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Bibliofilia

Published by medusaebook, 2021-11-25 00:47:46

Description: Eliana Borges: edição e projeto gráfico
Editora Medusa

Keywords: eliana borges

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Bibliofilia Sandra Correia Favero O fogo é o ultra vivo. O fogo é íntimo e universal. Vive em nosso coração. Vive no céu. Sobe das profundezas da substância e se oferece como um amor. Torna a descer à maté- ria e se oculta, latente, contido como o ódio e a vingança. Dentre todos os fenômenos, é realmente o único capaz de receber tão nitidamente as duas valorizações contrárias: o bem e o mal. Ele brilha no Paraíso, abrasa no Inferno. É doçura e tortura. [...] Pode contra- dizer-se, por isso é um dos princípios de explicação universal. Gaston Bachelard Bibliofilia – o amor aos livros é o disparador da exposição de Eliana Borges. Seus trabalhos impregnados da liberdade criadora tão cara ao livro, revelam-se aos nossos olhos instigando nossos pensamentos diante das imagens apresentadas. Nosso corpo atravessado pelas obras e ativado por percepções emite sensações vibráteis. A urgência pede passagem: insatisfação; impotência; indignação; incômodo; distúrbio; 125

luz - sombra; contexto; estranhamento; meio; repetição; rastro; fogo - queimadas; umidade; movimento; transformação; manifestação; resistência; religião; fala emudecida; choque; atordoamento; retrocesso; silêncio; romper da terra; desconstruir; fazer acontecer; gritar. A premente necessidade de criação e manifestação convoca a artista. Os livros como meios expressivos e instrumentos de trabalho reverberaram as impressões de Eliana diante da 126

vida. Os fatos que permeiam o dia a dia dos brasileiros na contemporaneidade são subliminar- mente apresentados. Os ventos e os tempos sopram fagulhas que vêm de diversas direções, atiçam as lembranças históricas de bibliotecas queimadas, de coleções inteiras de livros trans- formados em cinzas simbolizando o apagamento do conhecimento, acentuam-se essas chamas pelas constantes e incontroladas queimadas das nossas florestas, pelas perniciosas posturas e ações políticas que reverberam, repetidamente, consequências ambientais e sociais em todas as suas camadas, com o esfacelamento acentuado dos povos originários, da cultura que hoje percebe-se mais próxima da mãe Gaia, da população desassistida do imenso interior do país e da população periférica dos centros urbanos, dos corpos à margem. Ao alinhar sua poética, a artista marca um percurso afetivo, “Oceano de palavras para JC”, entre livros produzidos com pequenas tiragens como, “excri[a]turas - cadernos de tradu- ções”, livros/objetos únicos, matéricos que instigam o manuseio, “Livro d’água” ou “EXTRA- VIO”, dando a ver a extensão de seus questionamentos críticos e trazendo reflexões plásticas a partir de livros da literatura, como “Lance de dados”, em homenagem a Mallarmé. Apropriando-se de livros de direito constitucional, direito penal, direito militar, da bíblia sagrada – “Estado Laico”, de dicionário alemão – “2020”, “oSAGRADO”, resgatados das pra- teleiras de sebos, tomando todos como elementos para transformações e reconfigurações de sentido, questionando através da materialidade do livro, subjetividades diante do Estado caóti- co, “VOCABULÁRIO”, “PSIU”. Não deixando de demonstrar em seus trabalhos a presença cor- poral atuante, fisicamente presente nos movimentos que a fizeram retirar capas, rasgar páginas, acender e apagar chamas, tingir com cores básicas da impressão offset, gravar signos, escrever gravando, amarrar e costurar brochuras e mais brochuras. A instalação “livro módulo ou livro mole”, encadernação que permanece em processo, forma um corpo-serpente que percorre a mata, se alonga, se esgueira e esbarra em uma árvore, 127

