Governador do Estado do Espírito Santo José Renato Casagrande Vice-G overnador do Estado do Espírito Santo Jaqueline Moraes Secretária de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado do Espírito Santo – SEAMA Fabrício Machado DIRETORPRESIDENTEDOINSTITUTOESTADUALDOMEIOAMBIENTE E RECURSOS HÍDRICOS DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO – IEMA Alaimar Fiuza Diretor Administrativo Financeiro Harlen Silva Diretor Técnico Elias Alberto Morgan Gerente de Educação Ambiental Anna Cláudia Aparecida de Alcântara Tristão Gerente de Recursos Naturais José de Aquino Machado Junior
Autor Lauro da Cunha Narciso Supervisão Pedagógica Neusa Balbino de Souza Supervisão Técnica Gustavo Braga Rosa | Janine Marta Scandianni João Luiz Gasparini | Joseany Trarbach | Juliana Dias Salgueiro Lívia de Laia Loiola | Rosilene Vieira da Silva Sônia Maria de Oliveira Bragança Revisão Gilberto Pavan Narciso Fotografias Acervo PECF | Acervo GEA | Anderson Durão Viana | Eduardo Hoffman de Barros | Felipe Canuto Miranda | Gustavo Magnago | João F. Tonini João Luiz Gasparini |Karina Furieri | Lauro da Cunha Narciso Leonaro Merçon | Letícia Leite Ferraço | Pedro Peloso Design Everton B. de Souza | Editora Naturalistas Ficha catalográfica Centro de Informação e Documentação - CIDOC L222p Narciso, Lauro da Cunha Parque Estadual Paulo Cesar Vinha: preservando o nosso quintal. / Lauro da Cunha Narciso. Cariacica (ES): IEMA, 2012. 95 p.; il. ; color; 21x25cm ISBN 978-85-63658-01-2 1. Unidade de conservação. 2. Parque Estadual Paulo Cesar Vinha. 3. Parque Estadual - Espírito Santo (Estado). I. Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos. II. Título. CDU 630.27
Agradecemos a todos que direta ou indiretamente colaboraram com este trabalho e especialmente àqueles que ainda se emocionam com o canto de um pássaro livre. Equipe do Centro de Informação e Documentação -CIDOC
APRESENTAÇÃO Em 2011, era lançado a primeira edição da obra “Parque Estadual Paulo Cesar Vinha: Preservando o nosso quintal” que nascia da necessidade de trazer informações em forma de texto e imagens de um lugar com uma beleza exuberante, com uma linguagem que nos faça conhecer e reconhecer a riqueza única que expõe sons, formas, cheiros da natureza preservada. Esta segunda edição, além dos objetivos da primeira tentamos também trazer as necessidades de quem utilizou a obra, os educadores das escolas do entorno em conversas e outras formas de comunicação nos fizeram perceber que a ideia vale muito a pena e que poderia se ampliar para falarmos um pouco mais dos recursos hídricos e cultura local, por exemplo, além da necessidade de atualização das informações nestes dez anos da pesquisa para a primeira edição. Então, em meio a essa mudança de cultura que hoje o mundo vive para a própria sobrevivência, apresentarmos este material é uma lembrança da necessidade de como é importante maior interação e respeito ao meio natural e o Homem, da necessidade do respeito a vida para que a Humanidade mais uma vez se supere. Joseany Trarbach Rosilene Vieira da Silva
INTRODUÇÃO Um belíssimo refúgio, composto por sons, cores, cheiros, texturas e vidas em abundância. Assim é o Parque Estadual Paulo Cesar Vinha que, apesar de sofrer tantas agressões ao longo do tempo, consegue ainda revelar, de forma exuberante, a expressiva beleza e os muitos encantos de seus magníficos atributos naturais. Esta publicação, realizada com muita maestria, destina-s e especialmente a vocês, alunos e docentes das escolas situadas no interior da Área de Proteção Ambiental de Setiba, que fazem parte do cotidiano e da construção da história deste espaço tão especial de proteção da natureza. Este material é dedicado a vocês que, a cada dia, têm a oportunidade de vivenciar todo o vigor que a natureza oferece e que agora vem tão bem ilustrada e evidenciada na beleza desta obra. Cada página deste Atlas traz, de forma lúdica e instigante, a bela composição dos ambientes de restinga encontrados no Parque Estadual Paulo Cesar Vinha, destacando a sua rica fauna e flora bem como os seus principais atrativos naturais. Dessa forma, este trabalho pretende ressaltar as peculiaridades e riquezas do Parque e, também, convidar cada um de seus leitores para participar dos esforços cotidianos que visam ao grande desafio de sua proteção como patrimônio de todos os capixabas. Janine Marta Scandiani Elson Marcelo Kunsch
S UMÁRIO 14 • Brasil 500 Anos Atrás 16 • Brasil Hoje 16 • Unidades de Conservação 16 • Nosso Quintal 16 • Nossa Casa 16 • Paulo Cesar Vinha 16 • História do Parque 16 • Espécies Exóticas 16 • Espécies Ameaçadas de Extinção 16 • Flora 16 • Fauna 16 • Belezas Naturais 16 • Ameaças 16 • Quando for ao Parque
