Sra. Valéria Jaime Peixoto Perillo, com quem tem duas filhas, Isabela e Ana Luísa. Bacharel em direito, Marconi Perillo tem uma trajetória de vitórias emocionantes nas urnas. Pro- fundo conhecedor do Estado de Goiás e da administração pública, já ocupou os cargos de Senador da República, Deputado Federal e Deputado Estadual. 6 CRER EM REVISTA
“Tenho um carinho enorme pelo Centrode Reabilitação e Rea-daptação Dr. Henrique Santillo, O CRER”1- Que propostas o senhor apre- jovens viciados em drogas. Falar do inalienável com o bom atendimentosenta para implementar ain- CRER me dá satisfação, haja vista de saúde em Goiás, por isso vamosda mais o trabalho no CRER? que me identifico e me regozijo com trabalhar incessantemente e comMarconi Perillo – Tenho um cari- a obra que ele pratica e representa. todas as nossas forças para elevarnho enorme pelo Centro de Reabi- Goiás a um patamar de destaquelitação e Readaptação Dr. Henrique 3- O CRER tem um modelo de ges- nas áreas prioritárias, e saúde éSantillo, o CRER. Ele foi idealiza- tão que é constantemente elogiado. uma delas, buscando também dardo e concretizado ainda no meu O senhor mesmo disse na campa- condições suficientes e necessáriasprimeiro governo, em 2002, e eu nha que ele será replicado na es- para aprimorarmos nosso desen-sinto muito orgulho por isso. É trutura da Saúde no Estado. Quan- volvimento econômico e social.uma daquelas obras que dignifi- do isso será colocado em prática?cam o homem público e as pesso- Marconi Perillo – É verdade. Sem- 5- O CRER está em processo de am-as de um modo geral. Darei todo o pre que posso elogio o modelo de pliação do seu espaço físico para au-apoio necessário para consolidar o gestão do CRER, que casa compe- mentar e melhorar o atendimento.que está sendo desenvolvido pelo tência e eficiência com bom atendi- Como será o encaminhamento des-CRER e implementar novas e inte- mento. É o modelo que quero ver se processo em seu novo governo?ressantes experiências que venham implantado no sistema de Saúde de Marconi Perillo – A ampliação re-melhorar ainda mais o seu atendi- Goiás, e o CRER é referência nisso. ceberá atenção especial de nossamento e a sua participação social. A legislação passou a permitir que parte. Buscaremos parcerias com uma Organização Social possa fi- as áreas afins do governo federal.2- O senhor foi o idealizador e o car responsável pelo trabalho do Além de concluir a construção, pre-criador do CRER. O que ele repre- CRER. Através da Associação Goia- cisamos equipar adequadamente, esenta na sua trajetória política? na de Integralização e Reabilitação, isso demanda a aplicação de recur-Marconi Perillo – Representa mui- que tem qualificação para tal e não sos exclusivos. Não tenho dúvidato, porque foi uma obra construída pensa em lucros, pudemos fazer de que nós vamos concluir, equiparcom amor e pelo amor que eu sinto essa parceria, com a participação e colocar para funcionar adequada-e dedico às pessoas do meu Esta- do governo e iniciativa privada. mente e no menor espaço de tem-do, principalmente porque o CRER O Estado acompanha e fiscaliza o po essa nova área do CRER. Façoatende um público que precisa mui- trabalho por meio de um contrato, questão de renovar meu compro-to desse tipo de serviço, do qual com foco na produção e nas metas. misso com o bom funcionamentoGoiás era carente, muito carente. do Centro de Reabilitação e Rea-Da mesma forma deve ser com o 4- Como será o CRER em sua ad- daptação Dr. Henrique Santillo. ÉHospital da Mulher, que vamos ministração? alento e refrigério para mim, queconstruir para promover o atendi- Marconi Perillo – Vamos dar total tenho responsabilidade com o bommento de saúde especializado às assistência e incentivar cada vez atendimento à população goiana,mulheres mais carentes do Estado, mais a melhoria do atendimento vê-lo acolhendo com presteza, rapi-e o Credeq, para atendimento aos do CRER. Temos um compromisso dez e carinho os que dele precisam. CRER EM REVISTA 7
resumoO Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo comemorou em setembro os oito anos de atendimento às pessoas com deficiên-cia física e/ou auditiva. A Instituição é referência em tratamento multiprofissional, moderno e humanizado. Desde 25 de setembro de 2002,quando as portas do Hospital se abriram para a sociedade goiana, o CRER totalizou mais de 4,5 milhões de atendimentos/ procedimentos,confeccionou mais de 29,5 mil órteses e próteses e dispensou cerca de 11, 5 mil aparelhos auditivos. Para celebrar a data, o CRER reuniu colabo-radores, voluntários, pacientes, familiares e amigos para prestigiarem a programação repleta de muita música, cultura, arte e solidariedade.Sertanejo Música Goiana Som da violaA dupla Eddy e Brunno foi quem deu A cantora goiana de MPB Maria Eu- A Orquestra de Violeiros de Goiásinício às festividades. Eles se apresen- gênia levou, no dia 16 de setembro, animou a sexta-feira, 17 de setembro,taram no dia 14 de setembro, no Au- música e emoção aos pacientes e co- logo pela manhã. Em uma apresenta-ditório Valéria Perillo. Foi uma tarde laboradores do Hospital. Acompa- ção na recepção principal do CRER, osbem animada que contagiou todos os nhada pelo instrumentista e produtor violeiros tocaram melodias conhecidaspresentes. A dupla cantou músicas musical Luiz Chaffin, Maria Eugênia da música sertaneja. Os pacientes e co-sertanejas que fazem parte de seu re- ressaltou o sentimento de se apresen- laboradores que puderam assistir sepertório. ”Essa tarde ficará marcada, tar no CRER. “Cantar pra mim é uma entusiasmaram com o agradável som,pois viemos trazer energia a todos grande emoção e poder levar isso para e ajudaram a cantar sucessos comovocês”, disse o cantor Eddy. Já no dia pessoas que precisam é muito bom, Moreninha Linda e 60 dias apaixonado.23, também pela tarde, foi a vez da um verdadeiro presente”, afirmou.dupla Roney e Rayan subir no palco A cantora também comentou o bom Voz e Violãodo CRER e agitar o público. Eles tam- momento de sua carreira, em que in-bém cantaram músicas sertanejas de terpreta a música Companheiro, na Ritmos como Baião, Xote, Rock, Tan-sucesso, incluindo a canção Te amar de abertura da novela Araguaia, da Rede go foram apresentados pelo cantor,novo, a mais nova melodia da dupla. Globo. “Estou orgulhosa pela esco- compositor, instrumentista e arran- lha da trilha sonora (da novela) e tor- jador Adalto Bento Leal, no dia 19 de8 CRER EM REVISTA ço muito para que a música goiana se setembro. O cantor iniciou sua carrei- projete no cenário nacional”, registrou. ra em parceria com a cantora Wanda D’ Almeida. Juntos formaram a du- pla Wanda e Adalto, durante 22 anos. Nesse período, compuseram mais de 200 músicas, sendo algumas de Mar- tinho da Vila, Banda Fuzuê (de Ams- terdã – Holanda), entre outras. A partir de fevereiro de 1998, iniciou carreira solo (devido falecimento da sua par- ceira Wanda). Hoje Adalto, desenvol- ve um trabalho afro-brasileiro e indí- gena com muito ritmo e sentimento, buscando universalizar suas músicas.
