@sentiralhosvedros Fazenda Concórdio Edição 1 | fevereiro2022 Barra Cheia Agricultura em modo produção integrada AlhosSentir Vedros Na Primeira Pessoa (Re) Descobrir Alhos Vedros Alhosvedrense O que é Sentir Alhos Vedros? Poço Mourisco Comércio Local
lasneM Ficha Técnica Periodicidade: 01 / 2022 Título .óT od airadaP / otragaL oãoJ airadaP / oçinapmaC airadaP / asuL airadaP O boletim digital “Sentir Alhos Vedros” pretende Edição, Coordenação de Edição, Redacção e Fotografia: A / sordeV sohlA ed larutluC oãçaminA ed olucríC - VACAC / oidrócnoC adnezaF dar a conhecer a toda a população em geral o Colaboração: que de bom existe, se faz e há na freguesia de .ariereP oigréS oluaP ,osodraC anirI ,onavliS oibáF ,arierreF leinaD ,odeneP ailéC ,sopmaC Alhos Vedros. adlafaM anA ,odasoR anitsirC anA O boletim digital “Sentir Alhos Vedros” tem \"sordeV sohlA ritneS\" : como objectivo dinamizar e aumentar a economia local, aproximando pequenos negócios, comerciantes em nome individual e empresas da população Alhosvedrense. O boletim digital “Sentir Alhos Vedros” pretende conciliar passado e presente e traçar um futuro próspero para a freguesia de Alhos Vedros e para as suas gentes. O boletim digital “Sentir Alhos Vedros” é a plataforma que ajudará a freguesia de Alhos Vedros a dar-se a conhecer a todo o nosso país e quiçá, dar a conhecer Alhos Vedros a nível europeu e/ou mundial. Sugestão: Se tem um negócio na freguesia de Alhos Vedros (negócio físico ou online) e/ou outras informações sobre a freguesia que queira partilhar e divulgar, se pretende contribuir com sugestões para a melhoria contínua do boletim digital “Sentir Alhos Vedros”, contacte-nos via e-mail para [email protected].
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AlhosSentir Vedros Editorial Bem-vindo/a ao boletim Sentir Alhos Vedros! O boletim Sentir Alhos Vedros pretende alavancar o desenvolvimento da freguesia de Alhos Vedros e que esse desenvolvimento contribua para melhorar as condições de vida, habitabilidade, emprego, saúde e segurança de todos os Alhosvedrenses. Sentir Alhos Vedros é ter orgulho no nosso passado, respeitar o nosso presente e traçar um futuro de sucesso para a terra que tanto amamos. Sentir Alhos Vedros é honrar as nossas raízes, dignificando o nome desta freguesia e impulsionando o seu crescimento! 1
AlhosSentir Vedros Destaque do Mês Lançamento do livro do CACAV - Círculo de Animação Cultural de Alhos Vedros: \"Meus Poemas, Meus Amores\", no dia 24 de Março 2022, na Biblioteca Municipal de Alhos Vedros. Este livro conta com a participação de 25 poetas e de 7 ilustradores, que participaram nos Cenáculos/Tertúlias Poéticas que ocorreram no CACAV - Círculo de Animação Cultural de Alhos Vedros entre Março de 2015 e Setembro de 2018. 2
AlhosSentir Vedros Passado&Presente A antiga Vila de Alhos Vedros era fértil em vinho, frutas, gado, caça, lenha e peixe. 3
AlhosSentir Vedros Grande plano A Fazenda Concórdio situa-se na Barra Cheia, freguesia de Alhos Vedros. Iniciou a sua actividade, na produção hortofrutícola em 1866, abastecendo os mercados da região da Grande Lisboa. Ana Piedade Marques, é a terceira geração aos comandos desta exploração agrícola e direcciona a sua produção para consumidor final através da comercialização de cabazes de frutas e legumes. Ana Piedade Marques \"Licenciei-me em Engenharia Agrónoma, por Terceira Geração \"Concórdio\" opção. Quando entrei para Santarém, a ideia não passava por me dedicar ao hortícolas. Entrei em Engenheira Agrónoma Proprietária da Fazenda Concórdio Engenharia da Produção, tinha a hipótese de enveredar por Produção Animal e desenvolver um (desde 2005) projecto que tinha em mente ligado a avestruzes. No entanto, optei por dar continuidade a este 4 projecto de família.\"