cobertura original da mata atlântica 00
COBERTURA DA MATA ATLÂNTICA ORIGINAL Os portugueses, quando chegaram ao Brasil, depararam-se com uma exuberante floresta com diversidade nunca vista antes: a Mata Atlântica. Naquela época, estendia-se por quase todo o nosso litoral do Norte ao Sul, em 17 dos 26 Estados brasileiros, cerca de 15% do nosso território. Avançava, também, por outros países, como a Argentina e o Paraguai. A Mata Atlântica é muito extensa e compreende vários ambientes, cada um com suas características próprias. Ao nível do mar, as Restingas e Manguezais, passando por diversas formações vegetais, atingindo até altitudes de 2.700m, nos Campos de Altitude. Essa diversidade de ambientes fez da Mata Atlântica um dos locais mais ricos em biodiversidade do Planeta, com milhares de espécies que só ocorrem aqui, muitas delas, infelizmente, hoje estão ameaçadas de extinção. ESPÍRITO SANTO ORIGINAL A Mata Atlântica cobria todo o Estado do Espírito Santo. Aqui, ela se apresenta de diferentes formas. Na região litorânea as Restingas, que possuem características e adaptações para o desenvolvimento em solo arenoso, escassez de água e grande insolação, e o Manguezal, berçário natural para inúmeras espécies. Na região de Linhares ocorre a imponente Floresta de Tabuleiros, com árvores que crescem até 35 metros de altura. Nas montanhas, desenvolveram-se florestas mais densas e com rica biodiversidade, como na região das Montanhas Capixabas, onde foram catalogadas 476 espécies de plantas em apenas um hectare, 10.000 metros quadrados, tamanho equivalente a um campo de futebol. Mais ao sul, a Floresta Estacional Semidecidual, presente no Parque Estadual da Cacheira da Fumaça e os Campos de Altitude, no Parque Nacional do Caparaó. 00
cobertura atual da mata atlântica 00
COBERTURA DA MATA ATLÂNTICA ATUAL Habitada originalmente por populações indígenas que viviam de forma integrada com o ambiente, a degradação iniciou-se na Mata Atlântica somente após a chegada dos portugueses. O primeiro recurso natural explorado de forma inconsequente foi o pau-brasil (Caesalpinia echinata EN), utilizado para a construção de navios, casas e como corante vermelho para tecidos. Hoje, a espécie que deu o nome ao nosso país encontra-se ameaçada de extinção. Desde então, diversos ciclos de exploração da floresta e desenvolvimento descontrolado ocorreram, restando, atualmente, apenas 12,4% da floresta original que havia na época do descobrimento. Os locais mais relevantes encontram-se protegidos em Unidades de Conservação. Durante o breve espaço de tempo em que você está lendo este livro, mais um pedaço da Mata Atlântica já foi destruído. As principais ameaças são: • Desmatamentos • Exploração de madeiras • Caça • Incêndios florestais • Ocupação desordenada das cidades Apesar de ter sofrido tanto com a devastação, a Mata Atlântica ainda possui uma grande biodiversidade. Cerca de 70% da população brasileira, INCLUINDO NÓS MESMOS, depende da conservação deste bioma. Ela é muito importante, pois fornece água, regula o clima, a temperatura, as chuvas e protege as encostas das nossas montanhas. pedSaocminohsoprdioviPlleagniaedtoa sTeprorramtoãoracrhmeoios dneesvtidea! ESPÍRITO SANTO ATUAL pesquise www.sosma.org.br www O queaconteceunoEspíritoSantonãofoidiferentedorestodoBrasil.Mas,foinoiníciodoséculo passadoquehouveumacréscimodasáreasdeplantaçõesepastagens,assimcomonaimplantação de grandes indústrias. Hoje, sobraram apenas 16,4% de matas remanescentes no Estado. Biodiversidade: é toda a diversidade de vida existente: os animais, as plantas, os micro-organismos. Cada um exerce a sua função no ambiente, relacionando-se com os outros, da mesma ou de outra espécie. 00
unidades de conservação natureza Com tanta destruição, ficou evidente a necessidade de protegida preservar áreas com grande beleza cênica e relevância ecológica para que as gerações futuras possam conhecer esses maravilhosos locais do mesmo modo como conhecemos hoje. Uma das formas mais eficientes de conservar o que “ainda resta” de áreas naturais é criando Unidades de Conservação. As Unidades de Conservação são áreas criadas pelo governo municipal, estadual ou federal, para preservar a fauna, a flora, os micro-organismos, as águas e o solo, ou seja, a natureza. Existem dois grupos: as Unidades de Conservação de Proteção Integral e as de Uso Sustentável. Cada grupo possui diferentes categorias, com normas e objetivos específicos. Algumas são encontradas aqui, no Espírito Santo. Para que seus objetivos sejam cumpridos, possuem um documento chamado Plano de Manejo, com diversos estudos e as normas de uso da área, enfim, o que pode e o que não pode ser feito dentro dela. 00