Tarantela Beleza e auto-estimaAs 10 vozes do Coral Italiano Tosca- Mais de 15 profissionais da beleza acom-nelli cantaram pela primeira vez no panharam Suemar Borba-o Su [Beauty],CRER, no dia 20 de setembro. O grupo, em uma ação de corte de cabelo para osque se impressionou com a estrutura pacientes internados e colaboradores doda Instituição, entoou as canções Fas- CRER. O renomado profissional de pro-cinação, Besame Mucho, Sole Mio e Mia jeção nacional esteve no Hospital pelaGioconda e a clássica Funiculí, Funiculá. primeira vez e se encantou com o queO Coral é regido pela musicista Lara viu. “Estou surpreso com a organização,Elen, que aproveitou a ocasião para estrutura e serviço que o CRER ofere-ressaltar o atendimento que o CRER ce”, afirmou. A parceria entre o CRER evem oferecendo à sociedade. “É um o Centro de Beleza Su Beauty já passaprazer estarmos aqui num Hospital de dois anos. No dia 21 de setembro, foram mais de 62 atendimentos em poucode excelência que atende realmente a mais de cinco horas. Su disse que fará questão de estar no CRER pelo menosquem necessita”, concluiu a regente. uma vez em cada mês. “Quero criar um calendário fixo de atendimento. Gos- tei muito daqui”, reiterou. Ele explicou ainda que não é meramente uma ques- tão de beleza. “O principal benefício desta ação é a melhoria da auto-estima, a pessoa se sente bem melhor quanto está de bem com sua imagem”, concluiu.MPB Ação de GraçasO cantor e compositor Chico Aafa trou- A tradicional missa em ação de gra-xe ao CRER, no dia 21 de setembro, um ças ao aniversário do CRER foi ce-pouquinho da Música Popular Brasilei- lebrada no dia 23 de setembro, pelora e Erudita. Nascido em Teresina-PI, Arcebispo Emérito de Goiânia, Domele já gravou quatros Cd’s e se prepara Antônio Ribeiro. O sublime momen-o seu primeiro DVD, que será gravado to reuniu superintendentes, colabora-em Vitória da Conquista - BA. Chico dores, pacientes, voluntários, parcei-apresentou algumas de suas principais ros, imprensa e autoridades goianas.composições: Por onde eu for, Amo-te, e O Coral Crer em Canto participou damúsicas compostas por Zé Ramalho. celebração e emocionou os presentesO cantor ressalta ter ficado contente com músicas sacras. Durante a missa,quando recebeu o convite para partici- Dom Antônio convidou todos para, de mãos dadas, praticarem um ato de fra-par da programação de aniversário do ternidade. “Agradecemos e louvemos a Deus por esta linda e abençoada casa”,CRER. “O Crer é a nossa casa, me sin- proclamou. O Superintendente Executivo do CRER, Dr. Sérgio Daher, descreveuto à vontade aqui”, declara, sorrindo. durante o seu pronunciamento a emoção de estar celebrando pelo oitavo ano consecutivo a trajetória da Instituição. “Sinto-me honrado por tal privilégio”, de- clarou. No final, agradeceu os presentes e, principalmente, os pacientes. “Gos- taria de fazer um agradecimento especial a cada um dos pacientes do CRER, pela confiança depositada em nossa casa, o que muito nos orgulha e motiva a perseverar no caminho das grandes realizações”, ressaltou o superintendente. Vida A programação de aniversário do CRER também foi de solidariedade. Nas manhãs de 22 e 23 de setembro, uma unidade móvel do Instituto de Hemoterapia e Hematologia do Es- tado de Goiás – IHG estacionou no CRER para receber doações de san- gue. Colaboradores, voluntários, pa- cientes e acompanhantes exerceram a boa prática solidária e doaram sangue. CRER EM REVISTA 9
resumoTítulo Crer no Lance! do Fluminense. O empresário Mardo- queibi Martins de Oliveira percorreuO Superintendente Executivo do O leilão beneficente realizado em come- mais de 500 quilômetros só para arre-CRER, Dr. Sérgio Daher, recebeu o Tí- moração ao aniversário de oito anos do matar a camisa do Palmeiras. Moradortulo Honorífico de Cidadão Goianien- CRER movimentou a sociedade goiana de Nova Xavantina, Mato Grosso, ose, pelos relevantes serviços prestados e os apaixonados por futebol. Foram torcedor do Verdão disse que quandoem prol da saúde e pelo belo trabalho leiloadas 12 camisas oficiais e autogra- viu pela internet a chance de ter seudesenvolvido frente ao CRER. “Sinto- fadas por craques dos principais clubes manto sagrado alviverde, não pensoume honrado e acolhido por essa que- goianos e da série A do Campeonato duas vezes. “Sou Palmeirense roxo,rida população goianiense, que me Brasileiro 2010. No dia 30 de setembro, quando fiquei sabendo do leilão deci-recebeu de braços abertos”, agradece cerca de 800 pessoas participaram do di vir só para comprar a camisa”, dizo superintendente, natural de Piracan- leilão na LeiloMaster, empresa espe- satisfeito ao exibir a camisa autografa-juba. O Decreto n° 15, de 05 de maio cializada em promover leilões. Com- da pelo técnico Luiz Felipe Scolari. Ode 2010, que concede o título, foi pro- pradores dos estados de Goiás, Mato sucesso do CRER no Lance, idealizadoposto pela vereadora Cidinha Siqueira. Grosso, Minas Gerais e São Paulo arre- pela Superintendência de Relações mataram as camisas. Antes de dar iní- Externas do CRER, foi resultado deHaiti cio ao leilão, o Sr. João Barros, proprie- uma concentração de esforços de vá- tário da LeiloMaster, fez um apelo aos rios parceiros que contribuíram com aO CRER recebeu, no dia 23 de agos- presentes. “Peço uma atenção maior a ação, desde os clubes que acreditaramto, uma Delegação de Autoridades este leilão. Façam a doação com o cora- no propósito do CRER e doaram as ca-do Haiti. A ilustre visita dos haitianos ção aberto”. Barros explicou a intenção misas; os veículos de comunicação quereconhece a importância que o CRER, da ação e reiterou: “Amanhã pode ser divulgaram e convidaram a sociedadecomo unidade de referência em Rea- você quem precise do Hospital, então a participar; o Embaixador do CRER,bilitação Física, projeta na comunida- ajude hoje”, reforçou. Como exemplo, Luiz Felipe Scolari, que apoiou e di-de médica, além de ser uma Institui- o leiloeiro Barros foi também quem deu vulgou a campanha; à LeiloMaster, nação habilitada junto ao Ministério da o primeiro lance. Um grupo de empre- pessoa do Sr. João Alves Barros, que ce-Saúde. O Hospital foi o único da área sários de Goiânia, Fabrício Simon, Roni deu cordialmente o espaço e organiza-de reabilitação a ser visitado no país. César, Cleuber Machado, Eudes Ribei- ção do leilão e a todos os compradoresO grupo era composto por cinco re- ro e Eldimar Cerqueira, arremataram e que se sensibilizaram com a causa no-presentantes do Ministério da Saúde: doaram três vezes a camisa do Flamen- bre e se dispuseram a ajudar o Hospi-Archange Michel Pean, diretor da Se- go, autografada pelo Zico. “Todos nós tal. “Ajudar o CRER é uma maneira decretaria de Estado para a Integração de conhecemos o trabalho do CRER e pro- devolver à sociedade tudo aquilo quePessoas com Deficiência do Haiti; Jean curamos sempre ajudar”, afirmou Fa- recebemos de Deus”, concluiu Barros.Hughes Salomon Henrys, membro do brício, que também comprou a camisagabinete do Ministério da Saúde Públi- Mardoqueibi veio de longe para arrematar camisa doca e da População do Haiti; Marie Jessie Colaboradores do CRER exibem camisas doadas pelos seu timeAlexander Muscadin, diretora do gabi- clubesnete da Secretaria de Integração da Pes- 64º Meeting da AACPDMsoa com Deficiência do Haiti; Jessie Pie- CRER e SBOT-GOre Saint Louis, fisiatra chefe do Comitê O CRER transmitiu por videoconfe-de Reabilitação do Ministério da Saúde Uma parceria entre o Hospital e a re- rência o 64º Meeting da AACPDM –do Haiti e Carolina Hernandez Rami- gional Goiás da Sociedade Brasileira Encontro da Academia Americana derez, representante da OEA no Haiti. de Ortopedia e Traumatologia pro- Paralisia Cerebral, realizado nos diaO objetivo das autoridades haitianas moveu, no dia 19 de agosto, uma ação 24 e 25 de setembro, em Washington,foi conhecer de perto a política vol- de orientação para o uso correto de Estados Unidos. O evento, que acon-tada para o atendimento e acompa- mochilas e malas escolares. O objeti- tece anualmente, foi transmitido pelonhamento de pacientes portadores vo foi alertar pais e crianças sobre os CRER pela sétima vez consecutiva.de deficiências e o avanço de uma le- possíveis problemas de colunas que A videoconferência reuniu no auditó-gislação a favor da acessibilidade, a podem ser causados pelo peso exces- rio da Instituição cerca de 150 profis-fim de aplicá-las no país. O Haiti foi sivo ou uso inadequado das mochilas. sionais e estudantes da área médicadevastado por um desastroso terre- A campanha foi levada às ruas e es- e reabilitação. Com o apoio do labo-moto em janeiro de 2010, que deixou colas de Goiânia e também ao CRER, ratório Ipsen e Novafarma Indústriauma legião de sequelados no país. onde os pais puderam checar na hora Farmacêutica, o CRER realizou a se o peso da mochila era ou não o transmissão, com tradução simultâ-10 CRER EM REVISTA ideal ao tamanho e peso dos filhos. nea, gratuitamente aos participantes.
