Doadores ApVrievnedr ee r | Newsletter Mensal | Edição 187 | Ano 22 | MAIO 2023 www.a2000.pt Integração Profissional Márcio Carvalho Ler mais… (Pág. 5 - 6) Ler mais (pág. 22) FORMAÇÃO Armamar PROFISSIONAL CAARPD Ler mais (pág. 29) Murça 4ºs Jogos da ANDDI Portugal - Paredes “o CAARPD de Murça ganhou, a A2000 ganhou!” Apoios
EDITORIAL EDIÇÃO Nº 187 Ficha Técnica Propriedade: A2000 Contribuinte: 505 045 125 tentes são de extrema importância e Coordenação e Edição: relevância. António Ribeiro A A2000 com mais de duas décadas Produção, Paginação e de existência, nascida em Santa Marta Revisão: de Penaguião é, sem dúvida, e consi- derando tudo o anteriormente dito, Kelly Guedes e Daniel Silva uma parceira inestimável e indispen- sável ao bem-estar dos Penaguienses. Trabalho Para todos os progenitores e/ou res- Índice e Dedicação à Comunidade ponsáveis por aqueles que necessitam Penaguiense... de atenção e cuidados especiais, é um conforto, e para todos uma referên- H omens e mulheres, idosos, cia. jovens ou crianças, indepen- dentemente da origem ou Atenta, mutante e ativa, a A2000 é CRIP 4 extrato social, merecem, e parte integrante da nossa estrutura Destaque: 5 têm direito, a uma vida digna, de qua- social, e por isso, com ela continu- Integração 9 lidade, confortável, sempre orientada amos a celebrar protocolos, porque Profissional 11 para o sucesso e valorização do indiví- lhe reconhecemos trabalho e dedica- duo, independentemente da sua limi- ção à comunidade penaguiense. INR tação, física ou mental. Dr.ª Sílvia Silva, CLDS 4G Nesta senda, toda e qualquer ação social ou humanitária tem e terá sem- Vice-Presidente do Município de San- pre o suporte possível e indiscutível ta Marta de Penaguião do Município de Santa Marta de Pe- naguião, porque esta é uma das Formação Inicial e 13 áreas, por excelência, abraçada logo Formação Contínua em 2013, pelo atual executivo munici- 25 pal. CRI Espaços de Convívio 7 Sendo o nosso concelho maioritaria- 17 mente rural, com escolaridade asse- CAARPD 21 gurada só até ao 9º ano e com IPSS’s Intervenção 23 limitadas por dificuldades financeiras, Precoce na Infância 27 é evidente que existem uma série de 31 respostas que não conseguimos ofe- Doadores do mês recer e para as quais necessitamos de ajuda especializada. Neste sentido, todas as associações de solidariedade social e humana que venham ao encontro das lacunas exis- Viver e Aprender | Edição 187 | MAIO 2023 Página 3 de 32 EDITORIAL
Integração Profissional Márcio Carvalho Junta de Freguesia de São Mamede de Ribatua O Márcio foi recentemente integrado profissional- mente na Junta de Freguesia de São Mamede Mamede de Ribatua, o Márcio “desempenha as tarefas através de uma medida ativa de emprego, Con- que lhe são propostas com grande profissionalismo, in- trato-Emprego Inserção + (CEI+) tegridade, honestidade e sobretudo pontualidade, sendo um exemplo para outros funcionários,” acrescentando Após ter sido sinalizado pelo Centro de Recursos para a que “ é evidente que adora aquilo que faz.” Inclusão Profissional (CRIP) da A2000, o Márcio foi avali- A adaptação do Márcio às rotinas e exigências do traba- ado primeiramente no âmbito da medida IAOQE lho diário foi um aspeto bastante positivo elencado pelo (Informação, Avaliação e Orientação para a Qualificação autarca no âmbito deste processo: Apesar de o Márcio, e Emprego) do Centro de Recursos, para depois realizar ser uma pessoa com deficiência desempenha com gran- uma experiência laboral no decorrer do Apoio à Coloca- de mestria as suas funções, sendo um verdadeiro exem- ção. Finda esta experiência, que decorreu de forma mui- plo de profissionalismo e dedicação. to positiva, veio o CEI+ e a continuidade do vínculo do Márcio à Junta de Freguesia. Também o apoio da A2000 foi elogiado pelo Presidente de Junta, consciente da necessidade de criar mais opor- Para o Márcio, exercer atividade profissional na Junta foi tunidades a pessoas com deficiência ou incapacidade, sempre o seu objetivo de vida, referindo que “gosta de em prol da sua qualidade de vida: “A Junta de Freguesia trabalhar na Junta todos os dias, de fazer de tudo” sali- está recetiva para integrar mais pessoas com deficiên- entando que é muito feliz e que “toda a gente gosta de cia, bem como a estabilizar os seus vínculos, mas com mim na aldeia”. É esta motivação e ligação ao mundo do os devidos apoios financeiros, até porque as condições trabalho que se torna fundamental para o nosso cliente. financeiras das Juntas de Freguesia são muito frágeis, Quando questionado sobre as tarefas que realiza, refere mas acredito que com o apoio por parte da Governação que faz um pouco de tudo: “varre e limpa as ruas, corta a Central e com a devida legislação as pessoas com defi- erva, limpa as bermas com a vassoura”, acrescentando ciência terão mais motivos para sorrir”. Refere ainda o que faz o que é preciso para manter a sua aldeia bonita. papel fundamental da A2000 na consciencialização da O Presidente reforça dizendo que concretiza as tarefas responsabilidade social por parte das entidades: “O “com o maior profissionalismo.” apoio da Associação A2000 tem sido fulcral na defesa dos interesses das pessoas com deficiência e desempe- Para Mário Vaz, Presidente da Junta de Freguesia de São nha uma parceria importante com as Juntas de (…) Viver e Aprender | Edição 187 | MAIO 2023 Página 5 de 32 CRIP
