por Agnaldo Silveira “Um reencontro espiritual, após quase três anos fí- sicos... por um longo tempo. Uma certeza: um amor que transcende vidas... e que ficará para a próxima. Seguirão em paz, espiritualmente. Seguirão um para cada lado, mas juntos dentro de um só coração...” ********* “... ela, foi habitar isoladamente próxima ao gran- de lago da Colônia Espiritual. Meu querido filho, foi levado ao outro lado, numa região montanhosa, no caminho de volta à uma nova capelinha que havia sido formada.” 201
“...e a missão continua” 202
por Agnaldo Silveira Adelicadeza dos Irmãos Iluminados, ao regresso de ambos, ao término de minha primeira obra, teria tratos diferenciados como outras vezes. Anteriormente, em suas necessidades, foram separados. Porém, agora preparavam um encontro entre os dois, per- mitindo-lhes dissolver suas diferenças, definitivamente. Serena, ou Amália, em antigo retorno, após ser abando- nada, experimentou a crueldade da vingança. Ele se arre- pendeu. Ela entendeu o que deveria fazer, retornando lado a lado de sua metade. Todavia, ela optou, como narrado, o abandono ao seu amor, que, destruído, amargurava-se na pequena capela, todos os seus dias. Desta vez, a consciência de Serena, deu-lhe, imediata- mente, o arrependimento, ao despertar seus olhos, aguar- dando, em merecimento, sua reaproximação de Romero. Eles mesmo separados no final de minha primeira narrati- va, foram presenteados em seus pedidos de perdão no mes- mo jardim espiritual, habitual ao seus espíritos. 203
“...e a missão continua” Sheila, decidiu não encarnar após a separação de ambos, na última passagem pelo físico. Serena, amplamente arre- pendida, procurou-o, na capela. Ele, ciente de tudo, naquela última vida, acabou por envolver-se com outro espírito encarnado a quem tomou por esposa. Porém, contraiu alguns carmas. Serena teria de entender a mudança de suas histórias, causada por ela mesma. O céu, sublime, e Romero caminhava com seu irmão de Luz, Damião, à capela, à realizar suas meditações e orações matinais. Serena, deixava a casa do lago, e seguia ao seu encontro, avistando-o sentado à frente do altar. “Meu amor” - disse ela. Ele, voltando-se seu olhar para trás, a viu, após aquele encontro espiritual em seus perdões, há décadas, no físico. Levantando-se, caminhou em sua direção, abraçando-a, na espiritualidade, em seus ‘verdadeiro amor’. “Acompanhei sua recuperação, e, minha saudade é enor- me por ti” - disse ele. Ela, ciente de sua última ação carnal, “Estamos permitidos viver juntos. Nos perdoamos, aqui, mas temos que voltar, e aceitarmo-nos no mundo terreno. Permaneceremos unidos desta vez.” - disse ela “Não podemos mais errar. Me comunicaram que é nossa última oportunidade” - completou ele. Retiraram-se, ambos, habitando o Mundo Maior, como em suas origens, em um só espírito. Ela, em sua compreensão espiritual, entendia que ele reencarnaria tempos antes dela, a resgatar, novo carma contraído por ele, ao ser deixado. Pois, isento dela em sua vida carnal, tivera o merecimento em ter uma nova esposa. 204
por Agnaldo Silveira Na Plano Maior, permitiram antigo resgate ao seu tempo no mundo escuro. Assim, não cumpriram. E, lhe deram nova oportunidade, pois ela era um espírito prestes a entender o Caminho Iluminado. Ele se propôs a ajudá-la, porém, rece- beria Serena no tempo permitido pelo Mundo Maior. Serena, esperaria seu tempo adequado a encarnar. Sua volta ao mundo terreno, daria quase ao final do sé- culo 20, onde ele estaria cumprindo o seu resgate. Eles mesmos se colocaram nessas condições, dando-lhes um tempo maior em seus reencontros. Esta seria a forma de Romero livra-se definitivamente de sentimentos escuros, à não influenciar Serena no campo material. Nessa ciência de ambos, as convivências diárias no Jar- dim Espiritual, elevava seus conhecimentos. Ela, absor- via suas responsabilidades