resumo8ª SIPAT Dia do Médico Como é bom ser criançaA realização da oitava Semana Interna No dia 19 de outubro, o Superinten- No mês das Crianças, o CRER entroude Prevenção de Acidentes de Trabalho dente Executivo do CRER, Dr. Sérgio no clima e fez a festa com a garotada.movimentou o CRER de 04 a 08 de outu- Daher, foi homenageado em sessão Nos dias 14 e 21 de outubro, cerca debro. Organizado pela Comissão Interna especial na Câmara Municipal de Goi- 60 pessoas, entre crianças e adultos,de Prevenção de Acidentes-CIPA, que ânia. A solenidade foi proposta pelo se reuniram no auditório da Institui-nesta gestão é presidida pela colabora- vereador Dr. Gian, em comemoração ção e assistiram à peça O contador dedora Ilma Martins da Costa, o tema do ao Dia do Médico, 18 de outubro. En- Histórias do Cerrado, do Grupo deevento foi: “Qualidade de Vida, bem- tre os médicos homenageados esta- Teatro Arte e Fogo, de autoria de Ba-estar e satisfação no trabalho depen- vam: Dr. Zacharias Calil Hamu, titular rale Neto e direção de Delgado Filho.dem de você! Faça acontecer!”. Com da Superintendência Leide das Neves A peça traz às crianças o incentivoeste propósito, foram realizadas ao lon- Ferreira; Dr. Cezar Gonçalves Gomes, sobre a importância de preservar ago da semana palestras motivacionais Diretor-geral do Hospital Materno In- natureza e cuidar do Cerrado. Com asobre ambiente de trabalho, alimenta- fantil e o traumatologista Ruy Rocha importante colaboração dos voluntá-ção saudável e prevenção de doenças de Macedo. O vereador ressaltou que rios da Instituição, foram montadosocupacionais, ministradas por profis- o médico é um dos mais importantes na quadra de esportes do CRER váriossionais do SESC. A programação ainda profissionais presentes em nossa so- brinquedos, como pula-pula e piscinacontou com apresentações musicais e ciedade, onde sua função está ligada de bolinhas, para a diversão da crian-sorteios de brindes aos colaboradores. à manutenção e restauração da saúde, çada. Na ocasião, os terapeutas tam- utilizando a sabedoria específica e téc- bém levaram para a brinquedoteca nicas que permite promover a saúde os pequenos pacientes do Hospital. A e o bem-estar físico, mental e social. palhaça Pipoca, voluntária do CRER, foi responsável pelas boas risadas das crianças presentes, que encheram, ainda mais, de alegria a Instituição.Membros da CIPA 2010 durante 8° SIPAT Dr. Sérgio Daher foi agraciado com placa de honra pelos vereadores da câmara municipal de goiâniaDoação Canto e EncantoO CRER foi beneficiado com a do-ação de um carro zero quilômetro O coral Crer em Canto fez bela apresentação durante o 6º encontro de coraispela DATAGRO, empresa brasileira da Cidade de Goiás, que movimentou a antiga capital entre os dias 08 e 12de consultoria de etanol e açúcar, em de outubro. Mais de 20 corais participaram do evento, sendo alguns da ci-parceria com a GM-General Motors. dade anfitriã, outros de Goiânia e atéA entrega foi feita ao Superintendente de Brasília. O grupo do CRER, queExecutivo do CRER, Sérgio Daher, du- participou do encontro pela primeirarante a 10ª Conferência Internacional vez, encantou a plateia do teatro Sãoda DATAGRO sobre Açúcar e Etanol, Joaquim com as canções Kyrie, Rodarealizada em São Paulo, nos dias 18 e Vida, Velha Infância e Aleluia, Cristo é19 de outubro. Leia mais na página 5. vivo!, sob a regência do Maestro Sér- gio Luiz. O organizador do encontro de corais, Sebastião Silva, agradeceu a participação de todos e confirmou: “O canto que trouxeram fez nossa peque- nina cidade de Goiás brilhar mais”. CRER EM REVISTA 11
resumoProva dos 3 Tambores da Integrar Fim de AnoSolidariedade Foi lançada no dia 17 de novembro a A programação de fim de ano do CRER Integrar - Feira de Inclusão, Acessibi- mobilizou os colaboradores, voluntáriosFoi realizada no dia 24 de outubro, na lidade e Tecnologia. O lançamento foi e pacientes da Instituição. Foi promovi-Cavalaria, a III Prova dos 3 Tambores realizado no auditório do CRER, com da uma Gincana do Bem, no período deda Solidariedade, evento beneficente a participação da Banda Luar, compos- 1 a 20 de dezembro, para arrecadação dede iniciativa do empresário Pascoal Ca- ta por internos da Vila São José Ben- roupas, sapatos, brinquedos e alimentosnevaroli. Com um público maior que to Cottolengo. Promovida por Cyda não-perecíveis. Os itens arrecadados fo-as edições anteriores, foram arrecada- Monteiro, Heloíza Cavalcanti e Nair ram entregues ao Cevam e Casa de Eu-das, segundo a organização do even- Xavier, a Integrar será realizada nos rípedes. Na tarde de 16 de dezembro, oto, cerca de 10 toneladas de alimentos dias 17, 18 e 19 de dezembro, no Cen- Auditório do CRER tornou-se palco paraque foram doados ao CRER, Hospital tro de Convenções de Goiânia. Du- o Show de Talentos dos colaboradores.Araújo Jorge e Casa do Aidético. “Es- rante a solenidade, a promotora Nair As apresentações foram animadas com atou bastante feliz por termos supera- Xavier enfatizou a importância da re- participação especial da atriz Ana Cris-do bem mais em público e alimentos alização do evento. “É mais que uma tina Evangelista, caracterizada comoarrecadados este ano”, comemora Ca- feira, é um abraço à inclusão e ao res- Palhaça Ana Banana. Vestida com enor-nevaroli. A prova dos 3 tambores foi peito às diferenças”, disse. Ela ainda me coração, Ana Banana iniciou o es-encerrada à tarde, com um animado agradeceu a parceria entre o CRER e petáculo com a canção Amor I Love You,show da dupla sertaneja Carlos e Jader. completou: “Sem o CRER, não tería- acompanhada por Natasha Witkowshi mos ousado a façanha. A excelência do no violão. Passaram pelo palco do ShowReconhecimento CRER se alçou para orgulho de nós, de Talentos do CRER: Darlan Ribeiro, goianos”. O Superintendente Executi- que tocou Friends; Eduardo Castro, comO CRER recebeu no dia 23 de novem- vo do Hospital, Dr. Sérgio Daher, retri- a música Tears in Heaven; os casais Luizbro a visita do então Governador do buiu a deferência e o voto de confian- César e Seissa Alves e Ian Beni e FláviaEstado de Goiás, Dr. Alcides Rodrigues ça. “Faz parte da nossa Missão. É um Ferreira, que dançaram com arte os rit-Filho, acompanhado da Primeira-Da- honra recebê-los aqui para o lançamen- mos bolero, bachata e forró brega; Gla-ma e Presidente da OVG, Raquel Ro- to desta importante feira”, concluiu. dson Amaro que, acompanhado peladrigues. Estiveram presentes também tecladista Ana Cristina, cantou O Vento;Autoridades estaduais, colaborado- Feira da Solidariedade Valdirene Luz com Gatinha Manhosa; Ge-res, pacientes e voluntários do CRER. raldo Alves com participação de DeividApós apresentação do Coral Crer em O CRER participou pela primeira vez Coelho e Betuel Melo cantaram A Carta;Canto, no auditório da Instituição, o da Feira da Solidariedade, realizada Deivid e Betuel também acompanharamSuperintendente Executivo do CRER, de 1 a 5 de dezembro, na Feira da Es- Carlos Henrique nas músicas PrecisoDr. Sérgio Daher, agradeceu e desta- tação, em Goiânia. A sétima edição te Encontrar e Me Perco Neste Seu Olhar;cou a importância da parceria entre do evento trouxe ideias e produtos de improviso, Sandra Jaime foi incenti-o CRER e o Governo estadual. “Essa voltados para o consumo conscien- vada pelos colegas e contou piadas; naparceria denota, em primeiro lugar, te, responsabilidade socioambiental e flauta, Mário Hamelim, com Implora; Fá-respeito aos nossos milhares de pacien- economia comunitária. Cerca de 300 bio e Wandré estrearam