UNIDADES DE CONSERVAÇÃO DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO DE proteção uso integral sustentável Preservar a natureza é o objetivo básico EEsse grupo une a conservação da desse grupo. Somente a utilização indireta natureza com o uso sustentável dos recursos dos recursos naturais é permitida, ou seja, naturais, onde as pessoas vivem em harmonia atividades que não provoquem danos ao com o meio ambiente. Representantes meio ambiente, como educação ambiental, deste grupo, próximo de nós, são a Área de ecoturismo e pesquisa científica. Um belo Proteção Ambiental de Setiba e a Reserva exemplo é o Parque Estadual Paulo Cesar Estadual de Desenvolvimento Sustentável Vinha. Concha D’Ostra. CATEGORIAS DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO CATEGORIAS DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO DE PROTEÇÃO INTEGRAL DE USO SUSTENTÁVEL • Estação Ecológica • Área de Proteção Ambiental • Reserva Biológica • Área de Relevante Interesse Ecológico • Parque • Floresta Nacional • Monumento Natural • Reserva Extrativista • Refúgio da Vida Silvestre • Reserva de Fauna • Reserva de Desenvolvimento Sustentável • Reserva Particular do Patrimônio Natural pesquise www.iema.es.gov.br/parques-estaduais www 00
NOSSO QUINTAL O Parque Estadual Paulo Cesar Vinha está localizado inteiramente no município de Guarapari. Protege uma importante área de Restinga e tem uma área de 1.500 hectares, mais ou menos o tamanho de 1.500 campos de futebol. É o lar de muitas plantas e animais, alguns ameaçados de extinção. Por ser um Parque Estadual, é administrado pelo Governo do Estado, por meio do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (IEMA). É uma Unidade de Conservação de Proteção Integral, da categoria Parque, e seus principais objetivos são: a realização de atividades de educação ambiental, pesquisa científica e turismo ecológico. 00
Entre as principais belezas do Parque, podemos destacar as Dunas D’ulé e suas três lagoas: a Lagoa Feia, a Lagoa Vermelha e a mais famosa e onde é permitida a visitação, a Lagoa de Caraís. As diversas formações vegetais são marcantes, já que é possível observar diversos ambientes ao caminhar pelo Parque. Seus 12km de praias são muito apreciados pelos visitantes, inclusive, pelas tartarugas marinhas, que saem do mar durante à noite para desovar na areia, entre os meses de setembro e março. 00
NOSSA CASA A Área de Proteção Ambiental de Setiba (APA de Setiba) é uma categoria de Unidade de Conservação de Uso Sustentável, onde as pessoas podem viver em contato e harmonia com a natureza protegida. Com aproximadamente 13.000 hectares, rodeia o Parque Estadual Paulo Cesar Vinha e abrange dois municípios. Um pedacinho está no município de Vila Velha e sua maior parte fica no município de Guarapari. Assim como o Parque, é administrada pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (IEMA). A APA de Setiba é uma área muito especial. O Arquipélago das Três Ilhas, por exemplo, além do magnífico cenário dentro e fora da água, possui uma grande biodiversidade. É visitado por mergulhadores e turistas de todo o Brasil. Grande parte da APA de Setiba fica no mar. Sua criação foi um fato importante na história da conservação da natureza no Espírito Santo, pois foi a primeira Unidade de Conservação do Estado que incluiu uma área marinha. 00
D’OSTRA NOSSOS VIZINHOS O Município de Guarapari possui outras áreas naturais protegidas: a Reserva Estadual de Desenvolvimento Sustentável Concha D’Ostra, administrada pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (IEMA), e o Parque Natural Municipal Morro da Pescaria, administrado pela Prefeitura Municipal de Guarapari. Criada em 2007, a Reserva Estadual de Desenvolvimento Sustentável Concha D’Ostra possui uma área de 953,5 hectares e protege uma importante área de Manguezal, no estuário da Baia de Guarapari. Muitas espécies utilizam-na para reprodução, abrigo e alimentação, o que a transforma num berçário natural fundamental para a perpetuação da vida marinha. Uma das características dessa categoria de Unidades de Conservação é que protege, também, o modo de vida tradicional de pescadores artesanais, marisqueiras e catadores de caranguejo. A garantia de proteção proporcionada pela Reserva, associada à utilização sustentável dos recursos naturais, ajudam na conservação da natureza e na qualidade de vida das pessoas que dependem desse local para sobreviverem. O Parque Natural Municipal Morro da Pescaria é um dos principais atrativos do Município de Guarapari. Foi criado em 2007, possui 128,15 hectares e está localizado entre a praia da Cerca e a Praia do Morro. Suas trilhas conduzem os visitantes até as praias do Ermitão, Areia Vermelha e do Sul, onde, além de apreciarem belas paisagens, é permitido o mergulho contemplativo em águas cristalinas. 00
