Saúemdpeé Número 63 | Trimestral | Janeiro 2022 XVI Congresso Nacional de Podologia Os podologistas disseram presente SOU PODOLOGISTA… PODOLOGIA Conheça a visão de NOS CINCO CONTINENTES… duas podologistas e docentes da área Saiba o que se passa em todo o mundo
Saúemdpeé XVII CONGRESSO NACIONAL DE PODOLOGIA 3-4 | JUN | 2022 ALTICE FORUM BRAGA SECRETARIADO Byms DO CONGRESSO [email protected] | [email protected] +351 933 955 850 | +351 914 944 301 Mais informações: xiicongressonacionalpodologia.admeus.pt www.byms.pt 2
Saúemdpeé EDITORIAL Manuel Azevedo Portela Presidente Mensagem do Presidente a sociedade e trabalhamos para a promoção Estamos no final de mais um ano marcado da saúde e esse é um bem essencial. pela pandemia da COVID-19 e é o momento de fazermos uma retrospetiva das atividades Trabalho, investigação, dedicação e profis- desenvolvidas durante o ano de 2021. sionalismo na clínica, através de profissionais competentes, é uma verdade inequívoca e Foi mais um ano difícil ao acesso às que todos reconhecem, mas que alguns tei- atividades presenciais, à promoção de mam em resistir. eventos sociais e às ações de promoção de saúde pública podológica, no entanto, Os interesses dos doentes devem ser sem- os podologistas são resilientes, irreverentes, pre salvaguardados, devem ser privilegiados mas sempre conscientes das suas atitudes e é por eles que existimos, sem os podolo- e tomadas de posição e, por isso, levaram gistas a máquina não funciona da mesma a cabo alguns dos maiores marcos da forma. Podologia. Em 22 anos de profissão, os podologistas O dia do podologista, dia 8 de julho, é criaram clínicas de especialidade, integram um marco institucionalizado e tem sido equipas médicas em policlínicas ou hospitais assinalado nos últimos anos pelos caminhos privados, estão nas clínicas de especialidade de Santiago, patrono dos podologistas, com de Pediatria, Reabilitação ou Clínicas de momentos de companheirismo, reflexão, Medicina Desportiva. convívio e partilha. Estão em 15 hospitais públicos, nos cuida- A retoma do maior evento da especialida- dos continuados e nos lares, nas IPSS, nos de, de forma presencial, foi um desejo con- clubes de futebol, nas campanhas de sensi- cretizado pelos podologistas que desejavam bilização e educação para a saúde, em cen- voltar a sentir a presença física, dos colegas tros de investigação, em centros tecnológi- e dos excelentes oradores, que transmitiram cos e onde são necessários e reconhecidos. o que de melhor se faz na clínica e na investi- gação da saúde do pé. O Estado enquanto regulador tem demos- trado uma incapacidade total de legislação e As atividades realizadas pelos podologis- regulação dos podologistas, permitindo atro- tas representam a capacidade de dizer “nós pelos graves para a classe profissional e para estamos aqui, somos podologistas e depen- os doentes. demos da nossa própria vontade para vencer e para ser aquilo que quisermos ser”. Estamos a encetar todos os esforços junto da Assembleia da República, para que seja Não dependemos das vontades políticas ou reconhecido o estatuto de direito público à de favores políticos, dependemos do nosso Associação dos Podologistas e que, assim, esforço, do nosso trabalho, da dedicação e se possa promover a autorregulação e a amor pela profissão – Sabem porquê? descentralização administrativa, com res- peito pelos princípios da harmonização e da Porque somos úteis à sociedade, contri- transparência. buímos para a melhoria da saúde pública, porque salvamos vidas e porque somos Votos de um Excelente Ano de 2022. respeitados pelos nossos doentes. Abraço Amigo, Manuel Azevedo Portela Somos precisos, somos um contributo para 3
Saúemdpeé ÍNDICE 03 EDITORIAL FICHA TÉCNICA da Revista Saúde em Pé Revista da Associação Portuguesa de Podologia 04 ÍNDICE DIREÇÃO 05 O QUE PARA UNS PARECE ÓBVIO... Diretor: Manuel Azevedo Portela, MsC PARA OUTROS NEM TANTO! Diretor-adjunto: Miguel Oliveira, PhD Carla Menezes CONSELHO EDITORIAL Cirurgiã Geral e Coordenadora da Unidade do Presidente do Conselho Diretivo da APP Pé Diabético do Centro Hospitalar do Oeste-Torres Vedras Presidente da Mesa da Assembleia-Geral da APP Presidente do Conselho Fiscal da APP 06 NOTÍCIAS APP Coordenador do CIAPP - Centro de Investigação da APP Eventos Futuros Coordenador do Centro de Formação da APP Jornadas da Diabetes Editores Responsáveis 08 Miguel Oliveira, PhD (Podologista, Professor CONGRESSO NACIONAL DE PODOLOGIA Adjunto da CESPU, Coordenador do Mestrado em Podiatria do Exercício Físico e do Desporto) 16 PODOTALKS Manuel Azevedo Portela, MsC (Podologista, 19 SOU PODOLOGISTA Professor Adjunto da CESPU, Coordenador do 21 Curso de Podologia e do Mestrado em Podiatria Infantil) PODOLOGIA NOS CINCO CONTINENTES Editores Associados 26 Luciana Garcia, MsC (Podologista, Mestre em EVENTOS INTERNACIONAIS Podiatria Clínica) Duarte Pinheiro, MsC (Podologista, Mestre em 27 Podiatria Clínica) IMPRENSA NACIONAL Comissão Editorial Assessora Ana Silva, MsC (Podologista, Mestre em Desenvolvimento da criança na variante de Desenvolvimento Motor) Jani Magalhães, Lic. (Podologista) Jorge Freitas, MsC (Podologista, Mestre em Podiatria Infantil) Luísa Borges, MsC (Podologista, Mestre em Podiatria Clínica) Miguel Mota, MsC (Podologista, Mestre em Podiatria Clínica) Sara Vieira, MsC (Podologista Mestre em Podia- tria Desportiva) PAGINAÇÃO Miligrama Comunição em Saúde, Unipessoal, Lda. PROPRIEDADE Associação Portuguesa de Podologia Sede Av. da Boavista, 80 Sala 20 4050-112 Porto, Portugal NIPC 504453262 Depósito legal 471631/20 Periodicidade Trimestral Distribuição Gratuita Tiragem 2500 exemplares 4