(…) Freguesia, foi a sua atitude proactiva que fez despo- O Presidente, Mário Vaz, finaliza a entrevista referindo a letar este contrato.” importâncias da união das entidades na promoção da in- clusão: “Acreditamos que haverá mais jovens como ele a necessitar de emprego, a carecer apenas de uma oportu- nidade. Se as entidades empregadoras e as Associações forem unidas, criarem parcerias e oportunidades para es- tas pessoas, teremos certamente um mundo mais justo para todos.” Fátima Teixeira, Técnica de Apoio Mário Vaz - Presidente da Junta de Freguesia de São Mamede de Ribatua Junta de Freguesia de São Mamede de Ribatua Horário de Funcionamento: Largo do Pelourinho, nº 2 Terças: 18h-19h 5070-476, São Mamede de Ribatua Sextas: 18h-19h [email protected] Sábados: 18h-19h 259 662 216 CRIP Viver e Aprender | Edição 187 | MAIO 2023 Página 6 de 32
DOADOR DO MÊS Viver e Aprender | Edição 187 | MAIO 2023 Página 7 de 32 DOADOR DO MÊS
INR EPA - Empowerement, Participação e Autorrepresentação N o mês de maio, o projeto EPA – Empowerment, Participação e tir ou o que comer) ou podem ser es- ficamos todos os passos necessá- Autorrepresentação, cofinanci- colhas difíceis (como escolher o local rios para a concretização da mesma ado pelo INR, I.P., desenrolou- onde viver ou uma profissão a seguir). – lá mais para a frente contamos qual é o destino. se nos seus três concelhos Para entender melhor estes concei- (Armamar, Tabuaço e Poiares - Peso tos fizemos debates, jogos e dinâmi- da Régua) abordando as mesmas te- cas de grupo com situações reais. máticas, mas com algumas diferen- Demos a nossa opinião sobre estes ças, conforme as idiossincrasias dos assuntos que, como fazem parte da elementos dos grupos. nossa vida, nem sempre pensamos Em Armamar, já fizemos a apresenta- muito bem sobre eles. ção do projeto EPA – Empowerment, Enquanto cidadãos somos chamados Por fim, entendemos melhor a dife- Participação e Autorrepresentação - a escolher os nossos representantes rença entre líderes e chefes. Igual- ao sr. Vice-Presidente (António Manu- em diversos atos: Eleições autárqui- mente em grupo, fizemos pesquisas el Silva) e à sra. Vereadora (Cláudia cas, legislativas e Presidenciais. Por na internet e com imagens entende- Damião) que se mostraram muito tudo isto, o processo de ESCOLHER mos a diferença entre estes e deco- interessados e curiosos. não é fácil, pois implica termos infor- ramos a nossa sala: estamos a de- mação sobre todas as possibilidades senvolver competências para melhor nos autorrepresentarmos. de escolha e conhecermos as suas consequências de forma a tomarmos Em Tabuaço e Poiares gravamos um a melhor DECISÃO. Decidir é então Nas dinâmicas de grupo que fizemos, vídeo de apresentação do projeto que escolher uma, entre várias opções, e concluímos que o líder mostra o ca- será oportunamente exibido. isso torna-se difícil porque implica minho, vai à frente, transforma o gru- perder outras possibilidades, princi- po de pessoas numa equipa. É, por Na generalidade dos grupos, este palmente quando temos de tomar isso, transformador. Para ser líder mês, trabalhamos questões relacio- decisões para resolver problemas ou temos de reunir uma serie de carac- nadas com direitos legais e onde são simplesmente para escolher alguma terísticas, mas a que destacamos é a feitas as Leis, porque para exercer- oportunidade. forma de comunicar (que abordamos mos a nossa cidadania e participação temos de conhecer as Leis que nos PLANEAR é também importante. Es- regem. Como resultado elaboramos miuçamos este processo e percebe- um cartaz sobre a Assembleia da Re- mos que significa pensar nas várias pública e as várias etapas que as fases que precisamos para que a Leis têm de passar até serem enten- nossa ideia se torne real. Em grupo, didas como tal. planeamos uma grande viagem e veri- Aprendemos sobre o processo de Es- anteriormente): Um líder é sempre colher, Decidir e Planear. assertivo. São palavras fáceis de pronunciar, Alexandra Santos, mas que na sua essência se tornam Técnica da A2000 difíceis de entender e de colocar em prática. Na nossa rotina diária, faze- mos escolhas que podem ser fáceis (como por exemplo, decidir o que ves- Viver e Aprender | Edição 187 | MAIO 2023 Página 9 de 32 INR
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Poiares - Peso da Régua Visita à XXIV Feira do Livro e à Biblioteca Municipalo dia 16 de maio o Curso 1 – Mickey e com a Minnie. Eu adorei muito!” Ação 1 - Assistente Operacional – Paulo Rodrigues de Poiares, fez uma visita à XXIV “A biblioteca é muito importante porque faz com que as pessoas venham ler e se N Feira do Livro do Douro e à Bibli- divirtam. Os livros são muito importantes para os adultos aprenderem a ter uma oteca Municipal do Peso da Régua, no leitura melhor. A feira em si tinha livros âmbito da Componente de Linguagem e de muitas livrarias de várias localidades Comunicação. da Régua, de Lamego…” – Francisca Começámos por visitar a feira, acompa- Peão nhados por uma guia. A feira encontrava- se dividida em vários expositores, sendo É importante ao longo da vida o contacto com a literatura, com os livros, pois nes- ta está presente a cultura de um povo, uma diversidade de cultura gigante, o que ajuda a construir e a crescer enquanto ser humano e profissional, proporciona uma melhoria no discurso, na formulação de ideias e de opiniões. No sentido da interação com os outros permite a parti- lha de cultura e ideias. cada um deles de livrarias diferentes e Em sala, depois de uma reflexão sobre a “Um livro, uma caneta, uma criança e um com várias editoras existentes. Estas visita e discussão de ideias, foi saliente professor podem mudar o mundo.” – Ma- tinham uma vasta diversidade desde lite- o agrado de todos os formandos após lala Yousafzai ratura infantojuvenil a literatura para esta saída. Apresentam-se, de seguida, adultos. algumas opiniões dos mesmos: Curso 1 – Ação 1 - Assistente Operacional De seguida seguimos para a biblioteca “Fomos conhecer a biblioteca, a senhora Jéssica Ribeiro, municipal, onde a guia nos apresentou mostrou-nos os livros, os quadros, os Formadora cada espaço e explicou a que é que cada computadores e convivemos uns com os um está destinado. outros. Tirámos fotografias todos com o Este curso decorre ao abrigo do POISE – Tipologia 3.01 e é financiado pelo Fundo Social Europeu e pelo Estado Português. Viver e Aprender | Edição 187 | MAIO 2023 Página 14 de 32 FORMAÇÃO INICIAL