AlhosSentir Vedros \"Somos filhos, netos e sobrinhos e o nosso objectivo é levar até si o que de bom a terra tem para dar.\" A “Fazenda Concórdio” é uma exploração agrícola familiar que Para a especialização na cultura do morango, arrendam nas iniciou a sua actividade em 1866, dedicando a sua produção Arroteias, mais concretamente na Rua dos Fazendeiros, um essencialmente à cultura de couves, couves lombardas, ervilhas e terreno, dedicado exclusivamente a esta cultura. algumas tipologias de batata. Com os pais de Ana Piedade Marques a comandar os destinos da Esta exploração agrícola familiar tem mais de um século de “Fazenda Concórdio”, o mercado de actuação continuava a ser os existência e o nome “Concórdio” advém dos trisavós de Ana mercados abastecedores. Para abastecer o Mercado da Ribeira, Piedade Marques, actual proprietária da “Fazenda Concórdio”. em Lisboa, contavam com a ajuda de distribuidores e faziam Em 1980, os pais de Ana Piedade Marques assumem os directamente o fornecimento do Mercado Abastecedor do comandos desta exploração agrícola e dão continuidade ao Barreiro. negócio, especializando-se numa cultura – produção de São os pais de Ana Piedade Marques que iniciam na exploração morangos – e, fazendo produção de hortícolas em modo agrícola a cultura do tomate e de vários tipos de couves, por forma complementar. a terem um leque variado de produtos para o seu mercado de 5 actuação.
AlhosSentir Vedros “A minha mãe fez mercados abastecedores desde os 12 até aos 55 anos.” Em 2005, Ana Piedade Marques assume a gestão da “Fazenda Concórdio, contando com o apoio dos pais. Nesta altura, dá continuidade ao objectivo já iniciado pelas suas gerações anteriores: fornecer mercados abastecedores na região da Grande Lisboa. Contudo, a parceria com uma cooperativa de Palmela, ditou o fim do fornecimento dos mercados abastecedores. Conta Ana Piedade Marques que esta cooperativa nunca pagou os fornecimentos realizados pela “Fazenda Concórdio” e isto provocou um grande prejuízo a esta exploração agrícola. Além desta má experiência com uma cooperativa de Palmela, naquela altura a situação de todos os mercados abastecedores era muito má. Ana Piedade Marques queria seguir as pisadas dos pais e continuar juntamente com a mãe a trabalhar com mercados abastecedores e, ainda tentou trabalhar com um mercado de Lisboa no MARL, mas acabou por desistir, pois este mercado não tinha áreas e cada produtor era só mais um produtor, uma palete de produtos era só mais uma palete, não existindo qualquer tipo de diferenciação. “Se não tivesse tido o apoio dos meus pais neste episódio com uma cooperativa de Palmela, as coisas teriam corrido muito mal.” Mesmo com estes percalços, Ana Piedade Marques não baixou os braços e decidiu direccionar a produção da exploração agrícola para o consumidor final (famílias e empresas), comercializando cabazes de frutas e legumes. Com uma nova estratégia definida, Ana Piedade Marques, contacta a ADREPES – Associação para o Desenvolvimento Rural da Península de Setúbal, em 2008, no sentido de se associar a outros produtores e trabalhar conjuntamente com eles. Dado que não existia nenhum núcleo que pudesse e/ou tivesse disponibilidade para Ana Piedade Marques se associar, surge então a hipótese de trabalhar com o Programa PROVE, através da ADREPES. É assim que, em 2009, é proposto a Ana Piedade Marques pela ADREPES, a criação de um núcleo no concelho da Moita e, criadas as sinergias necessárias, a “Fazenda Concórdio” inicia nesse ano o núcleo PROVE na Moita com entregas de cabazes de frutas e legumes. “O núcleo da Moita foi o primeiro a iniciar entregas de cabazes PROVE em Lisboa.” 6