OPINIÃO O QUE PARA UNS PARECE ÓBVIO... PARA OUTROS NEM TANTO! Dra. Carla Menezes dos nervos e das artérias são causadas pela diabetes. 15 Cirurgiã Geral e Coordenadora da Unidade do Pé Diabético por cento dos diabéticos, em algum momento da sua vida, do Centro Hospitalar do Oeste-Torres Vedras apresentarão uma úlcera, e destes, 25 por cento necessitará de algum tipo de amputação. O risco de ulceração varia de Adiabetes mellitus é uma doença com elevada preva- doente para doente e um mesmo doente, ao longo do tempo, lência em todo o mundo. É uma patologia endócrina, vai alterando o seu nível de risco de ulceração ao desenvolver crónica e progressiva com complicações microvascu- neuropatia e/ou isquemia progressiva. Consideram-se 3 lares e macrovasculares, responsáveis pela morbimortalidade categorias de risco de ulceração: baixo risco; médio risco da doença, com elevado impacto socioeconómico. Com o en- e alto risco e 3 níveis de cuidados de saúde: nível I, nível II velhecimento populacional, tendência significativa do século e III. A estratificação de risco do PD define a periodicidade XXI, e aumento da prevalência da doença, é urgente atuar na e a complexidade assistencial dos cuidados prestados. A prevenção, diagnóstico precoce e seguimento adequado da prevenção primária, nível I, desenvolvida nos Cuidados de doença. Saúde Primários (CSP) tem como objetivo a prevenção; a prevenção secundária, nível II, desenvolvida nos CSP e, em O pé diabético (PD) é uma das complicações mais graves da alguns casos, a nível hospitalar visa evitar a progressão das diabetes, sendo o responsável por cerca de 70 por cento das amputações não traumáticas. É definido, pela Organização Mundial da Saúde, como o pé de um doente diabético com infeção, ulceração ou destruição do pé provocada por alterações dos nervos ou dos vasos (artérias). Estas alterações 5
Saúemdpeé lesões e a prevenção terciária, nível III, cuidados hospitalares, A coordenação entre os cuidados de saúde primários tem como objetivo evitar complicações. e hospitalares, existência de critérios de referenciação, encaminhamento precoce para equipas multidisciplinares A existência de níveis de atuação estruturados no PD é uma especializadas em pé diabético são pontos cardeais para uma realidade, contudo, para que cumpram com os seus objetivos redução do número de amputações, custos e melhoria da é indispensável uma ágil e efetiva comunicação entre os qualidade de vida dos doentes. profissionais dos diferentes níveis de cuidados de saúde. Ao longo dos últimos 20 anos, o conceito de A prevenção primária assume um papel fulcral na dinâmica multidisciplinaridade na prevenção e tratamento das do PD. A meu ver, a consciencialização da importância da complicações do PD ganhou um lugar de destaque sendo que prevenção da úlcera do doente com pé de alto risco está atualmente as equipas multidisciplinares são consideradas o esquecida. Frequentemente, os doentes são referenciados do gold standard na abordagem do PD. No que diz respeito à internamento para a consulta, após ida ao serviço de urgência, constituição destas equipas ainda não existem orientações sem nunca terem sido vistos na consulta da especialidade. claras. A sua existência, apesar da heterogeneidade, permitiu A ideia de que quando aparece uma úlcera, se não está a introdução de novos padrões na abordagem do PD e, mais complicada, o único tratamento que se faz é o tratamento importante que isso, a obtenção de melhores resultados. A da lesão, sem atuar a nível dos restantes fatores que heterogeneidade não é apenas visível no que diz respeito à determinam o seu prognóstico, deve mudar. A referenciação constituição das equipas, mas também a nível de: a) valências aos cuidados hospitalares deve acontecer antes da existência disponíveis em áreas metropolitanas e áreas rurais; b) de complicações, até porque, na maioria dos casos, o único serviços prestados no sector público vs privado; c) índice de tratamento possível é a amputação. Para que este paradigma especialidades envolvidas; d) cuidados prestados a doentes mude parece-me necessária a consciencialização dos internados vs ambulatório. doentes e profissionais e a existência de protocolos claros de atuação (medidas preventivas e terapêuticas). Vários são Muitos são os desafios com que nos deparamos diariamente os obstáculos com que nos depararíamos, nomeadamente a no tratamento desta patologia complexa, contudo, a existência falta de formação específica entre os profissionais que tratam de uma equipa motivada, dedicada, com competências e o doente diabético, tempo de consulta reduzido, recursos habilidades específicas, onde todos são necessários, pode estruturais, materiais e humanos reduzidos. fazer a diferença! NOTÍCIAS APP Eventos JULHO Futuros APP Dia do Podologista 6 Jornadas de Podiatria Desportiva SETEMBRO Reunião Magna da Podologia NOVEMBRO VI Jornadas do Pé Diabético
V Jornadas do Pé Diabético No mês em que se assinala o Dia Mundial da Diabetes, a APP com a colaboração de diversos profissionais de saúde da área da diabetes, organizou, no dia 13 de novembro, as V Jornadas do Pé Diabético. Contou com a participação de 50 podologistas profissionais e os alunos do 4.º ano de Podologia. 7
Saúemdpeé XVI CONGRESSO NACIONAL DE PODOLOGIA OS PODOLOGISTAS DISSERAM: PRESENTE! Após um ano de interregno da edição cial de Podologistas da Catalunha, da nos caracteriza enquanto Podologis- presencial do Congresso Nacional de Câmara de Matosinhos e da indústria tas. Podologia, por motivos da pandemia, farmacêutica presente. voltou ao seu formato original, com a Para levar a cabo este congresso, coragem e determinação que os Po- O Congresso Nacional de Podologia foram encetados esforços inexcedí- dologistas estão habituados. continua a ser o maior evento científico veis para efetivar a sua concretização, e social da especialidade em Portugal tentando superar as inúmeras dificul- A edição do XVI Congresso Nacional e revelou ser de vital importância para dades que se impuseram na organi- de Podologia realizou-se na cidade de a comunicação, formação e atualiza- zação, logística, participação, dificul- Matosinhos, nos dias 3 e 4 de setem- ção dos Podologistas portugueses. dades económicas dos Podologistas bro de 2021, e congratulou-se com os e dos próprios parceiros, mas os Po- patrocínios e apoios institucionais da Este foi um congresso diferente, em dologistas responderam ao desafio di- CESPU, da ESSCVP, da Universidade tempos diferentes, em torno de uma zendo - “estamos presentes”. de Barcelona, do Hospital Podológi- pandemia, numa tentativa de retoma co da UB, do IINFACTS, do Conselho das atividades clínicas, científicas e O programa científico deste Congresso Geral dos Colégios Oficiais de Podo- sociais, de partilha e de medos, mas reuniu especialistas de diferentes áreas logistas de Espanha e do Colégio Ofi- com a coragem e determinação que da saúde, bem como Podologistas 8