NUm Dia no Palácioo âmbito da UFCD 3522 APCDI- Tra- dos e admirados diariamente por centenas de Fica o agradecimento ao Palácio de Mateus tamento de Plantas e Animais o turistas. por nos proporcionar esta experiência que Curso 12- Ação 1- Operador de Servi- muito nos enriqueceu culturalmente. ços Pessoais e Comunitários a de- Esta visita também proporcionou ao grupo correr em Poiares foi visitar os jardins do Palá- conhecer e apreciar a variedade de árvores, Curso 12- Ação 1– Operador de Serviços Pes- cio de Mateus. flores, plantas variadas e alguns monumentos soais e Comunitários que se encontram espalhados pelos jardins. O Palácio de Mateus, também designado Isabela Lima, Formadora por Solar de Mateus e Casa de Mateus, está Foi possível observar linhas de sebes cuidado- situado na freguesia de Mateus, na cidade de samente podadas, canteiros de roseiras e Vila Real e foi mandado construir na primeira camélias de variadíssimas cores, ciprestes e metade do século XVIII pelo 3º Morgado de cedros centenários assim como, estátuas Mateus, António José Botelho Mourão. variadas. O Palácio é constituído pela Casa principal, O túnel dos Cedros é uma das curiosidades de pelos jardins, a Adega e uma Capela. Mateus. Foi da responsabilidade do 6º Conde de Mangualde, que, em 1948, manda plantar Logo à chegada o grupo foi surpreendido pelo cerca de uma centena de ciprestes, que, religi- espelho de água que é nada mais nada menos osamente podados ao longo de décadas, for- que um lago rodeado de bela vegetação, onde mam agora um túnel de 37 metros. se reflete a casa principal do Palácio de Ma- teus. Os jardins do Palácio de Mateus incluem ainda uma quinta onde foi possível observar os po- Esta visita teve como objetivo conhecer al- mares e as vinhas que fornecem a matéria- guns dos cuidados que os jardineiros deste prima para o famoso vinho Mateus Rosé produ- espaço cultural têm no seu dia-a-dia para zido e comercializado neste local e consumido manter a flora existente nos jardins do Palácio um pouco por todo o mundo. sempre bem tratada e atrativa pois são visita- Mise-en-Place - Noções Importantes a Ter no Nosso Dia-a-Dia A o longo destes últimos meses e no âmbito da UFCD 3135PCDI – Pro- nem sobre os quais ouviam falar no dia-a- tamente com o serviço de mise-en-place dução Alimentar – mise-en-place, dia. Porém, ao longo do tempo, os forman- e com a forma com que este é feito. Vai dos foram reconhecendo a importância ser, de certeza, uma experiência única e o Curso 7 - Operador de Serviços dos conteúdos abordados tanto para as memorável, pois para muitos deles, será a Pessoais e Comunitários, tem vindo a suas atividades diárias como, e principal- primeira vez que visitam um restaurante e abordar e a debater a importância que o mente, para um possível futuro profissio- irá ser possível uma maior compreensão mise-en-place tem no serviço / apresen- nal, pois mais tarde poderão vir a realizar dos conteúdos que têm vindo a ser abor- tação em determinadas situações e em- funções que são ligadas ao mise-en-place dados. pregos. durante a formação prática em contexto Debateu-se em grupo como organizar uma de trabalho. Curso 7- Ação 1 – Operador de Serviços mesa em diversas situações, forma e pos- Foi possível observar o entusiasmo e a Pessoais e Comunitários tura correta a adotar nessas mesmas admiração demonstrada no rosto de cada Marlene Azevedo ocasiões. Foi ainda possível conhecer a formando ao longo que os conteúdos iam diversidade e complexidade que o mise-en sendo abordados. As novidades sobre o -palce tem no que diz respeito aos seus tema eram muitas e havia sempre um serviços. vislumbre sobre as suas aplicabilidades. “Mise en place é um termo francês bas- O entusiasmo era tanto, que os forman- tante utilizado na área da gastronomia, dos sugeriram uma visita a um local onde principalmente com o advento da Nouvelle pudessem presenciar e lhes ser explicado Cuisine, que significa \"pôr em ordem\" ou o mise-en-place mais proximamente. A \"colocar no lugar uma determinada coisa\". sugestão foi aprovada e no próximo dia 1 Durante as sessões, eram apresentados de junho o grupo irá realizar uma visita de temas sobre os quais não existia muito estudo ao Hotel Régua Douro, com o intui- conhecimento, por parte dos formandos, to, de perceberem e contactar mais dire- Estes cursos decorrem ao abrigo do POISE – Tipologia 3.01 e é financiado pelo Fundo Social Europeu e pelo Estado Português. Viver e Aprender | Edição 187 | MAIO 2023 Página 15 de 32 FORMAÇÃO INICIAL
