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Miolo_Final_Severina

Published by dotcarolino, 2021-10-14 15:41:47

Description: Miolo_Final_Severina

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Texto e ilustração © Laerte Silvino, 2019 Representado por O Agente Literário Direção-geral José Marinoni e Silvia A. da Silva Gerente executivo Guido Fontgalland Junior Coordenadora editorial Maria Fernanda Regis Editora Angela Dutra Assistente editorial Beatriz Lima Editora de texto Débora Tamayose Revisora Roseli Gonçalves Supervisor de produção Anderson Brito de Figueiredo Projeto gráfico e diagramação Laerte Silvino e Adriano Pereira Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Mayara Cristovão da Silva / CRB 2812 / Brasília, DF, Brasil S586s Silvino, Laerte Severina: a menina rica do Sertão / Laerte Silvino; Ilustração Laerte Silvino - Brasília: Edebê Brasil, 2019. 40 p., il.; (Coleção Versos Itinerantes) ISBN 978-85-5536-309-2 1. Literatura Infantojuvenil. I. Título. CDU 82-93 Todos os direitos reservados à Editora Edebê Brasil Ltda. SHCS CR Quadra 506, Bloco B, Loja 59 Asa Sul – Brasília-DF CEP 70350-525 Telefone: (61) 3214-2300 – Fax: (61) 3214-2346 Site: www.edebe.com.br Miolo_Severina_2019.indd 4 06/08/2019 13:56

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Para meus filhos, 06/08/2019 13:56 minhas riquezas. Miolo_Severina_2019.indd 6

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Era uma vez Severina, Que, em um dia infeliz, Olhou para o horizonte, Pro caminho que não quis. Viu pousar uma esperança Bem no meio do seu nariz. 8 Miolo_Severina_2019.indd 8 06/08/2019 13:56

Ela então se levantou, Perdida ela estava, Engoliu o choro e riu. Sozinha sem os seus. A esperança bateu asas, Ela chorava pelos pais, Se balançou e subiu. Mas o que aconteceu? Severina nem pensou, Só quem sabe dessa dor Limpou as mãos e seguiu. Foi quem já se perdeu. 9 Miolo_Severina_2019.indd 9 06/08/2019 13:56

Cantando no caminho, Um andarilho passou Roncando uma sanfona. A menina escutou, Correu pra pedir ajuda. O músico então falou: — O que foi, menininha? Como posso lhe ajudar? — Acho que estou perdida! – falou ela a soluçar. — Coragem, pequenina, O dia bom há de chegar. — Primeiro o urgente, Cada passo de uma vez. Tenho pão e tenho água, Não precisa timidez. Coma quanto quiser, Que não tenho mesquinhez. Ela encheu o bucho, Matou quem a matava. A fome foi quem morreu, O medo continuava. Ela contou sua história, Ele apenas escutava. 10 Miolo_Severina_2019.indd 10 06/08/2019 13:56

— Eu e minha família Fugíamos dessa seca. Eu, meu pai, minha mãe, Minha irmã sapeca, Meu irmão, minha vovó E meu cachorro Peteca. — Em um pau de arara, Existia muita gente. Veio então a poeira, Junto do sol ardente, De um vento violento, De um som bem estridente. — Não me lembro de nada, Apenas da escuridão, De uma pancada forte, Do grito do meu irmão. Acordei e já estava só Chorando nesse chão. Ele ouviu a história E falou, pensativo: — A seca é uma fábrica De fazer fugitivo. Todos migram pro sul, É um tempo nocivo. 11 Miolo_Severina_2019.indd 11 06/08/2019 13:56

— Eu sei como se sente. — Furaram meus olhos Igualzinho a você Para eu cantar melhor. Já estive sozinho, Escuridão castiga, Sem saber o que fazer. Mas das dores, a menor. Ouça minha história Decidi então fugir Tenho muito a dizer. Mesmo que fosse pior. — Vivia encarcerado — Hoje eu vivo livre, Para cantar pra alguém. Como da minha canção. Mas minha melodia Gaiola não me segura, Não agradava mais ninguém. Não temo escuridão, A pior maldade veio Graças a essa coragem Pra castigar o refém. Que plantei no coração. 12 Miolo_Severina_2019.indd 12 06/08/2019 13:56

A menina entendeu. Ele dividiu o pão, Ela precisava partir. Deu um cantil prateado. Abraçou o sanfoneiro, A menina agradeceu Que a aconselhou seguir Por ele ter ajudado. Os trilhos que vão pro sul. — Diga seu nome, seu moço... — Cidade há de ter ali! — Assum preto, seu criado. 13 Miolo_Severina_2019.indd 13 06/08/2019 13:56