de referência internacional, nomeadamente, de Espanha. A magnitude e especificidade das conferências nas áreas da Podiatria Clínica, Geriátrica, Desportiva, Infantil, Cirúrgica, Bio- mecânica, e Cirúrgia Podológica, constituíram-se como uma mais-valia para a formação contínua e creditada, nestas áreas. Além das conferências foram, ainda, apresentados posters para a divulgação de trabalhos científicos e académicos, en- volvendo a dinâmica da comunidade académica e da apresen- tação de resultados pioneiros para a Podologia. O evento decorreu durante dois dias, no terminal dos Cruzei- ros em Matosinhos, tendo registado um total de 232 inscritos e 24 conferências e com um tempo médio de assistência de 7h40 por participante. Paralelamente, decorreu um curso para as assistentes de consultório de Podologia. A sessão de abertura contou com a presença da presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, Dr.ª Luísa Salgueiro, do pre- sidente da Assembleia Geral da Cooperativa de Ensino Supe- rior Politécnico e Universitário (CESPU), Prof. Doutor Fernando Ferreira, da Prof.ª Doutora Laura Perez, em representação da Universidade de Barcelona, do presidente da Assembleia Ge- ral da APP, Prof. Miguel Oliveira, e do Dr. Manuel Portela, presi- dente da Associação Portuguesa de Podologia. 9
Saúemdpeé As palavras da presidente da Câmara Municipal constituí- ram-se como uma enorme valorização e reconhecimento da Podologia e dos seus profissionais, indo ao encontro, da to- mada de posição de 2014, quando à data era deputada da Assembleia da República, membro da comissão de saúde e participou no projeto de regulamentação da profissão de Po- dologista que se veio a tornar lei. As palavras das instituições de ensino foram de incentivo e apoio à atividade científica pro- movida pela APP. A Direção da APP aproveitou para lembrar a necessidade de o regulador dar atenção aos Podologistas, de respeitar os doentes, de investir na prevenção e de evitar as amputações. Continua o estado a preferir gastar mais de 50 milhões de eu- ros em amputações e tratamentos de feridas e de úlceras dos pés, ao invés de investir em Recursos Humanos qualificados e diferenciados. Foi uma vez mais reivindicada a necessidade da criação de consultas de Podologia, nos Cuidados de Saúde de Proximi- dade. Foi um congresso repleto de emoções e de reencontros, que esperamos continuar a dinamizar e a promover. 10
TESTEMUNHOS Biofeet Quando procuramos o caminho encontramos obstácu- los e dificuldades, momentos de ânimo e de desânimo, de força e a perda dela. Mas, a união, o conhecimento partilhado e o trabalho em conjunto são realmente a vi- tória. Durante dois dias, os Podologistas deste país en- contraram-se abrigados num sítio inspirador, abraçados por uma paisagem incrível e ali se fez magia. Agradeço o esforço e a dedicação da Comissão organizadora da Associação Portuguesa de Podologia. Em nome da equipa BioFeet®, agradecemos o convi- te de estarmos presentes em tão nobre e enriquecedor evento. Um obrigada muito particular ao para sempre Professor Manuel Portela, o Homem do leme desta grande família que é a Podologia. “Gosto tanto de ser Podologista, que quando for velhi- nho começo de novo.” Manuel Portela (4 de setembro) Herbitas Desde Laboratorios Herbitas queremos dar nuestra mas sincera enhorabuena a la Asociación Portuguesa de Po- dología, por haber sacado adelante con tanto éxito el Congreso Nacional de Podologia de 2021, a pesar de la difícil situación en la que nos encontramos, lo cual dice mucho de la magnífica labor que se realiza por parte de todo su equipo. Como ya es costumbre, fue un evento que reunió a los mejores profesionales de la podología de Portugal y don- de se impartieron ponencias y talleres de mucho nivel, lo cual ayudará mucho a mejorar la profesionalidad y los conocimientos de todos los podólogos del país. Además, este año el evento se realizó en unas instalacio- nes, muy sofisticadas y en un entorno inmejorable. Siempre será un placer colaborar con una entidad tan comprometida con el desarrollo de la profesión, como es la Asociación Portuguesa de Podología. 11
Saúemdpeé Ortomedical A Ortomedical reconhece que foi um congresso bem or- ganizado e com uma participação satisfatória, dado as cir- cunstâncias atuais. Pela situação em que vivemos, foi um congresso passado com segurança sanitária e, também, muito bem apoiado pelos profissionais, isto da parte da indústria. DermWorks A Dermworks associou-se, mais uma vez, à APP para a realização do XVI Congresso Nacional de Podologia, que consideramos um evento de grande importância, para o desenvolvimento da Podologia, bem como uma ótima oportunidade para dar a co- nhecer os nossos produtos a todos os Podologistas presentes. O Congresso correu magnificamente bem, tendo estado muito participado e num local muito simpático. SVR A Podologia é uma especialidade muito importante para a SVR. Desde há uns anos a esta parte que estamos pre- sentes nos Congressos da Associação Portuguesa de Podologia, como ponto de honra no apoio prestado, bem como porque este é sempre um excelente momento de partilha de conhecimento, de novidades e divulgação da marca. Mais uma vez o sucesso da organização. Para- béns! Galderma Para a Galderma foi uma honra poder estar presente, mais um ano, num evento de grande relevância como é o Congresso Nacional de Podologia. Foi uma oportunidade valiosa para estar junto dos profissionais de Podolo- gia e poder esclarecer questões sobre o produto e, simultaneamente, poder conhecer os futuros jovens podologistas. Sabemos o desafio que é realizar um evento num contexto de pandemia e, por isso, gostaríamos de destacar a excelente organização do congresso a nível logístico, a atenção do staff, o programa do evento e muito importante, as condições de segurança. Desde a Galderma agradecemos à APP toda a dedicação e profissionalismo em todas as iniciativas que organizam. 12