AlhosSentir Vedros O cabaz ao abrigo do Programa PROVE tem de cumprir regras de constituição e é um cabaz estandardizado, de acordo com o produtor em questão. Embora os produtores trabalhem todos com o mesmo nome – PROVE –, têm produções independentes e carteiras de clientes independentes e, autonomamente fazem a sua gestão. No caso da “Fazenda Concórdio”, o cabaz PROVE tem de ser constituído por: base para sopas, base para saladas e fruta em modo complementar. Para esta exploração agrícola, os responsáveis pelo Programa PROVE transmitiram que o cabaz teria de ter sempre (caso não seja um dos produtos seleccionados pelo consumidor) cenouras, cebolas, batata e alface. São produtos que, normalmente, compõem o cabaz, caso o cliente não seleccione a opção para não estarem presentes. De acordo com a sazonalidade, a “Fazenda Concórdio” diversifica os produtos do cabaz, de acordo com o que tem disponível no campo e, de acordo com o que o consumidor levou na semana anterior. Actualmente, a “Fazenda Concórdio” é uma exploração agrícola com um total de 20 hectares, sendo que têm cerca de 10 hectares em estufa (sendo ½ hectare em estruturas amovíveis) e 10 hectares em campo aberto (ar livre). Os terrenos principais desta exploração agrícola são na Barra Cheia, mas têm terrenos nas Arroteias como complemento à exploração. Nos terrenos das Arroteias, Ana Piedade Marques opta por colocar estruturas amovíveis, pois estas permitem a criação de túneis de plantação de pequena dimensão. Nestes abrigos são colocadas as culturas “mais frágeis”, como por exemplo os morangos, as couves, as batatas, as cebolas e a batata-doce, pois dado o tempo rigoroso de Inverno, só assim estas culturas vingam e conseguem alcançar um ciclo completo. Nas estufas na Barra Cheia, a “Fazenda Concórdio” tem cerca de 20 culturas diferentes de folha. Num ciclo anual no campo têm mais de 50 culturas, com a diversificação e rotatividade que isso implica, cumprindo ciclos completos de produtos. Estes ciclos completos permitem que tenham todo o ano produtos disponíveis para constituírem os cabazes. O pomar da “Fazenda Concórdio” tem cerca de 350 árvores instaladas, entre ameixeiras, citrinos, macieiras, pereiras, dióspiros, figueiras, marmeleiros, gamboas, entre outros. Há cerca de 2 anos, Ana Piedade Marques instalou no pomar a cultura do kiwi, ainda em fase de experiência aos dias de hoje. A “Fazenda Concórdio” trabalha em modo de produção integrada, ou seja, uma “mistura” entre a agricultura convencional e a agricultura biológica. Ana Piedade Marques utiliza dois tipos de plantação: planta em alvéolos e sementeira directa no chão. Na plantação atráves de plantas em alvéolos, trabalha com dois viveiros de plantas, pois não tem tempo de realizar todo o trabalho de viveirista (exemplo de produtos: cebola roxa, cebola precoce, cebola meia-estação, cebola de conservação de Inverno, cebola doce). Na plantação através de sementeira directa no chão, fazem culturas tais como: couves, nabos, cenouras, beterrabas, melão, meloa, melancia, ervilhas, favas. 7
AlhosSentir Vedros “Instalei uma câmara de frio na exploração O primeiro fim-de-semana de portas abertas foi realizado em para a conservação da batata. Desta forma, Setembro/Outubro e serviu para celebrar o aniversário da isso permite com que não seja necessário primeira entrega do cabaz PROVE na Moita. Nos anos seguintes, este evento foi realizado no mês de Junho, pois é quando o colocar pó químico após a colheita.” campo tem maior diversidade cultural e está mais bonito, pois já tem instalado a cultura do tomate, do melão, da meloa, da melancia e dos morangos. No contexto de pré-pandemia e, de modo a dar a conhecer a “Fazenda Concórdio” ao público em geral, Ana Piedade Marques “É um fim-de-semana diferente, onde damos realizava na exploração, uma vez por ano, um fim-de-semana de a conhecer o espaço, quem