no palco comtes, pessoas com deficiência física e/ou expositores comercializaram produ- Só Liguei para Dizer que Te Amo e Só daauditiva”, declarou. O paciente então tos artesanais, religiosos e de deco- você na minha vida; Juceli Fernandes,João Victor Vieira entregou ao Gover- ração natalina. No estande do CRER acompanhada de Eduardo e Darlan,nador e Primeira-Dama uma placa de foram expostos e comercializados ar- embalou o sucesso Mania de Você. Noagradecimento. Alcides Rodrigues dis- tesanatos produzidos por pacientes e encerramento, todos os talentos volta-se que o reconhecimento da Instituição voluntários da Arteterapia e produtos ram ao palco para em uma só voz can-se deve a todos os profissionais que se da linha Amigo do CRER. A Feira da tarem Eu quero CRER, música de Eduar-empenharam para que a mesma fosse Solidariedade é promovida pela Arqui- do Castro, Darlan Ribeiro e Anna Rita.reconhecida como referência em aten- diocese de Goiânia-GO e se confirma No dia 20, os colaboradores e pacientesdimento no Brasil. “Quero reverenciar como a segunda maior feira católica se reuniram mais uma vez para momen-e agradecer a todos deste Hospital de do País e a maior do Centro-Oeste. to sublime de agradecimento e ação deexcelência que tem o árduo trabalho graças pelo ano de 2010. O culto ecumê-de reabilitar, e que é referência nacio- nico foi celebrado pelo representante danal. Aqui avalia, readapta e, sobretudo, Comunidade Espírita, Paulo César, e dastraz um novo sentido à vida dos pa- igrejas Evangélica e Católica, Ilma Mar-cientes”, declarou. A Primeira-Dama tins e Padre Alaor Rodrigues, respectiva-também comentou sobre a atuação da mente. No mesmo dia, após o culto, a pa-Unidade de saúde. “O CRER não é um ciente Rosemary Freitas Valle, conhecidahospital como os outros, porque dá como Meirinha, distribuiu brinquedos,esperança aos pacientes”, disse. Encer- algodão doce, pipoca, cachorro quenterada a solenidade no auditório, o casal e refrigerante às crianças na quadra devisitou as obras de expansão do Hos- esportes. Vestida de mamãe noel, Meiri-pital. “É um grande trabalho em prol nha explicou que a ação era uma formados que necessitam”, destacou Alcides. de retribuir sua gratidão ao CRER. “Che- guei há quatro anos nesta casa e fiquei12 CRER EM REVISTA encantada”, lembra emocionada. “Isso é o mínimo que posso fazer”, completa.
resumo Novas Tecnologias na ReabilitaçãoCRER reúne especialistas do Brasil e outros países para discutirnovas técnicas aplicadas à reabilitaçãoProfissionais do CRER, dosestados de Minas Gerais, São Pauloe também do Canadá e Argentina sereuniram durante os dias 25 e 26 denovembro para participarem da Jor-nada Científica do Hospital. A oitavaedição do evento, realizada na pró-pria Instituição, abordou como temaAs Novas Tecnologias na Reabilitação.O evento, que acontece anual-mente desde o primeiro ano de ativi-dades do CRER, atraiu cerca de 300participantes, entre alunos e profis-sionais da área de Medicina Física e A terapeuta ocupacional da Após o encerramento doReabilitação. Integrado à Jornada, foi AACD, Ana Carolina Silva, falou de um evento científico, durante a Assem-realizado também o XVII Congres- dos novos serviços da Associação pres- bleia Geral da Associação Brasileiraso Brasileiro de Paralisia Cerebral. tado à criança deficiente: o uso da rea- de Paralisia Cerebral – ABPC ficou lidade virtual na Reabilitação. Segundo decidido que a cidade sede do próxi- Na solenidade de abertura, o ela, desde março de 2010 os terapeutas mo Congresso Brasileiro de ParalisiaPresidente da Jornada e Superintenden- utilizam recursos tecnológicos e virtu- Cerebral será Salvador, Bahia. O en-te Executivo do CRER, Dr. Sérgio Daher, ais como intervenção terapêutica. “É contro é realizado a cada dois anos.agradeceu a presença e participação de muito importante oferecer novas tecno-todos. Também destacou a importância logias, como games (jogos virtuais) para Parceriasdo evento para a projeção do CRER no serviços de reabilitação”, avalia Anaâmbito científico nacional. “Contamos Carolina. No CRER, as terapias aplica- A realização da VIII Jornada Cien-aqui com profissionais da mais alta das em realidade virtual foram inicia- tífica do CRER contou com a valorosacapacidade. Esta Jornada será reple- das em 2007, obtendo bons resultados. colaboração dos seguintes patrocinado-ta de êxito”, completou o Presidente. res e apoiadores: Lumiar Health Care; Maria Cristina de Olivei- Iquego; Polior; Meta Hospitalar; Cristá- As atividades do evento acon- ra, também Terapeuta Ocupacional lia; Hospcom; Merz Biolab; Laboratórioteceram, paralelamente, em três am- da AACD, participou pela quinta Ipsen; Orthopauher; Phisio América;bientes (auditório e ginásios de tera- vez da Jornada Científica do CRER. Lelix Confecção; PUC Goiás; Allergan;pia) e os estandes foram expostos na “Acho essencial que o CRER mante- Hypermarcas; Grupo Microssom; Gi-quadra esportiva. A programação nha sempre uma discussão aquecida. roflex; Unicom; NET; Audix; Castro’sda oitava edição da Jornada trouxe, Não há um modelo único para a re- Park Hotel; Casa Restaurante; Chãorelacionadas às novas tecnologias, abilitação, e essa Instituição está in- Nativo Restaurante; JR Tendas; Tecni-discussões sobre Doenças Neuro- vestindo nisso, sempre em busca de prom e Governo do Estado de Goiás.musculares, Ética, Integração Senso- excelência”, afirmou a terapeuta, querial, Reabilitação Cognitiva, Equote- palestrou sobre Integração Sensorial.rapia, Musicoterapia, entre outros. CRER EM REVISTA 13
ARTIGO Retinopatia Diabética Doença é a principal causa mundial da cegueira O dia- cemia danificam os vasos sanguíneos diabético há poucos anos pode apre- culminando na deficiência do forne- sentar complicações oculares graves betes melli- cimento de sangue para os tecidos. devido ao mau controle da glicemia. tus é uma das A retinopatia diabética pode A retinopatia diabética pode ser classificada em não-proliferativa apresentar sintomas como a baixa da principais e - quando não há a formação de neo- visão. No entanto, na maioria das ve- vasos, ou proliferativa, quando sur- zes a doença é assintomática por algum mais lesivas gem neovasos (vasos sanguíneos tempo e sintomas visuais surgem, em anormais) numa tentativa frustrada geral, tardiamente. O tratamento impe- doenças que de promover a melhoria na circula- de a evolução para a cegueira em mais ção do sangue, mas que na verdade de 50% dos casos, principalmente se o acometem os induz à hemorragia vítrea ou ao des- diagnóstico é feito no início da doença. colamento de retina tracional, eventos seres huma- gravíssimos e frequentemente asso- Por este motivo é recomendado ciados à perda irreversível da visão. que todo paciente diabético seja exami-Por nos. Estima-se nado por um médico oftalmologista àMarcos Ávila que no mundo Tanto na forma não-proliferativa época do diagnóstico do diabetes (exa- todo, existam quanto na forma proliferativa pode me de fundo de olho) e periodicamente haver o edema macular (inchaço da a cada ano. Na presença de retinopatiacerca de 180 milhões de pessoas com porção central da retina), causado pelo seu médico poderá solicitar exames adi- vazamento de líquido através de vasos cionais que auxiliem na caracterizaçãoa doença, especialmente pela mudan- sanguíneos danificados, e que constitui da doença e no planejamento do trata- a principal causa de baixa de visão no mento. Podem ser necessárias tambémça de hábitos alimentares, obesida- diabético. Acredita-se que em algum