Urgo Medical Foi uma honra para a Urgo Medical ter feito parte do XVI Congresso Na- cional de Podologia, onde tivemos a possibilidade de interagir com profissionais muito interessados em conhecer as tecnologias ino- vadoras, e com evidência científica que a Urgo Medical dispõe para a prevenção e tratamento de feridas e, em particular, para o pé diabé- tico. Sendo os produtos da Urgo Medical recomendados pelas mais reconhecidas guias internacionais, como a NICE, IWDGF e como a revista Lancet, foi determinante dar este passo de mãos dadas com a podologia que, cada vez, é mais relevante e necessária para os sis- temas de saúde. Hikumi Orto La ubicación era prefecta Vitalino Já conhece a nossa loja online? y precioso el sitio, la asis- Vitalcare tencia y la atención recibi- da para con nosotros, por Vitagnosis www.grupovitalino.pt los asistentes, fue muy Vitalsénior buena y por parte vues- tra, de la organización, Vitalmédica 13Rua das Tulipas, 160 - 170 4510-679 Fânzeres (GDM) fue fabulosa. tel 22 466 48 80 fax 22 483 22 02 email [email protected] Maquete Publicidade Rodape 20,5cmx5cm.pdf 1 04/07/2016 16:16:52 Grupo Vitalino O seu Parceiro na área médico-hospitalar Vitalino - fisioterapia, ortopedia, consultório, emergência Vitagnosis - med. desportiva, med. no trabalho, diagnóstico Vitalcare - dentária, podologia, estética Vitalsenior - cuidados seniores, creches, desinfecção Vitalmédica - assistência técnica
Saúemdpeé CERTIFICAÇÃO DAS CLÍNICAS 14
ENTREGA DAS MEDALHAS DE 10 ANOS DE PROFISSÃO 15
Saúemdpeé PODOTALKS Caso clínico – Revista n.º 61 Avaliação Clínica: O que achas sobre este caso? Paciente género feminino Questão 1: Qual o teu diagnóstico? 17 anos de idade Questão 2: Qual o protocolo de tratamento que seguirias? A 18 de janeiro de 2021 (figura 1 e 2), recorreu a urgência hospitalar. Foi observada por lesões vesiculares pruriginosas e dolorosas da face dorsal D3 e D4 do pé esquerdo de agravamento progressivo Fig. 1 Fig. 3 Fig. 4 Fig. 2 Recorre a consulta de podologia, a 18 de março 2021, com lesões eritematosas pruriginosas de cor púrpura localizadas em D2, D3 e D4 pé esquerdo + bordo interno Hallux direito (figuras 3 e 4 ). Fig. 5 – Após tratamento 27.03.2021. Fig. 6 – Após tratamento a 03.04.2021. 16
MÁXIMA EFETIVIDADE EM TODOS OS TRATAMENTOS DE PODOLOGIA E FISIOTERAPIA BENEFÍCIOS PARA A PODOLOGIA Máxima e cácia Sem medicação Sem anestesia Sem dor Sem efeitos secundários Quatro comprimentos de onda (635nm,810nm, 980nm y 1064nm) e 26W de potência. AS PEÇAS DE MÃO MAIS COMPLETAS PARA CADA TRATAMENTO E SITUAÇÃO INDICAÇÕES ONICOMICOSE: Tratamento de fungos e leveduras. PAPILOMAS (Verrugas): Carbonização e coagulação de papilomas periungueais, Subungueais e plantares. ALGIAS: Neuroma de Morton, Fasceíte plantar, Tendinites (por ex. Tendão de Aquiles) CIRUGIA DE UNHAS FÁCIL DE TRABALHAR E COM GRANDES RESULTADOS FORMAÇÃO E SAT Periodista Badía, 13B Dois comprimentos de onda 17 46134 Foios ( Valencia ) (980nm y 635nm) e 10W de potência. Tlf. +34 963627900 [email protected] herbitas.com
Saúemdpeé PODOTALKS Resposta ao caso clínico anterior – Revista n.º 61 Diagnóstico: Pontos-Chave: Dermatofitose vesicobolhosa A tinha do pé é a dermatofitose mais comum dos pés e pode ocorrer em quatro formas clínicas ou A tinha do pé é a dermatofitose mais comum dos pés e em combinação: Crónica hiperqueratósica, Crónica pode ocorrer em quatro formas clínicas ou em combinação: intertriginosa, Ulcerativa aguda e Vesicobolhosa. Crónica hiperqueratósica, Crónica intertriginosa, Ulcerativa aguda e Vesicobolhosa. Na forma vesicobolhosa, o diagnóstico clínico revela a presença de vesículas que se desenvolvem na Na forma vesicobolhosa, o diagnóstico clínico revela a planta dos pés e coalescem formando bolhas; é a presença de vesículas que se desenvolvem na planta forma menos frequente e resulta de uma erupção de dos pés e coalescem formando bolhas; é a forma tinha do pé interdigital; os fatores de risco podem menos frequente e resulta de uma erupção de tinha do ser: calçado fechado e apertado, ambiente húmido pé interdigital; os fatores de risco podem ser: calçado e quente. A forma vesicobolhosa é de tipo agudo, fechado e apertado, ambiente húmido e quente. A forma podendo sobreinfetar com frequência com infeção vesicobolhosa é de tipo agudo, podendo sobreinfetar com bacteriana. frequência com infeção bacteriana. A tinha do pé é a dermatofitose mais comum, porque A tinha do pé é a dermatofitose mais comum, porque a a humidade resultante do suor nos pés facilita o humidade resultante do suor nos pés facilita o crescimento crescimento de fungos. de fungos. Considerar o diagnóstico se os pacientes têm lesões Considerar o diagnóstico se os pacientes têm lesões inter- intertriginosas, ulcerativas, hiperqueratósicas ou vesi- triginosas, ulcerativas, hiperqueratósicas ou vesiculobolho- culobolhosas nos pés. sas nos pés. Considerar também eczema disidrótico, psoríase Considerar também eczema disidrótico, psoríase palmo- palmoplantar e dermatite de contacto alérgica. plantar e dermatite de contacto alérgica. Tratar com antifúngicos tópicos e, ocasionalmente, Tratar com antifúngicos tópicos e, ocasionalmente, orais, orais, bem como medidas de secagem e agentes bem como medidas de secagem e agentes secantes. secantes. 18
SOU PODOLOGISTA... Dra. Joana Silva Dra. Liliana Avidos Docente da Escola Docente da Escola da Cruz Vermelha Superior de Saúde Porque consideras que a Podologia é a melhor profissão de Vale do Ave para ti? Porque consideras que a Podologia é a melhor profissão Porque me sinto realizada sempre que saio de um dia de para ti? trabalho e raramente tenho aquela sensação de que tive a trabalhar imenso, e que foi uma chatice. É um dos meus Não posso dizer com exato rigor que será, efetivamente, a propósitos de vida, melhorar a saúde de quem me procura, e melhor profissão para mim, posso antes afirmar que é uma a Podologia dá-me isso. profissão que me realiza plenamente nos diferentes domínios da minha vida profissional. A Podologia é uma profissão Qual foi a maior mudança que viste na Podologia desde que que me permite uma autogestão do horário laboral, que me começaste a tua carreira de Podologista? oferece uma relação com um público diversificado, que me possibilita uma diversidade de atuações nas suas distintas A regulamentação da profissão com a saída da Lei áreas e que, simultaneamente, me estimula a uma constante n.