Saúemdpeé Número 60 | Trimestral | Abril 2021 PANDEMIA COVID-19 IMPÕE DIFICULDADES: “Vamos manter acesa a chama da Podologia” Manuel Portela, presidente da APP SOU PODOLOGISTA… PODOLOGIA Conheça as visões NOS CINCO CONTINENTES… de uma especialista Saiba o que se passa e de uma estudante de Podologia em todo o mundo
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Saúemdpeé Manuel Azevedo Portela Presidente EDITORIAL A Comunicação com a Sociedade é imprescindível Caros Colegas, A Revista da Associação Portuguesa de Neste início de ano estamos a planear di- Podologia é um órgão oficial da APP e, ferentes atividades face à evolução do para- como tal, publica toda a informação que digma atual, de forma a que os podologistas considera de relevo para os podologistas e se sintam incluídos no projeto APP. para o exercício da sua atividade. A Revista “Saúde em Pé” é um canal de comunicação Queremos, entre outras iniciativas, dinami- imprescindível dos podologistas. zar o projeto “Sou Podologista” que será um espaço de entrevista aos podologistas com Um excelente canal de comunicação que a perspetiva de testemunho dos colegas. deve ser valorizado pelos podologistas, pelos parceiros científicos, sócios e institucionais. Pretendemos criar dinâmicas interativas, A revista “Saúde em Pé” representa os va- discussão de casos clínicos, partilha de lores da Podologia, transparência, rigor, ino- opiniões de outros profissionais de saúde e vação, pioneirismo, persistência e resiliência. atualização dos eventos de formação e cien- tíficos de forma antecipada e permitir que os A “Saúde em Pé” edita quatro números podologistas viajem pelo mundo da Podolo- anuais com temas relevantes de diferentes gia além-fronteiras pelo pé da sua revista. contextos, realidades e interesses. Estamos num momento marcante de reestruturação A revista tem um novo corpo editorial da res- da revista em termos de conteúdos, grafis- ponsabilidade do CIAPP – Centro de Investi- mo e parcerias. gação da Associação Portuguesa de Podolo- gia, que está motivado e empenhado em dar Pretendemos que os seus conteúdos uma nova vida à revista “Saúde em Pé”. abordem temas nacionais e internacionais sobre a saúde do pé, dinamizando o conhe- A revista “Saúde em Pé” ficará disponível em cimento entre podologistas e as melhores formato físico e digital de forma a que chegue práticas internacionais de Podologia e me- mais longe através de diferentes canais. dicina podiátrica. Votos de um Bom Ano de 2021. Um Novo Ano, com novos desafios face às dificuldades impostas pela pandemia, Um Abraço a todas e a todos os podolo- mas que vamos, com a mesma força e in- gistas. tensidade que nos caraterizam, transformar em oportunidades e vamos manter acesa a Manuel Azevedo Portela chama da Podologia. 3
Saúemdpeé ÍNDICE 03 EDITORIAL FICHA TÉCNICA da Revista Saúde em Pé Revista da Associação Portuguesa de Podologia 04 ÍNDICE DA REVISTA DIREÇÃO 05 POR FALAR EM COVID-19: FAZ SENTIDO Diretor: Manuel Azevedo Portela, MsC PENSAR EM STRESS PSICOLÓGICO Diretor-adjunto: Miguel Oliveira, PhD E SISTEMA IMUNITÁRIO? CONSELHO EDITORIAL Artigo de Opinião da Dr.ª Ana Rita Presa Presidente do Conselho Diretivo da APP Médica de Imunoalergologia do Centro Hospitalar Presidente da Mesa da Assembleia-Geral da APP Presidente do Conselho Fiscal da APP Vila Nova de Gaia/Espinho Coordenador do CIAPP - Centro de Investigação da APP 06 NOTÍCIAS APP Coordenador do Centro de Formação da APP Resultados dos inquéritos Editores Responsáveis Miguel Oliveira, PhD (Podologista, Professor Adjunto da CESPU, Coordenador do Mestrado 08 ARTIGO CIENTÍFICO em Podiatria do Exercício Físico e do Desporto) Manuel Azevedo Portela, MsC (Podologista, Onicomicoses – Revisão da literatura Professor Adjunto da CESPU, Coordenador do Onicomycosis – Literature review Curso de Podologia e do Mestrado em Podiatria Oliveira, F.M., Moreira, A., Godinho, J., Bica, J. & Avidos, L. Infantil) 19 PODOTALKS Editores Associados Luciana Garcia, MsC (Podologista, Mestre em Caso clínico Podiatria Clínica) Duarte Pinheiro, MsC (Podologista, Mestre em Podiatria Clínica) 20 SOU PODOLOGISTA Comissão Editorial Assessora Ana Silva, MsC (Podologista, Mestre em Desenvolvimento da criança na variante 21 PODOLOGIA NOS CINCO CONTINENTES de Desenvolvimento Motor) Jani Magalhães, Lic. (Podologista) Jorge Freitas, MsC (Podologista, Mestre em Podiatria Infantil) 28 EVENTOS INTERNACIONAIS Luísa Borges, MsC (Podologista, Mestre em Podiatria Clínica) Miguel Mota, MsC (Podologista, Mestre em Podiatria Clínica) 28 ECOS DA IMPRENSA Sara Vieira, MsC (Podologista Mestre em Podia- tria Desportiva) PAGINAÇÃO Miligrama Comunição em Saúde, Unipessoal, Lda. PROPRIEDADE Associação Portuguesa de Podologia Sede Av. da Boavista, 80 Sala 20 4050-112 Porto, Portugal NIPC 504453262 Depósito legal 471631/20 Periodicidade Trimestral Distribuição Gratuita Tiragem 2500 exemplares 4
OPINIÃO POR FALAR EM COVID-19: FAZ SENTIDO PENSAR EM STRESS PSICOLÓGICO E SISTEMA IMUNITÁRIO? Ana Rita Presa Médica de Imunoalergologia do Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia/Espinho Nunca uma doença teve tanto protagonismo nas Outras, mesmo, viram os seus empregos serem nossas vidas como a COVID-19 teve no último ano. condicionados ou perdidos. Até à data da redação deste artigo, o vírus SARS- CoV-2 infetou mais de 120 milhões de pessoas em todo o Embora já tenha havido no passado outras pandemias, mundo, tendo havido, infelizmente, mais de 2,5 milhões de esta é uma situação nova para a sociedade atual e, como mortes. é compreensível, com grandes níveis de stress associados. Alguns estudos já se debruçaram na medição dos níveis A COVID-19, declarada como pandemia a 11 de março de de stress psicológico das pessoas. Os dos profissionais de 2020, teve (e tem) um grande impacto na vida das pessoas, saúde e outros trabalhadores da chamada “linha da frente” tendo-se tornado uma grande ameaça à saúde, quer física, parecem ser relativamente superiores, quando comparados quer mental. A nível físico, a doença COVID-19 pode originar com os dos da população geral. Ainda assim, mais do que um largo espetro de sintomas, desde sintomas respiratórios a profissão, a suscetibilidade individual parece ser altamente ligeiros, que se assemelham a uma simples constipação, variável, relacionando-se, por exemplo, com a idade, a até a casos de infeções respiratórias mais graves, com presença de outras doenças e, até, com as estratégias necessidade de entubação. Existem aquelas pessoas individuais de lidar e ultrapassar situações novas. que, por sua vez, não manifestam qualquer sintoma. A nível da saúde mental, a COVID-19 foi responsável por um A associação entre emoções e doença já é debatida desde marcado aumento do stress psicológico. Por um lado, pela há muitas centenas de anos, mas esta tem sido explicada doença propriamente dita: pelo medo de se ser infetado, nas últimas décadas com o avanço ao nível da biologia pela incerteza no desfecho, em caso de infeção, pelo celular e molecular, genética, neurociências, e até com risco de infetar outras pessoas e ser-se, involuntariamente, estudos de imagem cerebral. Em situações de stress existe responsável pela doença de outros. Por outro lado, pelas libertação de substâncias ao nível do sistema nervoso que, consequências da principal medida governamental de por sua vez, se ligam a recetores existentes nas células do combate à pandemia aplicada - o confinamento. As sistema imunitário, modulando a sua função. pessoas viram-se obrigadas a alterar hábitos, mudar rotinas e cancelar projetos. Tiveram que diminuir o contacto social. O stress psicológico tem sido ligado a uma desregulação do sistema imunitário, embora este efeito não pareça trans- versal a todas as pessoas e em todas as situações. Se o 5
Saúemdpeé stress agudo parece da saúde têm-se deparado com a exacerbação de doenças aumentar a resposta que estariam, até então, relativamente “adormecidas” ou imunitária, no stress controladas, havendo a suspeita que o sistema imunitário crónico esta respos- pudesse estar comprometido. Face ao atual contexto de ta imunitária parece pandemia, com o aumento dos níveis de stress psicológico ser comprometida. da população, e à luz do conhecimento atual, penso que faz Estudos revelam que sentido aceitarmos a hipótese de o sistema imunitário poder estar mais debilitado e surgirem novas doenças ou, como em situações de stress dito antes, agravarem outras pré-existentes. crónico existe um aumento da probabilidade de desenvolvi- Todos os dias inúmeros estudos são publicados, no sentido mento de novas doenças, bem como do agravamento de de se compreender melhor a COVID-19. Hoje sabemos condições pré-existentes, como, por exemplo, reativação de bem mais do que há um ano, mas muitas dúvidas ainda vírus latentes. permanecem pelo que, provavelmente, só nos próximos meses/anos se encontrarão respostas. Neste último ano de pandemia, muitos profissionais na área 6
NOTÍCIAS APP INQUÉRITO FORMAÇÃO APP (101 respostas) TOP 10 Formações Formato das formações: 54,5% - Componente teórica em formato webinar e prática 47,5% Curso de Anestesia e Infiltração nas instalações da APP 41,6% Curso de Biomecânica Carga horária da formação: 38,6% Curso de Ortopodologia 37,6% - 8 horas de carga horária 35,6% Curso de Posturologia 23,8% - 16 horas de carga horária 35,6% Curso de Laser 34,7% Curso de Ecografia Qual o investimento previsto para formação durante o 32,7% Curso de Ortonixias e Reconstrução Ungueal ano de 2021? 30,7% Curso de Farmacologia 49,5% afirma não ter valor predefinido Curso de Podopediatria 24,8% afirma ter intenção de gastar entre 100 a 200€ Curso de Suporte Básico de Vida + DAE Melhor horário para a formação? 38,6% ao fim-de-semana, em qualquer horário 23,8% apenas ao sábado, em qualquer horário 18,8% durante a semana depois das 21 horas 7