sobe, faz que penetra o solo, sai dele potencializada pelas camadas repetidas. Com a exposição ao tempo, pequenos seres vão pouco a pouco dando outra aparência, sobrepondo peles-mus- gos e o livro configurado numa extensão de 10 longos metros vai sendo tomado pela natureza, não se sabe qual aparência terá, mas, com certeza, ao ar livre já não é mais o mesmo. A instalação em processo “coluna que sustenta o quê?” tem em sua superfície os rastros deixados pelo fogo. Num acúmulo de livros de códigos de direito penal, civil, militar, a descon- figuração da justiça e da constituição brasileira, está ali representada. O “ninho da serpente”, encadernação de inumeráveis folhas de jornal formando uma lon- ga massa corpórea, surge do meio de um ninho formado por cipós e segue parecendo rastejar como um grande animal, que logo após expor sua força e domínio sobre o seu ilusório mundo capital, hiberna depois de uma longa, apetitosa e indefesa refeição/nação. No álbum “Reserva de Mercado”, a série de vinte e seis cartazes com imagens da Re- serva Ambiental Bicudinho do Brejo, com sobreposições de desenhos de patentes e desenhos técnicos de produtos, apontam para o passado dos objetos tecnológicos e, ao mesmo tempo, para o futuro, sugerindo o fim daquelas belas imagens de paisagens naturais, numa referência ao desenfreado domínio dos monopólios internacionais que servem de muito bom grado ao sistema neoliberal. A exposição, inicialmente projetada para ocupar um determinado e limitado espaço, dado o momento pandêmico que estamos vivenciando, foi reconfigurada, passou a ocupar com instala- ções uma área de mata, atravessando por entre árvores, marcando espaço e deixando dominar-se por ele e foi preparada para ser apresentada virtualmente. A oportunidade de frequentar presen- cialmente o ambiente expositivo, teve que ser retirada e o público posiciona-se agora em frente às imagens que lhe são apresentadas em tela, através de uma plataforma digital, a interação torna-se primordialmente visual. Com isso, veio a possibilidade de ampliação do público. 128

Com as modificações, de uma exposição física repensada para as redes virtuais, os olhos passam a ser os condutores das sensações, penetram e operam as engrenagens que atravessam essa exposição. O olhar tátil é acionado. Já não acontece mais o deslocamento corporal em meio aos trabalhos presentes no espaço expositivo, os pés não andam por todas as direções, não ouvem o ruído que fazem ao pisar, o olfato não identifica o cheiro do lugar nem pode reme- ter a lembranças, o corpo não percebe a temperatura ambiente. A atmosfera é virtual. Através da tela, ver é perceber as entrelinhas contidas, as intencionalidades da artista. Mesmo que algo escape nesse convívio transferido para o modo virtual, permanece a potência e a resistência para um outro instante, um outro encontro com livros de artista/objetos/instala- ções. 1 BACHELARD, Gaston. A psicanálise do fogo. São Paulo: Martins Fontes, 1994, p.10. 129



Bibliofilia: o livro como objeto de amor Ricardo Corona Em Bibliofilia, Eliana Borges propõe uma exposição, em formato híbrido, montada ao ar livre mas que se apresenta agora em plataforma virtual e flipbook. Artistas visuais têm incluído o objeto livro em suas instalações ou mesmo como obras isoladas. Muitas vezes o livro é a questão central do trabalho. É o caso de Eliana Borges nesta exposição inédita, que traz para o espaço virtual, neste momento de reclusão pandêmica, a potência de livros-objetos intrincados na vida vegetal. A afetividade que esta artista destaca ao livro me faz pensar em uma poética da escrita, poética que vem se construindo ao longo do tempo, uma genealogia afetiva do objeto livro, uma bibliografia – a escrita do e pelo livro. Uma escrita que está presente em muitos outros trabalhos da artista e que traça uma genealogia no seu trabalho. É mais especificamente desta genealogia que gostaria de tratar aqui. O seu objeto, ao mesmo tempo obra e livro, se expande em trabalhos que se acumulam por intermédio de uma escrita que se faz presença, que se instala. Uma escrita que é o próprio trabalho: o objeto livro. Podemos lembrar desta escrita, as instalações-prosas de Eliana Borges: Guardiões (2000), instalação feita com vinte pequenas caixas de madeira com tampa de vidro, nas quais estão narrativas produzidas com corpos fósseis de lagartixas, rabiscos de palavras, fotografias, blocos de papel com bordas chamuscadas; mais trezentas peças de resina transparente e uma tevê, na qual se exibia continuadamente um vídeo. Em Nouvelles the fleurs sich du rose mal, instalação 131