NOSSA REGIÃO A fauna e a flora não reconhecem os limites criados pelo homem. Os animais, por exemplo, mesmo protegidos pelo Parque, circulam em outras áreas não protegidas para procurar abrigo ou alimento. Morar no entorno de uma Unidade de Conservação exige grande responsabilidade, pelo contato constante com a natureza. A região que circunda uma Área Natural Protegida é chamada de Zona de Amortecimento. Tanto a parte interior quanto o entorno têm importância mutua, por isso, essa zona tem normas e objetivos específicos para garantir a conservação do meio ambiente. Respeitando essa dinâmica da natureza, garantimos para as futuras gerações esse local de extrema beleza e riqueza biológica única no Estado do Espírito Santo. 00
NOSSA CULTURA Um artesanato característico da região é a cerâmica, com destaque para as panelas de barro. Ao longo da Rodovia do Sol, que passa no limite do Parque, estão localizados diversos ateliês dedicados à produção e comercialização de cerâmica. Um artesão muito famoso na região foi o Sr. Manoel Francisco Dias, conhecido como Mestre Pixilô (1940 - 2014). Nasceu em Ingá de Bacamarte na Paraíba, e durante 50 anos dedicou-se ao ofício da cerâmica. Viveu 25 anos em Guarapari, onde criou seus 13 filhos que continuam a tradição paterna. Mestre Pixilô foi um personagem conhecido nas feiras de artesanato em todo o Brasil, tendo participado de centenas delas, sempre mostrando a tradição da panela de barro e enaltecendo o Estado do Espírito Santo. Seu atelier era localizado no entorno do Parque Estadual Paulo Cesar Vinha, do qual foi membro do Conselho Consultivo, demonstrando que, além da dedicação à arte cerâmica, era uma pessoa preocupada com a conservação da natureza. Em 2016, dois anos após seufalecimento, o Governo do Estado instituiu a Comenda do Mérito Legislativo Artesão “Mestre Pixilô”, que é concedida às pessoas que se destacam na produção artesanal. 00
MAPA DE LOCALIZAÇÃO BA MG VITÓRIA ES GUARAPARI VITÓRIA ANCHIETA RJ 00
00
uma vida de luta a FAVOR DO MEIO AMBIENTE Em 1994, o nome do Parque Estadual de Setiba foi mudado para Parque Estadual Paulo Cesar Vinha. Uma merecida homenagem para uma pessoa que amava muito a natureza e lutava pelos direitos de todos. Mais que um biólogo, era um desbravador curioso, que gostava de conhecer e estudar o espetacular ecossistema de Restinga. Em 1993, aos 37 anos, foi assassinado por defender o que acreditava: a conservação do meio ambiente. Paulo Cesar Vinha foi um homem que viveu e morreu por um mundo mais bonito e justo. 00
A Empresa Capixaba Para vitória da Em homenagem Inicio da dup de Turismo incentivou a natureza, no dia 5 ao ambientalista, de 28,5 km d ocupação com o de junho, quando é o nome do Rodovia do S Loteamento Cidade do comemorado o Dia Parque foi impulsionou Sol, localizado entre a Mundial do Meio alterado para turismo e lev Ponta da Fruta e Setiba. Ambiente, foi Parque Estadual aumento criado o Parque Paulo Cesar populaciona Anos 70 Estadual de Setiba. Vinha. Nesse especulação imobiliária na 1990 UMA BREVEmesmo ano, também foi criada a região. APA das Três Ilhas, para 1999 HISTÓRIAminimizarem os impactos na região. Outro fato importante é 20 que, nesse ano, o Parque foi Infe DO PARQUEaberto para visitação. Mais Estadual1994 Incê Flor Anos 60 Anos 80 1P99A3 UL 1998Esse foi o anoA APA das Três Aproveitando Para a construção dos mais triste da Ilhas passa a ser história do Parque. chamada de APA grandes investimentos loteamentos Recreio de Paulo Cesar Vinha econômicos em Vila Setiba e Tropical Clube, CEsARNo dia 28 de abril, ou simplesmente Velha e Guarapari, muitas árvores foram APA de Setiba. muitas pessoas derrubadas numa área de o ambientalista Nesse mesmo ano vieram morar na grande importância ecológica. Paulo Cesar Vinha ocorreu um grande região. Além disso, a região era foi assassinado no agredida com a retirada de areia, a caça e queimadas iNHAlimite norte do criminosas. Parque, próximo à incêndio florestal. • 1989 - Percebendo a degradação do meio ambiente Praia da Sereia. na região, a comunidade começou a organizar-se para proteger a natureza.