Saúemdpeé NOTÍCIAS APP Questionário sobre a Revista Saúde em Pé (68 respostas) Recebe a revista Saúde em Pé? Que temas lhe parecem importantes abordar na revista? (resposta aberta) 88,2% - sim 11,8% - não 30,9% Casos Clínicos 25% Tudo relacionado com a Podologia Quanto tempo dispensa à sua leitura/visuali- zação? 23,5% Artigos científicos O tempo necessário à sua leitura integral - 75% 6% Biomecânica Menos de 10 minutos - 17,6% 6% Pé Diabético Todo o tempo necessário para ler os artigos do meu interesse - 5,9% 4,4% A evolução da Podologia em Portugal Cerca de 30 minutos - 1,5% 4,4% Formações Quais os temas que lhe suscitam mais 3% Podologia Desportiva interesse? 3% Cirurgia Artigos científicos e casos clínicos - 97,1% Formações da APP - 61,8% 3% Inovação Eventos da APP - 44,1% 1,5% Comunicação aos sócios Publicidade - 22,1% 1,5% Conceitos de saúde pública e educação para a saúde 8
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Saúemdpeé ARTIGO CIENTÍFICO ONICOMICOSES – REVISÃO DA LITERATURA ONICOMYCOSIS – LITERATURE REVIEW Oliveira, F.M.1 , Moreira, A.2 , Godinho, J.3 , Bica, J.4 e Avidos, L.5 1 Podologista, Professor Adjunto da ESSVA. Doutor em Engenharia Biomédica pela FEUP-UP; Mestre em Psicologia da Dor pelo ISCS-Norte. Coordenador do Curso de Mestrado em Podiatria do Exercício Físico e do Desporto na CESPU e Professor no Curso de Máster em Podologia Infantil da Universidade de Barcelona. Coordenador e Investigador do Centro de Investiga- ção da Associação Portuguesa de Podologia (CIAPP) e Investigador do IINFACTS-CESPU. [email protected]; [email protected] 2 Podologista, Mestre em Podiatria Clínica ESSVA – IPSN - CESPU; Podologista da Clínica Pedra Maria, Lda [email protected] 3 Podologista, Licenciado ESSVS - IPSN – CESPU Podologista da Clínica Affidea Évora - CDI e Clinibeja [email protected] 4 Podologista; Mestre em Podiatria Infantil ESSVS – IPSN - CESPU; Diretor Clínico Jorge Bica Podologia; Investigador do Cen- tro de Investigação da Associação Portuguesa de Podologia (CIAPP). [email protected] 5 Podologista. Professora Coordenadora ESSVA-CESPU. Doutorada pela Universidade de Vigo. Coordenadora do Curso de Mestrado em Podiatria Clínica na CESPU e Professora no Curso de Máster em Podologia Infantil da Universidade de Barcelo- na. Investigadora do CIAPP e IINFACTS-CESPU. [email protected]; [email protected] RESUMO: O presente artigo pretende de Internacional de Micologia Humana dever-se apenas a maior diagnóstico, fazer uma revisão de literatura relativa- e Animal considera que o termo onico- fruto de maior atenção da população mente à onicomicose, pois trata-se de micose deva ser substituído por tinea às alterações das unhas. As apresen- uma patologia muito frequente e que, unguium, quando o agente causal for tações clínicas da onicomicose são apesar de amplamente descrita, encon- dermatófito; oniquia quando o agente classificadas de acordo com a localiza- tra ainda algumas disparidades no que for levedura, candidíase ungueal se fo- ção, extensão e coloração das lesões. concerne à sua definição, contextualiza- rem leveduras do género Candida as A epidemiologia das onicomicoses ção e até abordagens terapêuticas. responsáveis pelas lesões e micose un- pode ser influenciada pelo clima, hábi- gueal, ou simplesmente onicomicose as tos de vida e patologias concomitantes Onicomicose é o termo mais consen- infeções produzidas por outros agentes dos indivíduos. Dado que, várias doen- sual para designar a infeção das unhas não dermatófitos, nem leveduras. Ape- ças têm expressões clínicas similares causadas por fungos como leveduras, sar desta definição ser pertinente, já que à onicomicose, o exame laboratorial dermatófitos e fungos filamentosos não tem em conta o agente causal, neste ar- é fundamental ao correto diagnóstico, dermatófitos, constituindo uma infeção tigo não será adotada em pleno, já que, sendo a correlação clinico-laboratorial muito frequente tanto em população tratando-se de uma revisão de literatura, crucial para o sucesso terapêutico, imunocompetente como imunocompro- julgou-se ser mais adequada a designa- já que a alta queratinização da unha, metida. A onicomicose, assim definida, ção mais universal da patologia, ou seja, constitui por si só um enorme desafio à representa 20% das doenças das unhas onicomicose como infeção fúngica da farmacocinética de qualquer agente tó- e é uma das mais frequentes causas de lâmina ungueal. pico, o diagnóstico deve ser assertivo. onicopatias em todo o mundo, sendo os pododactilos a sua localização mais A incidência de onicomicose tem vin- PALAVRAS-CHAVE:PODOLOGIA,ONI- comum. Não obstante o consenso na do a crescer, contudo há autores que COMICOSE, PODODACTILOS, TINEA definição de onicomicose, a Socieda- alertam que esse crescimento poderá UNGUIUM, MYCOTA 10
ABSTRACT: This article intends to national Society for Human and Ani- be due only to a greater diagnosis, as a make a literature review regarding mal Mycology considers that the term result, of greater population attention to onychomycosis, as it is a very frequent onychomycosis should be replaced nail changes. The clinical presentations pathology and, although widely des- by tinea unguium, when the causative of onychomycosis are classified accor- cribed, it still finds some disparities re- agent is dermatophyte; onychia when ding to the location, extent and the co- garding its definition, contextualization, the agent is yeast, nail candidiasis if lor of the lesions. The epidemiology of and even therapeutic approaches. yeasts of the genus Candida are res- onychomycosis can be influenced by ponsible for nail lesions and mycosis, the climate, lifestyle, and concomitant Onychomycosis is the most con- or simply onychomycosis infections pathologies of individuals. Given that, sensual term to designate the infec- produced by other non-dermatophyte several diseases have clinical expres- tion of nails caused by fungi such as agents, nor yeast. Although this defini- sions similar to onychomycosis, the yeasts, dermatophytes, and non-der- tion is pertinent, since it takes into ac- laboratory examination is fundamental matophyte filamentous fungi, cons- count the causal agent, this article will to the correct diagnosis, being the clini- tituting a very frequent infection in not be fully adopted, since, in the case cal-laboratory correlation crucial for the both the immunocompetent and the of a literature review, it was conside- therapeutic success, since high kerati- immunocompromised population. red to be more appropriate the more nization of the nail, constitutes in itself a Onychomycosis, thus defined, re- universal designation of the pathology, huge challenge to the pharmacokineti- presents 20% of nail diseases and is that is, , onychomycosis as a fungal cs of any topical agent, the diagnosis one of the most frequent causes of infection of the nail plate. must be assertive. onychopathies worldwide, with podo- dactylios being its most common lo- The incidence of onychomycosis has KEYWORDS: PODIATRY, cation. Despite the consensus on the been increasing, however, there are definition of onychomycosis, the Inter- authors who warn that this growth may ONYCHOMYCOSIS, PODODACTYL, TINEA UNGUIUM, MYCOTA. 1. Introdução Não obstante este conceito, e talvez porque na maioria das descrições da problemática das infeções fúngicas não serem Onicomicose é uma infeção fúngica crónica1 e comum da especificamente relacionadas com um agente causal, o termo unha2-5 causada por fungos (dermatófitos, bolores não derma- Onicomicose é o mais frequentemente usado. tófitos e leveduras)6, 7, clinicamente apresenta-se sobretudo com descoloração e espessamento da placa ungueal, é uma É também sabido que a onicomicose afeta maioritariamente infeção muito prevalente sendo considerada a infeção ungueal os pododactilios6 e, apesar de na maioria dos casos, ser uma mais comum no mundo8. infeção controlada e de baixa gravidade, sabe-se que, quan- do não tratada, principalmente em populações de risco, pode O termo Onicomicose um termo é originário do grego em que desenvolver complicações mais graves, nomeadamente dor, “onychos” que significa unha e “mycosis” infeção por fungo, havendo também predisposição à fissuração pode favorecer desta forma é comumente usada para a designação da fúngi- a sobreinfeção. As infeções por fungos também são contagio- ca das unhas. Apesar de ser uma infeção extramente comum, sas, motivo pelo qual se podem expandir para outras unhas tem ainda maior prevalência em indivíduos imunocomprome- ou ser transmitidas a outros elementos, nomeadamente mem- tidos e indivíduos com doença vascular periférica, incluindo bros da família11. idosos e diabéticos9. A onicomicose, pela sua enorme prevalência, é um problema Apesar do termo Onicomicose ser consensual para a descri- importante, pois, tal como mencionado anteriormente, pode ção generalista da infeção fúngica ungueal, a Sociedade Inter- causar dor local, também parestesia (possivelmente por com- nacional de Micologia Humana e Animal propõe que o termo pressão do dedo, induzida pela lâmina ungueal espessada), onicomicose deva ser substituído por Tinea Unguium quando dificuldades na realização de atividades da vida diária e preju- o agente for dermatófito; Oniquia quando a infeção for causa- dicar as interações sociais, já que é frequentemente motivo de da por uma levedura ou candidose ungueal no caso do agente algum constrangimento motivado pela deterioração do aspeto ser uma levedura especificamente do género Candida e mico- das unhas12. Sendo a deterioração da unha um padrão co- ses ungueais quando o agente causal for fungo filamentoso mum, a zona mais acometida é variável e constitui o padrão oportunista ou não-dermatófito. Desta forma, a designação mais comum de caraterização. A forma clínica mais frequente de Onicomicose seria aplicada apenas às infeções fúngicas da onicomicose por fungos filamentosos não-dermatófitos é a da lâmina ungueal até à discriminação do seu agente etioló- proximal, associada a inflamação da dobra proximal, podendo gico ou quando este é um não dermatófitos ou opurtunista10. 11