somos e o que portas abertas. Este evento anual permitia aos consumidores fazemos.” conhecerem as pessoas que estão por detrás da produção, pois normalmente quem realiza as entregas dos cabazes é a própria proprietária da exploração e o seu tio. A “Fazenda Concórido” recebe também instituições de ensino “As pessoas vêem apenas os rostos da (por exemplo: todos os anos são visitados pelo Colégio Oficina exploração nas entregas e podem dos Sonhos, da Penalva, e por um grupo de alunos da Escola questionar a origem dos produtos.” Secundária Alfredo da Silva, do Barreiro) e cria sinergias com escolas para dar a conhecer a agricultura. Isto permite aplicar a complementariedade da diversificação na exploração agrícola. O fim-de-semana de portas abertas convidava os consumidores Em suma, a “Fazenda Concórido” produz hortofrutícolas em a se deslocarem à “Fazenda Concórdio” e a conhecerem toda a modo de produção integrada e entrega cabazes de frutas e equipa (7 trabalhadores no total). legumes através do Programa PROVE. Actualmente tem como pontos físicos de entrega a Junta de Freguesia da Arrentela, o “A grande base e rectaguarda do negócio é Mercado de Santa Clara, o Pavilhão de Exposições da Moita, o a família... o meu laço familiar. Os meus avós Mercado Levante de Corroios e o Espaço Associativo da Amora. Trabalha essencialmente com o consumidor final (95% dos já faleceram. Neste momento, tenho a clientes, são consumidor final), tendo inserido dentro da própria trabalhar comigo os meus pais, o meu tio e exploração agrícola um armazém dedicado ao embalamento e mais 3 pessoas que ajudam pontualmente acondicionamento dos produtos para os cabazes. Dão oportunidade aos clientes de se deslocarem à exploração em trabalhos mais complexos.” aos sábados, no período da manhã, para levantarem o seu cabaz, visto que podem não ter disponibilidade durante a semana para o fazer nos dias e horários estabelecidos para cada espaço físico. “A produção local está muito em voga e o meu objectivo a curto prazo é manter esta estrutura.” 8 Barra Cheia, 2860 Alhos Vedros 961071190 [email protected] https://www.facebook.com/fazendaconcordio @fazendaconcordio www.fazendaconcordio.com
AlhosSentir Vedros Na Primeira Pessoa Chamo-me Ana Cristina Rosado, tenho 56 anos, sou Auxiliar Técnica (actualmente com a designação de Assistente Operacional) desde 1987 no Arquivo da Câmara Municipal de Lisboa. Resido em Alhos Vedros desde 2004 e, em 2011, por estar a recuperar de uma cirurgia, dei início ao projecto “Doações com Carinho, Margem Sul”, que tinha como objectivo responder aos pedidos de ajuda de todos os habitantes do Concelho da Moita, tentando auxiliar os mais necessitados. Dado o contexto de pandemia, vi-me obrigada a ter de encerrar este projecto. Sentir Alhos Vedros, para mim, é ter muito orgulho de ter escolhido esta freguesia para viver. Freguesia esta que tem uma vasta história, rica em património, paisagens deslumbrantes e uma vasta riqueza cultural. 9
AlhosSentir Vedros Na Primeira Pessoa Chamo-me Ana Mafalda Campos, tenho 29 anos, sou Técnica de Apoio Psicossocial e, neste momento trabalho na Tranquilidade como Gestora de Seguros. Fiz serviço voluntário durante alguns anos numa associação do Município da Moita. Para mim, Sentir Alhos Vedros é saborear cada momento vivido nesta magnífica terra, é orgulhar-me da sua história e riqueza, que continua a ser falada de geração em geração. A nossa freguesia merece todo o nosso esforço e empenho, para devolver-lhe o que foi tirado, bem como projectar as suas capacidades, para uma melhor qualidade de vida de todos os Alhosvedrenses. 10