anteriores aos seus familiares, apegos aos bens materiais, desvencilhar-se dos devaneios terrenos, e, aceitá-lo como seu companheiro, ao quanto já desistira na vida anterior, mesmo com seus motivos. Soma- da ainda, ao mundo negro que os sufocaria com seus discí- pulos vingativos a ele. Conquistaram, pelas suas consciências Espirituais, me- recimentos em ser sustentados, energeticamente, por espí- ritos encarnados e desencarnados, aos seus lados. Serena, reencontrar-se-ia com suas quatro irmãs espirituais. Princi- palmente, Jade, a quem dispenso meu amor, e busco gran- de merecimento em vos narrar sua história. Suas terras, haviam sido trocadas, em conexão à outros Irmãos Espirituais, em temporais sintonias, de muitas vidas atrás. Reencarnariam, em oportunidade, em outras terras, em necessidade deles mesmos levarem suas energias através do físico, definitivamente, no amor, e não em conhecimento. 205
“...e a missão continua” 206
por Agnaldo Silveira E ntre as orquídeas aromáticas, Alice, seguida de An- selmo, espirituoso Irmão de Luz do Plano Maior, dis- pensavam-se em suas direções. Ao vê-los, meditando, como habitualmente, ao mesmo jardim, aproximaram-se. “Filhos, estaremos sempre convosco, como sempre estive- mos” - disse Alice, recendo um caloroso abraço de ambos ao mesmo tempo. Suas consciências amplas, conhecedoras de todos os possíveis desvios, incluso todo conhecimentos do que as trevas poderiam lhes causar, satisfazia a espiritualidade em seus reencarnes. “Minha filhinha querida, interromperei minhas jornadas, em amor a ti, a permitir que tuas decisões não te coloquem fora da tua missão, como outrora o fez. Estarei sempre em suas orações olhando por ti” - concluiu Anselmo, em sua grandiosa simplicidade. 207
“...e a missão continua” “Meu querido, Irmão. Há quanto não o vejo. Aceitarei tê- -lo ao meu lado, em espírito, em minha nova oportunidade” - disse Serena a ele. “Jamais uma encarnação é conduzida à sua facilidade. Estarei lá, em meu amor a ti. Ao teu caminho correto, nos- sas sintonias se abrirão, e me ouvirás” “Agradeço sua boa vontade em me guiar.” “Sim, minha filhinha. Te darei sempre meu amor” Alice e Romero, somente olhavam a magnífica conexão Espiritual entre os dois. Há séculos, Anselmo sustentava Serena em sua luta em seus encarnes, à não se desviar. Na Espiritualidade, um grande conselheiro nas batalhas que Serena possuía consigo mesmo, em sua luta por sua me- tade. Ao se perder, naquela vida que contraiu seus carmas com seus familiares, fora consolada por seu grande amigo, em seu retorno. Alice, olhando um a um, prenuncia-se. “Seus merecimentos serão colhidos neste instante. Igual- mente, aos seus encontros com nossos Irmãos que estarão en- carnados aos vossos lados, foi permitido outros encarnes junto a vós. Alguns deles, em vossas ajudas na espiritualidade, por vossas origens e conhecimentos, cruzarão estes espíritos seus caminhos a participarem de suas vidas carnais, ao seu tempo” Romero, olhando, como a saber do que se tratava, à Sere- na, sinaliza com sua cabeça para que ela voltasse seu olhar para atrás. Ao fazê-lo, encontra aos seus olhos, suas quatro irmãs de coração, de Andaluzia, há mais de um século. As cinco abraçaram-se, cientes que, em seus merecimen- tos, participariam daquela próxima vida terrena, lado a lado. Romero, em sua emoção, abraça-as, relembrando os muitos anos que tiveram seus espíritos unidos, em corpos físicos. Jade, olhando para ele, diz: 208