º65/2014. Consegui afirmar-me mais e mostrar que a evolução científica pelo desafio que o caso clínico constitui. Podologia é realmente autónoma e capaz de atuar em várias A par de tudo isto, é uma profissão que me proporciona um frentes com segurança e legalidade. nível de vida confortável, gerando uma autossatisfação que se reflete em todos os outros domínios da minha vida. Em criança o que gostarias de ser quando te tornasses adulto? Qual foi a maior mudança que viste na Podologia desde que Tenho poucas memórias de criança, pelo menos nesse começaste a tua carreira de Podologista? aspeto, mas diz-me a minha mãe que queria ser professora (talvez porque ela também o era). Mas sei que, ao longo da A maior mudança foi, sem dúvida, no estatuto da figura do vida, sempre quis ser muita coisa, nenhuma delas passava Podologista, pois, apesar de não ter sido uma evolução pela saúde… e agora aqui estou eu! contínua, tendo havido períodos em que senti um declínio em relação ao início da minha carreira, sinto que, atualmente, o Ao longo da tua vida qual o professor que mais te marcou? podologista é uma figura respeitada na sociedade, respeitada na comunidade dos profissionais de saúde e na comunidade Tive muitos de quem me lembro com muito carinho, mas científica e é encarado pelo público em geral como um confesso que me salta à memória a minha professora profissional competente e absolutamente essencial. primária Maria José. Acreditou sempre em mim, deu-me reforços sempre positivos e isso marcou-me imenso. Em criança o que gostarias de ser quando te tornasses adulta? O que mais gostas de fazer no teu tempo livre? Confesso que nunca tive os meus sonhos balizados, fui sempre uma criança de mente inquieta, com aspirações Viajar é uma paixão, dentro ou fora de Portugal. Conhecer flutuantes. No entanto, por influência de uma vida aliada locais novos, comer em restaurantes típicos e com boa aos animais, nutri sempre um fascínio pela área da medicina comida. Mas claro, estar com as minhas filhas e proporcionar- veterinária. -lhes experiências enriquecedoras é o meu melhor momento. Ao longo da tua vida qual o professor que mais te marcou? Se pudesses com quem trocavas de lugar por um dia? Esta é talvez a pergunta mais difícil de responder, não por Assim de repente não me recordo de ninguém, mas não ter um professor que me tenha marcado, mas antes por atendendo ao facto de ser mãe de duas meninas e uma ter muitos que considero absolutamente determinantes na minha vida, assim sendo permitam-me destacar três: 19
Saúemdpeé delas não me deixar dormir, há muito tempo, uma noite inteira A minha professora primária: Conceição Marques, afável no seguida, talvez com alguém que possa dormir 8h a 10h por trato e de olhar terno, a sua atitude calorosa e compreensiva noite. permitiu-me ser muito feliz na escola. Os professores Carlos Vergés e Baldiri Prats, da Universidade Se vivêssemos num mundo de super-heróis qual seria o teu de Barcelona, dotados de uma enorme empatia aliada a um superpoder? amor à Podologia e ao brio nas suas funções, foram decisivos na minha caminhada para o que sou hoje. Trazer mais empatia, compaixão, autenticidade e vulnerabilidade a todas as pessoas. O que mais gostas de fazer no teu tempo livre? Ler, estar sozinha em momentos de paz e introspeção e Qual é o desporto que estás a praticar de momento? caminhar. De momento nenhum. Mas adoraria praticar dança, sendo Se pudesses com quem trocavas de lugar por um dia? que, neste momento, estou a pensar iniciar-me no Yoga. Com um qualquer explorador da National Geographic das áreas da vida animal. Acredito genuinamente que ver o Mundo Qual a comida que mais recordações te traz? na sua forma plena, selvagem e despido das futilidades da humanização seria uma experiência transformadora. Bacalhau à Brás que uma tia minha me fazia quando eu era mais pequena e que me fazia babar, como poucas comidas o Se vivêssemos num mundo de super-heróis qual seria o teu faziam. A que trago com mais carinho não sei se é “comida”, superpoder? mas um lanche que fazia quando morava com os meus pais Mediar conflitos, permitir que nas mais diversas situações de e avós maternos. A minha avó punha um pão com tulicreme divergências eu tivesse o superpoder de colocar cada uma no forno e comíamos de frente ao forno de lenha… hmm… das fações no lugar da outra. que memória boa! Qual é o desporto que estás a praticar de momento? Qual a tua viagem de sonho? Nenhum em concreto, procuro fazer caminhadas e seguir um curto plano de exercícios em casa. Birmânia, Laos e Cambodja. Já fui e voltava amanhã se pudesse… A magia, a energia que se sente. Acho que, Qual a comida que mais recordações te traz? na altura, nem tinha maturidade suficiente para conseguir O típico bacalhau cozido com todos, não só por ser o prato absorver tudo como é merecido. tradicional das noites de Natal e que sempre me remete para as reuniões de família, mas, também, porque era o prato Qual o filme ou série que mais gostaste de ver até hoje? quase diário ao jantar em casa dos meus avós paternos e dos quais tenho muitas saudades. Não sou muito de ver séries ou filmes, porque não tenho muito tempo. Mas um filme que me marcou e que gosto Qual a tua viagem de sonho? sempre de rever, é um cliché, mas…”Dirty Dancing” e claro, a À Tailândia. Percorrer os mercados de rua, contemplar as série “Sex and the City”. É impossível não gostar. paisagens, submergir nos mosteiros e na cultura budista e relaxar uns dias na ilha paradisíaca de Koh Lipe. Qual foi o último livro que leste? Qual o filme ou série que mais gostaste de ver até hoje? Ultimamente, começo alguns livros e raramente consigo Foram muitos os filmes que, pelas mais diversas razões, me terminar. Mas, estou a ler o “Poder da transformação”, da marcaram, ainda assim, destaco um recente, que põe a nu Monja Coen, e D. Maria I, da Isabel Stilwell. Um dos últimos o árduo caminho que antecede uma vida estável e evidencia que me recordo de ler até ao fim foi “O cérebro da criança”, do o esforço e perseverança que são necessários para não se Daniel Siegel, porque tudo o que diz respeito a parentalidade perder a dignidade até se conseguirem alcançar os objetivos. e desenvolvimento neurológico das crianças é uma área que “Em busca da felicidade” é exímio nessa missão. me cativa muito. Qual foi o último livro que leste? Qual a frase ou palavra que melhor define a tua vida? “A Ilha” de Vitoria Hislop, uma deslumbrante reflexão sobre a volatilidade das circunstâncias de vida, do quão Neste momento, tenho tentado colocar em prática uma frase efémera pode ser a riqueza, e, simultaneamente, faz uma que me disseram há muito tempo, e que por causa de um contextualização histórica da pandemia por lepra, o que, no trabalho muito íntimo sobre desenvolvimento pessoal me faz atual contexto pandémico, traz à narrativa uma atualidade cada vez mais sentido – Viver o Presente! quase inquietante. Qual a frase ou palavra que melhor define a tua vida? Sem dúvida, a palavra “autenticidade”. 20