Já de noite, ela avistou Uma tapera acabada. Pediu licença e entrou. Gente que era bom, nada. Ela comeu e foi dormir, Pensando na estrada. Na alta madrugada, Algo lhe tirou o sono. Barulho crepitante, Seguido por estrondo. No pulo ela acordou, Achou ser mal-assombro. — Desculpe, menininha! – falou uma voz agudinha. — Não queria que acordasse, Mas quebrei essa quartinha. Sou muito desastrada. Sou Riri, a ratinha. 14 Miolo_Severina_2019.indd 14 06/08/2019 13:56

— Oi, Riri. Sou Severina. Por que esse barulho? — Estava só fugindo Do gato Fedregulho. Vive me perseguindo. Correr é meu orgulho. De repente a rata Ouviu que ele chegava. — Rápido, se esconda! Ele se aproximava. Eis que um gato enorme A casa circundava. 15 Miolo_Severina_2019.indd 15 06/08/2019 13:56

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— Ah, ratinha... ratinha! Sinto bem o seu cheiro. Não adianta se esconder Dentro desse terreiro. Quando encontrar você, Te devoro bem ligeiro! A menina corajosa Quis o gato enfrentar. A ratinha logo disse: — Não precisa se avexar! Paciência é virtude, Vamos apenas esperar. Severina, confusa, Não entendeu a missão. A ratinha percebeu, Foi explicar a lição: — Nem tudo o que queremos Se conquista com ação! — De certas coisas o tempo Toma conta sozinho. Ele arruma solução, Resolve com jeitinho. Esperar e confiar Também é um caminho. 17 Miolo_Severina_2019.indd 17 06/08/2019 13:56

Então, após algum tempo, — Teve sorte, ratinha! Uns uivos eles ouviram. – disse o gato fujão, Cada vez mais altos, Que partiu disparado, Os ecos se repetiram. Quase queimando o chão. O gato se assustou — Pronto! Ele foi embora. Com os sons que surgiram. Esperar não foi em vão. 18 Miolo_Severina_2019.indd 18 06/08/2019 13:56

— De quem veio esses uivos? — Dos “loboguarásomens”! Metade lobos-guará, Metade lobisomens. Surgem na lua nova, Na cheia viram homens. Na janela da casa, Uma forte luz adentrou. Clareando as vidas Que a paciência salvou. Pronta pra seguir viagem, A ratinha se aprontou. 19 Miolo_Severina_2019.indd 19 06/08/2019 13:56

Seguiram por um tempo, — Nem pensem em subir aqui! Até que a fome bateu. – gritou o umbuzeiro. O pão tinha acabado, — O que pensam que sou? A água tinha dado adeus. Pareço um coqueiro? Meio-dia o sol rachou. Vão trepar em outro pé. Estavam na mão de Deus. Quem dá mão é mamoeiro. Do nada, um milagre — Perdão, seu umbuzeiro. – ou seria uma miragem? –: Não queria aperrear. Um grande umbuzeiro Mas eu, em toda vida, Para salvar a viagem. Nunca vi árvore falar. As duas nem pensaram, Riri e eu temos fome, Partiram pras folhagens. E você pode ajudar. 20 Miolo_Severina_2019.indd 20 06/08/2019 13:56

— Na-na-ni-na-não, moça. Meus frutos são meus! Dou para quem eu quiser. Pode ir dando adeus! Mas, se me ajudarem, Posso fazer deles seus. 21 Miolo_Severina_2019.indd 21 06/08/2019 13:56

— Me diga então, seu pé. O que vai querer da gente? — Um bando de lagartas Não me deixa contente. Vivem roçando em mim E me mordem com os dentes. — Gostaria que tirassem Todas de cima de mim. Sei que não será fácil, Mas, quando chegar ao fim, Poderão banquetear O umbu que estiverem a fim. O acordo foi fechado. Elas sequer pensaram. Subiram no umbuzeiro. As duas procuraram, Olharam cada galho, Mas nada encontraram. 22 Miolo_Severina_2019.indd 22 06/08/2019 13:56

— Não há lagarta nenhuma! – disse Riri, a rata. — Procuramos em tudo, Vasculhamos sua mata. Podemos comer então? — Só quando achar lagarta! A árvore foi bem dura Nas palavras que falou. E lá foram de novo. Subir outra vez cansou. A fome só crescia. De novo, nada se achou. A menina, já cansada, Falou em desistência. A rata, já exausta, Perdeu a paciência. A árvore, atenta, Falou de persistência. 23 Miolo_Severina_2019.indd 23 06/08/2019 13:56