Saúemdpeé ser limitada a região da lúnula ou afetar a totalidade da unha. comuns de infeções, sendo os dermatófitos, leveduras e fun- A presença de inflamação sugere onicomicose por fungo não- gos não filamentosos os principais agentes causais31. Esta pa- -dermatófito, o que quase nunca é visto com onicomicose por tologia atinge cerca de 10% da população em geral, 20% em dermatófito. A onicomicose por Acremonium, por outro lado, indivíduos com mais de 60 anos e 50% em indivíduos com não é associada a características clínicas peculiares. Ao con- mais de 70 anos de idade, sendo esta maior incidência na trário, é frequente o acometimento subungueal distal e lateral população geriátrica relacionada a doenças vasculares peri- (DLSO), indistinguível da onicomicose dermatofítica13. féricas, problemas imunológicos, diabetes mellitus, aliás na população diabética o risco é de 2/8 enquanto na população Para além da sua enorme prevalência, a importância desta pato- geral é cerca de 1/932. Também nos indivíduos com HIV, a logia deve-se também à dificuldade de uma terapêutica assertiva prevalência é sobejamente mais elevada (neste caso a incidên- eficaz, aliás, Tosti, Piraccini &Lorenzi, consideram-na a infeção cia aumenta de 15% para 40%)33, 34. fúngica mais difícil de diagnosticar e tratar13. A frequência de onicomicose dos pododactílios é maior nos A dificuldade terapêutica prende-se com vários fatores, ainda homens do que nas mulheres, já para as unhas das mãos são assim, os autores distinguem a alta densidade de queratina da mais comuns entre mulheres do que nos homens. Para ambos lâmina ungueal como sendo o maior obstáculo à terapêutica os sexos, a infeção do pododactílios é mais frequente do que tópica14, enquanto a fraca vascularização da lâmina ungueal e a infeção das unhas das mãos4. os efeitos secundários são reportados como os maiores cons- trangimentos da terapêutica oral15. 2.3. Patogenia 2. Onicomicoses Efetivamente a onicomicose, caracteristicamente, afeta bas- tante mais as unhas dos pés do que as unhas das mãos5, 6, A onicomicose é um distúrbio médico importante que afeta isto deve-se ao facto de as unhas dos pés terem um menor rit- a saúde e a qualidade de vida dos pacientes12, ,16-18 descrita mo de crescimento por diminuição do suprimento sanguíneo, pelos pesquisadores como a presença de uma unidade un- ao facto dos pés estarem frequentemente em confinamento gueal anormal e um membro do reino Mycota, produzindo a em ambientes escuros e húmidos. É também mais prevalente anormalidade19. em indivíduos com onicodistrofia, com antecedentes traumá- ticos nas unhas, com hiperhidrose, com dermatomicose con- A onicomicose é a condição ungueal mais comum e, quando comitante e psoríase. Os hábitos tabágicos e a frequência de não tratada, apresenta sequelas estéticas, físicas e emocio- balneários comunitários estão também documentados como nal-sociais20, que causa um efeito moderado na qualidade de fatores de risco adicional35, 36. vida, tornando obrigatório o tratamento17. Embora a onicodistrofia seja um sinal característico de oni- 2.1. Etiologia comicose, este não é patognómico, aliás, a estudo propósito destacamos um estudo em que incluíram 3.000 unhas anor- Nas últimas décadas verificou-se um aumento da prevalência mais (distróficas),e este conclui que apenas 27% a 30% foram de onicomicoses, que se atribuem a etiologias diferentes. Os considerados positivos para a cultura de dermatófitos19. fatores de risco para o contágio e proliferação devem-se em grande parte ao envelhecimento da população e o seu aumen- A onicomicose é causada por variadíssimos agentes fúngicos, to demográfico nas áreas urbanas, onde se incluem os indiví- contudo é possível destacar os dermatófitos4, nomeadamen- duos imunocomprometidos, como são exemplo os diabéticos. te o género Trichophyton, como sendo o mais prevalente4, 35. O traumatismo ungueal, a prática de atividade desportiva, o Aproximadamente 90% das unhas dos pés e 75% das onico- uso de calçado oclusivo e os antecedentes de infeção fúngica micoses das mãos são causadas por dermatófitos, principal- prévia são outros fatores importantes de infeção21. mente Trichophyton mentagrophytes e Trichophyton rubrum2. Os dermatófitos são os fungos mais frequentemente isolados, 2.2. Epidemiologia seguidos pelos fungos Candida e não-dermatófitos (NDM). Nas unhas as mãos, o fungo isolado mais frequentemente é a Com base na atualização da literatura em estudos epidemio- Candida spp., seguido pelos dermatófitos e NDM. Nas unhas lógicos estima-se uma prevalência mundial de 5%-6% de oni- dos pés, os dermatófitos são os mais identificados, seguidos comicoses. Em estudos prévios a estimativa situava-se entre pelos NDM e Candida spp4. os 2% a 8% da população mundial, 8.9%-15% em estudos hospitalares, sendo responsável por 50% de todas as onico- Os microrganismos como o género Candida spp., sendo patias8, 17, 18, .22-30 mais frequentes nas infeções fúngicas dos dedos das mãos, As doenças fúngicas encontram-se dentro dos grupos mais 12
associam-se por vezes a indivíduos com candidíases muco- gindo ainda a onicomicose por candidíase que se manifesta cutâneas35. Um estudo de caso sobre a endoftalmite fúngica em utentes imunocomprometidos ou com candidíases croni- endógena, num paciente imunocomprometido, documentou cas mucocutâneas, esta expressa-se por inflamação periun- a possível infeção ocular como resultado de infeções fúngi- gueal que afeta todos ou quase todos os dedos, conferindo a cas endógenas por Candida spp. de locais distantes, como as estes um aspeto bulboso. Existem casos em que os utentes unhas dos pés37, levantando assim a possibilidade de se en- apresentam associações de diferentes subtipos de onicomi- carar com maior gravidade este tipo de infeções em indivíduos coses, a que damos o nome de ODT, em que a unha se apre- imunocompremetidos. senta com aspeto espesso e opaco, possuindo uma colora- ção amarela acastanhada, esta é a forma mais avançada de As onicomicoses não dermatófitas são efetivamente menos onicomicose com combinação de vários subtipos45, 46. comuns na população geral, contudo, estudos recentes têm mostrado que poderão ser as mais prevalentes em indivíduos A onicomicose afeta frequentemente várias unhas, com pre- com imunossupressão adquirida38, 39 como tem sido discutido domínio nos pés, sendo a unha do hallux a mais frequente- pela comunidade cientifica, nomeadamente as onicomicoses mente envolvida. Nas mãos, frequentemente são encontrados causadas por Neoscytalidium novaehollandiae7 ou Phoma ma- dois cenários: a afeção ungueal associada a perioníquia, no crostoma40. contexto de infeção por Candida albicans ou outra levedura, ou a afeção associada a atingimento simultâneo das unhas A classificação do tipo de fungo colonizador não deve ser ba- dos pés, na infeção por dermatófitos47. nalizada, pois complica o diagnóstico e a gestão do tratamen- to. São as manifestações clínicas provocadas por cada tipo de O quadro clínico das onicomicoses, varia principalmente de fungo na unha que conduzem ao tipo de tratamento de eleição acordo com o agente etiológico24, sendo a classificação mais nas onicomicoses41. usual das onicomicoses baseada nos quatro tipos clínicos específicos de alterações ungueais24, 48: As manifestações clí- No que concerne à transmissibilidade, sabe-se que as onicomi- nicas incluem descoloração da unha, hiperqueratose subun- coses podem ser transmitidas de forma direta, por contato pes- gueal, onicólise e onicose2, 30, 46. soa a pessoa, ou indiretamente, por roupas de cama, vestuários, calçados e utensílios contaminados com propágulos fúngicos, • Onicomicose subungueal lateral e distal (OSLD): A onico- que são frequentemente libertados juntos com pelos ou mate- micose subungueal distal lateral caracteriza-se por uma rial de descamação da pele42. Alguns estudos demonstram que hiperqueratose subungueal e onicólise que habitualmente pacientes portadores de micoses interdigitais constituem um possui uma coloração branca ou amarelada, podendo ter grupo com significante risco para acometimento ungueal43. No estrias amareladas e ou zonas de onicólise com colora- caso especifico de onicomicose por fungos não-dermatófitos, ção amarelada na parte central da lâmina ungueal45. Esta a transmissão ocorre principalmente por contágio direto com o alteração tem início na porção distal, hiponíquio, e vai alas- solo, entretanto especificamente para o género Scytalidium, já trando pela lâmina ungueal e pelo leito da unha, havendo foram descritos casos de transmissão antropofílica44. espessamento da mesma resultando numa onicólise dis- tal. A unha começa a engrossar e a lascar tornando distró- 2.4. Clínica fica. A sua coloração é amarelada ou acastanhada. A in- feção pode progredir proximalmente causando uns canais As onicomicoses dividem-se atualmente em 5 categorias, que longitudinais. Os agentes patogénicos causadores desta partiram da discrição inicial em 3 tipos proposta por Zaias em patologia são: Epidermophyton floccosum, Trichophyton 1972, desta forma, atualmente consideram-se: Onicomicose mentagrophytes e rubrum, Fusarium, Scopulariopsis bre- Subungueal Distal Lateral (OSDL), Onicomicose Superficial vicaulis, Scytalidium e Candida albicans. Esta é a forma Branca (OSB), Onicomicose Subungueal Proximal (OSP), Oni- mais comum de infeção próximal, representando 90% dos comicose Endonix, Onicomicose Distrófica Total (ODT). Estes casos24, 46, 48. refletiam os padrões reconhecidos de invasão de unhas, sur- Figura 1: Onicomicose Subungueal Lateral e Distal (OSD)46, 49 13