Tabuaço A Solidariedade do Pão Caseiro OCurso 9 – Ação 1 – Operador de por fotografias. Aquando à chegada a Este dia permitiu-lhes conhecer o traba- Serviços Pessoais e Comunitários Poiares, o tal “mundo” conhecido por lhão desenvolvido com os clientes do de Tabuaço, no passado dia 9 de fotografias, tornou-se realidade. Os for- CAARPD, os objetivos e a dinâmica. maio, visitou as instalações da mandos, acompanhados por técnicos, O regresso a Tabuaço foi feito com o A2000 em Poiares para as conhecer pes- tiveram então oportunidade de realizar coração cheio… de alegria e com uma soalmente, confecionar pão caseiro e, uma visita às instalações da sede e co- pitada a mais de solidariedade! sobretudo, conviver e interagir com clien- nhecer os diferentes serviços ali presta- Curso 9 - Ação 1 - Operador de Serviços tes de outros projetos desenvolvidos na dos. sede da A2000.Esta visita inseriu-se na Pessoais e Comunitários Componente Cidadania e Empregabilida- Posteriormente, em grande grupo, confe- Sofia Barros, de com os seguintes objetivos: interagir cionaram pão e o almoço: carne grelhada Formadora com os outros, conviver em grande grupo com o delicioso pão caseiro. Depois de e ser solidário. 12 kg de farinha amassados, os forman- A saída de Tabuaço foi feita com muito dos ofereceram o pão caseiro aos técni- entusiasmo e expectativa para ver pes- cos e aos clientes do Centro de Atendi- soalmente o “mundo” que tantas vezes mento, Acompanhamento e reabilitação era falado, mas apenas era conhecido para Pessoas com Deficiência e Incapa- cidade (CAARPD). Este curso decorre ao abrigo do POISE – Tipologia 3.01 e é financiado pelo Fundo Social Europeu e pelo Estado Português. Viver e Aprender | Edição 187 | MAIO 2023 Página 16 de 32 FORMAÇÃO INICIAL
DOADOR DO MÊS Viver e Aprender | Edição 187 | MAIO 2023 Página 17 de 32 DOADOR DO MÊS
Resende Um Dia na Cozinha em Resende... N o âmbito da UFCD 3332- “Alimentos – Caraterísticas e Depois das compras feitas, metemos vam as mesas. A melhor parte foi quan- confeção”, temos passado vá- mão à obra, ou melhor, nas panelas! Co- do nos sentámos todos à mesa para meçamos por prepara um pão de alho de almoçar! No final do almoço, limpamos, rios dias na cozinha e sentimo- entrada, com pão que tinha sobrado da planeamos o almoço do dia seguinte e nos uns verdadeiros chefes! refeição anterior. Como prato principal escrevemos a receita para repetir em fizemos uma massa de atum e delícias casa! O dia na cozinha começa com a organi- do mar no forno e com bastantes legu- Curso 3- Ação 1 – Assistente Operacio- zação de grupos de trabalho, com a ori- mes, gratinada com queijo mozarela. entação da formadora Goreti, parasse Diga-se de passagem, estava uma delí- nal dar inicio à realização das tarefas. cia! Acompanhamos com uma salada de Goreti Alexandre, formadora Começamos por ler as receitas que va- alface, tomate e pepino. mos confecionar, fazer a lista das com- pras e, de seguida, ir ao supermercado Como não podia faltar a sobremesa, fazer as compras que necessitamos. fizemos um bolo de laranja. Foi uma manhã muito produtiva, uns ajudavam na confeção do almoço e outros coloca- Este curso decorre ao abrigo do POISE – Tipologia 3.01 e é financiado pelo Fundo Social Europeu e pelo Estado Português. Viver e Aprender | Edição 187 | MAIO 2023 Página 18 de 32 FORMAÇÃO INICIAL
Os Portefólios de Resende... N a UFCD 6369 – Portefólio com tadas e não se esquecem facilmente. a Formadora Sandra fizemos a Quando a formação terminar, teremos organização e decoração do um registo físico (portefólio) do nosso nosso portefólio. O portefólio percurso que poderemos partilhar com pode ser digital/analógico ou físico, os nossos amigos e famílias, mos- no nosso caso, é uma pasta onde ar- trando as nossas aprendizagens. E, quivamos os trabalhos realizados nas nós, teremos um portefólio para mais várias UFCDs. O portefólio é muito tarde recordar! importante na formação porque é uma forma de organização dos nossos tra- Curso 13- Ação 1 – Operador de Ser- balhos realizados nas várias UFCDs, - viços Pessoais e Comunitários trabalho individual, trabalho de grupo, Sandra Pinto, formadora trabalho de pesquisa, fichas de traba- lho, análise de textos, narrativas de experiências vividas estudo de caso, etc - que mostra a evolução das nos- sas competências e aprendizagens ao longo da formação. Começamos por fazer a decoração do portefólio, após cada um ter pesquisa- do na internet de acordo com o seu gosto pessoal. Deitamos mãos à obra e, após corta e cola, os portefólios ficaram personalizados e bem mais bonitos! Depois da decoração exterior do nos- so portefólio, tratamos da organiza- ção do conteúdo. Após um debate de ideias, em grande grupo, considera- mos que os documentos dos nossos portefólios devem ser datados e orga- nizados por módulo. Assim, fizemos separadores para as várias UFCDs para não misturar os conteúdos e ter o portefólio organizado. Com esta UFCD percebemos que a função fundamental do portefólio é a aprendizagem. Serve para ajudar cada um de nós a construir um saber/ conhecimento que se vai fazendo de forma progressiva e significativa, ao longo da formação. Com o portefólio, as nossas aprendizagens ficam regis- Este curso decorre ao abrigo do POISE – Tipologia 3.01 e é financiado pelo Fundo Social Europeu e pelo Estado Português. Viver e Aprender | Edição 187 | MAIO 2023 Página 19 de 32 FORMAÇÃO INICIAL
