por Agnaldo Silveira Adelicadeza dos Irmãos Iluminados, ao regresso de ambos, ao término de minha primeira obra, teria tratos diferencia- dos como outras vezes. Anteriormente, em suas necessidades, foram separados. Porém, agora preparavam um encontro entre os dois, permitindo-lhes dis- solver suas diferenças, definitivamente. Serena, ou Amália, em antigo retorno, após ser abandonada, experimentou a crueldade da vingança. Ele se arrependeu. Ela en- tendeu o que deveria fazer, retornando lado a lado de sua metade. Todavia, ela optou, como narrado, o abandono ao seu amor, que, destruído, amargurava-se na pequena capela, todos os seus dias. Desta vez, a consciência de Serena, deu-lhe, imediatamente, o ar- rependimento, ao despertar seus olhos, aguardando, em merecimen- to, sua reaproximação de Romero. Eles mesmo separados no final de minha primeira narrativa, foram presenteados em seus pedidos de perdão no mesmo jardim espiritual, habitual ao seus espíritos. Sheila, decidiu não encarnar após a separação de ambos, na últi- ma passagem pelo físico. Serena, amplamente arrependida, procu- rou-o, na capela. Ele, ciente de tudo, naquela última vida, acabou por envolver-se com outro espírito encarnado a quem tomou por esposa. Porém, contraiu alguns carmas. Serena teria de entender a mudança de suas histórias, causada por ela mesma. O céu, sublime, e Romero caminhava com seu irmão de Luz, Damião, à capela, à realizar suas meditações e orações matinais. Serena, deixava a casa do lago, e seguia ao seu encontro, avistan- do-o sentado à frente do altar. “Meu amor” - disse ela. Ele, voltando-se seu olhar para trás, a viu, após aquele encontro espiritual em seus perdões, há décadas, no físico. Levantando-se, caminhou em sua direção, abraçando-a, na espi- ritualidade, em seus ‘verdadeiro amor’. 151
“...e a missão continua” “Acompanhei sua recuperação, e, minha saudade é enorme por ti” - disse ele. Ela, ciente de sua última ação carnal, “Estamos permitidos viver juntos. Nos perdoamos, aqui, mas temos que voltar, e aceitarmo-nos no mundo terreno. Permanecere- mos unidos desta vez.” - disse ela “Não podemos mais errar. Me comunicaram que é nossa última oportunidade” - completou ele. Retiraram-se, ambos, habitando o Mundo Maior, como em suas origens, em um só espírito. Ela, em sua compreensão espiritual, entendia que ele reencarna- ria tempos antes dela, a resgatar, novo carma contraído por ele, ao ser deixado. Pois, isento dela em sua vida carnal, tivera o mereci- mento em ter uma nova esposa. Na Plano Maior, permitiram antigo resgate ao seu tempo no mundo escuro. Assim, não cumpriram. E, lhe deram nova oportunidade, pois ela era um espírito prestes a entender o Caminho Iluminado. Ele se propôs a ajudá-la, porém, receberia Serena no tempo permitido pelo Mundo Maior. Serena, esperaria seu tempo adequado a encarnar. Sua volta ao mundo terreno, daria quase ao final do século 20, onde ele estaria cumprindo o seu resgate. Eles mesmos se coloca- ram nessas condições, dando-lhes um tempo maior em seus reen- contros. Esta seria a forma de Romero livra-se definitivamente de sentimentos escuros, à não influenciar Serena no campo material. Nessa ciência de ambos, as convivências diárias no Jardim Es- piritual, elevava seus conhecimentos. Ela, absorvia suas responsa- bilidades anteriores aos seus familiares, apegos aos bens materiais, desvencilhar-se dos devaneios terrenos, e, aceitá-lo como seu com- panheiro, ao quanto já desistira na vida anterior, mesmo com seus motivos. Somada ainda, ao mundo negro que os sufocaria com seus discípulos vingativos a ele. Conquistaram, pelas suas consciências Espirituais, merecimen- tos em ser sustentados, energeticamente, por espíritos encarnados e desencarnados, aos seus lados. Serena, reencontrar-se-ia com suas 152