Saúemdpeé Figura 2: Onicomicose superficial branca (OSB)46, 49 • Onicomicose superficial branca (OSB): A onicomicose su- e C. Albicans. Está associada a pessoas com imunodeficiên- perficial branca caracteriza-se pela existência de peque- cia adquirida (HIV, Diabetes Mellitus e transplantados)24, 48. nas manchas brancas ou vestígios de pó esbranquiçado na superfície da unha. Esta adquire uma textura rugosa • Onicomicose Endonix subungueal: A onicomicose endo- e quebra com muita facilidade e há uma invasão bastan- nix distingue-se das restantes por se verificar a formação te mais profunda e ampla da lâmina ungueal pelos bolo- de uma mancha que se assemelha a uma descoloração res45, estas manchas brancas aparecem na superfície da esbranquiçada (gota de leite) sem sinais de onicólise ou placa ungueal que se espalha em centrifugação, e pode formação de hiperqueratose subungueal45. O fungo invade infetar um ou várias unhas. As áreas brancas raspam- atravessando a espessura total da unha infetando a pele -se facilmente com uma leve curetagem. É causado por: por debaixo, sem infetar a unha. Os agentes responsáveis T. Mentagrophytes e Rubrum, Acremonium, Fusarium e são: Trichophyton soudanense e violaceum. É uma forma Scytalidium. Estas representam cerca de 2 a 5% das oni- rara de onicomicose, podendo até ser considerada como comicoses24, 48. um sub-tipo da OSLD24, 48. Figura 3: Onicomicose subungueal proximal (OSP)46, 49 Figura 4: Onicomicose Endonix subungueal46, 49 • Onicomicose subungueal proximal (OSP): A onicomicose • Onicomicose distrófica total (ODT): nesta há uma destrui- subungueal proximal manifesta-se através de uma leuconí- ção total da unha com acometimento da própria matriz. A quia na parte proximal da lâmina ungueal que avança até unha fica onicogrifótica, com uma coloração acastanhada e à parte distal aquando do crescimento ungueal, quando opaca devido a um prolongado estádio da patologia. Pode causada por bolores, poderão verificar-se sinais inflamató- resultar de qualquer uma das classificações até agora abor- rios na zona perinugueal45, o fungo invade proximalmente dados, sendo que o mais frequente é a OSLD, alternati- a prega ungueal e cutícula, e pode-se desenvolver secun- vamente, pode ocorrer como alteração primária quando dariamente a uma paroníquia. Apresenta acumulação de está associado a doenças com imunodeficiência grave, por resíduos debaixo da porção proximal da unha, causando exemplo, HIV/SIDA ou em candidose mucocutânea cróni- onicólise. É causado por: T. Rubrum, Aspergillus, Fusarium ca24, 46, 48. 14
Figura 5: Onicomicose distrófica total (ODT)46, 49 a presença de semiologia característica, nem a positividade do exame micológico, bastam para afirmar o diagnóstico de É possível que os fungos ambientais possam colonizar esses onicomicose52. No entanto, frequentemente o diagnóstico di- nichos das unhas dos pés e, portanto, tenham sido descritos ferencial fundamenta-se principalmente no criterioso exame pelos pesquisadores como uma nova entidade de onicomi- objetivo, muito para além da observação das unhas, mas que cose19. compreende o exame dermatológico e o exame físico geral, sempre alicerçado na história clínica dos dados pessoais e fa- 2.5. Diagnóstico miliares do indivíduo47. O diagnóstico pode ser feito através de vários métodos e Tendo em conta que o tratamento é prolongado, não isento de é crucial para o tratamento adequado da onicomicose, tal riscos, dispendioso e nem sempre eficaz, vários grupos inter- como o controlo da espessura da unha após conformação do nacionais de peritos consideram mandatária ou importante a diagnóstico de onicomicose50, nomeadamente por exame mi- confirmação laboratorial da infeção fúngica antes de iniciar o croscópico direto com uma preparação de montagem húmida seu tratamento53. de hidróxido de potássio, exame histopatológico da placa un- gueal afetada com uma mancha periódica de ácido-Schiff, cul- O diagnóstico laboratorial das onicomicoses pode ser realiza- tura de fungos ou ensaios de reação em cadeia da polimerase2. do pelo exame micológico direto (EMD), por cultura fúngica e exame histopatológico. O EMD é a primeira etapa do diagnós- Dos meios para diagnosticar uma onicomicose destaca-se a tico laboratorial, indicando, na maioria das vezes, se o material cultura, no qual é cultivado, em meio adequado, uma parte examinado contém ou não estruturas fúngicas, e na presença da unha. Os resultados do crescimento podem demorar até destas, há que avaliar quanto à morfologia e coloração. A ob- 3 semanas. Este facto é devido ao tempo que alguns fungos servação de agentes hialinos e hifas regulares é sugestiva de demoram a desenvolver-se, e além deste fator da morosidade, dermatófitos, enquanto a presença de pseudo-hifas ou hifas é também um teste com alguma possibilidade de erro (fiabili- tortuosas, irregulares, com ou sem conídios, pode representar dade 53%) devido à facilidade em arrastar outras partículas da a existência de outros fungos miceliais não dermatófitos, em- unha para o meio de cultivo22. bora sendo difícil essa diferenciação só ao EMD54. A análise histológica recorre à biologia molecular, que poderá Para a identificação da espécie, há que inocular a amostra em fornecer um resultado entre 5 horas a 1 dia. É bastante mais vários meios diferentes. A correta separação e identificação fiável (83%) devido à técnica utilizada com marcadores, que dos fungos nos meios de cultura leva à sua correta identifica- são mais sensíveis e fornecem um resultado mais preciso e ção, e se este é o causador da onicopatia55. específico analisando o tipo de agente patógeno com grande precisão22. A cultura é necessária para o isolamento e identificação da espécie, devendo o material ser inoculado sempre em dife- A analise por microscopia é o procedimento mais rápido e rentes meios, por exemplo, o ágar Sabouraud simples, o ágar económico, mas é também o que tem maior taxa de erro com Sabouraud com ciclo-heximida, que inibe o crescimento de 48% de fiabilidade22. Aquando do corte ungueal a observação fungos contaminantes, o ágar Sabouraud com cloranfenicol, direta da coloração da unha e da zona subungueal, bem como que tem por finalidade inibir o crescimento de bactérias, o a lâmina após o corte, poderá ajudar a suspeita de onicomi- ágarbatata, utilizado na manutenção de culturas de derma- cose e esta deverá ser tida em conta ao tentar estabelecer o tófitos, o ágar-fubá e o ágar-arroz, utilizados na indução de diagnostico51. clamidósporo terminal de Cândida albicans, o ágar-lacrimel, Relativamente ao diagnóstico a maioria dos autores profere 15 que este se baseia na clínica, mas exige confirmação labo- ratorial. É frequentemente descrito que, isoladamente, nem