Baião Animação em Baiãoeste mês de maio demos continui- Costurar é uma atividade que requer foco de vida de forma alegre, descontraída e dade à realização de atividades de e atenção, logo contribui para uma melho- feliz. ria na capacidade de concentração do Nanimação no âmbito da UFCD 3542 idoso. Costurar é também uma forma de Curso 5 - Ação 1 – Operador de Serviços - Animação no Domicílio e em Insti- comunicação não-verbal e uma excelente Pessoais e Comunitários tuições – Técnicas e Atividades. Após forma de dar asas à imaginação e aumen- Sandra Pinto, Formadora uma chuva de ideias, em grande grupo, tar a capacidade de abstração. A costura escolhemos a realização de algumas ati- é uma atividade interessante para os vidades de costura e culinária. idosos, pois melhora ligeiramente a des- treza psicomotora dos mesmos, ajudando Escolhemos a culinária porque devemos -os a ficar com os movimentos mais fir- incentivar os idosos a realizar atividades mes e precisos. No domínio da costura, culinárias e a partilhá-las com as pesso- decidimos fazer o aproveitamento de te- as com quem convivem - filhos, netos e cidos para costurar várias bolsas – tele- amigos. É uma forma prazerosa de parti- móvel, dinheiro, cartões, lenços de pa- lhar receitas com as gerações seguintes pel… e também um momento de convívio e socialização. Tendo em conta as capaci- Todas as pessoas precisam de realizar dades físicas e cognitivas dos idosos, atividades de lazer, especialmente os escolhemos atividades simples e rápidas. idosos, pois vivem uma fase delicada em Fizemos um refresco de limão e hortelã que os cuidados aumentam, bem como a para acompanhar o bolo da caneca de solidão. Nesta idade mais avançada, já chocolate, pipocas e folhados doces re- enfrentaram grandes lutas e batalhas e, cheados de compota de morango e folha- agora, é hora de aproveitar a vida. É boni- dos mistos (queijo e fiambre) acompa- to e saudável aproveitar os últimos dias nhados de café e chá. Carrazeda de Ansiães O Valor da Solidariedade O s formandos do Curso 10 – Ação 1 – Operador de Serviços Pessoais e Após uma reflexão e discussão sobre o vai muito mais além do que aquilo que Comunitários a decorrer em Carra- tema, de se explorar o conceito e de se eles conheciam. zeda de Ansiães, no âmbito da perceber o valor da solidariedade na vivên- A solidariedade é um ato de bondade e componente de Cidadania e Empregabili- cia diária de cada um, realizou-se uma compreensão com o próximo, é uma res- dade, têm vindo a explorar durante as ses- pesquisa sobre instituições de solidarie- ponsabilidade de todos! sões de formação, o conceito de Cidada- dade, inclusive a nossa (A2000). Os for- nia e as várias formas de a exercer e nes- mandos concluíram que a solidariedade Curso 10- Ação 1 - Operador de Serviços te sentido surgiu o tema da solidariedade. Pessoais e Comunitários Sónia Sousa, Formadora Os formandos foram questionados acerca dos seus conhecimentos sobre o conceito e solidariedade como um valor, que cada vez mais, tem um maior significado nos dias que correm, uma vez que o nosso país atravessa uma crise económica. Este curso decorre ao abrigo do POISE – Tipologia 3.01 e é financiado pelo Fundo Social Europeu e pelo Estado Português. Viver e Aprender | Edição 187 | MAIO 2023 Página 20 de 32 FORMAÇÃO INICIAL
DOADOR DO MÊS Viver e Aprender | Edição 187 | MAIO 2023 Página 21 de 32 DOADOR DO MÊS
Armamar Chiu! Os Segredos Não se Contam... Durante o mês de maio, ministrá- mos a UFCD 6378 – Ética e mente aos factos de que tenha conheci- mos a conhecer um pouco melhor a nos- Sigilo Profissional. mento em virtude de exercício das suas sa instituição. Após discutirmos os temas e funções e que não se destinem a ser do trabalharmos sobre os mesmos, perce- domínio público”. Curso 4 - Ação 1 – Assistente bemos que uma informação sigilosa é Operacional algo que nos é confiado e cuja preserva- Todas as profissões implicam uma ética, ção de silêncio é obrigatória. Todos os pois todas se relacionam direta ou indi- Raquel Santos, formadora documentos devem ser mantidos em retamente com os outros seres huma- sigilo e sua revelação pode representar nos. sérios problemas. O sigilo profissional faz parte dos valores éticos que devem No final da UFCD, concluímos que todos ser seguidos por todos os profissionais. nos regemos por direitos, deveres, valo- O dever de sigilo obriga o funcionário a res e princípios, só assim conseguimos “guardar segredo profissional relativa- ser bem sucedidos, não só profissional como pessoalmente. Gostámos muito de analisar o documento das políticas de ética da A2000 e assim também a ficá- Finalização de um Curso em Armamar No dia vinte e cinco de maio finali- zámos o Curso 3 – Ação 1 – As- Carina Sá: gostei bastante da formação Stan Sequeira: “aprendi muitos conteú- sistente Familiar e de Apoio à em sala e aprendi vários conteúdos que dos novos que me fizeram conquistar me vão ser úteis para o resto da minha alguns sonhos que estavam pendentes. Comunidade, que decorria em vida. Criei amizades, e gostei muito do está- Armamar. Foi um curso que decorreu de gio porque me senti útil.” forma positiva a todos os níveis, isto é, Carlos Martinho: “gostei muito do está- Zulmira Mendes: “gostei muito do curso criámos uma boa empatia com os forma- gio porque me fez relembrar tempos pas- porque conheci muitas pessoas que se dores, os técnicos e entre nós todos, de sados, quando trabalhava na Alemanha. tornaram minhas amigas. Fiquei a traba- tal forma que se evidenciou uma boa Conheci novas pessoas.” lhar o que vai melhorar a minha qualidade de vida.” aprendizagem de todas as componentes. Emília Teixeira: “na formação consegui tornar-me uma pessoa mais calma e Curso 3 - Ação 1 – Assistente No final do curso, realizámos um almoço responsável. Gostei muito de aprender a Familiar e de Apoio à Comunidade de despedida e confraternização com a trabalhar nos computadores.” formadora e a Técnica de Acompanha- Sofia Barros, formadora mento e Inserção, como forma de agra- Manuel Cid: “vim para este curso com o decimento aos formadores e técnicos, objetivo de arranjar um emprego. O está- que muito se esforçaram para que nós, gio e as aprendizagens que fiz foram formandos, concluíssemos o curso com enriquecedoras e serão úteis para o futu- sucesso. Criaram-se laços de amizade ro. Criei laços de amizades tanto com os que vão perdurar ao longo das nossas meus colegas tal como os formadores e vidas! restantes técnicos.” Em nome de todos os formandos, muito Maria Arlete: “na formação gostei de co- obrigado! nhecer novas pessoas e de fazer novas Aida Gonçalves: “aprendi de tudo um pou- amizades. Também gostei de aprender co, fiz novos amigos que vão ficar para o novas receitas na área da cozinha.” resto da vida. Gostei muito do estágio e das tarefas que realizei.” Este curso decorre ao abrigo do POISE – Tipologia 3.01 e é financiado pelo Fundo Social Europeu e pelo Estado Português. Viver e Aprender | Edição 187 | MAIO 2023 Página 22 de 32 FORMAÇÃO INICIAL