A Empresa Capixaba Para vitória da Em homenagem de Turismo incentivou a natureza, no dia 5 ao ambientalista, ocupação com o de junho, quando é o nome do Loteamento Cidade do comemorado o Dia Parque foi Sol, localizado entre a Mundial do Meio alterado para Ponta da Fruta e Setiba. Ambiente, foi Parque Estadual criado o Parque Paulo Cesar Anos 70 Estadual de Setiba. Vinha. Nesse mesmo ano, também foi criada a 1990 APA das Três Ilhas, para minimizarem os impactos na região. Outro fato importante é que, nesse ano, o Parque foi aberto para visitação. 1994 Anos 60 Anos 80 1993 1998 Aproveitando Para a construção dos Esse foi o ano A APA das Três grandes investimentos loteamentos Recreio de mais triste da Ilhas passa a ser econômicos em Vila Setiba e Tropical Clube, história do Parque. chamada de APA Velha e Guarapari, muitas árvores foram No dia 28 de abril, Paulo Cesar Vinha muitas pessoas derrubadas numa área de o ambientalista ou simplesmente vieram morar na grande importância ecológica. Paulo Cesar Vinha APA de Setiba. região. Além disso, a região era foi assassinado no Nesse mesmo ano agredida com a retirada de limite norte do ocorreu um grande areia, a caça e queimadas Parque, próximo à incêndio florestal. criminosas. Praia da Sereia. • 1989 - Percebendo a degradação do meio ambiente na região, a comunidade começou a organizar-se para proteger a natureza.
Linha do tempo Inicio da duplicação Foram finalizados Descrita Foi descoberto o de 28,5 km da os Planos de Manejo uma nova primeiro Sitio Rodovia do Sol, que da APA e do Parque. espécie de Arqueológico no impulsionou o No ano seguinte, eles anfíbio interior do Parque, turismo e levou ao foram oficializados. endêmica onde foram aumento da região do encontrados populacional e 2007 Parque, o Melanophryniscus vestígios de especulação setiba CR. Nesse mesmo cerâmica utilizados imobiliária na ano iniciou o Projeto trilha por populações região. Cidadã, que amplia a indígenas que acessibilidade para habitaram a região 1999 diferentes públicos no Parque. 2020 2012 2002 2008 201X O futuro está em suas mãos! Infelizmente! Um grande incêndio Neste ano 50% Mais um florestal destruiu de sua área foi Incêndio aproximadamente regularizada, Florestal... 30% do Parque, uma marco importante área do tamanho de para o Parque e 435 campos de para conservação futebol. da natureza no Estado. X
FAUNA e flora a vida que nos cerca Conhecendo o Parque, é possível saber um pouco mais sobre muitos animais e plantas. Existem aqueles que estão sempre escondidos e outros, maiores, com os quais todos estão familiarizados. Animais e plantas relacionam-se e participam uns da vida dos outros. Essa relação íntima ajuda a manter o equilíbrio natural do ambiente, proporcionando a sobrevivência de todas as espécies. Conservar o Parque é ajudar a manter esse equilíbrio e garantir a continuidade de vida para a flora e a fauna da região. NOME CIENTÍFICO Cada animal e planta possui duas identificações. O nome popular, que muda de acordo com a região, e o nome científico, que é único no mundo inteiro, para que as pessoas tenham certeza de que estão falando da mesma espécie. Ex.: O Tamanduá-mirim como aqui é conhecido, em outras regiões é chamado de tamanduá-de-colete. Seu nome científico é Tamandua tetradactyla. 00
ESPÉCIES NATUREZA ESTRANHA São os animais ou plantas que se desenvolvem fora de seu ambiente de origem, levados pelo homem ou de forma natural. Por não possuírem predadores naturais, competem com a fauna e a flora nativa por espaço e alimento. Podem alterar o ambiente de tal forma que acabam prejudicando as espécies nativas. Equipe do Parque retirando piteiras próximas à Lagoa de Caraís 00