Saúemdpeé que é meio bastante enriquecido, permitindo o crescimento de da lâmina ungueal e verificar se existem outros focos de in- fungos filamentosos e leveduras em geral56, que naturalmente feção, nomeadamente dedos dos pés e mãos. Idealmente o acarreta tempo e custos26, 57. tratamento não deve ser iniciado sem uma confirmação labo- ratorial de infeção micológica60. A tomografia de coerência ótica (OCT) é uma ferramenta de imagem não invasiva que permite imagens em tempo real da São vários os fatores que podem afetar a duração e a dosa- pele e dos tecidos. Estudos-piloto usando a OCT descreve- gem do tratamento, incluindo o tipo de onicomicose, a área e ram características morfológicas da onicomicose que, embora a espessura do envolvimento das unhas, a idade do paciente não possa substituir a identificação específica de género ou e a localização do fungo da unha afetada61. As baixas taxas espécie, poderia ser uma ferramenta de assistência útil para de sucesso associadas ao tratamento da onicomicose são aumentar a sensibilidade diagnóstica de raspagens de unhas o reflexo da dificuldade que existe no tratamento. Os fárma- e testes de laboratório, bem como para monitorizar a resposta cos tópicos disponíveis não são tão eficazes em resultado da ao tratamento26. fraca permeabilidade da unha, estando dependentes da re- moção mecânica da porção afetada. A estrutura densamente Outra opção diagnóstica surge com a utilização da derma- queratinizada que compõe a lâmina ungueal atua como uma toscopia como um método não invasivo, fácil e sem custos. barreira à difusão tópica de fármacos, e consequentemente a A dermatoscopia é uma ferramenta rápida para o diagnóstico concentração de fármaco dificilmente atinge o nível terapeu- de onicomicose11. Estrias longitudinais é o melhor achado der- ticamente eficaz na lâmina ungueal ventral e leito ungueal. A matoscópico para o diagnóstico, ainda assim são necessários farmacologia sistémica é apenas ligeiramente mais efetiva, no testes microbiológicos para um diagnóstico preciso e confiá- entanto, pelos efeitos secundários causados e pela interações vel57. farmacológicas em doentes polimedicados seu uso está tam- bém limitado9. O procedimento standard para o diagnóstico de infeção fúngi- ca mais usado é a combinação de cultura de hidróxido de po- O uso do Índice Clínico de Pontuação para Onicomicose tássio o qual revela a identificação da espécie fúngica, assim (SCIO), que combina fatores como o tipo de onicomicose, a como a sua viabilidade34. área e a espessura do envolvimento das unhas, a idade do paciente e a localização para fornecer um índice da gravida- 2.6. Diagnóstico diferencial de geral da onicomicose, pode ter implicações no tratamento; combinando pacientes com pontuações SCIO semelhantes, Onicopatia não equivale a onicomicose, o diagnóstico diferen- pode ser possível comparar melhor a resposta clínica à tera- cial das onicomicoses é extenso, exigindo do profissional de pêutica61, e a confirmação laboratorial da onicomicose antes saúde um amplo conhecimento da patologia ungueal e o cum- de iniciar um regime de tratamento deve ser considerada2. primento rigoroso do método clínico47. Atualmente são utilizadas várias terapêuticas no tratamento Entre as distintas patologias que cursam com alterações un- de onicomicoses existindo a possibilidade de as combinar. gueais similares à onicomicose, a psoríase ungueal é a mais As principais são farmacológicas, implicam aplicação tópica e relatada, sendo que as similaridades clínicas entre a onicomi- toma oral. Podem ser usadas também técnicas de iontofore- cose e a psoríase ungueal são frequentemente documentadas se ultrassom para melhor absorção local, mas também, mais como um entrave ao sucesso terapêutico. Muitos doentes recentemente, as terapias fotodinâmicas. Os tratamentos com psoriáticos sofrem de alterações ungueais com elevadas pare- ureia a 40% em oclusão na unha também podem ser consi- cenças com as alterações encontradas na onicomicose, nes- derados60. tes pacientes é fulcral o correto diagnóstico laboratorial para assim despistar a coexistência de infeções fúngicas58. Os tratamentos ditos clássicos incluem fármacos sistémicos administrados por via oral como são exemplo a terbinafina, Para além da psoríase ungueal, o líquen plano, as onicopatias da classe alilâmina, o itraconazol e fluconazol, da subclasse congénitas e traumáticas, o eczema e os distúrbios vasculares triazol9 são os mais comuns usados8. Atualmente, a terbinafina periféricos, podem acarretar alterações ungueais que frequen- oral é o tratamento de escolha28, seguido pelo itraconazol oral, temente plagiam os achados clínicos da onicomicose59. no entanto existem relatos de reações adversas ao uso de fármacos que atuam por via sistémica2, 8, 12, 29, desde distúrbios 2.7. Terapêutica do paladar, hepatotoxicidade, a interações medicamentosas relativamente comuns8, 20, 28. Os efeitos terapêuticos no trata- Antes de iniciar tratamento para a onicomicose vários parâme- mento da onicomicose podem ser afetados nas pessoas mais tros devem ser seguidos e considerados vários fatores, entre velhas pelo seu deficit de ligação entre fármaco/proteína, pela os quais, os tipos de patogénicos envolvidos e o subtipo de onicomicose. É importante identificar a localização do fungo na lâmina ungueal, ou lâminas ungueais e se existe compro- metimento da matriz. Deve ser tomada em conta a espessura 16
sua menor biodisponibilidade e pelo metabolismo mais lento34. culdades associadas à monitorização da progressão da oni- Um maior conhecimento sobre o ciclo de vida dos fungos e a comicose leve, usando os métodos convencionais da cultura farmacocinética dos medicamentos nas unhas e no plasma micológica para obter confirmação das avaliações11. pode explicar melhor a relativa eficácia e segurança dos pul- sos e os regimes de tratamento contínuo destes fármacos. No No caso das onicomicoses proximais subungueais, as suas tratamento da onicomicose das unhas dos pés dos dermató- variadas afeções patognomónicas, como as tiras longitudinais fitos, os regimes contínuo e de pulso, têm eficácia e taxas de na onicomicose lateral e distal, assim como, a lâmina ungueal eventos adversos semelhantes1. transversa estriada nas onicomicoses superficiais, alertam para onicomicoses de estirpes que são de difícil tratamento Devido à toxicidade sistémica e várias outras desvantagens especialmente em pessoas imunocomprometidas. Nestas úl- associadas à terapia oral, como gastrointestinal, hepatotoxici- timas, os tratamentos orais serão melhor sucedidos que os dade, a pobre absorção ao nível da unha dos fármacos, lon- tópicos41. gos períodos de tratamento e fracos ou moderadas taxas de sucesso, a terapia tópica é comumente usada30, 34. A monote- No entanto, a baixa penetração das unhas, os efeitos colate- rapia tópica pode ser considerada para onicomicoses leves11 rais sistémicos e a baixa adesão dos pacientes levam a eficá- a moderadas e é uma opção terapêutica quando os antifúngi- cia limitada3, 29, 30 66. Os sistemas de administração oral e tópica cos orais são contra-indicados ou não podem ser tolerados. de medicamentos são os mais desejáveis no tratamento da Tratamentos tópicos, como efinaconazol, tavaborol, ciclopirox onicomicose, mas a eficácia dos resultados é baixa, resultan- e amorolfina, têm efeitos colaterais menos graves, mas tam- do em uma taxa de recidiva de 25 a 50%30. bém geralmente apresentam taxas de cura mais baixas e re- gimes de tratamento muito mais longos8, disponíveis sob a Resultado da necessidade em explorar modalidades de tra- forma de verniz como são exemplo a amorolfina, da classe tamento mais eficazes e/ou alternativas para o tratamento morfolina, que tem ação fungicida, fungistatica e antibacteria- da onicomicose, que sejam mais seguras e eficazes, sur- na contra Actinomyces e a vantagem de ser um tratamento gem também possíveis combinações de tratamentos como a que apenas necessita de ser aplicada 1 a 2 vezes por sema- combinação de iontoforese30, aplicação de laser16, 67, 68, terapia na. O ciclopirox, da classe hidroxipiridinona além da atividade fotodinâmica3 ou terapia com plasma, na maioria das vezes antifúngica, possui atividade antibacteriana contra bactérias com associação de medicação antifúngica tópica e sem inter- Gram-positivas, Gram-negativas e Mycoplasma que pode ser ferir com as restantes patologias do utente e sem efeitos se- benéfica no tratamento de infeções mistas, tem ainda ativida- cundários sistémicos aumentando a possibilidade de cura21. de anti-inflamatória, mas tem de ser aplicado diariamente. A Dispositivos como os lasers têm-se mostrado promissores maioria atua em diferentes etapas da via de biossíntese do er- para melhorar a aparência cosmética da unha, mas devido a gosterol, um componente responsável pela permeabilidade e uma alta variação dos métodos de estudo e das definições de fluidez da membrana celular do fungo, o que implica variações cura, sua eficácia na onicomicose ainda não foi suficientemen- na atividade antifúngica9. A solução de efinaconazol a 10% em te comprovada8, 69, estes tratamentos implicam um follow-up indivíduos diabéticos, também tem sido demonstrada como mais periódico21. Zhang e colaboradores num estudo recente eficaz e bem tolerada por este grupo de indivíduos32, assim sobre os benefícios do laser de 1064 nm Nd-YAG nas onico- como a administração tópica de um extrato padronizado de micoses verificou que este apresentou benefícios clínicos con- enecalina de A. pichinchensis para o tratamento de onicomi- tra onicomicose. Um número maior de tratamentos proporcio- cose leves e moderadas em pacientes com diabetes mellitus nou melhores benefícios a longo prazo (24 semanas), mas não tipo 262, 63. O NP213 é um novo peptídeo antifúngico proje- teve impacto nos resultados a curto prazo67. Existem, contudo tado especificamente para o tratamento tópico de onicomico- estudos alternativos com a aplicação de laser que tem resul- se, abordando a causa infeciosa e os problemas cosméticos tados comprovados sendo uma alternativa segura em termos dessa condição muito comum64. Surgem ainda estudos que de efeitos secundários comparativamente aos antifúngicos indicam como opção eficaz e segura para a terapia tópica da orais e que leva a questionar se não será considerado um onicomicose, a terapêutica com antifúngicos tópicos conten- tratamento de primeira linha70. Da mesma forma o laser fracio- do vitamina E e óleos essenciais de limão, orégano e tea tree5. nário de CO2 combinado com antifúngico tópico parece ser é Embora a terapia tópica da onicomicose seja vantajosa devido um tratamento seguro e eficaz para onicomicose16, 68. Por sua ao seu efeito localizado, a eficácia dessa terapia depende da vez, surgem estudos que visam determinar o limiar de eficácia obtenção de concentrações efetivas de agentes antifúngicos do plasma atmosférico não térmico (NTAP) no tratamento da no local da infeção12. Certos estudos sugerem que a terbinafi- onicomicose, e apontam como uma abordagem terapêutica na em associação com amorolfina verniz poderão conduzir a eficaz e não invasiva da onicomicose que deve ser avaliada uma cura eficaz65. A geração de dados robustos de eficácia em um ambiente clínico29. para terapias tópicas é frequentemente dificultada pelas difi- Outro aspeto que tem sido discutido pela comunidade cientí- fica são as onicomicoses causadas por bolores não dermató- 17