por Agnaldo Silveira quatro irmãs espirituais. Principalmente, Jade, a quem dispenso meu amor, e busco grande merecimento em vos narrar sua história. Suas terras, haviam sido trocadas, em conexão à outros Irmãos Espirituais, em temporais sintonias, de muitas vidas atrás. Reencar- nariam, em oportunidade, em outras terras, em necessidade deles mesmos levarem suas energias através do físico, definitivamente, no amor, e não em conhecimento. 153
“...e a missão continua” E ntre as orquídeas aromáticas, Alice, seguida de Anselmo, es- pirituoso Irmão de Luz do Plano Maior, dispensavam-se em suas direções. Ao vê-los, meditando, como habitualmente, ao mesmo jardim, aproximaram-se. “Filhos, estaremos sempre convosco, como sempre estivemos” - disse Alice, recendo um caloroso abraço de ambos ao mesmo tempo. Suas consciências amplas, conhecedoras de todos os possíveis desvios, incluso todo conhecimentos do que as trevas poderiam lhes causar, satisfazia a espiritualidade em seus reencarnes. “Minha filhinha querida, interromperei minhas jornadas, em amor a ti, a permitir que tuas decisões não te coloquem fora da tua missão, como outrora o fez. Estarei sempre em suas orações olhan- do por ti” - concluiu Anselmo, em sua grandiosa simplicidade. “Meu querido, Irmão. Há quanto não o vejo. Aceitarei tê-lo ao meu lado, em espírito, em minha nova oportunidade” - disse Serena a ele. “Jamais uma encarnação é conduzida à sua facilidade. Estarei lá, em meu amor a ti. Ao teu caminho correto, nossas sintonias se abri- rão, e me ouvirás” “Agradeço sua boa vontade em me guiar.” “Sim, minha filhinha. Te darei sempre meu amor” Alice e Romero, somente olhavam a magnífica conexão Espiritual entre os dois. Há séculos, Anselmo sustentava Serena em sua luta em seus encarnes, à não se desviar. Na Espiritualidade, um grande conselheiro nas batalhas que Serena possuía consigo mesmo, em sua luta por sua metade. Ao se perder, naquela vida que contraiu seus carmas com seus familiares, fora consolada por seu grande amigo, em seu retorno. Alice, olhando um a um, prenuncia-se. “Seus merecimentos serão colhidos neste instante. Igualmen- te, aos seus encontros com nossos Irmãos que estarão encarnados aos vossos lados, foi permitido outros encarnes junto a vós. Alguns deles, em vossas ajudas na espiritualidade, por vossas origens e co- 154
por Agnaldo Silveira nhecimentos, cruzarão estes espíritos seus caminhos a participarem de suas vidas carnais, ao seu tempo” Romero, olhando, como a saber do que se tratava, à Serena, sina- liza com sua cabeça para que ela voltasse seu olhar para atrás. Ao fazê-lo, encontra aos seus olhos, suas quatro irmãs de cora- ção, de Andaluzia, há mais de um século. As cinco abraçaram-se, cientes que, em seus merecimentos, par- ticipariam daquela próxima vida terrena, lado a lado. Romero, em sua emoção, abraça-as, relembrando os muitos anos que tiveram seus espíritos unidos, em corpos físicos. Jade, olhando para ele, diz: “Que saudade das nossas terras” A comoção, á reviverem em suas memórias, acontecimentos, car- nais, em suas uniões, clareava-se em suas consciências que, mesmo antes, de suas existências em Andaluzia, seus espíritos já eram co- nectados. Após, o desvio de Romero, gerando o desvio, por duas vezes de Serena. Todos, encarnariam juntos, a unir-se na mesma energia que vivenciaram nas colinas andaluzes. Porém, na nova oportunidade, o palco seriam outras terras, ao sul do planeta, mas suas conexões Espirituais, as mesmas. Esse encarne, estaria ligado por exuberan- te missão a outros Espíritos Iluminados que já se dispensavam ao mundo físico. Irmãos pertencentes à linda família espiritual que se uniria em concretização de Obras Espirituais, a evoluírem seus es- píritos. Por dias, no Mundo Maior, conviveram em estudos, e, recorda- vam, em alegria, suas histórias carnais unidos. Num egrégora desi- gual em suas uniões, seus caminhos seriam conectados no mundo terreno, porém todos entregues aos seus riscos. Ambos levariam seus carmas e resgates, quase por completo, pelo próprio final de Era que reencarnariam. Ligados ao mundo es- curo, em suas superações, e a seus Irmãos Iluminados como missão. 155