DOADOR DO MÊS Estes cursos decorrem ao abrigo do POISE – Tipologia 3.01 e são financiado pelo Fundo Social Europeu e pelo Estado Português. Viver e Aprender | Edição 187 | MAIO 2023 Página 23 de 32 DOADOR DO MÊS
Chaves Depois da Higiene, Vamos Para a Festa!tempo está a passar muito rápido, já estamos a frequentar o curso há oito Omeses. Têm sido muitas as experi- ências e as aprendizagens. a vontade do utente, incentivar que ele faça o máximo possível sozinho e tentar ir de encontro às suas preferências e necessida- des, quer em termos de higiene quer em Na UFCD 8853 – Prestação de cuidados termos de vestuário. humanos básicos – higiene e apresentação Já na UFCD 3531 APCDI – Produção ali- pessoal, simulamos a técnica de fazer a mentar – mise-en-place, temos realizado cama com e sem o idoso nela deitado trabalhos um pouco mais práticos e desta (quem fez de idoso divertiu-se bastante!). vez fizemos a decoração de mesas e tabu- Temos abordado outros temas, como cuida- leiros, sentimo-nos uns verdadeiros organi- dos de higiene pessoal e conforto, técnicas zadores de festas e gostámos muito do de banho, técnicas de vestir e despir, aju- trabalho final, mas também percebemos das técnicas de apoio e higienização dos que organizar uma festa não é uma tarefa fácil, é bastante cansativo, e nunca sabe- espaços, entre outros. São muitos os conhecimentos que estamos mos se vai agradar a toda a gente. a adquirir nesta área, contudo temos de Por cá, iremos continuar a trabalhar e ad- ressalvar um, que para nós foi o mais im- quirir novos conhecimentos!!!! portante, o respeito pelo idoso e pela sua intimidade. É essencial termos em conta Curso 6 – Ação 1 – Operador de Serviços que quando estamos a cuidar da higiene de Pessoais e Comunitários, um utente estamos a lidar com uma com- Raquel Santos, Formadora ponente muito íntima do seu corpo e da sua vida. Muitas vezes, essa pessoa nunca mostrou o corpo a mais ninguém (a não ser ao companheiro ou companheira) e agora tem um “estranho” a tocar no corpo dela e a realizar uma tarefa considerada tão básica e essencial como o banho. Por estes moti- vos, temos sempre de manter o máximo de privacidade do utente, bem como garantir a sua integridade, quer em termos físicos, quer em termos morais. Devemos respeitar Este curso decorre ao abrigo do POISE – Tipologia 3.01 e é financiado pelo Fundo Social Europeu e pelo Estado Português. Viver e Aprender | Edição 187 | MAIO 2023 Página 24 de 32 FORMAÇÃO INICIAL
Espaços de Convívio “Mãe… são três letras apenas, as desse nome bendito: NTrês letrinhas, nada mais… e nelas cabe o infinito…” Mário Quintana os Espaços de Convívio da lá que aprendemos a ser, aprendemos evitar fazer mal aos outros) e, final- A2000, maio foi um mês rico a andar, a falar, a amar, a interagir, mente, a responsabilidade. em sentimento, partilhas, diver- enfim… aprendemos as regras básicas são e passeio. para uma convivência plena na comu- Todos estes temas deram azo a con- nidade e nos restantes grupos sociais. versas e partilhas sempre importantes Iniciámos o mês a lembrar as nossas A Família é, portanto, pilar de susten- e permitiram trabalhar a memória e mães, figura crucial na vida de todos tação para todos nós. outras competências como a motrici- nós, e partilhámos acontecimentos dade fina, a atenção, a concentração, que nos deixaram marcas indeléveis – Muito resumidamente a família é um o raciocínio lógico, a criatividade e até foram momentos de alegria, mas tam- pequeno grupo de pessoas que, apesar a desenvoltura nas novas tecnologias dos problemas do dia a dia, devem (nos computadores e nos “tablet”). bém de muita emoção… conviver juntas, isto porque todos nós temos interesses, virtudes e defeitos Também a história da aparição de que podem ser diferentes. No entanto, Entretanto, fomos também passear! Nossa Sra. de Fátima aos pastorinhos alcançar uma convivência saudável De barco, subimos o Rio Douro até ao Lúcia, Francisco e Jacinta, em 1917, não é impossível. Vai depender da au- Pinhão e regressámos de comboio. Foi foi acolhida com fé e emoção. Do pon- toridade, da educação e da negocia- um dia muito divertido, em que nos to de vista religioso, a sua relevância ção. Assim, abordámos os cinco valo- deliciámos com as paisagens, com as e magnitude é consensualmente reco- res que, segundo especialistas de di- novas experiências e com o convívio nhecida, a nível nacional e internacio- versas áreas, são os que estão pre- entre os clientes dos diversos Espa- nal, pelo que, nos Espaços de Conví- sentes numa Família feliz. São eles o ços de Convívio. vio, achámos pertinente recordá-la e, amor (sendo que a primeira coisa que inclusivamente, aferir até que ponto nos deve unir à nossa família, não é o Terminámos o mês a cantar e a apro- os nossos clientes estão informados sangue, mas sim o amor), a obediên- veitar cada minuto da companhia que acerca dos acontecimentos relatados. cia, no sentido de respeito pelas auto- fazemos uns aos outros, porque nos Passaram todos com distinção! ridades da casa, que