Saúemdpeé fitos como por exemplo, os referidos anteriormente, Neoscy- • Manter as unhas dos dedos das mãos e dos pés apara- talidium novaehollandiae7 ou Phoma macrostoma40, que são das/curtas e limpas; um problema de saúde no ambiente clínico, pois os pacientes frequentemente retornam aos ambulatórios em busca de no- • Não roer as unhas ou cortar a pele ao seu redor. vas modalidades terapêuticas7. • Evitar agentes de pele cáusticos. 2.8. Prognóstico • Usar meias que absorvem o suor ajudam a reduzir a humi- Apesar de os grupos de agentes causadores das onicomi- dade que pode promover a sobrevivência e o crescimento coses estarem bem identificados e de existirem numerosos de patógenos nas unhas. medicamentos antifúngicos para a terapia dessas infeções, há ainda dificuldades no estabelecimento de diagnósti- • Arejar o calçado diariamente co correto e tratamento eficaz, motivo pelo qual se pode afirmar que as onicomicoses continuam a ser uma proble- • Não usar o mesmo calçado (meias inclusive) dois dias se- mática da atualidade e o seu tratamento, um desafio. Pois, guidos como o tratamento das onicomicoses pode requerer terapia de longo prazo com antifúngico com riscos acrescidos dos • Evitar a partilha de calçado seus efeitos colaterais, é crucial um correto diagnóstico71. 3. Conclusão Vários estudos com os medicamentos mais recentes mos- tram taxas significativas de cura, com as unhas apresentan- A onicomicose é a onicopatia mais frequente e que geral- do o prognóstico mais favorável. A cura pode ocorrer em mente causa incómodo e constrangimento social. Sabe-se alguns indivíduos com infeções nas unhas dos pés após que afeta mais as unhas dos pés do que as unhas das mãos tratamentos prolongados e consistentes por muitos meses. e mais os homens do que mulheres, sobretudo com mais Infelizmente, a maioria das pessoas terá algumas complica- idade e se tiverem outras patologias associadas. A maioria ções, como alterações residuais das unhas ou descolora- das onicomicoses são causadas por fungos dermatófitos. ção, e cerca da metade experimentará reinfeção das unhas. Existem 5 subtipos de classificação, onicomicose subun- O crescimento das unhas dos pés pode levar mais de um gueal distal, onicomicose superficial branca, onicomicose su- ano para ocorrer72 e as taxas de recorrência para onicomi- bungueal proximal, onicomicose endonix subungueal, onico- cose são altas8. micose distrófica total e o tratamento varia em função do tipo de onicomicose, do número de unhas afetadas, da área e a O principal objetivo no tratamento da onicomicose será a ir- espessura do envolvimento das unhas, da idade do utente e radicação do fungo, para posterior crescimento de unha sau- da localização da infeção na unha. dável, não descurando depois a prevenção para evitar a sua recorrência66. Antes de dar início ao tratamento é recomendável fazer uma confirmação do diagnostico para permitir a escolha terapêu- 2.9. Prevenção tica mais adequada e estabelecer um diagnostico diferencial. Parece claro que a prevenção será a melhor estratégia34, A nível terapêutico, das várias alternativas, estão documen- apesar de parecer impossível prevenir infeções fúngicas das tadas a medicação oral, a medicação tópica, a iontoforese, unhas, existem maneiras de reduzir o risco de infeção. De for- a terapia laser e a terapia fotodinâmica, isoladamente ou em ma geral as infeções ungueais podem ser evitadas com: combinação. A opção terapêutica, deve sempre ser feita em função da severidade da onicomicose, do número de unhas • Lavar as mãos e os pés após entrar em contato com outra afetadas, da idade do paciente e das eventuais outras doen- pessoa com infeções nas unhas é uma boa prática, uma ças associadas. A medicação oral, embora eficaz, pode ter vez que as infeções nas unhas podem ser transmitidas de vários efeitos adversos e estar contraindicada em função das pessoa para pessoa. restantes doenças que o utente possa apresentar. A medica- ção tópica, embora mais lenta nos resultados devido ao bai- • Não andar descalço em chuveiros públicos ou vestiários. xo poder de penetração que é seu mecanismo de ação, não apresenta interações medicamentosas. Para potenciação de • Usar spray ou pó antifúngico em sapatos, especialmente resultados poderá fazer sentido a combinação do antifúngi- sapatos de ginástica. co tópico com outras terapias físicas como laser ou terapia fotodinâmica. • Certificar-se de que, se uma manicure ou pedicure for rea- lizada, os instrumentos sejam esterilizados antes de cada Devido à possibilidade de recidiva, após a cura, devem-se ter pessoa ser exposta a eles. cuidados de higiene para com os pés e o calçado a fim de evitar um novo contágio. • Manter os pés secos e limpos quanto possível. 18
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O que achas sobre este caso? PODOTALKS Caso clínico Abre o QR CODE e responde às Avaliação Clínica: nossas questões. Paciente género feminino 74 anos de idade Em consulta verifica-se: Apresenta hiperpronação, Genum valgo com desgaste da cartilagem articular dos joelhos. HAV com elevação do 2.º dedo, o qual apresenta artrose associada. Tecido hiperqueratósico a nível do 4.º espaço Após desbridamento apresenta úlcera, Fez antibiótico oral e penso com Mul- interdigital pé esquerdo. com exsudado purulento. tidex® pó. Na consulta seguinte já não apresen- tava sinais de infeção e apresentava boa evolução. Ao final de 10 dias, en- contrava-se cicatrizada. Após um mês, voltou a formar úlcera e solicitou-se Raio x, o qual confirmou hipertrofia dos bordos das falanges. Não houve necessidade de antibiótico, uma vez que não havia sinais de infeção. Desbridou-se, desinfetou-se, aplicou-se penso com Mul- tidex® pó e descarga em feltro para evitar a pressão provocada pelas falanges. Em uma semana apresentava-se cicatrizada, realizou-se silicone interdigital, de forma a prevenir a hiperpressão das falanges e Suportes Plantares para diminuição da hiperpronação. Após um mês, voltou a sentir sensação de “picadas”, desbridou-se e voltou a abrir úlcera. 21
Saúemdpeé SOU PODOLOGISTA... Ana Martins (aluna do 3.º ano) Manuela Coelho (podologista há 20 anos) Porque consideras que a Podologia é a melhor profissão Porque consideras que a Podologia é a melhor profissão para ti? para ti? Considero a Podologia uma profissão autónoma, com diver- Além da autonomia, estar na saúde foi uma área que sempre sas áreas e bastante importante no presente e, principalmen- gostei. te, no futuro. Que mudança esperas ver na Podologia daqui por uns anos? Qual foi a maior mudança que viste na Podologia desde que Daqui por uns anos espero ver a Podologia mais reconhecida começaste a tua carreira de Podologista? e valorizada, não só na área da saúde, como também na sociedade em geral. A forma como a nossa profissão foi valorizada e reconheci- Em criança o que gostarias de ser quando te tornasses da como profissionais da saúde essenciais na nossa área na adulta? população em geral. Bombeira. Ao longo da tua vida qual o professor que mais te marcou? Em criança o que gostarias de ser quando te tornasses adulta? A minha professora da primária. O que mais gostas de fazer no teu tempo livre? Médica obstetra. Conviver com a família e amigos. Se pudesses, com quem trocavas de lugar por um dia? Ao longo da tua vida qual o professor que mais te marcou? Cristiano Ronaldo. Se vivêssemos num mundo de super-heróis qual seria o teu Além da minha professora primária, o professor Carlos Azevedo!! superpoder? Amorfismo. O que mais gostas de fazer no teu tempo livre? Qual é o desporto que estás a praticar de momento? Treino funcional. Ir às compras no inverno ou à praia no verão! Qual a comida que mais recordações te traz? Arroz de Cabidela. Se pudesses com quem trocavas de lugar por um dia? Qual a tua viagem de sonho? Santorini, Grécia. Lady Gaga. Qual o filme ou série que mais gostaste de ver até hoje? “La casa de papel”. Se vivêssemos num mundo de super-heróis qual seria o teu Qual foi o último livro que leste? superpoder? “O Último Segredo”, de José Rodrigues dos Santos. Qual a frase ou palavra que melhor define a tua vida? Tornar-me invisível! “E aqueles que foram vistos a dançar foram julgados insanos por aqueles que não conseguiam ouvir a música” Friedrich Qual é o desporto que estás a praticar de momento? Nietzsche. Corrida e uns treinos em casa. 22 Qual a comida que mais recordações te traz? Sardinhas assadas, lembram o S. João e que o verão está por aí a chegar! Qual a tua viagem de sonho? Nova Iorque. Qual o filme ou série que mais gostaste de ver até hoje? “El Príncipe”. Qual foi o último livro que leste? “O Imortal”, de José Rodrigues dos Santos. Qual a frase ou palavra que melhor define a tua vida? Sonhar como se fosse viver para sempre!!