consultas com menor intervalo de tem- momento da vida, metade dos pacientes po, dependendo da gravidade do caso.de e sedentarismo, crescentes a cada diabéticos desenvolverá a retinopatia e cerca de um terço terá edema macular. É importante que todo pacientedécada. O controle inadequado da diabético tenha informações adequa- Como então prevenir a retino- das sobre a doença e suas potenciaisglicemia, nível de açúcar no sangue, patia? Como diagnosticá-la? Como complicações. Talvez, a forma silen- tratá-la? ciosa e indolor na qual o diabetes fre-e o tempo de evolução da doença es- quentemente se manifesta seja uma A prevenção da retinopatia, das maiores dificuldades em se cons-tão associados às suas complicações. assim como de outras complicações cientizar muitos pacientes sobre a ne- do diabetes, passa inicialmente pelo cessidade do tratamento. Buscar cui-Frequentemente, o diabetes é diagnóstico precoce da doença e pelo dados multidisciplinares e seguir as controle da glicemia. É muito impor- orientações propostas pelos profissio-fator determinante ou condição asso- tante que se detecte a doença o quan- nais de saúde são maneiras de garantir to antes e que se controle a glicemia o um futuro pleno e com qualidade deciada a importantes causas de morte, mais corretamente possível. Estudos vida. A avaliação oftalmológica anu- demonstram que os dois principais al é parte importante destes cuidadoscomo os acidentes vasculares cerebrais fatores relacionados às complicações e fator fundamental para que se pre- do diabetes são o tempo da doença e serve o maior dos nossos sentidos.(derrames), infartos do miocárdio e in- o mau controle glicêmico. Assim, mes- mo um paciente com muitos anos de Marcos Ávila é Professor Titular desuficiência renal crônica (falência do doença pode não apresentar retinopa- tia, caso controle o diabetes correta- Oftalmologia da Universidade Federalfuncionamento dos rins), além de cau- mente. Em contrapartida, um paciente de Goiás – UFG, Fundador do Cen-sas de incapacidade como a amputação tro Brasileiro de Cirurgia de Olhos -de membros, disfunção erétil (impo- CBCO e Sócio Benemérito do CRER.tência sexual) e a retinopatia diabética.A retinopatia diabética consti-tui uma das principais complicações dodiabetes mellitus e uma das mais im-portantes causas de cegueira no mundo.Acredita-se que seja responsável porquase 10% do total de casos de ceguei-ra legal (incapacidade para o trabalho),sendo também a causa mais recorrentede cegueira na população com idadeentre 20 e 74 anos. Por este motivo, éimportante que se saiba um pouco maissobre a retinopatia, suas característi-cas e maneiras de preveni-la e tratá-la.Assim como as outras com-plicações relacionadas ao diabetes,a retinopatia diabética surge em de-corrência do descontrole crônico daglicemia. Os níveis elevados da gli-14 CRER EM REVISTA
ESPAçO DO PACIEnTE“O CRER é a minha segunda casa”n a noite do dia 9 de Ao término do procedimento cirúrgico, permaneceu em observação no hospitalFevereiro de 2010, por volta das 19h, durante seis dias. No dia 16 de feverei-Silas Pereira Marçal, 40 anos, sofreu ro recebeu alta e, com o auxílio de umauma queda de aproximadamente três cadeira de rodas, pôde ir para casa.metros de altura ao tentar pegar umpássaro de sua mãe que havia fugido Reabilitaçãoda gaiola e sobrevoado até o telha-do da casa. Estas são as últimas lem- Silas chegou ao CRER no dia 25branças de Silas, que estava prestes a de março para iniciar seu tratamen-iniciar uma nova etapa em sua vida. to de reabilitação, onde permaneceu até o mês de maio internado. Nesses Desesperada, sua mãe Car- dois meses, fazia duas vezes por diama Maria acionou o SAMU. Com a sessões que alternavam entre fisio-chegada dos socorristas, Silas foi exa- terapia, terapia ocupacional (TO) eminado e, por não conseguir mexer hidroterapia. “Eu lembro a primeiraas pernas, teve que ser imobilizado e vez que a terapeuta ocupacional An-levado para o Hospital de Urgência dressa me colocou de pé. Não pudede Goiânia - Hugo. Chegando ao hos- conter as lágrimas”, se emociona.pital, foi diagnosticado por meio deexames de imagem da coluna e cabeça Conhecido pelos corredores dauma fratura T12, evoluindo com pa- Instituição, o paciente diz que aqui fezraplegia L1 Asia C. Com isso, alguns muitas amizades. “Aqui tenho anjos damovimentos de suas pernas ficaram guarda, excelentes profissionais quecomprometidos. “Eu estava com mui- acreditaram em mim, o CRER é a mi-ta dor, minhas pernas queimavam. nha segunda casa”, confessa. Em agra-Quando percebi que não sentia mi- decimento, Silas e a mãe citam algunsnhas pernas, chorei muito”, lembra. profissionais que o ajudaram em sua realibitação: as terapeutas ocupacio- No dia seguinte, Silas foi en- nais Andressa e Liliane; os fisioterapeu-caminhado para o Hospital Santa Ge- tas Fabíola, Thaís Costa, Ana Carolina,noveva, onde foi atendido por um Diogo e Thiago; os maqueiros Fernan-neurocirurgião. O médico disse a ele do Cardoso e Rômulo Ferreira; todosque era preciso fazer uma cirurgia na os enfermeiros, vigilantes e o pessoalsua coluna, na artrodese de T10 a L2, da higienização. ”O meu filho nasceucom material titânio, e assim foi feito. de novo, e isso devo primeiramente a Deus, e segundo ao CRER”, afir-Silas com Diogo Suriani em sessão de hidroterapia. ma sua mãe com tamanha felicidade. Atualmente o paciente já recu- perou os movimentos das pernas, mas continua com as sessões de fisioterapia e hidroterapia, pois tem o objetivo de deixar logo a cadeira de rodas. “Que- ro voltar a trabalhar, a exercer minha profissão. Sou um ótimo vendedor, daqui pra frente vou tocar e seguir mi- nha vida”, declara cheio de esperança. CRER EM REVISTA 15
COnHEçA SEUS DIREITOS Concurso Público: Vagas para portadores de deficiência Conheça os direitos das pessoas com deficiência ao concorrer a uma vaga em um concurso público E m busca de estabilidade, público exigir do candidato apti- atestando a espécie e o grau, ou nível dões que a deficiência física impe- da deficiência, que pode, ou não ser melhores salários e um futuro mais se- ça-o de realizar, o processo seletivo exigida no ato da inscrição. No atestado guro, a corrida por uma vaga na esfera não deve oferecer a reserva de vagas. também deverá constar o código CID pública é cada vez mais voraz. Para o - Classificação Internacional de Doen- portador de deficiência, o Artigo 37, Para verificar os direitos, o can- ças - e a provável causa da deficiência. inciso VIII da Constituição Federal, ga- didato deve observar nos editais de rante o direito de concorrer às vagas em concursos públicos as atribuições e ta- A pessoa que necessitar de trata- concursos públicos em igualdade de refas referentes ao exercício laboral de mento diferenciado nos dias do concur- condições com os demais candidatos. seu cargo, emprego ou função. Caso so deverá requerê-lo no prazo determi- não haja incompatibilidade, haverá re- nado no edital, indicando as condições Pela lei, deve ser reservada uma diferenciadas para fazer a prova. Este porcentagem mínima de 5% e no serva destinada a pessoa portadora requerimento deve conter uma justifi- máximo de 20% do total de de deficiência física. Além disso, cativa, e pode ser acompanhado de um vagas. Para isso, as fun- o edital deve conter a previsão parecer emitido por um especialista da ções devem ser compa- de adaptação das provas, do área de sua deficiência. Deve-se sem- tíveis com o tipo de curso de formação e do estágio pre observar como é o procedimento deficiência da qual a probatório (similar a um no edital do concurso, para não cair pessoa é portadora. período de expe- em erro e ter a inscrição cancelada. Se o cargo riência), confor- me a deficiência. É importante que o portador O candi- de deficiência seja consciente dos seus dato deve apre- direitos, pois quem se sentir prejudi- sentar laudo cado de alguma forma, seja na hora médico da inscrição, ou no decorrer da prova deve acionar a empresa que está or-Divulgação ganizando o concurso. Se a questão não for resolvida pela organizadora, o candidato deve procurar um ad- vogado, que poderá propor, dentre outros meios jurídicos, a impetra- ção de um mandado de segurança, exigindo os direitos do candidato, tanto perante a Justiça Estadual, como a Justiça Federal, de acordo com o âmbito do processo seletivo. Fonte: Portal Jurídico do Brasil 16 CRER EM REVISTA