devem orientar e Espaços de Convívio da A2000 somos disciplinar, a tolerância (aceitar quem Família e, em família estamos sempre Maio é também o mês da Família, as- somos e o que os outros são, enten- bem! sim abordámos o tema dos grupos der a existência do outro a partir da sociais e sua importância na socieda- sua realidade), o respeito (respeitar é Paula Conceição, de. Ora a família é precisamente o pri- meiro grupo da maioria das pessoas e, Técnica da A2000 quiçá, o mais importante, visto que é Os Espaços de Convívio da A2000 envolvem 130 pessoas idosas e desenvolvem-se atualmente no Concelho de Peso da Régua, nas seguintes freguesias: União de Freguesias de Poiares e Canelas; União de Freguesias de Galafura e Covelinhas; e no Concelho de Santa Marta de Penaguião nas freguesias: União de Freguesias de Lobrigos (S. Miguel e S. João Batista) e Sanhoane; União de Freguesias de Louredo e Fornelos; Freguesia de Sever; Freguesia de Alvações do Corgo; e Freguesia de Fontes; e no Concelho de Lamego na União das Freguesias de Parada do Bispo e Valdigem. Os Espaços de Convívio têm como parceiros e financiadores: a União de Freguesias de Galafura e Covelinhas e a Associação Cultural, Social, Desportiva e Recreativa de Galafura; a União de Freguesias de Poiares e Canelas; o Município de Santa Marta de Penaguião; a União de Freguesias de Lobrigos (S. Miguel e S. João Batista) e Sanhoane; a União de Freguesias de Louredo e Fornelos; a Freguesia de Sever; a Freguesia de Alvações do Corgo; a Freguesia de Fontes e a União das Freguesias de Parada do Bispo e Valdigem. Viver e Aprender | Edição 187 | MAIO 2023 Página 26 de 32 Espaços de Convívio
DOADOR DO MÊS Viver e Aprender | Edição 186 | ABRIL 2023 Página 27 de 32 DOADOR DO MÊS
CAARPD Maio, Mês do Amor e do Cuidado D urante este mês muitos senti- mentos estiveram à flor da pele! des participar nos 4º jogos da ANDDI Sentir), PLS (Posição Lateral de Segu- Da euforia à reflexão, da vonta- Portugal, na modalidade de Boccia. Fo- rança), manobra de Heimlich, trauma e de vitória ao entusiasmo de mos passando, vitória a vitória até che- convulsões. Para nos ajudar tivemos a garmos à final contra a equipa da casa! Dra Ana Cardoso, diretora técnica da ganhar… mas o sentimento de união, Foi renhido, mas… aconteceu!! A primei- Farmácia Nossa Senhora de Fátima, que amor e cuidado ao próximo estiveram ra grande vitória desde que começou nos explicou tudo com muito carinho e sempre na base. esta caminhada no desporto adaptado, a cuidado. Não só pela teórica ficamos, a equipa do CAARPD de Murça ganhou, a cada termo ensinado seguia-se a parte Iniciamos o mês dedicado às mulheres A2000 ganhou! prática para consolidarmos tudo! Os das nossas vidas, falamos delas, pensa- Bombeiros Voluntários de Murça também mos no mimo que lhes podíamos entre- Em torneios continuamos o mês, agora estiveram presentes e com eles realiza- gar… e daí surgiram os quadros com a na modalidade de hóquei DI em Felguei- mos vários simulacros sobre os diversos nossa fotografia! Que lindos ficaram!! ras no campeonato regional do Norte. episódios que podem ocorrer. Foi um mês em cheio e assim queremos Com diversão seguimos o mês, trouxe- Desta vez não vencemos, mas trouxe- que os próximos continuem! Até lá! mos para a sala instrumentos musicais mos na bagagem a certeza das arestas como o saxofone, maracas, castanholas, a limar para que, passo a passo, chegue- Os clientes e técnicos do CAARPD pandeireta e xilofone. Através deles fize- mos à vitória! mos música, ouvimos os diferentes sons Para terminar o mês fomos adquirir co- que eles criam e dançamos! nhecimento sobre primeiros socorros. Seguimos viagem, desta vez para Pare- Aprendemos sobre o VOS (Ver, Ouvir e Viver e Aprender | Edição 187 | MAIO 2023 Página 28 de 32 CAARPD - Murça
CAARPD Maio, o Mês da Língua Portuguesaeste mês de maio, mês em que é celebrado, a dia 5, o dia Mun- N dial da Língua Portuguesa, o Paredes, orgulhando-se de ter ultrapas- sado a fase de grupos, caindo apenas nos oitavas-de-final, reforçando o com- nosso CAARPD esteve num promisso da Associação 2000 com a rebuliço constante naquilo que foi um inclusão também no desporto adaptado. mês cheio de novidades e aventuras. Iniciámos esta notícia pelas atividades Por fim e como prometido, as novidades dinamizadas pelos nossos técnicos fresquinhas! A primeira é que se deu iní- objetivando a comemoração deste dia cio este aos treinos para a participação que tanto nos diz, tendo sempre por ba- nas marchas em honra de S. João. Este se a promoção da inclusão e diversão ano contamos com uma nova coreografia dos nossos clientes e concluiremos com que não vão querer perder, bem como umas novidades fresquinhas. Fiquem novas vestimentas superelegantes. Tudo para ler! isto com o cunho dos nossos clientes que vêm assim estimulada a sua capaci- Primeiramente os clientes tiveram a dade de trabalho em equipa, expressão oportunidade de observar na plataforma artística e envolvimento na cultura local. “Youtube” uma breve narração sobre o Já a segunda notícia prende-se com a desenvolvimento do país e da língua, nova, e já muito esperada, rubrica men- inserindo-os desta forma numa dinâmica sal do CAARPD denominada “O CAARPD mais envolvente e preparando-os para explica”! Este vai ser um espaço de in- primeiro projeto que teriam em mãos, a formação no qual poderá ver esclareci- construção de um \"mapa mundi\", no qual das dúvidas acerca do processo de reci- identificaram os países que têm língua clagem. Isto com o objetivo de promover oficial o Português. Esta atividade obje- a consciencialização ambiental, disse- tivou o fortalecimento do