AAlém dos prejuízos para a natureza, essas espécies podem causar doenças ou trazer danos para a agricultura, afetando nossa saúde e a economia. Muitas espécies de animais e plantas que vemos em nosso dia a dia são exóticas, como o jamelão (Syzygium cumini) e a castanheira (Terminalia catappa). Caramujo Gigante Africano (Achatina fulica) NNa década de 80, esse caramujo foi trazido para o Brasil com a intenção de ser vendido como “escargot”, que é muito apreciado na culinária europeia. No entanto, sua comercialização não obteve sucesso almejado e seus criadores acabaram descartando-o em qualquer lugar. Por reproduzir-se rapidamente, espalhou-se por todo o país. O caramujo-gigante-africano é predador de plantas e compete por espaços e alimentos. Na agricultura, ele é uma praga capaz de arrasar plantações. Para o homem, ele pode transmitir diversas doenças, quem em alguns casos, podem ser letais. Por esse motivo, tem que ser capturado com todo cuidado, sempre por um adulto que não deve tocá-lo diretamente sem proteção. Piteira ou Pita (Furcraea foetida) Por ser apreciada como planta ornamental, está muito disseminada. Instala-se com facilidade em terrenos degradados, costões rochosos e pastagens, excluindo as espécies nativas ali encontradas. Em grande quantidade, formam barreiras impedindo o tráfego de animais silvestres. A piteira pode ser usada para fins econômicos. Suas folhas possuem fibras muito grossas e resistentes, excelente matéria-prima para confecção de cordas e barbantes. 00
ESPécIES AMEAçaDAS DE EXTInçãO Com a intensa destruição da natureza, várias espécies de animais e plantas ficaram ameaçadas de extinção. Podem desaparecer se não tiverem um local adequado para sobreviver. Algumas delas são encontradas no Parque Estadual Paulo Cesar Vinha que, por ser uma Área Natural Protegida, é um refúgio para todas espécies. Principais motivos Destruição do ambiente natural Caça e coleta de animais e plantas Introdução de espécies exóticas Algumas espécies estão mais ameaçadas do que outras, por diversos motivos. Precisam de áreas maiores para sobreviver, vivem em regiões específicas, ou são mais sujeitas à caça, além de outros fatores. Por isso, as espécies ameaçadas de extinção são classificadas por categorias de ameaça. 00
Coroa-de-frade (Melocactus violaceus) Uma espécie ameaçada de extinção que ocorre no Parque é um Cactus chamado Coroa-de-frade (Melocactus violaceus), encontra-se na Categoria Vulnerável . É endêmica do Brasil e ocorre na região Sudeste e Nordeste, nos biomas Mata Atlântica e Caatinga. A principal ameaça é a sua retirada do ambiente natural para uso ornamental e a expansão urbana, principalmente em áreas de Restinga. categorias das espécies ameaçadas Vulnerável Em perigo Criticamente Em perigo Alto risco de extinção Risco muito alto de extinção Risco extremamente alto na natureza na natureza de extinção na natureza 00
ESPÉCIES ENDÊMICAS Em nenhum outro lugar do planeta São espécies encontradas em apenas uma determinada região ou ecossistema. Existem animais e plantas que vivem somente na Mata Atlântica e outros que são encontrados apenas no Espírito Santo. Assim, dizemos que são espécies endêmicas dessas regiões. Em 2005, herpetólogos, que são pesquisadores que estudam anfíbios e répteis, tiveram uma agradável surpresa em sua pesquisa no Parque. Encontraram uma espécie de anfíbio desconhecida e sem registros até aquele ano. A partir desse momento, intensificaram suas pesquisas e, depois de muito esforço, concluíram que se tratava de uma nova espécie, endêmica daqui. Em 2012 foi apresentada com um nome que homenageia a região: Melanophryniscus setiba . Trata-se de um pequeno sapo de coloração marrom, com apenas 15 mm de comprimento que vive na serapilheira, principalmente na Mata Seca. As pesquisas mostraram que sua alimentação consiste de formigas e ácaros. 00
Ocorre somente no Parque e na APA, assim, pela pequena área de ocorrência, entrou para o Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção na categoria mais alta, Criticamente em Perigo . O Parque garante a conservação do Melanophryniscus setiba, mas a degradação das áreas de Restinga, onde potencialmente pode ocorrer, é sua maior ameaça. Muitas pesquisas ainda serão realizadas para conhecer e garantir a conservação desse anfíbio que já é um símbolo da região. 00
diversidade diversidade A Restinga é a vegetação encontrada Você sabia que existe um nome para aquela vegetação próxima à praia? Pois é! Chama-se RES nas praias e planícies costeiras em praticamente todo o litoral brasileiro. Além de dar abrigo e alimento para muitos animais, é fundamental na fixação das dunas. A retirada dessa proteção natural pode fazer com que a areia invada as casas e as estradas, como aconteceu na antiga Vila de Itaúnas, em Conceição da Barra. Possui diversos ambientes, cada um com características próprias, chamados de “formações vegetais”. Há lugares onde crescem plantas rasteiras, outros estão sempre alagados, ou lugares secos com árvores altas que podem chegar a mais de 20 metros de altura. CONSULTE O MAPA NO FINAL DO LIVRO 00