— Como vocês conseguem Desistir velozmente? A vida não é fácil, Há desafios à frente. A força de persistir É arma do valente. — Sei bem do que eu falo, Olhem bem o meu exemplo. Como acham que cresci Vivendo nesse tempo? Frutificar na seca Sem ver chuva nem vento? — Coragem e paciência São coisas importantes. Mas, sem a persistência, Nada segue adiante. Tentamos até conseguir. Quem sonha diz “Avante!”. Subiram novamente, Agora mais atentas. Severina encontrou As lagartas espoletas. Se tornaram casulos, Futuras borboletas. 24 Miolo_Severina_2019.indd 24 06/08/2019 13:56

Todos se empolgaram Com aquela situação. Finalmente comeram. Persistir não foi em vão. Do alto da árvore, Avistaram a vastidão. — Veja lá a cidade! – exclamou a ratinha. — Estamos bem próximos! – sorriu a menininha. As borboletas voaram, Pintando a tardinha. Agradeceram ao pé, Pela lição que foi dada. Correram a passos largos, Nos trilhos da estrada, Pensando na família, Que estava separada. 25 Miolo_Severina_2019.indd 25 06/08/2019 13:56

Um trem maria-fumaça, Chegando à cidade, Partindo da cidade, Foi logo perguntando Foi subindo pro norte, Sobre sua família, Em alta velocidade. Se os viram passando. Elas nunca tinham visto O padre tomou a voz, Um desses de verdade. Já foi então falando: Ouvindo um barulho: — Deus seja louvado, “Café-com-pão, café-com-pão!”, Que você apareceu. Severina se sentiu Estavam preocupados Indo junto na direção, Pelo que se sucedeu. Parecia que o trem ia Voltaram no caminho Levando seu coração. Achando que se perdeu. 26 Miolo_Severina_2019.indd 26 06/08/2019 13:56

— De mês em mês, aqui passa Um trem trazendo gente E coisas de todo tipo Pra abastecer nossa gente. Nesse trem eles voltaram Pra achar você na frente. — Nós vimos o trem passar, — Mas não se preocupe, Não vimos quem estava Não precisa ter pressa. – Riri se pronunciou. Eu cuidarei de você, Severina chorava Pois fiz essa promessa. Triste por não poder achar Viva em nossa cidade. Quem tanto procurava. Não há nada que impeça. Na cidade ela viveu Olhando pela janela. O padre observava O olhar tristonho dela. Foi então lá perguntar O que havia com ela. 27 Miolo_Severina_2019.indd 27 06/08/2019 13:56

— Essa longa viagem Muito me ensinou. Eu vi a esperança Que bateu asas e voou. Assum preto, para mim, A coragem explicou. — Com a Riri, aprendi A ter muita paciência. Depois perseverança Se fez inteligência. Com todas essas virtudes Eu tive convivência. — Mesmo as conhecendo, De nada me adianta. A dor em mim é forte, A saudade é tanta Que parece que eu caí, E nada me levanta. — Pois, minha menina, Vou ensinar algo melhor. A virtude das virtudes. Faz do fraco o maior. Alimenta a coragem, Esperança faz menor. 28 Miolo_Severina_2019.indd 28 06/08/2019 13:56

— A mãe da paciência Que a todos acalma. Perseverança ajuda, Mas só essa que salva. Fé é como se chama, Alívio de toda alma. — A fé não se explica, Desfaz a compreensão. É ver o que não existe, Pisar onde não tem chão. Multiplique esperança Mil vezes por um milhão. — É olhar essa janela E ver além do que se vê. Lutar mesmo perdendo E sonhar que vai vencer. É falar uma palavra E uma montanha mover. — Tenha fé, Severina. Sua família vai chegar. — Muito obrigada, Padre. Acho que posso enxergar A fé que não conhecia E agora posso provar. 29 Miolo_Severina_2019.indd 29 06/08/2019 13:56

De repente, alvoroço! Não esperaram o trem, Alguém chegou mais cedo. Pois encontraram alguém Severina só sorriu, Dentro daquele vagão, Pois não era mais segredo. Cantando como ninguém. Sua família se adiantou Assum preto falou dela, Pra fechar este enredo. A família disse “Amém!”. 30 Miolo_Severina_2019.indd 30 06/08/2019 13:56

E ele também foi pra lá Claro que aceitaram. Pra animar aquela festa. E ali, enfim, viveram bem. O convite foi feito, Água tinha para todos, Da forma mais modesta, Não faltava pra ninguém. Pra todos viverem lá, Ela e a família unidos, Pois eram gente honesta. Riri e Assum também. 31 Miolo_Severina_2019.indd 31 06/08/2019 13:56

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Severina descobriu Que, além da esperança, Coragem, paciência, Fé e perseverança, Havia mais uma virtude No coração da criança. Toda virtude é boa, Todas têm o seu valor. Mas de nada adianta Emanar esse calor, Se não agir por esta, A maior, que é o amor! 33 Miolo_Severina_2019.indd 33 06/08/2019 13:56