de parede que compõe o trabalho Copyright by (2001), na qual Eliana Borges sulcou e marcou com estilete a superfície de tabletes de parafina tamanho grande, nos quais também embutiu lírios pretos, fazendo-os dialogar com Baudelaire e Blake. Em Carto+grafias [Subjetivas] (2007), os trabalhos feitos em um percurso pelos espaços urbanos e rurais (favelas, rios do interior, ruas, estacionamento de museu etc.), escolhidos entre várias cidades do Brasil, nos quais a artista in- terferiu (escreveu) com agulhas de um metro e meio e adesivos colantes, num gesto-acupuntura “impresso” no corpus de vários lugares destas cidades brasileiras. Estas experiências de escrita – instalações e intervenções – contribuíram para a criação e edição de um “grande livro” chamado oAtlas (2010), com tiragem limitada de 50 exemplares, no qual a marca é uma escrita que remonta essa linha persistente de pesquisa e, em muitos sen- tidos, comemora tópicos de um livro aberto ao inapreensível. Montando essa pequena linha genealógica de alguns trabalhos da artista, é possível no- tar uma forte coerência na pesquisa de Eliana Borges nesta última década, voltada para uma produção em série de livros-objetos, livros de artista e publicações de artista. Ela tem atuado nessas três modalidades, especialmente desenvolvidas em feiras de artistas como a “Tijuana”, “Turnê” e “Armazém”, onde a artista mostrou seus trabalhos mais recentes. A artista materializou um pensamento sobre o livro que lhe devolve aquilo que ele sem- pre nos deu: a liberdade para imaginar. A obra é objeto extremo, pois tem o seu referencial, que é o próprio livro em sua trajetória industrial, de entretenimento ou não, mas que, ao ser captu- rado pela artista para ser recortado, mexido, desmontado, montado novamente, com lombadas e miolos com novas costuras e encadernações, transforma-se em forma singular, parecendo ser dessacralizado para nos orientar para o livro por vir. Dou como exemplo a obra “livro d’água”, que, ao ser manuseada, percebe-se que se tem um objeto escorregadio nas mãos, objeto dan- çante, dada à sua montagem flexibilizada. Estes livros dizem ainda da relação livro-leitor, como 132

um jogo, na acepção utilizada por Émile Benveniste e divulgada por Giorgio Agamben: “A potência do ato sagrado (...) reside na conjunção do mito que narra a história com o rito que a reproduz e a põe em cena. O jogo quebra essa unidade: como ludus, ou jogo de ação, faz de- saparecer o mito e conserva o rito; como jocus, ou jogo de palavras, ele cancela o rito e deixa sobreviver o mito.” Um jogo que se faz na profanação, fora da esfera da religião. Jogar, brincar, feito a criança na sua potência criativa diante de um objeto qualquer. Eis o que mais deve tocar o manuseador atento aos livros de artista. Segundo Maurice Blanchot, em seu fabuloso O livro por vir, “uma das tarefas seria a de mostrar por que e como essa repetição constitui o movimento que lhe abre, lentamente, um caminho”. Um livro feito obra pode ser um caminho aberto para suscitar tanto a ideia descons- trutora quanto a arquitetural, construtivista do objeto livro. Se lhe parecer inacabado, o é feito potência, aproximando-se de outros espaços que poderíamos dizer o da performance ou do lugar onde qualquer um poderá recolher a sua força vital para si. Blanchot diz que o livro, em qualquer forma, é de todos: “O livro é sem autor porque se escreve a partir do desaparecimento falante do autor”. E continua: “O livro é livro quando não remete a alguém que o tenha feito, tão puro de seu nome e livre de sua existência quanto do sentido próprio daquele que o lê”. Pode-se dizer que estas montagens, na medida e na desmedida, operacionalizadas por Eliana Borges, orientam-se para aquilo que Blanchot escreveu: “o livro indica sempre uma or- dem submetida à unidade, um sistema de noções em que se afirma o primado da palavra sobre a escrita, do pensamento sobre a linguagem, e a promessa de uma comunicação que algum dia será imediata ou transparente”. Ao pensar e materializar o livro como obra, Eliana Borges aponta para o livro-cosmo, para o livro cuja singularidade é ser livre. 133