A antiga vila de Itaúnas era um vilarejo à beira mar. As pessoas tiravam seu sustento da fabricação de farinha de mandioca, da pesca e da agricultura familiar. Com a retirada da Restinga, a areia começou a avançar lentamente sobre a vila. A partir da década de 50, a areia começou a invadir as casas e, aos poucos, os moradores abandonaram a vila que foi sendo soterrada. Até pouco tempo atrás, ainda era possível ver um pedacinho da torre da Igreja. Hoje vemos apenas as dunas que, apesar da beleza cênica, são o triste resultado da ação do homem na natureza. Em 1986, as Dunas de Itaúnas foram tombadas como Patrimônio Histórico, Paisagístico e Cultural pelo Conselho Estadual de Cultura. Cinco anos depois, em 1991, foi criado o Parque Estadual de Itaúnas. serrapilheira É aquela camada de folhas, galhos, frutos e restos de animais em decomposição que fica por cima do solo. A serrapilheira é muito importante, pois é a principal fonte de nutrientes para a floresta. É o adubo da floresta! 00
HALÓFILA-PSAMÓFILA São formações com plantas rasteiras que crescem mais perto da praia e as que começam a desenvolver- se em direção à mata. Elas podem chegar a um metro de altura. São essenciais para a fixação de dunas. A parte mais próxima à praia é adaptada ao “sobe e desce das marés”, pois são frequentemente banhadas pela água do mar. Uma espécie característica é a salsa-da-praia (Ipomoea pes-caprae). palmae Paralela ao mar, é formada por plantas de menor porte que podem crescer até 1,5m de altura. Uma espécie típica dessa formação, cujo fruto é muito apreciado pelo cachorro-do-mato, é o guriri (Allagoptera arenaria). É comum, também, a pimenteira (Jacquinia armillaris ), que está ameaçada de extinção. 00
vegetação sobre dunas Ocorre na região norte do Parque, é composta por plantas rasteiras e de pequeno porte. Apresenta uma grande importância para a manutenção dessa paisagem, pois são essas plantas que fixam a areia das dunas, evitando que se espalhem pela ação dos ventos. A maçã-da-praia (Chrysobalanus icaco) e o guriri (Allagoptera arenaria) são espécies comuns. floresta periodicamente inundada Essetipodevegetaçãopermaneceinundado em algumas épocas do ano, devido à variação do nível do lençol freático. As árvores podem chegar a 20 metros ou mais de altura. Entre as espécies predominantes, destacam-se o guanandi-cedro (Calophyllum brasiliense), o guanandi (Symphonia globulifera) e a cupuba (Tapirira guianensis). 00
brejo herbáceo O brejo herbáceo desenvolve-se em locais alagados, entre os cordões arenosos, onde podem crescer até 2,5 metros de altura. Uma espécie bem conhecida desse ambiente é a taboa (Typha domingensis), que é utilizada na fabricação de esteiras. Mata seca da restinga A Mata Seca de Restinga possui uma grande diversidade de espécies. O solo é coberto por uma camada de serrapilheira de até 20 centímetros de profundidade. Suas árvores atingem até 15 metros de altura, entre elas a gabirobeira (Campomanesia guazumifolia), que produz a apreciada gabiroba. Bromélias e orquídeas desenvolvem-se no solo e nas árvores, embelezando o ambiente. Algumas estão ameaçadas de extinção, como as orquídeas catléia (Cattleya guttata e a Cattleya harrisoniana ) e a sumaré-gigante (Cyrtopodium gigas ). 00
brejo ARBUSTIVO Essa vegetação ocorre em locais mais úmidos e alagados, de difícil acesso, crescendo até quatro metros de altura. São comuns a quaresmeira (Tibouchina pallida) e o abricó-nativo (Bonnetia stricta). FORMAÇÃO ABERTA DE ERICACEAE Ocorre onde o lençol freático está mais próximo da superfície. Por isso, em algumas épocas do ano, esse local pode ficar com uma fina camada de água. Essa vegetação apresenta-se em moitas, de três a quatro metros de altura. Entre elas aparece uma vegetação entre moitas, de plantas menores, com até 50cm de altura. Entre as espécies encontradas temos: a bromélia (Vriesea neoglutinosa), o alecrim-do-rego (Agarista revoluta), a Clusia (Clusia spiritu-sanctensis) e a canela-do-nativo (Rhodostemonodaphne capixabensis ), ameaçada de extinção. 00