AlhosSentir Vedros Na Primeira Pessoa Chamo-me Célia Cabrita Penedo, tenho 53 anos e resido na freguesia de Alhos Vedros à cerca de 50 anos. As memórias que guardo da minha infância e juventude, deixam-me extremamente orgulhosa da freguesia que me acolheu como filha. Sentir Alhos Vedros é lutar pelo crescimento e desenvolvimento da nossa freguesia. Sentir Alhos Vedros é lutar pela cultura e pelo movimento associativo, que proporciona momentos de lazer, diversão e aprendizagem a todos nós Alhosvedrenses. Tenho amor a Alhos Vedros! Está na hora de todos contribuirmos para o seu crescimento e desenvolvimento! 11
AlhosSentir Vedros Na Primeira Pessoa Chamo-me Daniel Ferreira, tenho 24 anos, sou Terapeuta da Fala e resido na Quinta da Fonte da Prata, em Alhos Vedros. Conhecer novas pessoas, novas histórias e a partilha de conhecimentos, foi o que me fez abraçar este projecto com toda a garra e seriedade. Sou uma pessoa de vários interesses ligados à Cultura. Alhos Vedros é uma vila rica em história, arte e natureza. Para mim, Sentir Alhos Vedros é sentir essa história, as pessoas… Sentir Alhos Vedros é sentir cada bocadinho da cultura da nossa terra. 12
AlhosSentir Vedros Na Primeira Pessoa Chamo-me Fábio Silvano, tenho 37 anos, sou Orçamentista na empresa Siemens S.A. e resido em Alhos Vedros desde que nasci. Desde muito cedo, envolvi-me no movimento associativo da freguesia, nomeadamente nas Marchas Populares do G.R.F., no início da década de 90 e, alguns anos mais tarde, fiz parte da Direcção desta colectividade. Sentir Alhos Vedros para mim, é acordar todos os dias com um enorme orgulho da nossa história tão rica e vasta. Os locais magníficos que esta freguesia possui, desde os seus monumentos até às suas diversas paisagens fazem com que seja uma terra de carácter único. O meu objectivo é trabalhar intensamente para poder exponenciar todo o potencial/riqueza que Alhos Vedros tem e que, ao longo das últimas décadas, foi subaproveitado. 13
AlhosSentir Vedros Na Primeira Pessoa Chamo-me Irina Cardoso, tenho 34 anos, sou Gestora de Negócios na empresa Álvaro Covelo & Pinto, Lda. Nasci, cresci e vivo nas Arroteias, sentindo-me diariamente grata por ser Alhosvedrense. Para mim, Sentir Alhos Vedros é ter orgulho na nossa história, é respeitar a nossa identidade e, acima de tudo, é honrar as minhas raízes. Sentir Alhos Vedros é lutar por um presente que dignifique quem nós somos e que nos proporcione um futuro condigno com a nossa história e com as nossas gentes. Sentir Alhos Vedros é todos os dias querer fazer mais e melhor, para que consigamos alcançar o que tanto ambicionamos para a nossa freguesia. 14
AlhosSentir Vedros Na Primeira Pessoa Chamo-me Paulo Sérgio Pereira, nasci e resido na Quinta da Fonte da Prata. Sou Designer Gráfico na Papelaria LowCosta (empresa que fundei com a minha mãe, em 2017). Sempre fui apaixonado pela nossa freguesia e, principalmente pelo meu bairro. Em 2012, com um grupo de amigos, fundei uma Associação de Jovens, a AJQFP, da qual sou Presidente. Fui também um dos fundadores da Comissão de Moradores da Quinta da Fonte da Prata. Sentir Alhos Vedros, para mim, é sentir todos os dias um prazer de poder descobrir um pormenor da nossa freguesia e poder intervir e divulgar no que esta terra tem de melhor. É para mim um grande orgulho fazer parte deste projecto! 15
AlhosSentir Vedros Olhar Alhos Vedros Horta biológica do CACAV - Círculo de Animação Cultural de Alhos Vedros 16
AlhosSentir Vedros (Re)Descobrir Alhos Vedros MPouorçiosco Latitude: 38:39:06,382 Longitude: -9:01:42,849 Altitude: 6m Cronologia: Época Quinhentista 17