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2021 Exposição individual virtual Bibliofilia, ebook/site, projeto edital Aldir Blanc. Exposição coletiva O inesperado só tem nome depois que aparece, espaço de arte Alfaiataria, Curitiba, PR. Exposição coletiva A ZERO, espaço de arte Alfaiataria, Curitiba, PR. 2020 Exposição coletiva Livros Livres, MASC, Florianópolis, SC. Exposição coletiva Tipografia; Substantivo feminino, 14º Bienal Interna- cional de Curitiba. Exposição coletiva Ser + 1 + RADIVNOC, espaço de arte Alfaiataria, Curitiba, PR. Exposição coletiva exposição coletiva Monumentos Involuntários, Con- temporão, São Paulo-SP. 2019 Exposição coletiva Projeto Armazém: Choque Cultural, São Paulo, SP. 2018 Exposição individual Achados e Perdidos, Galeria Ponto de fuga, Curitiba, PR. Exposição coletiva Irrupção geográfica – transbordamentos possíveis: Fundacão Cultural Badesc, Florianóplis, SC. Exposição coletiva Livro etc, Museu da gravura Cidade de Curitiba. Exposições coletiva Projeto Armazém: MASC, Florianópolis, SC; Casa de Cultura Dide Brandão, Itajaí, SC; Espaço Cultural Armazém – Coletivo Elza, Florianópolis, SC. 2017 Organiza o livro tardanza, ed. Medusa. Publica Passaporte, ed. Medusa. 135

Exposições coletiva Projeto Armazém: Universidade do Extremo Sul Catarinense, sala Edi Balod, Criciúma, SC, Masc, Florianópolis, SC, 2017; Museu da Gravura Cidade de Curitiba, Solar do Barão, Curitiba, PR; Museu escola Catarinense, Florianópolis, SC; CEART, UDESC, sala de leitura/sala de escuta, Florianópolis, SC; Centro de Artes Universidade Federal Fluminense, Niterói, RJ. 2016 Editora da revista de poesia e arte Abrigo Portátil. Performance Sentidos cruzados , V Edição da Água Viva Transbor- da - Mostra de Performance em Curitiba/PR, Água Viva Concentrado Artístico, Curitiba/PR. Coletivo Circuito Grude de lambe, Curitiba/PR, Belo Horizonte/ MG, Brasília/DF, Florianópolis/SC, Fortaleza/CE, Macapá/AP, Natal/ RN, Porto Alegre/RS, Porto Velho/RO, Recife/PE, Rio de Janeiro/ RJ, São Paulo/SP, Terezina/PI, Vitória/ES. Exposições coletivas Projeto Armazém: O Sítio – Arte e Tecnologia, Florianópolis, SC, Espaço Cultural armazém – Coletivo Elza, Florianópolis, SC, Galeria de Arte do SESC, Joinville, SC. 2015 Performance Um Meidosem só sonha entrar no Palácio dos Confetes no Litercultura, Curitiba, PR Exposição coletiva Livros de artistas – espaços Moventes, Museu da Gravura Cidade de Curitiba, PR. Exposição coletiva Projeto Malote, Campinas, SP. Exposição coletiva Mostra do Núcleo de Artes Visuais, SESI/PR e 136