PODOLOGIA NOS 5 CONTINENTES Esta rubrica sobre a Podologia nos cinco continentes é da responsabilidade do corpo editorial e procura fazer uma breve revisão sobre o que se pode ler na web, nos últimos três meses, sobre a Podologia. Para tal, recorremos a informações disponíveis em sites de associações profissionais, jornais e revistas da especialidade e blogs. EUROPA Na Revistapodologia.com podemos encontrar: David G. Armstrong, Ph.D., Andrew J.M. Boulton, M.D., and Sicco A. Bus, Ph.D. falam sobre as úlceras do Pé Diabético e a sua recorrência, que referem ser elevada, mas que poderá diminuir quando existe uma atenção e acompanhamento adequado. A recorrência das úlceras, sobrecarrega as complicações do utente e aumenta a necessidade de acompanhamento a nível hospitalar, além disso diminui a qualidade de vida do utente. 21
Saúemdpeé No The Diabetic Foot Journal: • Gerardo Víquez-Molina, José María Rojas-Bonilla, María Eugenia López-Valverde e Javier Aragón-Sánchez fazem uma análise sobre fatores associados com as falhas no tratamento conservador de osteomielite no pé diabético, em que foram cirurgicamente retiradas porções de osso com osteomielite, mas tentando preservar o máximo tecido possível e evitar a amputação. A remoção seguida de cicatrização por segunda intenção resultou de forma segura, em aproximadamente 75 por cento dos casos, sendo aos casos com evolução mais complexa associada a presença de pseudomonas nas culturas ósseas e infeções nos tecidos moles. Com mais do que um autor, foram publicam artigos sobre os cuidados ao diabético, quer nos ensinamentos ao utente e familiares, através de questionários, fóruns, vídeos e posters educativos, bem como em plataformas digitais de acesso simples. Também se fala sobre diapositivos de alívio de sobrecargas que costumam ser aplicados a nível hospitalar e em clínicas e que, devido ao receio dos utentes, derivado da pandemia, não estão a poder ser aplicados como era habitual, tentando procurar soluções eficazes, para tentar obter resultados semelhantes à distância. • Dr. Robert G Frykberg e Jaminelli Banks falam sobre a artroplastia de keller e realizam um estudo retrospetivo sobre a cura para a ulceração do hallux em casos de hallux limitus e hallux valgus degenerativo. Através do encurtamento do hállux conseguiu prevenir a ulceração e impedir a sua recorrência, com bons índices de satisfação por parte dos utentes e poucas complicações pós-cirúrgicas. EUROPA Na Revista Espanhola de Podologia: • Sara León Sánchez, Víctor Manuel Jiménez Cano e Alfonso 22 Martínez Nova efetuaram uma avaliação da temperatura em vários pontos do pé da mulher durante o ciclo da menstruação, sendo detetado um aumento ligeiro da temperatura no médiopé, algo que se poderia traduzir em potenciais alterações dermatológicas. • A revista fala, também, numa avaliação da mobilidade do primeiro raio, em indivíduos com hallux limitus, comparativamente a indivíduos com um pé normal, em que os autores Priscila Távara-Vidalón, Guillermo Lafuente Sotillos e Pedro V. Munuera-Martínez, concluem que o movimento de dorsiflexão realmente apresenta maior amplitude, comparativamente ao movimento de planta-flexão no grupo de indivíduos com hallux limitus, mas comparando os dois grupos, no que diz respeito ao movimento completo, a amplitude mostra-se similar, sem grande oscilação entre ambos os grupos. • “Test de estudio biomecánico en niños y adolescentes: una revisión sistemática” dos autores María Gámez Guijarro, Ana Belén Ortega Ávila, Gabriel Gijón Noguerón e Carlos Martínez Sebastián fez uma análise aos testes mais frequentemente utilizados, para analisar as alterações de marcha e anatómicas no pé pediátrico, que é algo frequente na consulta de Podologia. Após a análise, concluiu-se que o heel rise test e o foot posture index – 6 são os mais comummente verificados, embora não apresentem uma grande fiabilidade. Os autores recomendam que seja feita mais investigação e com mais rigor, no sentido de obter dados mais objetivos e, como tal, embora se possam aplicar vários testes em consulta se devam analisar os resultados dos testes com precaução.
Na última edição da revista JAPMA, entre os vários artigos publicados, encontramos: • Daniel T.P. Fong, Marabelle Li-wen Heng, Jing Wen Pan, Yi Yan Lim, Pei-Yueng Lee, Pui Wah Kong discursam sobre a possibilidade de monitorizar a evolução de hallux valgus, através do registo fotográfico em app criada para o efeito com bastante fiabilidade. • Edem Allado, Mathias Poussel, Isabelle Chary-Valckenaere, Clément Potier, Damien Loeuille, Eliane Albuisson e Bruno Chenuel analisaram a capacidade das ortóteses impressas em sistema de 3d conseguirem dar uma resposta eficaz às necessidades do podologista, mostrando-se uma alternativa que dá resposta a uma grande parte de patologias. • Outro trabalho teve como objetivo caracterizar e quantificar o apoio dos dedos dos pés numa população psiquiátrica, por meio da análise da influência dos medicamentos psicotrópicos e dos parâmetros de apoio dos pés e na prevalência de quedas. • Existe, também, um artigo que faz uma análise sistemática e fala-nos sobre a aplicação das ondas de choque no tratamento de lesões músculo-esqueléticas do pé e tornozelo com bons resultados e, praticamente, sem efeitos secundários, podendo ser utilizadas em combinação com outros tratamentos. O Foot and ankle Specialis (FAS) apresenta: AMÉRICA • Um artigo onde se admite que a amputação pode ser uma opção, devido à atenção e cuidados prestados à lesão do doente diabético serem tardios. • Neuroma de Morton em que se menciona que a cicatriz dolorosa e dor neuropática são complicações comuns do tratamento operatório do neuroma de Morton. Uma reinervação muscular direcionada é uma técnica que demonstrou eficácia na prevenção e no tratamento de neuroma, dor neuropática e dor em membro fantasma em amputados, sendo considerada uma opção provavelmente viável para esta patologia. • Artigo que tenta analisar vários fatores de risco associados e a incidência de entorses da tibiotársica em jogadores de elite e basquetebolistas. A revista