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MEIO AMBIEnTEPaisagismo e Humanização A importante e harmônica relação entre os jardins do CRER e a recuperação dos pacientesOs verdejantes jardins do senão elas ficam tristes”, revela Vi- uma vez que aquelas pessoas já têm o cente. Reginaldo, como os demais, hábito de cultivar alguma planta emCRER, que chamam a atenção de quem também compartilha do sentimen- casa. “O paciente se sente útil e ativopassa por perto, não são meros elemen- to de afeição às plantas. “Tem que em promover cuidados”, diz Grasiela.tos decorativos do Hospital. Os espa- gostar”, afirma categoricamente.ços ocupados por plantas de diversas Ela também explica que es-cores e formas propiciam um ambiente As espécies cultivadas no CRER tes ambientes programados, comohumanizado, importante recurso te- são dos mais variados tipos. Segundo os jardins do CRER, são estímulosrapêutico no tratamento multiprofis- Rosa, mesmo sendo hospital, não há favoráveis ao bem-estar. “O ambien-sional de reabilitação dos pacientes. restrição na seleção de plantas. “No te humanizado implica uma sensa- CRER, temos mais folhagens e arbus- ção de conforto, porque aproxima “Sempre tivemos a ideia de tos. Consideramos o que era de mais o paciente de uma situação de har-humanizar”, conta a arquiteta Rosa fácil manutenção”, esclarece. Algumas monia. Este contexto minimiza o im-Maria Mendes. Ela, juntamente com delas são as bromélias tricolores, san- pacto negativo do ambiente hospita-Grijovilda da Costa Souza e Sheila sevieria (ou espadinha), zamioculca, lar, e faz com que o mesmo se sintaSilveira, também arquitetas, são as espatifilo (ou bandeira-branca), e for- mais acolhido”, assegura a psicóloga.responsáveis pelo projeto do CRER, rações com pelo-de-urso e alpínia. Ainclusive os espaços com paisagis- parte externa do Hospital é ocupada Grasiela afirma que costumamo. “Um ambiente com plantas fica com grama cuiabana, palmeiras impe- recomendar que o paciente plante emuito mais agradável. É muito can- riais, pingos-de-ouro, exórias gigan- cultive uma planta. “Cuidar da plan-sativo ver só paredes”, explica Rosa. tes, agávias, bouganvilles, alamandas, ta desenvolve a autonomia, respeito, resedás, ipês amarelos, entre outras. compromisso, controle... Ele desper- A proposta do projeto de pai- ta o que precisa ser ampliado em ou-sagismo do CRER foi fazer os jardins Um viveiro foi criado no CRER tras relações”, garante. Segundo ela,e, principalmente, cuidar. “Plantas para que algumas plantas pudessem ter jardins num Hospital faz com queexigem muitos cuidados. Por isso, receber cuidados especiais. Lá, tam- o paciente observe mais a natureza,quem cuida tem que gostar. É uma bém são cultivadas pequenas mu- num clima de relaxamento. “As plan-tarefa que requer sensibilidade”, aler- das de espécies que logo passarão a tas tiram o foco da doença, e o apro-ta a arquiteta. No CRER, quem assu- compor a bela paisagem bucólica dos xima de um contexto mais familiar. Ome esta importante missão de manter jardins do Hospital. “É um orgulho paciente deixa de concentrar nas pró-todos os jardins verdes e graciosos vê-las crescendo”, declara Reginaldo. prias dores e nas dos outros. O trata-são os jardineiros Reginaldo Rocha Os novos blocos do CRER, que con- mento fica menos agressivo”, conclui.de Sousa, Raimundo Pessoa da Sil- templam a expansão, também terãova e Vicente Paula M. da Silva (foto). jardins que vão trazer ao ambiente Para os jardineiros do CRER o diferencial é gostar um clima mais agradável e acolhedor. das plantas e tratá-las com carinho O quarteto é responsável pelamanutenção dos 10 jardins internos, A planta e o pacientebem como toda a área externa doHospital. Sempre muito elogiados, os Os jardineiros do CRER con-jardins são sempre motivos de con- tam que é comum presenciarem algunstemplação e questionamentos. “Tem pacientes em contato direto com asgente que pega nas folhas, porque pen- plantas. “Eles gostam de ver, tocar, sen-sa que é artificial”, conta Raimundo. tir e, às vezes, até pedem para aguar”, revelam. A psicóloga Grasiela Mota, es- O segredo dos jardins do CRER, pecialista em psicologia da Saúde e Clí-segundo Vicente, é principalmen- nica, explica que essa atitude é comum,te não deixar faltar água, retirar asfolhas secas e combater as pragas.“Tem que conversar também, porque18 CRER EM REVISTA
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POR DEnTRO DO CRERSUPPE: a memória do Hospital Setor é responsável pela guarda de todos os documentos relativos aos pacientes do CRER, bem como seu controle e organizaçãoAprincípio, pode parecer O prontuário pastas devem ser armazenadas, segun- do o CFM, por até 20 anos a partir daque a função de arquivar e conservar O prontuário do paciente é última consulta. Mensalmente, o CRERtodos os documentos de atendimen- um documento único, onde ficam re- recebe aproximadamente mais de 2,5tos e tratamentos realizados nos pa- gistrados os cuidados profissionais mil novos pacientes. São impressos, emcientes do CRER seja uma fácil tarefa. prestados ao paciente, tanto na área média, 10 mil folhas de papel contendoNo entanto, uma visita ao Setor res- médica, quanto na administrativa, do registros de atendimento ao paciente.ponsável demonstra o quão intenso início do tratamento à alta hospitalar. Em oito anos de atendimento, já sãoé este trabalho. São centenas de mi- Este conjunto de documentos padro- quase 200 mil prontuários que devemlhares de folhas impressas que de- nizados e armazenados tem caráter permanecer arquivadas na SUPPE.vem ser organizadas, arquivadas e legal, sigiloso e científico. Serve tam-disponibilizadas quando necessário. bém como instrumento de comuni- Com isso, o espaço físico para cação entre os membros da equipe. o devido acondicionamento destes ar- De um modo geral, estas são as quivos passa a ser uma dificuldade,atribuições da Supervisão de Prontuário Dessa maneira, o prontuário não só do CRER, mas de toda insti-do Paciente – SUPPE: coletar, organizar, do paciente representa o documen- tuição de saúde. Problemas de infra-classificar, guardar, conservar e dispo- to mais importante produzido pelas estrutura, falta de recursos humanos enibilizar todos os documentos referen- unidades hospitalares e consultórios matérias-primas também comprome-tes ao paciente, por meio do prontuário. médicos. “A SUPPE funciona como tem a integridade física dos prontu- a memória do Hospital, onde ficam ários e as informações neles contidos. Todo o trabalho desenvolvido todos os registros históricos dos pa- Consequentemente, a rapidez e efi-pela SUPPE obedece às normas e re- cientes. São verdadeiros dossiês que