por Agnaldo Silveira “Que saudade das nossas terras” A comoção, á reviverem em suas memórias, aconteci- mentos, carnais, em suas uniões, clareava-se em suas cons- ciências que, mesmo antes, de suas existências em Andalu- zia, seus espíritos já eram conectados. Após, o desvio de Romero, gerando o desvio, por duas ve- zes de Serena. Todos, encarnariam juntos, a unir-se na mes- ma energia que vivenciaram nas colinas andaluzes. Porém, na nova oportunidade, o palco seriam outras terras, ao sul do planeta, mas suas conexões Espirituais, as mesmas. Esse en- carne, estaria ligado por exuberante missão a outros Espíritos Iluminados que já se dispensavam ao mundo físico. Irmãos pertencentes à linda família espiritual que se uniria em con- cretização de Obras Espirituais, a evoluírem seus espíritos. Por dias, no Mundo Maior, conviveram em estudos, e, recordavam, em alegria, suas histórias carnais unidos. Num egrégora desigual em suas uniões, seus caminhos seriam conectados no mundo terreno, porém todos entregues aos seus riscos. Ambos levariam seus carmas e resgates, quase por com- pleto, pelo próprio final de Era que reencarnariam. Ligados ao mundo escuro, em suas superações, e a seus Irmãos Ilu- minados como missão. 209
“...e a missão continua” 210
por Agnaldo Silveira A gradável final de tarde, ao caminhar dos meus dois filhos amados, em suas vivências no Jardim Es- piritual, onde o toque das palmas de suas mãos, sempre lhes foi características, comunhavam seus conheci- mentos um ao outro. Serena, ouvia as palavras de Romero. “Estaremos em nosso amor ao nosso grande desafio. Após, muito tempo, estamos cientes da nossa Verdade.” Ambos, olharam aos céus, e perceberam que uma Divina Luz Violeta, como a vir de um Cosmo distante, brilhou em seus corações. Sentiram-se completos, como há incontável tempo, viam-se em suas origens. Um brilho trazido de uma energia que os conectavam entre si. As três partes unidas, num Mundo Espiritual Sublime, a lhes transmitir sabedoria e confiabilidade. Curvaram suas cabeças, respeitosamente, àquela Ener- gia, como a satisfazerem seus Espíritos completos. Olharam ao lado, e notaram que Jade se aproximava, acompanhada de Alice. 211
“...e a missão continua” Romero, sentiu em seu coração, algo inusitado, em silên- cio, somente a observá-las. Jade, toma a palavra. “Alegro-me em nosso futuro carnal. Teremos imensa oportunidade de evolução. Faremos o certo. É a última chance que temos, antes da grande virada das evoluções. Pois, encarnaremos em final de século. Um final de Era programado há milênios pelo Criador” Aquela Luz Violeta ainda dominava o cenário celeste. Ali- ce, tomando a palavra... “Filho, chegou tua vez. Despeça-te de tua parte, e va- mos. Nos aguardam na sala das reencarnações.” O coração de Romero apertou dentro do seu peito. Olhou para Serena, colocando as palmas de suas mãos, sobre as dela. “Estarei te esperando” - seus olhos escorriam sinceras lágri- mas, de uma saudade que se iniciaria a partir daquele instante. “Confiemos no nosso amor. Somos um só, e sempre sere- mos. Temos consciência de nossa Verdade, e pedi, em nosso merecimento, para que essa Verdade nos seja dada em co- nhecimento no plano físico. E nos foi concebido meu desejo” Seus olhares, como a um só, ainda sentiam a Luz Viole- ta lhes rodear. Ambos, curvaram suas cabeças, refletindo a Chama Dourada ao redor. Jade e Alice, emocionaram-se, em satisfação de fazerem parte daquela história que corria pelo tempo, em diversas encarnações, com lutas, com desvios e com acertos. Muitas vezes, em inabalável fé e desesperanças vencidas. Encon- tros e desencontros, muitas vezes inconscientes, mas sábios dentro uma Verdade que ultrapassou os limites do nosso tempo. Caminharam até esta Orbe. Se entregaram às suas missões iniciais. Se perderam, e se acharam. E, agora, no- vas páginas de suas vidas seriam escritas. Novos aconteci- mentos seriam impressos em seus ‘Livro da Vida’. E, nessa Vida, unia-se o espírito em matéria a ser perpetualizado em 212