the foot apresenta: • Keisuke Hirakawa, Masahiro Tsutsumi e Shintarou Kudo que investigam a relação entre a espessura do ligamento calcaneonavicular plantar e a fáscia plantar em pacientes que apresentam fasceíte plantar. Embora se tenha comprovado que o estreitamento estava negativamente associado ao espessamento da fáscia plantar, através da avaliação ecográfica, foi possível concluir que o uso inicial de suportes plantares poderá prevenir a fasceíte plantar. • “Tumores e pseudotumores do pé e tornozelo: Lesões Ósseas” dos autores Matheus Martins Cavalcante, Cláudio Régis Sampaio Silveira, Cristiane Rocha da Costa, Daniel Gurge Fernandes Távora, Carlos Henrique Maia Ferreira Alencar, Manuel Joaquim Diógenes Teixeira e Avneesh Chhabra, que tentam estabelecer uma relação com diagnósticos diferenciais, mais e menos comuns, sinais clínicos e exames radiológicos. • Os autores Jude C. Nduka, Kimberly Lam, Coonoor R. Chandrasekar realizam uma análise a fibromas plantares que é uma lesão comum, mas que se não for devidamente analisada, poderá ser confundida com um sarcoma, referindo que se deve realizar uma ressonância magnética sempre que a lesão apresentar vascularização, para uma melhor caracterização. • Foi desempenhado, também, um estudo que envolveu o uso de suportes plantares pré-fabricados, ligeiramente personalizados, no aumento do arco longitudinal interno e amortecimento na zona metatarsal. Foram utilizados em pacientes portadores de artrite reumatoide, com bons resultados a nível da distribuição do apoio plantar, diminuindo a pressão na zona metatarsal e calcanhar e aumentando a pressão no mediope. Foi a conclusão obtida após análise com sistema pedar-X, depois de 1 mês da aplicação dos suportes plantares. 23
Saúemdpeé Na Podiatry Managment: • Num artigo da AAPPM, surge uma ideia de monitorização do doente diabético à distância, através de dispositivos que podem ser colocados no calçado e que recolhem dados para partilhar remotamente com o clínico que acompanha o utente, permitindo, assim, calcular se o calçado é adequado ao pé, monitorizar a temperatura, pontos de pressão, tentando, desta forma, impedir as lesões, sobretudo, as úlceras. O artigo aborda duas alternativas, umas meias ou uns suportes plantares e, apresenta-se como um serviço a ser desenvolvido, especialmente, nesta altura de pandemia, evitando algumas idas ao consultório. • Noutro artigo, o Dr. Alan Bass pronuncia-se sobre a importância da comunicação eficaz com o utente, a importância de explicar como funciona a lesão, qual será o objetivo do tratamento e as alternativas. Seja por um tratamento cirúrgico ou biomecânico é importante que o utente tenha noção do que se pretende. A Foot & Ankle Clinics dá destaques a artigos na área da Pediatria, nomeadamente, um artigo de Maurizio De Pellegrin, sobre “Deformidade do tornozelo do pé na criança”, outro de Leonard Doederlein sobre “O pé pediátrico nas doenças neurológicas” e, ainda, um de Kirienko et al., sobre “Técnica de Ilizarov em distúrbios pediátricos graves do pé.” No International Journal of Foot and Ankle podemos verificar que, no último mês, foram publicados dois artigos: • “Doença primária de Rosai-Dorfman em mulher de 39 anos com manifestação de lesão tibial óssea: relato de caso e revisão da literatura”, de Jasmin Mansoori, Ivana O Akinyeye, Michael A Sobolevsky e Robert H Quinn. A doença de Rosai-Dorfman (RDD), também, conhecida como histiocitose sinusal com linfadenopatia maciça (SHML), é uma patologia muito rara e benigna de etiologia desconhecida com <10 por cento de envolvimento ósseo. • “Subluxação bilateral do tendão peroneal de uma adolescente com correlações de ressonância magnética”, de Daniel R Barr, Nicholas L Newcomb e McCall G McDaniel. A subluxação peroneal é relativamente rara e comumente diagnosticada como entorse de tornozelo. Devido à sua raridade, a incidência de subluxação é desconhecida, mas foi observada com mais frequência em adultos jovens. A subluxação peroneal em pacientes pediátricos é muito rara e a subluxação bilateral é ainda mais rara. ÁSIA No JOURNAL OF FOOT AND ANKLE SURGERY, entre os vários artigos publicados, destacamos: • “Experiência clínica com recessão cirúrgica do gastrocnémio, em caso de fasceíte Plantar Crónica”, de Rahul Upadhyay, Jitesh Jain e Divyanshu Goyal, no qual se verificou que recessão do gastrocnémio feita para o estreitamento isolado do gastrocnémio, causando fascite plantar crónica, proporciona melhoria estatisticamente significativa, sem maiores complicações num curto período de recuperação. • “A reparação do tendão de Aquiles por técnica minimamente invasiva, confere uma recuperação mais rápida e menores complicações quando comparada com reparação do tendão de Aquiles em campo aberto”, de Akshay Padki, Gideon JW Cheok, Bryan Loh, Nicholas EM Yeo e Kevin Koo, no qual, foram comprovados estes dois fatores de melhoria da cirurgia MIS, face à de campo aberto. Na Clinics in Podiatric Medicine and Surgery Clinics in Podiatric Medicine and Surgery encontram-se publicados artigos: • “Coalizões do tarso”, de Gan Golshteyn e Harry P. Schneider, no qual, após uma descrição, refere os tipos mais comuns, quais os tratamentos conservadores indicados, assim como os cirúrgicos. • “Lesões desportivas pediátricas”, de Joshua Strassberg e Aamir Ahmed, no qual é evidenciada a suscetibilidade de ocorrência de lesões de sobreuso em idade pediátrica, nomeadamente a nível do pé tornozelo e perna. Este mesmo artigo refere que apesar de, na maior parte dos casos, o tratamento de eleição ser o conservador, há lesões específicas que apresentam maior sucesso de tratamento com tratamento cirúrgico. 24