senso de per- minar informações relevantes e incenti- tença e identidade bem como proporcio- var práticas sustentáveis entre a comu- nou uma visão mais abrangente da co- nidade. munidade lusófona e a valorização da língua portuguesa no cenário global. Ou- Os clientes e técnicos do CAARPD tros dos destaques do mês foram a rea- lização de um “peddy paper”, um jogo de associação e sinónimos e antónimos e ainda um jogo de associação de concei- tos com palavras diferentes, tendo em conta os diferentes países lusófonos. Estas atividades proporcionaram aos nossos clientes desafios estimulantes, promovendo a ampliação do vocabulário, o desenvolvimento do raciocínio, o enri- quecimento seu conhecimento e a com- preensão sobre diferentes realidades linguísticas, tudo isto de forma divertida didática e divertida enquanto explora- vam a diversidade cultural dos países lusófonos. Para além das atividades referidas, este foi mais um mês onde a nossa equipa de Boccia teve e oportunidade de participar nos 4ºs Jogos ANDDI Portugal 2023, em Viver e Aprender | Edição 187 | MAIO 2023 Página 29 de 32 CAARPD - Peso da Régua
IPI Desenvolvimento da Comunicação e da Linguagem no Autismo Enquadramento acerca da Perturbação do Espetro do Autismo no Mundo C omeço esta notícia por me e Critérios de Diagnóstico por lacunas na comunicação e inte- dirigir diretamente ao leitor, ração social e alterações comporta- informando-o que a mesma dade Portuguesa, precisamos de mentais que impactam negativa- faz parte de uma sequência olhar aos dados de 2001, últimos mente na reciprocidade socio- de outras notícias que terá a oportu- dados publicados pela “Base de Da- emocional, no uso de ferramentas nidade de ler nos meses advindos. dos Portugal Contemporâneo” co- comunicativas não verbais (ex: Estas notícias, apesar de enquadra- mummente denominada pelos olhar, gestos, etc.) e na sua integra- das na mesma temática e apresen- “Censos”, para perceber que existi- ção com a comunicação verbal (ex: tarem uma ordem lógica na sua edi- am à data 636 mil e 069 portugue- fala) de forma a regular a interação ção, não necessitam necessaria- ses com algum tipo de deficiência social. Podem estar, ainda, associa- mente de ser lidas de forma encade- numa amostra real de 10 milhões das restrições ao nível da compre- ada para que possam ser compreen- 356 mil e 117 pessoas, ou seja ensão, iniciação e manutenção das didas, apresentando cada uma delas 6,14% da população portuguesa. relações sociais. O mesmo autor, uma contextualização do assunto a Tentando estabelecer um paralelis- citando a American Psychiatric As- tratar. mo com a realidade atual (2021), sociation (APA) (2013) escreve que, sabemos que residem agora em Por- no que à componente comportamen- Por conseguinte, começamos aqui a tugal 10 milhões 343 mil e 066 pes- tal diz respeito, evidenciam-se os nossa abordagem sobre uma das soas que, caso a proporção se man- comportamentos característicos patologias que mais fulgor e aten- tenha aproximada, significam cerca (individualistas), interesses ou ativi- ção mediática tem ganho nos últi- de 635 mil e 064 pessoas com al- dades restritas e repetitivas que mos anos, a Perturbação do Espetro gum tipo de deficiência. Neste últi- interferem de forma invasiva no nor- do Autismo (PEA) e faremos o seu mo ponto poderemos apenas, por mal funcionamento do indivíduo. Isto enquadramento na realidade atual. agora, especular. acontece devido às particularidades da arquitetura cerebral dos portado- De acordo com a Hartley, et al., Duarte (2011) citando Fombonne res de PEA, nomeadamente na sua (2011) a deficiência faz parte da (2009) indica que a prevalência modelagem atípica e menos organi- condição humana sendo que quase mundial do PEA é de 70 casos a ca- zada proporcionando circuitos de todas as pessoas, eventualmente, da 10.000 habitantes sendo que em funcionamento também eles atípi- experienciarão no decorrer da sua Portugal os dados mais recentes cos, bem como desconexões entre vida, uma deficiência temporária ou apontam para 0,5% num total de 50 grupos de neurónios, tornando a co- permanente. A Organização Mundial mil pessoas, dados estes que são municação entre estes, irregular e de Saúde (OMS) citada pelo mesmo assinalados por Martins (2020) nu- desequilibrada. Estas característi- autor conclui, num estudo que envol- ma notícia ao Jornal “Expresso”. A cas provocam um hiper e/ou hi- veu a colaboração de 59 países, que autora afiança ainda que acredita pofuncionamento neurológico, resul- cerca de 15,6% dos indivíduos com que este número é por defeito inferi- tando no alto interesse por determi- idade igual ou superior a 18 anos or ao número real, rematando que nados temas negligenciando outros apresentavam algum tipo de defici- após a publicação do estudo que se (Zaupa, et al., 2022 citando Brites & ência ou incapacidade, ou seja, cer- encontra em fase de conclusão, se Brites (2019)). ca de 650 milhões de pessoas numa poderá observar outro tipo de indica- amostra de 4,2 biliões, contudo, po- dores. Pedro Barros, de-se estimar que este valor ronde os 10% da população mundial em No que respeita à patologia propria- Terapeuta da Fala tempo de paz. Para analisar a reali- mente dita, Bandeira de Lima (2018) define a PEA como uma patologia do neurodesenvolvimento caracterizada Viver e Aprender | Edição 187 | MAIO 2023 Página 30 de 32 IPI
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DOADORES DO M Ê S Viver e Aprender | Edição 187 | MAIO 2023 Rua S. João Bosco, Nº478 5050-346 Poiares - Peso da Régua Tlf: 254 822 046 / [email protected]
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