AlhosSentir Vedros (Re)Descobrir Alhos Vedros O Poço Mourisco de Alhos Vedros situa-se junto à estação ferroviária. É um marco histórico de Alhos Vedros. Este Poço está decorado com elementos em relevo, que simbolizam a Natureza, tornando-o num monumento oriundo da Época Quinhentista. Os seus símbolos são: Um ramo de carvalho, sobreiro ou azinheira com bolotas (elemento decorativo muito frequente no Manuelino); Uma flor-de-lis; Uma cabaça (símbolo do peregrino de Santiago). Nas pedras cimeiras do Poço Mourisco são visíveis as marcas profundas, que testemunham a sua utilização longa e constante. As vetustas pedras demonstram nos seus topos o subir e o descer dos baldes de água, através das marcas do roçar das cordas “esculpidas” na pedra. \"Quando algum rapaz ou rapariga com a cabeça conseguir partir a cabaça que nele se encontra esculpida, dela sairá um tesouro imenso de moedas em ouro que o tornará feliz para toda a vida.\" Fonte: Carta do Património do Concelho da Moita (ano de 2019). 18
AlhosSentir Vedros À mesa com... Olá a todos! Chamo-me David Pereira, tenho 35 anos, sou Alhosvedrense, mais concretamente do Bairro das Morçoas, onde sou conhecido por Pereirinha. Desde cedo, despertei o gosto pela cozinha, muito por culpa dos meus avós maternos, também eles Alhosvedrenses, filhos desta terra. Identifico-me muito com a comida tradicional portuguesa, pois esta ligação aos meus avós maternos faz com que as minhas primeiras memórias de cozinha sejam ligadas a eles: os cheiros a refogado, os fritos, os guisados, as açordas… Há cerca de 15 anos, iniciei a minha vida profissional na área da cozinha. Sendo actualmente chef no Hotel Roma, em Lisboa. Sou muito focado na minha equipa, faço tudo por eles e estou sempre preocupado para que nada lhes falte. Contudo, a minha equipa sabe que tudo o que peço tem de ser feito com rigor e de acordo com os padrões que exijo. Recebi o convite para participar na rúbrica “À Mesa Com…” do boletim “Sentir Alhos Vedros”. O convite tinha como mote desenvolver um prato típico que se identificasse com a nossa terra, que se identificasse com Alhos Vedros. Desenvolvi a receita “Caldeirada de Robalo e Corvina do Tejo com Camarão” como forma de homenagear Alhos Vedros. A nossa terra tem como um dos principais recursos o Rio Tejo e, para mim, faz todo o sentido agarrar na receita de um prato tradicional e dar-lhe um toque pessoal e diferente, sem perder a sua identidade e simplicidade. A todos os Alhosvedrenses um bem-haja e bom apetite! 19
AlhosSentir Vedros Caldeirada de Robalo e Corvina do Tejo com Camarão 4 pessoas Ingredientes: 4un - Camarão 20/30 0,400 Kg Robalo 0,400 Kg Corvina 0,500 Kg - Batata 0,250 Kg - Cebola 0,040 Kg - Pimento vermelho 0,040 Kg - Pimento verde 0,04 Kg - Pimento amarelo 0,010 Kg - Alho seco Sal grosso Pimenta preta em grão Açafrão Orégãos Flor de sal Manteiga Azeite, a gosto 2un - Folha de louro Espinhas dos peixes 2 Bolinhas de pão de mistura 35 Grs 0,100 Kg – Aipo 0,050 Lt – Vinho branco 0,100 Kg de alho francês 0,050 Kg – Salsa 0,040 Kg - Coentros 4un - rebento de ervilha para a decoração 20
AlhosSentir Vedros Preparação: Filetar os peixes e colocar as espinhas num recipiente com água e gelo, para libertar todas as impurezas e o sangue dos mesmos. Meter um fio de azeite num tacho, e quando estiver quente, inserir 0,100 kg de cebola, o aipo, uma folha de louro e o alho francês e deixar suar durante um pouco. Escorrer bem o peixe e adicionar. Em seguida incorporar primeiro o vinho branco e deixar ferver um pouco, de seguida a pimenta em grão, a salsa e água até 2/3cm acima das espinhas. De vez em quando ir retirando as impurezas que vêm ao cimo. Deixar reduzir até 2/3, retirar do lume, passar por um passador e levar ao lume novamente e incorporamos o sal e pimenta a gosto; Descascar os camarões e deixar o rabo e a cabeça bem como o último anel da casca de ambos, para não largarem nem o rabo, nem a cabeça. Colocar um pau de espetada do rabo à cabeça, para que depois de cozidos fiquem direitos. Pôr água a ferver com sal, quando estiver a ferver inserir