PODOLOGIA NOS 5 CONTINENTES Esta nova rubrica sobre a Podologia nos cinco continentes é da responsabilidade do corpo editorial e procura fazer uma breve revisão sobre o que se pode ler na web nos últimos três meses sobre a Podologia. Para tal recorremos a informações disponíveis em sites de associações profissionais, jornais da especialidade e blogs. Naturalmente que o assunto da vacinação para a COVID-19 é transversal por todo o mundo: O The Diabetic Foot Journal aporta na sua Os podiatras na Austrália através de um Os podiatras norte-ame- última edição de 2020, guidelines especi- questionário online relataram impacto ricanos podem adminis- ficas para os cuidados dos pés diabéticos pandêmico variável em suas decisões trar as vacinas da CO- para a situação emergente que o mundo de negócios e as suas valiosas fontes VID-19, assim como os atravessa, reforçando assim a importância de informação, também relataram a seus estudantes, refor- de não nos desviarmos das recomendações sua jornada através da pandemia, até çando assim a Task For- internacionais sobre a emergência do tra- o momento, com citações que descre- ce de vacinação imple- tamento das úlceras diabéticas, o que vem vem os seus desafios e destaques. mentada naquele país. reforçar o sentido de responsabilidade dos Podologista em manter a prestação de servi- ços clínicos, mesmo em picos de pandemia numa verdadeira missão de saúde pública. O Colégio de Podiatras do Reino Em Espanha a presidente do con- No Podiatry Arena inicia-se a dis- Unido reflete na sua edição sobre o selho dos podólogos das canárias, cussão sobre as possíveis com- impacto da COVID-19 nas mulheres, Verónica Ruiz, reúne com deputado plicações nos corredores que especialmente aquelas que têm em- do Comun para denuncia a exclusão foram afetados com COVID-19, pregos mal pagos e precários, mu- dos podólogos do grupo 3 de vacina- apresentam-se estudos que as- lheres de cor ou grávidas. ção contra a COVID-19. sociam as lesões tipo eritema pérnio à COVID-19. No combate à intrusão profissional, o Consejo General de Na Podiatry Management sobre o tema gestão de boas Colegios Oficiales de Podólogos de Espanha dá-nos conta práticas, nesta revista podemos encontrar artigos rela- de um cabeleireiro que foi condenado a seis meses e 15 dias cionados com a eficiência para aumentar a capacidade de prisão e multa de 1500 euros por publicitar, praticar atos produtiva, a reengenharia de seu sistema de compartici- e técnicas próprias da Podologia em Málaga, e uma outra pação, a importância do papel da receção, o burnout dos com multa de 3650 euros, em Valência, por praticar atos e profissionais, atualização sobre calçados terapêuticos e técnicas próprias da Podologia. como procurar ajuda externa. 23
Saúemdpeé EUROPA Na Revistapodologia.com, podemos ler os artigos de: • Daniel Navarro-Gastón, sobre a ansiedade dos pacientes pré-cirurgia do pé, que en- tende ser necessário estabelecer uma avaliação psicológica pré-cirúrgica e informar o paciente de forma adequada, visto que parte importante da amostra apresentou ansiedade pré-operatória nos diferentes procedimentos cirúrgicos menores do pé a que foi submetida, sendo maior nas mulheres. Além disso, houve desinformação significativa do paciente a respeito do procedimento cirúrgico, o que foi relacionado a um maior nível de ansiedade pré-cirúrgica; • Enrique Villalba Strohecker, que nos leva a refletir sobre o método de tratamento orto- podológico e de confeção de suportes plantares em direto, a propósito de um caso; • Dionisio Martos escreve sobre a Podologia, o elo perdido da saúde pública, enqua- drado na importância da saúde dos pés e do Podologista em assumir um papel na prevenção de úlceras e no bem-estar dos pés na saúde publica. No The Diabetic Foot Journal: A Revista Espanhola de Podologia que contem seis • Vanessa Goulding e Scott Cawley, que nos referem como artigos originais, dois casos clínicos, dois artigos de revisão e um tema de atualização, destacamos os tra- a Cardiff e o Departamento de Podiatria do Conselho de balhos de: Saúde da Universidade Vale estão a testar um novo modelo de prestação de serviços, para melhorar o acesso ao aten- • María Carmen Sánchez Martínez e Laura Ramos dimento de urgência, apoiando o envolvimento do paciente; Petersen que faz uma revisão sistemática da qua- • O trabalho de Zoe Boulton e Liz Williams que nos descreve lidade de vida de pacientes com hálux valgus, por os sucessos e desafios de configurar serviços de Podolo- meio dos questionários SF-36, SF-12 e FHSQ. gia para pacientes internados. Conclui que a qualidade de vida é diminuída em pacientes com hálux valgus, influenciada pela ida- Na Podiatry Today deste último trimestre aborda muitos te- de, sexo, valores do ângulo radiográfico e maior mas interessantes para a Podologia, de entre eles: grau de deformidade de hálux valgus na escala • Windy Cole reflete sobre o impato da monitorização dos de Manchester, mas melhora após o tratamento cirúrgico; pacientes diabéticos via remota, concluindo que à luz da crise global de saúde, há um aparente tsunami tecnoló- • A revisão narrativa de Ferrán Francés Cuscó e cole- gico no espaço de monitoramento remoto de pacientes; gas sobre a eficácia da punção seca no tratamento • Mikkel Jarman oferece um olhar mais atento à literatura da fasciite plantar relacionada com a presença de sobre hiperpronação pediátrica, no tratamento preco- pontos gatilhos miofasciais, concluiram que a pun- ce para prevenir potenciais efeitos a longo prazo desta ção seca parece ser uma boa técnica para reduzir anormalidade; a dor e melhorar a funcionalidade do pé afetado pela fasciite plantar a curto e longo prazo; • Kevin Kirby refere que cabe ao podiatra estar ciente de que muitos mitos persistentes a respeito das ortó- • O caso clínico de Moisés Pardos Barrado e Daniel teses customizadas para os pés somente desaparece- García García, sobre o efeito cinemático durante a rão quando uma massa crítica de podiatras se tornar marcha de modificação medial em ortóteses plan- suficientemente educada sobre a terapia com ortóteses tares da técnica de adaptação em direto no pé customizadas para os pés, pese embora tenha tocado plano flexível em crianças, concluiram que os be- apenas em alguns dos mitos sobre ortóteses de pé cus- nefícios dessa modificação podem ser aplicados, tomizadas, espera que esta atualização estimule mais tanto num pé pronado, como num pé supinado interesse nesta modalidade terapêutica subutilizada em com melhorias a nível da adaptação do calcanhar Podologia. ao solo no primeiro contato, a posição de toda a fase de apoio e reduz o ângulo de Fick em 24 ambos pés.
De Espanha surgem notícias que no pas- O The Diabetic Foot Journal, publica treze artigos da especialidade, dois sado dia 18 de março de 2021 o Parla- associados à COVID-19, e dois associados à melhoria dos cuidados de mento aprova por unanimidade proposta Podologia em pacientes com pé diabético, anteriormente referidos; dos não legislativa que insta o Governo a in- restantes destacamos, os trabalhos de: cluir a Podologia na carteira de serviços do Sistema Único de Saúde. • Aditya Dutta, Ashu Rastogi e Edward Jude, que nos fazem uma atualização sobre a infeção do pé diabético (DFI) que destaca a clas- O trabalho de Daniel Lopez Lopez refletin- sificação, avaliação da gravidade, papel dos testes sorológicos e do sobre o impacto dos pés para a saúde, radiológicos e as escolhas de antibióticos para o tratamento do DFI; conclui que no contexto atual, se deve promover e oferecer oportunidades para o • Alexandra Bishop que nos aporta uma visão geral dos benefícios, avanço do futuro da saúde pública, onde o riscos e contra-indicações, bem como considerações práticas para pé, os podologistas, podem ajudar a redu- a utilização da pressão negativa no tratamento da ulcera do pé dia- zir o impacto de morbidade e mortalidade bético; e favorecer políticas que estabeleçam fer- ramentas saudáveis e espaços que sejam • Ramya Tadinada, Charles DuBourdieu, Tanzim Khan e David Arms- equitativas para todas as pessoas. trong que apresentam diretrizes para orientar os profissionais de saúde na seleção do calçado mais adequado, para atender às necessida- des específicas de indivíduos com diabetes e contém ainda categorias com respetivos dispositivos de descarga para proteger e curar compli- cações relacionadas aos pés em pacientes com diabetes. The Foot, o jornal oficial da American College of Foot & Ankle Orthopaedics & Medicine e AMÉRICA da British Orthopaedic Foot and Ankle Surgery (BOFAS), publica nesta edição dezasse- te artigos, com assuntos que cobrem aspetos das abordagens científicas e tratamento 25 do pé e tornozelo. Destes destacamos o trabalho de: • Ali Al-Kharaz e Albert Chong que nos fala como concluíram sobre a fiabilidade de uma técnica de fotogrametria de curto alcance, para medir a cinemática do tornozelo durante a amplitude de movimento ativa; • Jente Wagemans, Kevin Kuppens, Greta Peeters e Isabel Baert que num estudo transversal estudaram a existência de diferenças na estabilidade funcional do torno- zelo entre diferentes tipos de calçados em atletas do sexo masculino e concluíram que sujeitos que praticam desportos descalços parecem ter melhor estabilidade do tornozelo, em comparação com sujeitos que praticam desportos calçados e que, destes, os que usam salto parecem ter a pior estabilidade do tornozelo; • Eduarda Heydt Heinene e colegas que analisaram a confiabilidade Inter e Intra exami- nador de ecografias independentes e identificaram o erro relacionado ao procedimento de análise de imagem da aponevrose plantar (PA), e concluíram que grande parte do erro nas medidas da espessura do PA parece estar relacionado ao processo de aquisi- ção do ultrassom e não à inspeção visual da imagem, para minimizar esse erro, devem ser usados valores médios de, no mínimo, duas imagens por assunto e que a concor- dância moderada entre avaliadores encontrada neste estudo ratifica a necessidade de todas as medidas serem feitas pelo mesmo avaliador ou grupo de avaliadores; • Mohammadreza Fotoohabadi, Martin Spink e Hylton Menz que procuraram examinar diferenças na força muscular dos membros inferiores entre pessoas idosas com vários graus de deformidade de hálux valgo e concluíram que existe uma é uma redução específica e progressiva na força da flexão plantar do hálux com o aumento da gra- vidade do hálux valgus em pessoas idosas, sendo estes dados importantes para a etiologia e o tratamento desta condição comum e incapacitante.
Saúemdpeé Na Diabetes Care, destacamos os trabalhos de: AMÉRICA • Emma Hamilton e colaboradores que nos falam que os incidentes de hospitalizações por ulceras de pé diabético (DFU) em diabéticos tipo 2 aumentaram, especialmente em participantes mais jovens, e foram mais prováveis naqueles com doença arterial perifé- rica e controle glicêmico subótimo no início do estudo; • Jenny Rilley e colaboradores, que estudaram a relação entre a privação social e a incidência de doença do pé relacionada à diabetes (DFD) em pacientes recém- -diagnosticados com diabetes tipo 2, concluindo que a privação social é um fator de risco independente para o desenvolvimento de DFD, neuropatia periférica, ulceras plantares, doença vascular periférica, amputação da extremidade inferior e gangre- na, em pacientes recém-diagnosticados com diabetes tipo 2, considerando a alta carga individual e econômica do DFD, estratégias direcionadas a pacientes em áreas socialmente carentes são necessárias para reduzir as desigualdades em saúde. O International Journal of Foot and Ankle, publicou A JAPMA, sendo bimestral, consegue trazer- dois artigos em acesso livre: -nos um conjunto de artigos merecedores de uma leitura mais cuidada: • Hyeon Soo Kim e colegas que analisaram os resultados do tratamento da infeção do pé e • Rachel Forss e colaboradores examinaram tornozelo com cimento antibiótico e concluiu as alterações da microflora em pele saudá- que o uso de espaçadores de cimento antibió- vel intacta sob um curativo semioclusivo e tico em cirurgia para o tratamento de infeção conclui que existiram mudanças na distri- óssea no pé e tornozelo apresentou resultados buição, frequência e crescimento da micro- satisfatórios. Além disso, também foi desco- flora sob o curativo, e que essas mudanças berto que resultados satisfatórios podem ser na microflora foram identificadas como um obtidos sem a remoção do espaçador de ci- aumento na carga biológica e redução na mento antibiótico com um acompanhamento diversidade; de curto prazo; • Serife Seyma Torgutalp e colegas estudaram • Adam Bernatsky e colaboradores fazem uma a relação da hipermobilidade articular e as análise retrospetiva sobre o uso de um parafu- pressões plantares em meninas, verifican- so/prego na articulação tibiotalocalcaneal sem do que esta variável influencia as pressões preparação da articulação que foi muito utili- plantares e os padrões de carga; zado nas fraturas da tibiotársica em idosos e pacientes com outras comorbidades e cons- • Tong-Hsien Chow e colaboradores estuda- tatam que, frequentemente, é difícil colocar a ram jovens basquetebolistas e concluíram haste na posição adequada dentro do calcâ- que as potenciais ligações entre o pé supi- neo, tálus e tíbia, pois a translação medial é di- nado com arco elevado, a fratura de Jones fícil sem preparar as articulações para a fusão e a síndrome cubóidea merecem um estudo o que leva muitas vezes a problemas com esta mais aprofundado. técnica, acreditando que existem falhas de de- sign atuais associadas a esta técnica e mais Adicional a estes três artigos, podemos ainda reflexão deve ser dada às relações espaciais ler oito casos clínicos que, com certeza, irão desses ossos, de modo que um novo conceito despertar a vossa curiosidade. Adicionalmen- de design deva ser considerado. te, desejamos muitas felicidades ao novo pre- sidente da Associação Americana de Medicina 26 Podiátrica, Jeffrey R. DeSantis.