cácia no serviço prestado ao pacientesoluções do Conselho Federal de Me- podem ser utilizados, também, para também são afetadas diante da difi-dicina - CFM, bem como as rotinas e a avaliação dos serviços prestados culdade de acesso a estas informações.regimentos internos do CRER, inclu- para pesquisas nas áreas médica esive do Sistema de Gestão da Qua- de ciências humanas”, afirma Juceli. Organização das pastas garante segurança e agilida-lidade, pelo qual são padronizados de ao paciente. Na foto, Naydell Barbosa, colaboradortodos os procedimentos do Hospital. Para o médico, o prontuário do da SUPPEO Setor, sob supervisão de Juceli Fer- paciente, desde que redigido de formanandes, é ligado à Gerência e Superin- organizada, torna-se fundamental paratendência Administrativa do CRER. o diagnóstico preciso e tratamento de- finitivo da doença. Para as unidades Além da supervisora, mais sete de saúde, há redução dos gastos com acolaboradores compõem a equipe que não repetição desnecessária de exames,lida diariamente com o alto volume de e permite ainda, a qualquer momento,documentos que circulam pela SUPPE. o conhecimento exato do tratamentoO Setor também recebe a importante realizado e os resultados alcançados.colaboração de jovens do CentroSalesiano do Adolescente Aprendiz Todos os prontuários físicos,(Cesam) e bolsistas da OVG. “Há uma impressos em folha de papel, são ar-relação harmônica, alto astral, sem quivados em pastas e organizados emdiferenças entre o grupo”, afirma Juceli. ordem crescente, seguindo a numera- ção do prontuário do paciente. Estas20 CRER EM REVISTA
Raphael, Bruno, Naydell, Leandro, Sirlene, Juceli, Halana e Jucilene : união e alto astral na equipe da SUPPE Modelo digital matéria-prima, uma vez que o pron- para futuras e eventuais solicitações, tuário médico eletrônico elimina a im- enquanto o processo de finalização de Diante da necessidade de adap- pressão de milhares de folhas de pa- implantação do PEP não é totalizado.tar às novas tecnologias e oferecer mais pel, que passam a ser informatizadas.eficiência no tratamento ao paciente, o O modelo de prontuário ele-CRER adotou em 2005 o uso do Pron- No CRER, o Prontuário Eletrô- trônico utilizado pelo CRER permi-tuário Eletrônico do Paciente - o PEP. nico do Paciente é integrado ao MV te o acesso simultâneo pelos váriosO modelo de prontuário médico digi- Sistema, software certificado pela So- profissionais de saúde envolvidos notal padronizado permite maior segu- ciedade Brasileira de Informática em tratamento do paciente. As informa-rança quanto ao armazenamento das Saúde-SBIS e CFM. Os profissionais ções são processadas em tempo real,informações e quebra de sigilo médi- de saúde do CRER são continuamente garantindo mais agilidade e seguran-co, além da agilidade na operaciona- treinados e capacitados para operar o ça no atendimento multiprofissionallização pelos profissionais da saúde. MV Sistema, o que garante a padro- oferecido pelo Centro de Reabilitação. nização e integração de informações, O modelo digital apresenta vá- funções e procedimentos operacionais. A expectativa da utilização dorias vantagens, entre elas maior legi- PEP é que o profissional de saúde possabilidade e segurança dos dados, me- A supervisora da SUPPE escla- também acessar de outras localidades,lhoria de efetividade do cuidado ao via internet, o prontuário com o históri-paciente, controle da qualidade, além rece que atualmente o Hospital ainda co médico de determinado paciente. “Ade contribuir com a área de pesqui- novidade vai garantir um tratamentosa e comunicação científica. O PEP trabalha com os dois processos, uma ainda mais rápido e eficaz aos pacientescolabora também com a redução do que, por exemplo, chegam ao CRER detempo, mão-de-obra, espaço físico e vez que para garantir a segurança, outras regiões do País.”, explica Juceli. conforme a norma da CFM, ainda são CRER EM REVISTA 21 feitas algumas impressões. As mes- mas são arquivadas e disponibilizadas
SUPERAçãO Vidas TransformadasVítimas de um grave acidente automobilístico, as amigas Meiriane e Ludiane se recuperam de forma surpreendenten a madrugada do dia 17 Raios-X e tomografia que apontaram nha perdido. Infelizmente, segundo uma luxação na medula. “Com isso Ludiane, no dia 15 de julho as sessõesde maio de 2010, as jovens Meiriane de eu perdi todos os meus movimentos, tiveram que ser interrompidas, devi-Sousa Bosco, 27, e Ludiane Pereira Bor- não conseguia fazer mais nada sozi- do a fortes dores na nuca que passouges, 23, foram vítimas de um acidente nha. Dependia da minha mãe para a sentir. A paciente teve que se subme-automobilístico (capotamento), por tudo, os médicos diziam que eu fica- ter a uma cirurgia de emergência, poisvolta das 4h da manhã ao retornarem ria tetraplégica”, lamenta Ludiane. parte dos nervos que davam sustenta-de uma festa na cidade de Nerópolis. bilidade ao pescoço foram destruídosMeiriane foi arremessada para fora do Reabilitação no acidente. Logo em seguida, Ludia-carro e ficou desacordada, já Ludiane ne voltou às sessões de Fisioterapia.estava acordada no local do acidente. No dia 9 de junho, 23 dias“Eram cinco pessoas dentro do carro, após o acidente, Ludiane chegou ao Já sua amiga Meiriane chegoumas somente eu e Meiriane ficamos CRER para dar início aos tratamentos. ao CRER no dia 21 de julho. Ainda emgravemente feridas”, conta Ludiane. Começou com sessões de Fisioterapia coma, foi internada para começar o para recuperar os movimentos que ti- tratamento de reabilitação. No início O rapaz que dirigia o carro fu- fazia sessões de Terapia Ocupacionalgiu não dando nenhuma assistênciaàs meninas. A ambulância foi chama- As amigas Ludiane (esq.) e Meiriane em sessão de fisioterapia com Saulo Ribeiro.da pelo carro que vinha logo atrás.Os socorristas chegaram ao local porvolta das 4h30 da manhã. Ludiane eMeiriane foram levadas para o Hos-pital de Urgências de Goiânia (Hugo).Meiriane permaneceu internada 51dias. Desse período, ficou na UTI cercade duas semanas, em estado de coma,respirando com a ajuda de aparelhos.Segundo o laudo dos médicos, Mei-riane sofreu um Traumatismo Crania-no (TC) do lado direto, que ocasionouperda de alguns dos seus movimentos. Em decorrência do aciden-te Meiriane não conseguia respi-rar sozinha, sem a ajuda dos apa-relhos. Diante disso, os médicosfizeram um exame de Broncosco-pia, e logo a paciente foi submetidaa uma cirurgia e uma Tracostomia. Enquanto isso, Ludiane fi-cou 17 dias internada no Hugo. Nes-se período foram feitos exames de22 CRER EM REVISTA
As jovens Ludiane (esq.) e Meirianesurpreendem a todos na recuperação.(TO) e Fisioterapia para recuperar os e fazem praticamente tudo que faziam Agradecimentomovimentos perdidos no acidente. antes. “Tudo isso devemos aos excelen-Ela conta que na manhã do dia 24 de tes profissionais do CRER, nossa vida Ludiane e Meiriane agradecemjulho, quase dois meses após o aci- foi transformada neste lugar”, declara a todos os profissionais do CRER. “Sãodente, levantou-se da cama e chamou Ludiane. Almerinda Pereira e Elza Sou- tantos profissionais que me ajudaram,sua mãe, para a surpresa e emoção sa, mães de Ludiane e Meiriane, respec- mas meu agradecimento especial vaide todos. “Após ter saído do coma, tivamente, disseram que a recuperação para os Fisioterapeutas Larissa Pires,os médicos só foram vendo melho- das duas tem sido impressionante. Dayane Nunes e Rafael Borges, às Tera-ras em meu quadro”, diz com alegria. peutas Ocupacionais e à Elcione, fono- As jovens também se mostra- audióloga”, destaca. Ela também agra- Atualmente, as duas já estão ram bem animadas ao planejarem o dece a médica Raquel e aos enfermeiros.em casa, mas seguem com o tratamen- futuro. Meriane quer fazer faculdadeto no CRER. Ludiane continua com as de Medicina. “Quero ajudar muitas Ludiane agradece aos en-sessões de Fisioterapia e Hidroterapia pessoas, ser uma excelente profissio- fermeiros, aos Fisioterapeutas Saulopara ganhar equilíbrio e força, enquan- nal” diz. Já Ludiane quer ser Fisiote- Ribeiro, Geórgia Martins e Wanessato Meiriane faz as sessões de TO e Fi- rapeuta. “Quero prestar um serviço Pereira, aos médicos Murilo Dahersioterapia para ganhar firmeza no an- voluntário, meu sonho é trabalhar na e Rodrigo Parente. “Todos do CRERdar. Meiriane e Ludiane já recuperaram área da saúde, vou comprar meu car- foram essenciais para a minha re-todos os movimentos, andam sozinhas ro, voltar às minhas atividades”, conta. cuperação”, reconhece a paciente. CRER EM REVISTA 23