SOBRE ALGUMAS PALAVRAS Aperrear: incomodar, atazanar, importunar. Assum Preto: tipo de ave presente na maior parte do território brasileiro. Também é chamado de graúna, passáro- preto, chupim etc. Ficou bem conhecido por meio de uma música homônima de Luiz Gonzaga, em que a ave tem os olhos furados para cantar melhor. Avexar: apressar, afobar-se. Pau de Arara: transporte irregular que ainda é muito usado no Nordeste brasileiro. São caminhões adaptados para transportar uma grande quantidade de pessoas. O nome faz referência à vara utilizada para o transporte de pássaros, também chamada de “pau de arara”. A comparação surgiu entre o barulho das aves e o barulho das pessoas no caminhão. Quartinha: espécie de jarro de barro usado para guardar água fresca. 34 Miolo_Severina_2019.indd 34 06/08/2019 13:56

Tapera: tem origem no tupi e significa “casa velha” ou “aldeia abandonada”. Umbuzeiro: árvore de médio porte muito presente em áreas semiáridas. Seu nome vem do tupi e significa árvore que dá de beber, isso porque o umbuzeiro retém água em sua raiz, além de produzir uma batata que pode ser utilizada como alimento. Vive cerca de cem anos e por isso serve de representação da resistência para o povo do Sertão. 35 Miolo_Severina_2019.indd 35 06/08/2019 13:56

SOBRE a literatura de cordel A literatura de cordel começou a ganhar identidade brasileira em 1808, com a chegada da família real portuguesa ao Brasil e a instalação da Imprensa Régia. Antes, apenas folhetos portugueses e espanhóis circulavam no Brasil colônia. E foram os próprios portugueses que batizaram esse tipo de livreto de cordel, pois eram expostos nas feiras pendurados em um barbante. 36 Miolo_Severina_2019.indd 36 06/08/2019 13:56

Porém, no começo do século XX, a literatura de cordel foi muito difundida no Nordeste brasileiro: tanto por ser usada como crônica da vida cotidiana da região, já que narrava os acontecimentos da época (secas, cangaço, migração etc.), quanto por fazer parte da tradição oral de poetas, declamadores, cantadores e repentistas locais, posteriormente, espalhando-se pelo restante do país. Dois nomes expressivos de cordelistas brasileiros são Leandro Gomes de Barros e José Camelo de Melo Resende. Quando se pensa em livretos de cordel, provavelmente a imagem que surge na mente é a de uma xilogravura, expressão gráfica que casa perfeitamente com os versos e serve para ilustrar as capas dos livrinhos. O processo da xilogravura consiste no entalhe do desenho na madeira e depois no uso da tinta e do papel, que passam por uma prensa, imprimindo o desenho desejado. Uma curiosidade sobre xilogravura é que todas as palavras devem ser entalhadas ao contrário, para que, na hora da impressão, aquilo que foi escrito apareça na direção correta. 37 Miolo_Severina_2019.indd 37 06/08/2019 13:56

SOBRE O ILUSTRAUTOR E SUA HISTÓRIA Laerte Silvino Sou ilustrador, quadrinista e autor de livros infantis. Moro no Recife, em Pernambuco, terra de muita música, poesia e de uma vasta cultura popular. Trago comigo toda essa bagagem de riquezas de onde nasci e tento traduzi-las para meus desenhos e meus textos. Geralmente meus livros nascem com o texto antes de partir para as ilustrações. Mas com o Severina foi diferente. Severina nasceu primeiro em um desenho, este mesmo que está na capa do livro em sua mão! Passei mais de um ano escrevendo e reescrevendo os versos deste cordel. Tudo o que a Severina vive foi surgindo aos poucos. Às vezes, faltava alguma rima, e eu passava dias matutando como fazer determinando verso. Porém, foi muito divertido criar o cordel em sextilhas heptassílabas (seis versos em cada estrofe com sete sílabas cada linha) que é a métrica mais comum na literatura do cordel. Miolo_Severina_2019.indd 38 06/08/2019 13:56

Ilustrar os versos foi mais fácil. Já sabia o que queria para o Severina. Uma mistura de pintura, colagem e xilogravura era o que eu sonhava para estas páginas. Queria muita cor, pois o Sertão que conheci é, sim, colorido, porque, apesar de seco, árido e sem chuvas, tem um povo colorido e alegre. Espero que a Severina, a menina rica em virtudes, inspire crianças, em especial, as que vivem no Sertão, a incluir a esperança, a coragem, a paciência, a perseverança, a fé e o amor na vida delas. Miolo_Severina_2019.indd 39 06/08/2019 13:56

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