No Foot & Ankle Specialist (FAS), um jornal bimestral re- Na Foot and Ankle Clinics, de um con- visado por pares, que oferece informações clínicas para junto de catorze artigos, na sua maio- cuidadores de pés e tornozelos, apresentam sete artigos ria, relacionados com patologia do pé online dos últimos dois meses, apesar do último número no desporto, destacamos os trabalhos da revista referenciar artigos de dezembro de 2020 a fe- de: vereiro de 2021, na sua maioria são artigos relacionados com processos cirúrgicos visto que são escritos por orto- • Norman Waldrop III, que faz refle- pedistas e podiatras. Destacamos o trabalho de: xões e apresentam-nos propostas de avaliação e tratamento de lesões • Anna Boryczka-Trefler e colegas sobre a confia- desportivas da primeira articulação bilidade, validade e precisão ao comparar os re- metatarsofalangica; sultados da avaliação do pé plano em 50 crian- ças (5-9 anos) nas duas condições: em pé versus • William Davis III e Gautam Yagnik, marcha. Na condição estática, 87 de 100 foram que nos fala sobre a gestão de le- classificados como pés planos, enquanto durante sões desportivas no pé durante a a caminhada, apenas 56 pés foram classificados temporada; como planos; • Christopher Hodgkins e Nicholas • Sumit Patel e colaboradores que fazem uma re- Wessling que apresenta a epide- visão sistemática e uma meta-análise sobre os miologia de lesões de pé e torno- fatores de risco para não união após artrodese do zelo específicas para desporto, a tornozelo (AA) e concluem que o sexo masculino, incidência de lesões desportivas tabagismo e história de infeção do local operató- específicas, o tempo perdido devi- rio têm fortes evidências e que história de lesão do a lesões, o impacto do desem- aberta e necrose avascular também têm evidên- penho futuro e as medidas de pre- cias como fatores de risco para não união, factos venção são de extrema importância que devem ser tidos em conta ao realizar AA para para o podiatra especialista em garantir o sucesso pós-operatório. desporto que trata desses atletas. ÁSIA O Journal of Foot and Ankle Surgery, da Sociedade Ásia-Pacífico de Cirurgia do Pé e Tornozelo (APSFAS), e o Jornal oficial da Sociedade Indiana de Pé e Tornozelo (IFAS) enfocam todos os aspetos da pesquisa clínica do pé e tor- nozelo, nesta edição aporta quatro artigos originais, dois artigos de revisão e três casos clínicos, destacamos os trabalhos de: • Filippo Rosati Tarull, Cristian Aletto e Nicola Maffulli refletem sobre a utilização de tratamentos biológicos na fasceíte planar que têm ganho popularidade em muitas condições ortopédicas, devido ao baixo risco para o paciente e sua sustentabilidade, assim como a utilização tipos de tratamentos menos conhecidos estão a tornar-se mais modernos, como injeções de toxina botulínica A, plasma rico em plaquetas, con- centrado de aspirado em medula óssea e a proloterapia; • Andres Rodriguez-Buitrago e Rodrigo Pesántez que fazem uma revisão que tem como objetivo apresentar conceitos atuais sobre o diagnóstico e tratamento de lesões sindesmóticas e concluem que apesar da contro- vérsia e da falta de consenso em alguns aspetos do diagnóstico e trata- mento das lesões sindesmóticas, independentemente do método de redu- ção e fixação utilizado, para obter bons resultados é essencial atingir uma redução adequada. 27
Saúemdpeé OCEÂNIA No Podiatry Arena, sendo um fórum de discussão muito alargado nas suas temáticas, está a dar que falar o regres- so da Puma nas sapatilhas de corrida, a aplicação do método Ponseti no pé boto, a relevância da musculatura do pé na locomoção, a aplicação de um biofilme nas verrugas, ou o resultado na flora da pele com a aplicação de um penso semioclusivo em pele intacta, ou mesmo a discussão dos últimos artigos sobre os fato- res de risco dos entorses no pé, a doença de Charcot-Ma- rie-Tooth, a Gota, o melanoma subungueal, a biomecânica e a rotura do tendão de Aquiles ou mesmo a doença de Os- good-Schlatters. Múltiplos e variados temas em discussão neste fórum de referência, vale sempre a pena passar por lá. No Journal of Foot and Ankle Research, o jornal oficial da Australian Podiatry Association, e no The College of Podiatry (Reino Unido), jornal de acesso aberto, que nestes três últimos meses publicou 17 artigos online, que abrange aspetos da política, organização, aplicação e prática clínica, relacionados à avaliação, diagnóstico, prevenção e tratamento de doenças do pé e tornozelo. Destacamos os trabalhos de revisão sistemática: • Muhannad Farhan e colegas sobre os métodos de captura da morfologia do pé que, apesar da quantidade e qualida- de da literatura sobre o tema ainda ser baixa, concluíram que a digitalização 3D parece ser mais rápida, especialmente para usuários experientes. No entanto, a precisão e a confiabilidade entre os métodos são variáveis; • Joanne Paton e colaboradores procuraram na sua revisão traçar as evidências para intervenções que promovem o autocuidado do pé diabético por meio de uma perspetiva teórica de mudança de comportamento, postulando que um conjunto básico de atividades de mudança de comportamento e funções de intervenção associadas a mudanças positivas no comportamento fornecerão aos pesquisadores uma base útil para o desenvolvimento de intervenções de autónoma; • Yuqi Zhang e colaboradores na sua revisão sugere uma prevalência de doença diabética, relacionada com o pé (DFD), baixa, mas alta incidência de amputação e hospitalização, relacionada a DFD, na Austrália, em comparação com as populações internacionais. Esses achados podem sugerir que uma baixa proporção de pessoas com fatores de risco desenvolvem DFD, no entanto, também é possível que haja uma subestimação da prevalência de DFD na Austrália, dada a alta incidência de hospitalização e amputação por DFD. 28
Numa pesquisa sobre a Podiatria Sul Africana, das muito poucas informações possíveis que foram possí- veis recolher, percebemos que existe uma preocupação de divulgação junto da sociedade, através do Face- book, do papel do Podiatra na intervenção farmacoló- gica e biomecânica do membro inferior. ÁFRICA Com esta resenha, esperamos ter sido capazes de vos dar uma ideia sobre o que se falou nos cinco continen- tes nos últimos três meses. 29
Saúemdpeé EVENTOS INTERNACIONAIS P (Presencial) | V (Virtual) ABRIL MAIO JUNHO Diabetic Limb Salvage Conference OSC 2021 Ontario Society of XXI Curso de pie diabético, 7 - 10 abril 2021 (V) chiropodists virtual conference Universidad Complutense Madrid 3 - 5 junho 2021 (P) Las Jornadas de Podologia Infantil 7 - 8 maio 2021 (V) 10 abril 2021 (V) XVI Congresso Nacional de Análise tridimensional del Podologia, Matosinhos Jornada Internacional ecográfico de movimento en la toma de 11 - 12 junho (P) los músculos peroneos largo y corto, decisiones terapêuticas para el pie Universidad Complutense Madrid equino de los niños com paralisia 2021 FPMA Summer Conference, 10 - 12 abril 2021 (V) cerebral Bonite Springs, FL, Hyatt Regency 8 maio 2021 (V). Ccoconut Point Resort and SPA International foot and ankle 10 - 12 junho (P) biomechanics community (i-FAB), IFAF 5th Annual Sonoma Seminar, São Paulo, Brasil Sonoma, CA., Hyatt Regency Midwest Podiatry conference, 11 - 14 abril 2021- (P) Sonoma Wine Country Hotel Chicago 13 - 15 maio 2021 (P) 17 - 20 junho 2021 (P) Dermfoot 15 - 18 abril 2021 (V) Hellenic conference of podiatry, Western foot and ankle conference Royal Olympic Hotel, Atenas, 19 - 23 junho 2021 (V) I Jornada Virtual Dia del Podolólogo Grecia y Podóloga. Comunidade de 15 - 16 maio 2021 (P) Madrid 16 - 17 abril 2021 (V) ACFAS Annual Scientific Conference, Las Vegas, NV (ICOPCV) Indicacíon e 18 - 21 maio 2021 (V e P) interpretacíon de los principales parâmetros analíticos em Podologia 24 abril 2021 (V) ECOS DA IMPRENSA Manuel Portela dá entrevista à MAGG e ensina os portugueses a cuidar dos pés em casa Manuel Portela, presidente da Associação Portuguesa de Podologia, deu uma entrevista à MAGG, no passado mês de fevereiro. Em conversa com a jornalista, Manuel Portela deu conse- lhos aos portugueses que, em tempo de confinamento, precisavam de aprender a cuidar dos seus pés em casa. Evitar o uso de chinelos, assim como andar descalço; manter os pés limpos e hidratados, mas nunca pôr cre- me entre os dedos; e secar sempre bem os pés são alguns dos conselhos de Manuel Portela. O podologista fez, também, referência à importância de nos mantermos hidratados e falou do tipo de limas mais apropriadas para as unhas dos pés, entre outras assuntos. 30
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