“...e a missão continua” A gradável final de tarde, ao caminhar dos meus dois filhos amados, em suas vivências no Jardim Espiritual, onde o toque das palmas de suas mãos, sempre lhes foi caracterís- ticas, comunhavam seus conhecimentos um ao outro. Serena, ouvia as palavras de Romero. “Estaremos em nosso amor ao nosso grande desafio. Após, mui- to tempo, estamos cientes da nossa Verdade.” Ambos, olharam aos céus, e perceberam que uma Divina Luz Violeta, como a vir de um Cosmo distante, brilhou em seus cora- ções. Sentiram-se completos, como há incontável tempo, viam-se em suas origens. Um brilho trazido de uma energia que os conecta- vam entre si. As três partes unidas, num Mundo Espiritual Sublime, a lhes transmitir sabedoria e confiabilidade. Curvaram suas cabeças, respeitosamente, àquela Energia, como a satisfazerem seus Espíritos completos. Olharam ao lado, e notaram que Jade se aproximava, acompa- nhada de Alice. Romero, sentiu em seu coração, algo inusitado, em silêncio, so- mente a observá-las. Jade, toma a palavra. “Alegro-me em nosso futuro carnal. Teremos imensa oportuni- dade de evolução. Faremos o certo. É a última chance que temos, antes da grande virada das evoluções. Pois, encarnaremos em final de século. Um final de Era programado há milênios pelo Criador” Aquela Luz Violeta ainda dominava o cenário celeste. Alice, to- mando a palavra... “Filho, chegou tua vez. Despeça-te de tua parte, e vamos. Nos aguardam na sala das reencarnações.” O coração de Romero apertou dentro do seu peito. Olhou para Serena, colocando as palmas de suas mãos, sobre as dela. “Estarei te esperando” - seus olhos escorriam sinceras lágrimas, de uma saudade que se iniciaria a partir daquele instante. “Confiemos no nosso amor. Somos um só, e sempre seremos. 156
por Agnaldo Silveira Temos consciência de nossa Verdade, e pedi, em nosso merecimen- to, para que essa Verdade nos seja dada em conhecimento no plano físico. E nos foi concebido meu desejo” Seus olhares, como a um só, ainda sentiam a Luz Violeta lhes ro- dear. Ambos, curvaram suas cabeças, refletindo a Chama Dourada ao redor. Jade e Alice, emocionaram-se, em satisfação de fazerem parte da- quela história que corria pelo tempo, em diversas encarnações, com lutas, com desvios e com acertos. Muitas vezes, em inabalável fé e desesperanças vencidas. Encontros e desencontros, muitas vezes inconscientes, mas sábios dentro uma Verdade que ultrapassou os limites do nosso tempo. Caminharam até esta Orbe. Se entregaram às suas missões iniciais. Se perderam, e se acharam. E, agora, novas páginas de suas vidas seriam escritas. Novos acontecimentos seriam impressos em seus ‘Livro da Vida’. E, nessa Vida, unia-se o espírito em matéria a ser perpetualizado em suas existências. Suas imagens tornaram-se uma só, como a unirem-se seus espíritos em suas Ver- dades. Como a retornar ao início em milênios passados por longa caminhada ao plano terrestre. Aos céus, uma estrela brilha acima da permanente Luz Violeta. Era a Luz de suas Constelações Originais, de onde partiram a arriscarem-se neste planeta. E, nessa exposição de suas Verdades, peregrinavam à Imperiosa Reencarnação de suas realidades. Em consciências abertas às suas Verdades iniciais, ela lhe diz: “Prometa-me uma coisa?” - disse ela, impressa em palavras de seu coração. “Claro, meu amor” “Voltaremos para nossa casa espiritual, como nossa essência em milênios.” “Sim, prometo-lhe” - disse ele. “Retornaremos como Alva e Ravi, em nossas origens” Consentindo com sua cabeça naquela união de suas almas, Ro- mero afasta-se. 157