Pós-Praia Podem crescer até quatro metros de altura e ocorrem após a Halófila-psamófila. Como o solo é bastante arenoso, essa vegetação também atua como fixadora de dunas. Muitas espécies apresentam espinhos, como os cactos (Cereus fernabucencis e Pilosocereus arrabidae) e o gravatá (Bromelia antiacantha), dificultando a circulação entre elas. Uma espécie muito disseminada é a aroeira (Schinus terebinthifolia). floresta permanentemente inundada Ocorre na parte sul do Parque. Seu nome já diz tudo: “está sempre inundada”. Possui árvores com porte de até 15 metros de altura. Uma espécie comumente conhecida e ameaçada de extinção é o pau-tamanco (Tabebuia cassinoides ). 00
vegetação de afloramentos rochosos Encontrada nas rochas ao lado da Lagoa de Caraís, essas plantas adaptaram-se a um ambiente com pequena camada de solo, ficando em contato quase direto com a rocha. Algumas plantas medem até um metro de altura. Uma espécie característica é a japecanga-preta (Smilax rufescens). FORMAÇÃO ABERTA DE CLUSIA Com o lençol freático bem abaixo da superfície, essa área não inunda. O tipo de vegetação encontrado é confundido com a Formação Aberta de Ericaceae, pois também aparece em moitas e entre moitas. Ocorre, em grande quantidade, uma espécie chamada clusia (Clusia hilariana), além de orquídeas e bromélias. As moitas são de quatro e seis metros de altura e a vegetação entre moitas tem plantas de até 50cm de altura. 00
FAUNA dos pequenos insetos às imensas baleias 00
Uma grande diversidade de animais na região do Parque e da APA habita os mais variados ambientes, cada um com suas características e funções específicas. Toda espécie é uma importante peça desse incrível “quebra-cabeça” chamado NATUREZA. A ausência de apenas uma dessas peças faz uma grande falta neste perfeito jogo da vida. Eles mantêm uma relação próxima com outros bichos e plantas na alimentação, reprodução e abrigo. Existem espécies que se alimentam de outros animais, os carnívoros. Alguns alimentam- se somente de plantas, os herbívoros. Àqueles que comem animais e plantas, chamamos de onívoros. Muitos estão em maior atividade durante a noite, outros preferem o dia e alguns são mais ativos no início da manhã ou no final de tarde. Conhecendo um pouco mais de toda essa riqueza, aprenderemos a respeitar o meio ambiente e que, com pequenas ações, podemos ajudar na conservação da nossa região ESPÉCIES INDICADORAS DE QUALIDADE AMBIENTAL Há espécies extremamente sensíveis às alterações no ambiente, que podem desaparecer caso essas alterações aconteçam. A presença dessas espécies é o indicativo do bom estado de conservação da natureza. 00 39
IN OS TÃO PEQUENOS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES Tente imaginar quantos insetos diferentes que você já viu até hoje. Com as mais variadas formas, é a maior classe do reino animal e são encontrados em quase todos os ambientes do nosso Planeta. Os insetos chamam a atenção não só pela grande variedade, mas, também, por serem animais importantíssimos para a conservação dos ambientes em que vivem. São extremamente sensíveis às mudanças ambientais causadas pelo desmatamento, queimadas, poluição da água e do ar, além das mudanças no clima. Por isso, são considerados excelentes indicadores de qualidade ambiental. Alguns são tão sensíveis que, a qualquer sinal dessas alterações, podem simplesmente desaparecer. E não é só isso! Mais que indicadores, os insetos desempenham um importante papel ecológico para a vida natural. Atuam como polinizadores, decompositores, predadores, dentre outras funções. OParque Estadual Paulo Cesar Vinha abriga uma enorme diversidade de insetos, tais como: formigas, abelhas, besouros, gafanhotos, grilos e muitos mais. 00
Search
Read the Text Version
- 1
- 2
- 3
- 4
- 5
- 6
- 7
- 8
- 9
- 10
- 11
- 12
- 13
- 14
- 15
- 16
- 17
- 18
- 19
- 20
- 21
- 22
- 23
- 24
- 25
- 26
- 27
- 28
- 29
- 30
- 31
- 32
- 33
- 34
- 35
- 36
- 37
- 38
- 39
- 40
- 41
- 42
- 43
- 44
- 45
- 46
- 47
- 48
- 49
- 50
- 51
- 52
- 53
- 54
- 55
- 56
- 57
- 58
- 59
- 60
- 61
- 62
- 63
- 64
- 65
- 66
- 67
- 68
- 69
- 70
- 71
- 72
- 73
- 74
- 75
- 76
- 77
- 78
- 79
- 80
- 81
- 82
- 83
- 84
- 85
- 86
- 87
- 88
- 89
- 90
- 91
- 92
- 93
- 94
- 95
- 96
- 97
- 98
- 99
- 100
- 101
- 102
- 103
- 104
- 105
- 106
- 107
- 108
- 109
- 110