agenda Parcerias Set / DezEvento: 15º Congresso Brasileiro de Medicina eCirurgia do Tornozelo e Pé Allergan Kananxuê HotelData: 22 a 25 de abril de 2011 All Telecomunicações Laboratório IpsenLocal: Foz do Iguaçu- PR Art Flex Laboratório Halex IstarSite: www.pe2011.com.br Audix Aparelhos Auditios Lumi Comunicação Visual Baiano Folhagens Maurício de SouzaEvento: Treinamento de Suporte Pré-Hospitalar Banco Santander Microsomde Vida no Trauma Bebidas Imperial NeoquímicaData: 7 e 8 de maio/2011 Bolachas Mabel NETLocal: Goiânia – GO Caramuru Alimentos S/A Organização Jaime CâmaraInformações: 62 3501-3300 / www.ceen.com.br Carretas Mutirão OVG Casa do Criador Pedreira IzaíraEvento: Curso de Neuroplasticidade Casa Restaurante Perla TendaData: 11 e 12 de junho/2011 Castro’s Park Hotel Pizzaria PitiglianoLocal: Rio de Janeiro - RJ Cinemas Lumière PoligráficaInformações: www.fisiovital.com.br Clube Di Roma Pousada do Rio Quente Colégio Práxis PUC GoiásEvento: International Neurorehabilitation Comércio Rio Grandense Rádio 730 AMSymposium 2011 CONAB Rádio Jornal 820Data: 27 a 29 de Junho Cotril Máquinas Rádio AliançaLocal: Zurich / Switzerland Datagro Restaurante Chão NativoInformações: www.inrs2011.com Delegacia da Receita Federal [email protected] Farrutx Vestuário Profissional SIFAEG Floti Criações SESC/SENAC Fraudas Kisses Stock Com. Hospitalar General Motors do Brasil Stúdio K Giroflex TV Anhanguera Governo do Estado de Goiás TV Brasil CentralTV Goiânia HB Embalagens TV Serra Dourada Imagine Camisetas UNICOM Imperial V.I.T.A Sistemas Indústria de Móveis Santa Cruz Voluntariado do HCEvento: Curso de Desenvolvimento OrtopédicoData: 12 à 15 de Agosto / 2011Local: São Paulo - SPInformações: www.fisiovital.com.br Convênios atendidos no CRER Affego Fusex Amil Geap Casbeg Ipasgo Celgmed IMAS Cassi Plan-Assiste Correios Saúde Caixa CREA SUS Fassincra Unimed24 CRER EM REVISTA
PERFIL DO COLABORADORTal mãe, tal filha Duas gerações e uma paixão: a músicaHá quem diz que filho de Pontifícia Universidade Católica de pessoal e agregou valores à sua vida. Goiás – PUC, e prestou novamente “Aqui é uma grande escola. Apren-peixe, peixinho é. Neste caso, cabe me- vestibular. Só que dessa vez para Mú- di a ver a vida com outros olhos. Alhor a adaptação: filha de musicista, sica, na Universidade Federal de Goiás. verdade é que nós (profissionais)musicista também é. Quando se vê mãe aprendemos mais com eles (pacien-e filha se apresentando, logo se percebe Sem abandonar nenhuma ativi- tes), do que eles conosco. São muitoque o dom com a música é algo nato, dade, Anna Rita cursava Música pela positivos, têm garra, motivação, sedegenético. A semelhança entre ambas manhã e Direito à noite. À tarde, ain- pela vida”, revela a musicoterapeuta.confirma o pressuposto de que apti- da dava aula de música em escolas dedão musical está no sangue. “Quem arte como Gustav Ritter e Veiga Valle. A paixão pelo cantovê pensa que é cópia”, brinca a filha. Formou-se no ano de 1998 em Direi- to e, em 99, em Música, com bacha- “Cantar é o meu sonho de con- Anna Rita Ludovico Ferreira da relado em Canto, voltado para a área sumo. Quando subo no palco me trans-Silva, musicoterapeuta do CRER, conta perfomática, e também licenciatura. formo, assumo outra personalidade”,que herdou da mãe, Maria Ludovico de diz a cantora. Anna Rita, que se apre-Almeida e Silva, o talento e paixão pela Como advogada, Anna Rita senta desde criança em reuniões de vá-música. “Tenho gravações onde eu, atuou por alguns anos na área do Di- rias instituições, já fez parte de coraiscom dois anos, apareço cantando jun- reito trabalhista. “Sentia muito esgo- profissionais que se apresentam emto com minha avó”, lembra Anna Rita. tamento, cansaço psicológico e emo- casamentos. “Chegávamos a cantar cional”, afirma. Em busca de coisas em seis ou mais casamentos por final Maria Ludovico, a mãe, é mu- novas e maior satisfação pessoal, a de semana”, calcula. Anna Rita can-sicista e foi professora de Música des- musicista foi atrás do que realmen- ta música lírica, erudita, sacra e MPB,de a fundação da Escola de Música e te lhe interessava. Mudou então, em onde, segundo ela, “se sente em casa”.Artes Cênicas da Universidade Fe- 2000, para o Rio de Janeiro, onde noderal de Goiás (EMAC/UFG). Dou- Conservatório Brasileiro de Música A musicista, que é soprano líri-tora em Música pela UFG, Maria Lu- especializou-se em Musicoterapia. ca, muitas vezes se apresenta ao ladodovico trabalhou 25 anos na EMAC, da mãe, que também é pianista. Juntas,sendo, além de professora, também “Na musicoterapia eu tive a pos- mãe e filha surpreendem na sintonia,chefe do Departamento de Música. sibilidade de unir a música com a psi- tamanho é o talento e semelhança entre cologia”, explica. Ela conta que sempre ambas. As duas, Anna Rita e Maria Lu- Aos quatro anos, Anna Rita co- gostou muito de conversar, aconselhar, dovico, são membros da Academia Fe-meçou na iniciação musical e foi até tanto que como advogada era comum minina de Letras e Artes do Estado deo término do curso técnico. Aos 16, fazer muitas conciliações. De volta a Goiás, ocupando respectivamente asjá era pré-graduada em Música pela Goiânia, em 2002, encontrou o CRER cadeiras 11 e 21. Uma situação singular,UFG. Chegada a hora do vestibular, recém-inaugurado. Logo, participou já que normalmente a filha assume a ca-Anna Rita foi desaconselhada pela do processo seletivo e passou então deira que era da mãe. Não se conhecemãe a graduar-se em Música. “Mi- a integrar a equipe Multidisciplinar em Goiás o fato de mãe e filha ocuparnha mãe me alertava sobre as dificul- do Hospital, como Musicoterapeuta. simultaneamente duas cadeiras, comodades de mercado e eu achava que é o caso de Anna Rita e Maria Ludovi-não ia ganhar dinheiro”, esclarece. “Foram duas mudanças, dois co. Elas também integram a Academia presentes que marcaram muito a mi- Trindadense de Letras, Ciências e Artes Diante disso, Anna Rita optou nha vida: a Musicoterapia e o CRER”, e Academia Internacional de Música.pelo Direito, deixando assim a Mú- diz Anna Rita. Segundo ela, estarsica em segundo plano, como hobby. no CRER proporcionou crescimentoCursou dois períodos de Direito na CRER EM REVISTA 25
últimodetalhe No CRER, por todos os lados, esperança e perseverança andam sempre juntas, em fotografia de Reagan Fernandes Agente Administrativo do CRER. [ ENVIE UMA IMAGEM DE UM DETALHE DO CRER PARA O E-MAIL [email protected] E PARTICIPE DESTA SEÇÃO]26 CRER EM REVISTA
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