No Journal of Foot and Ankle Research, o Jornal Oficial da OCEÂNIA Australian Podiatry Association apresenta: No Podiatry Today existem artigos publicados de • Hyo Jeong Yoo, Hye Sun Park, Dong-Oh Lee, Seong áreas diversas, nomeadamente, a nível da cirurgia, Hyun Kim, Gil Young Park, Tae-Joon Cho e Dong Yeon dermatologia, podologia desportiva e calçado, dos Lee, sobre “Comparação da cinemática, repetibilidade quais destacamos: e reprodutibilidade de cinco modelos de pés • O artigo de Tracey C. Vlahovic, sobre “Mitos multissegmentares (MFMs) diferentes”, após no qual se verificou que nas mesmas condições, girar o segmento em dermatologia podiátrica”, no qual foca os de acordo com o ângulo de deslocamento apropriado mitos relacionados com os diversos tipos de obtido da medição radiográfica ou goniométrica tratamento das onicomicoses, desde tratamentos aumentou a confiabilidade, mas todos os MFMs tiveram caseiros, à avulsão completa das unhas e efeitos confiabilidade clinicamente aceitável, em comparação causados no fígado, pela medicação oral, todos com estudos anteriores. Além disso, em alguns modelos, devidamente consubstanciados por estudos especialmente HF varo/valgo, apresentaram diferenças científicos. na ADM e nos pontos do ângulo de pico, mesmo sem • E outro artigo, escrito pela mesma autora, sobre: diferença estatística nas curvas do SPM. Portanto, “Os 10 principais alergénios de contato em calça- com base nos resultados deste estudo, os médicos e dos”, no qual evidência os principais alergénios, pesquisadores envolvidos na avaliação da disfunção do nomeadamente, o couro, a borracha e os adesi- pé e tornozelo, precisam compreender as características vos. Bem como ressalva as meias como possível específicas de cada MFM, para tomar decisões precisas. causa de dermatite de contacto e não só o calça- do per si. É abordada, ainda, a apresentação clí- • “Novos sistemas de referência anatómica para os ossos nica da dermatite, a epidemiologia, fisiopatologia, do complexo do pé e tornozelo: definições e exploração diagnóstico diferencial e vias de tratamento. das condições clínicas”, publicado por Michele Conconi, Alessandro Pompili, Nicola Sancisi, Alberto Leardini, Stefano Durante & Claudio Belvedere, no qual propõem a partir de uma abordagem morfológica, criar um novo sistema de referência anatómica para esses ossos, com o objetivo de serem altamente repetíveis, consistentes entre os indivíduos, clinicamente interpretáveis e, também, adequados para uma descrição cinemática sólida. • “O ângulo interfalangeano como uma nova ferramenta de medição radiológica para neuroma de Morton - um estudo caso-controlo”, publicado por Martin Zaleski,Timo Tondelli, Sandro Hodel, Dominic Rigling e Stephan Wirth, no qual concluíram que um aumento do ângulo interfalangeano, deve ser considerado no diagnóstico de Neuroma de Morton. ÁFRICA Nos últimos três meses do ano não houve desenvolvimentos na Podologia Sul Africana. Com esta resenha, esperamos ter sido capazes de vos dar uma ideia sobre o que se falou nos cinco continentes, nos últimos três meses. 25
Saúemdpeé EVENTOS INTERNACIONAIS JANEIRO Faculty of Podiatry Surgery Conference. Spring days of AFCP. De 16 a 18 março de 2022; De 12 a 14 de maio de 2022; V Jornada Internacional de Reconstruc- Daventry, UK - Presencial Barcelona - Presencial ción Estética de la Lámina Ungueal em Podologia. ABRIL Primeros auxilios y des.situaciones de De 01 de janeiro a 01 de março de 2022; urgência em podologia. Universidade Complutense de Madrid ACPM- updates in diabetes and 14 de maio de 2022; Murcia - - Online wounds: pratical pearls. Presencial De 02 a 06 de abril de 2022; APM Annual Conference 2022. Online Stepping forward- leading the way- Biomechanics and kinetics. The Foot in podiatry institute women-centric Motion. Staffordshire conference on clinical conference. 14 de janeiro de 2022; Sliema, biomechanics. De 12 a 15 de maio de 2022; Malta - Presencial De 21 a 23 de abril de 2022; Murcia - Presencial/Online Stoke-on-Trent, UK - Presencial/Online Soft Tissue Lumps and Bumps. Kent state- foot and ankle renaissance. 17 de janeiro de 2022; International conference on gait De 26 a 28 de maio de 2022; The Society Chiropodists and implications and podiatry. Florence, Italy - Presencial Podiatrists of Ireland - Online 22 e 23 de abril de 2022; New York - Presencial FIP-AGM 2022. Association of NY 22 Podiatric Clinical Conference podiatrists of Malta. and Exhibition. Actualización em prevención e De 31 de maio a 01 de junho de 2022; De 20 a 23 de janeiro de 2022; tratamento do pé diabético. Colegio Malta - Presencial New York - Presencial oficial de podólogos de Galicia. 23 de abril de 2022; Santiago de JUNHO FEVEREIRO Compostela - Presencial Faroe Islands-International foot and Imaging of the Foot and Ankle and its Hallanzgos radiológicos de los tumores ankle congress. Clinical Application and Implications for óseos: criterias de benignidad y De 02 a 04 de junho de 2022; the At-Risk Foot. malignidade em rx. Colegio profesional Denmark - Presencial 09 fevereiro de 2022; The Society de podologia de la comunidade de Chiropodists and Podiatrists of Ireland Madrid. Isokinetic conference XXIX edition. - Presencial 23 de abril de 2022; Football medicine. The player´s voices. Madrid - Presencial De 04 a 06 de junho de 2022; 35th Annual Lake Tahoe Seminar. Lyon, France - Presencial De 10 a 12 de fevereiro de 2022; APMA Coding seminar. Presencial 23 de abril de 2022; Online Advanced peripheral nerve course- AENS. I Jornada Ecografía del Pie y Tobillo. FABI- Foot and ankle business De 03 a 05 de junho de 2022; De 18 a 19 de fevereiro de 2022; innovations. Maine, USA - Presencial Valencia - Presencial De 22 a 24 de abril de 2022; Online Ecografía, intervencionismo ecoguiado MARÇO Diabetic limb salvage conference. y unidad deal dolor em el pie. De 27 a 30 de abril de 2022; Online De 10 a 12 de junho de 2022; 24th Annual Georgia Summit. Murcia - Presencial De 3 a 5 de março de 2022; MAIO Georgia - Presencial Neurodesarrollo y pie neurológico Foot and ankle show digital. infantil. Colegio oficial de podólogos de Chaussage du Pied Diabétique. 01 de maio de 2022; Online la comunidade de Valencia. 11 de março de 2022; 11 de junho de 2022; Lausanne, Société Suisse des XXXVII jornadas de actualización Valencia - Presencial Podologues - Presencial podológica 2022 – “De la podologia a la podiatría”. Vascular annual meeting. Prescribing foot Orthoses for the 07 de maio de 2022; De 15 a 18 de junho de 2022; At-Risk Foot- Material selection and Madrid - Presencial Boston, USA - Presencial medical device regulations. 14 de março de 2022 (online) e 25 de The Malvern Diabetic foot conference. Podiatric ultrasound. março de 2022 (workshop presencial; De 11 a 13 de maio de 2022; 18 e 19 de junho de 2022; The Society Chiropodists and Worcestershire, UK - Presencial Tamworth, UK - Presencial Podiatrists of Ireland 26
IMPRENSA NACIONAL 27
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