Museu da Gravura Cidade de Curitiba. 2014 Performance Meidosem, nanofestival de performance Monstra, Casa Hoffmann, Curitiba, PR. Exposição coletiva Independência: quem troca?, MUSA, UFPR. Participa com Jardim cmyk do conjunto de publicações Independência: quem troca?, org. Ricardo Corona, Editora Medusa. 2012 Editora da revista de poesia e arte Bólide 2012 | 2014. Série de videoperformance tudocomeçaeacabanacabeça oriki de Ricardo Aleixo. Exposição coletiva Simulacros - Centro Cultural Marte, Montevidéu, Uruguai. Exposição coletiva Proposições sobre o futuro - MAC, Curitiba, PR. Exposição individual, Odradek, Museu da Gravura Cidade de Curitiba, prêmio bolsa produção 5a. edição. 2010 Coordena o Espaço Tardanza, com Joana Corona 2010 | 2014. Performance Alfabeto móvel no Espaço Cultural Cosmorama, Porto, Por- tugal com Ricardo Corona. Performance, Alfabeto móvel no Espaço Ruiz, Madri, Espanha, com Ricardo Corona. Performance, Tsantsa, Museu da Gravura Cidade de Curitiba, com Ricardo Corona. Exposição Nem tudo é provisório, com a musicista Roseane Yam- polski, Casa Andrade Muricy, Curitiba, PR. 137

2009 Grupo Nomos performance, Teatro da Caixa, Curitiba, PR. 2008 Publica A arte em seu estado – História da arte paranaense – vol. I e II, em parceria com Soleni T. Fressato, ed. Medusa. 2007 Performance Jolifanto no Teatro do Paiol com Ricardo Corona. Exposição individual CARTO+GRAFIAs [subjetivas], SESC, Curitiba, PR. Exposição individual CARTO+GRAFIAs [subjetivas], Caixa Cultural, Rio de Janeiro, RJ. 2005 Exposição individual CARTO+GRAFIAs [subjetivas], Museu da Gravura Cidade de Curitiba, PR. 2006 Exposição individual CARTO+GRAFIAs [subjetivas], Caixa Cultural, Salvador, BA. Exposição individual CARTO+GRAFIAs [subjetivas], Centro Cultural Candido Mendes, Rio de Janeiro, RJ. 2004 Publica Tortografia, com Ricardo Corona, ed. Iluminuras. Editora da revista de poesia e arte Oroboro 2004 | 2006. 2001 Exposição individual Prisões – Memorial de Curitiba – PR . Exposição individual Guardiões – Sesc da Esquina – Curitiba – PR. Exposição individual Guardiões – Centro Cultural Candido Mendes, Rio de Janeiro, RJ. Exposição individual Copyright by – Museu Alfredo Andersen, Curitiba, PR. 138

2000 57º Salão Paranaense – Museu de Arte Contemporânea. 1998 Editora da revista de poesia e arte Medusa 1998 | 2000. 1997 54o Salão Paranaense – Museu de Arte Contemporânea. 1995 Exposição individual Monoprint - Sala Celso Garcia Cid - Universidade Estadual de Londrina, PR. 1988 Pós-graduação em História da Arte pela Fundação Armando Álvares Penteado, São Paulo, SP. 1986 Formação em Artes Plásticas pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo, SP. 139

Copyright desta edição © 2020 Medusa Copyright dos textos © 2021 Eliana Borges Textos Sandra Correia Favero Ricardo Corona Revisão Nylcéa Thereza de Siqueira Pedra Fotos Eliana Borges Ricardo Corona Web designer Fernando Ribeiro Oficinas Simara Ramos ISBN 978-65-86276-14-5 Editora Medusa www.editoramedusa.com.br [email protected] facebook.com/EditoraMedusa

PROJETO REALIZADO COM RECURSOS DO PROGRAMA DE APOIO E INCENTIVO À CULTURA - FUNDAÇÃO CULTURAL DE CURITIBA E DA PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA E DO MINISTERIO DO TURISMO


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