os camarões e contar 2minutos depois da água ficar a ferver novamente. Colocar os camarões a arrefecer em água e gelo; Cortar as bolinhas de pão de mistura em fatias fininhas, colocamo-las em um tabuleiro com um fio de azeite, flor de sal, orégãos e levamos ao forno a 150°C durante aproximadamente 15 minutos, até ficarem bem tostadas; Descascamos as batatas e cortamo-las às rodelas. Depois vamos cortando as rodelas como se estivéssemos a descascar bem fininho a parecer umas fitas. Colocamo-las num recipiente com água e gelo. Depois secamos bem as fitas e pincelamos com manteiga e enrolamos. Deixar aquecer bem uma frigideira antiaderente e colocar os rolinhos de batata até estes estarem douradinhos de ambos os lados. Quando estiverem douradinhos inserir o caldo de peixe e incorporar o açafrão e uma noz de manteiga. Retirar quando a batata estiver cozida e reservar; Picar o alho, cortar a restante cebola em meias luas, colocar num tacho com um fio de azeite, a outra folha de louro e deixar alourar. De seguida incorporar os pimentos cortados em juliana grossa. Colocar um pouco do caldo de peixe e deixar ferver cerca de 10 minutos em lume brando; Temperar o peixe com sal e pimenta e numa frigideira antiaderente colocar um pouco de azeite e alourar o peixe. Em seguida levar o peixe ao forno cerca de 10 minutos a 180°C; Empratar a gosto e decorar com os rebentos de ervilha. 21
AlhosSentir Vedros Pé na Rua Terça a Sábado 1158a Histórias de Colinho Exposição Permanente Fevereiro \"O Lobo que queria ter uma Namorada\", \"O Rio e a Moita na Azulejaria\", 10h de Orianne Lallemand de Luís Guerreiro BIBLIOTECA MUNICIPAL DE ALHOS VEDROS BIBLIOTECA MUNICIPAL DE ALHOS VEDROS 1158a Atelier 24 Workshop Fevereiro \"Bichinhos com Coração\" Fevereiro Internet sem Mistérios 11h BIBLIOTECA MUNICIPAL DE ALHOS VEDROS 10h às 14h BIBLIOTECA MUNICIPAL DE ALHOS VEDROS 26 Sábados a Ler em Família Fevereiro \"Oficina de Construção de Livros\" 15h30m BIBLIOTECA MUNICIPAL DE ALHOS VEDROS 22 Terça-feira a Sábado 10h - 12h30m 14h - 18h30m Núcleo Cultural José Afonso Rua Pêro de Anaia, 2860-095 Alhos Vedros 210816800 [email protected]
AlhosSentir Vedros 23
AlhosSentir Vedros Alhosvedrense Padarias de Fabrico prórpio - Pão Grande - Pão Pequeno - Pão de Centeio - Carcaças - De segunda-feira a sexta-feira: das 07:00 às 13:00 horas e das 15:30 às 17:30 horas - Sábado, Domingo e Feriados: das 07:00 às 13:00 horas Praça da República, n.º 15 2860-139 Alhos Vedros T: (+351) 938 825 256 E: [email protected] - Pão Grande - Pão de Centeio Grande (por encomenda) - Pão Pequeno - Pão de Centeio Pequeno (por encomenda) - Carcaças/Bolas - Carcaças/Bolas de Centeio (por encomenda) - Pão com Chouriço - Pizzas Grandes no Forno (por encomenda) - Pizzas Pequenas no Forno (por encomenda) - De segunda-feira a sábado: das 07:00 às 13:00 horas - Encerra ao domingo Rua Nova de Fátima, 59 2860-148 Arroteias, Alhos Vedros T: (+351) 963 492 356 24
AlhosSentir Vedros Alhosvedrense Padarias de Fabrico prórpio - Pão Grande - Pão Pequeno - Pão de Centeio - Pão Regional - Pão Tipo Lagoinha - Carcaças - Bolas de Mistura - Bolas de Centeio - Bolas da Avó - De segunda-feira a sábado: das 06:30 às 13:00 horas - Encerra ao domingo Rua Nossa Senhora d’Aires, n.º 7 2860-147 Arroteias, Alhos Vedros T: (+351) 212 028 496 - Pão Grande - Pão Pequeno - Pão de Forma (feito com massa de pão caseiro) - Pão de Centeio - Carcaças - Broa de Milho - Broa de Passas (por encomenda) - Broa de Farinheira (por encomenda) - De terça-feira a sábado: das 07:00 às 13:00 horas e das 15:30 às 19:00 horas - Encerra ao domingo e segunda-feira Rua Eça de Queiróz, 45 2860-194 Arroteias, Alhos Vedros T: (+351) 212 023 068 / (+351) 935 418 625 25
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