“...e a missão continua” “Te espero” “Nos reconheceremos pelo olhar” - disse ela com lágrimas aos olhos. Ele, virando-se e tomando a mão de Alice, enxugando suas vis- tas turvas pela emoção, partiram juntos em um túnel de Luz que o encaminharia a perda de sua consciência, à sala das reencarnações. Serena, ainda falou baixinho. “Te reconhecerei pelo seu olhar” 158
por Agnaldo Silveira A s verdades e as incerteza sufocam o espírito encarnado que, ao véu do esquecimento da realidade Espiritual, pos- sibilitam atrasos evolucionais a lhes submeter às obstina- ções impressas em suas características humanas. Oriundos em suas próprias essências, conectados à energia pla- netária, unificam-se em poder não evolutivo, interligados num vigor involutivo, despreparados em compreensão à confiança emanada do Amor Maior, confundem-se em seus soberbos cultivos pessoais le- vando-os ao sofrimento extracorpóreo. Aguçam o dinamismo natural do astral físico, proporcionan- do-lhes um estagnação perpétua, enquanto suas existências, a ser submetidos aos seus aniquilamentos unitários, à conduzi-los ao so- frimento de uma Nova Era inicial, desconhecida por suas desconsi- derações por um Cordeiro que, ao longo de milênio, lhes permitiu experimentar, em inúmeras oportunidades a vida corpórea. Devotos ao êxtase mundano, sacrificam suas origens, em perfei- ção, aos seus revés evolucionais confiados em suas proximidades há milênios. Devastados em suas idas e vindas a este plano, cansasse a admira- ção por seu próprio espírito, aderindo, somente, ao que lhe és visual em sua matéria propícia seu findamento pessoal. Obstante, não lhe impressiona a capacidade de transformação que possui, acolhendo em si mesmo as mazelas que ele próprio im- pôs em seu rumo. Ao olhar Supremo, permanente compaixão, desde os primórdios, iguala-se a esta Era, numa esperança interminável aos seus filhos. Um ensejo, ao dispensar seus Mestres, a sujeitarem-se aos riscos de uma encarnação, em demonstrações de como seguir. Ignorados ao que convém ao seu próprio ego, segue o ser encarnado em desa- proveitamento das suas Verdades, a reivindicar-se em si mesmo, ao seu próprio orgulho. Em seus impedimentos pessoais, tornam-se presas de suas devi- das histórias reencarnatórias, distanciando-se de si mesmos. Aos seus benevolentes Irmãos Iluminados, ainda sim, cobram- 159
“...e a missão continua” -lhes pedidos, numa fé egoísta e pontual, de uma geração encarna- tória a olharem somente a si mesmos. Ainda assim, promove o espiritual, encarnes de Seres Iluminados de outras Orbes, a reagirem no amor fraternal àqueles que merecem suas instruções. A Luz da Evolução, é dada em indistinção à humanidade, a que, sem exceção, desprendam-se dos seus atrasos conquistados, vida após vida. Apensando às essas oportunidades, sábios inovadores de si mes- mos, permitem seus desapegos a este condenável mundo terreno, direcionando sua estrada espiritual ao sábio caminho evolutivo. E, nessa Luz, eu, permiti-me trilhar por entre reencarnações de quem os narrei. Meu maior temor, levou-me ao absoluto Caminho da Verdade, a quem, adquiri um incondicional amor, em dedicada compreensão dos seus atos em suas vidas terrenas. A eles, impossibilito-me em traduzir em palavras escritas meu mais puro sentimento. E, nesse meu desbrio, concluo, inesperada- mente ao longo desta década, o inimaginável em minha mente, ao intitular esta Obra, invés de “O fim de uma missão”, em esperança dos seus retornos às suas origens, em “E a missão continua” pelos seus devaneios temporais. Os vejo em uma década. AGNALDO SILVEIRA 160
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