por Agnaldo Silveira suas existências. Suas imagens tornaram-se uma só, como a unirem-se seus espíritos em suas Verdades. Como a re- tornar ao início em milênios passados por longa caminhada ao plano terrestre. Aos céus, uma estrela brilha acima da permanente Luz Violeta. Era a Luz de suas Constelações Originais, de onde partiram a arriscarem-se neste planeta. E, nessa exposição de suas Verdades, peregrinavam à Impe- riosa Reencarnação de suas realidades. Em consciências abertas às suas Verdades iniciais, ela lhe diz: “Prometa-me uma coisa?” - disse ela, impressa em pala- vras de seu coração. “Claro, meu amor” “Voltaremos para nossa casa espiritual, como nossa es- sência em milênios.” “Sim, prometo-lhe” - disse ele. “Retornaremos como Alva e Ravi, em nossas origens” Consentindo com sua cabeça naquela união de suas al- mas, Romero afasta-se. “Te espero” “Nos reconheceremos pelo olhar” - disse ela com lágri- mas aos olhos. Ele, virando-se e tomando a mão de Alice, enxugando suas vistas turvas pela emoção, partiram juntos em um tú- nel de Luz que o encaminharia a perda de sua consciência, à sala das reencarnações. Serena, ainda falou baixinho. “Te reconhecerei pelo seu olhar” 213
“...e a missão continua” 214
por Agnaldo Silveira A s verdades e as incerteza sufocam o espírito en- carnado que, ao véu do esquecimento da realidade Espiritual, possibilitam atrasos evolucionais a lhes submeter às obstinações impressas em suas características humanas. Oriundos em suas próprias essências, conectados à energia planetária, unificam-se em poder não evolutivo, interligados num vigor involutivo, despreparados em compreensão à con- fiança emanada do Amor Maior, confundem-se em seus sober- bos cultivos pessoais levando-os ao sofrimento extracorpóreo. Aguçam o dinamismo natural do astral físico, proporcio- nando-lhes um estagnação perpétua, enquanto suas exis- tências, a ser submetidos aos seus aniquilamentos unitá- rios, à conduzi-los ao sofrimento de uma Nova Era inicial, desconhecida por suas desconsiderações por um Cordeiro que, ao longo de milênio, lhes permitiu experimentar, em inúmeras oportunidades a vida corpórea. 215
“...e a missão continua” Devotos ao êxtase mundano, sacrificam suas origens, em perfeição, aos seus revés evolucionais confiados em suas proximidades há milênios. Devastados em suas idas e vindas a este plano, cansasse a admiração por seu próprio espírito, aderindo, somente, ao que lhe és visual em sua matéria propícia seu findamento pessoal. Obstante, não lhe impressiona a capacidade de transfor- mação que possui, acolhendo em si mesmo as mazelas que ele próprio impôs em seu rumo. Ao olhar Supremo, permanente compaixão, desde os primórdios, iguala-se a esta Era, numa esperança intermi- nável aos seus filhos. Um ensejo, ao dispensar seus Mestres, a sujeitarem-se aos riscos de uma encarnação, em demonstrações de como seguir. Ignorados ao que convém ao seu próprio ego, segue o ser encarnado em desaproveitamento das suas Verdades, a reivindicar-se em si mesmo, ao seu próprio orgulho. Em seus impedimentos pessoais, tornam-se presas de suas devidas histórias reencarnatórias, distanciando-se de si mesmos. Aos seus benevolentes Irmãos Iluminados, ainda sim, cobram-lhes pedidos, numa fé egoísta e pontual, de uma geração encarnatória a olharem somente a si mesmos. Ainda assim, promove o espiritual, encarnes de Seres Iluminados de outras Orbes, a reagirem no amor fraternal àqueles que merecem suas instruções. A Luz da Evolução, é dada em indistinção à humanida- de, a que, sem exceção, desprendam-se dos seus atrasos conquistados, vida após vida. Apensando às essas oportunidades, sábios inovadores de si mesmos, permitem seus desapegos a este condenável mundo terreno, direcionando sua estrada espiritual ao sá- bio caminho evolutivo. 216
por Agnaldo Silveira E, nessa Luz, eu, permiti-me trilhar por entre reencar- nações de quem os narrei. Meu maior temor, levou-me ao absoluto Caminho da Ver- dade, a quem, adquiri um incondicional amor, em dedicada compreensão dos seus atos em suas vidas terrenas. A eles, impossibilito-me em traduzir em palavras escritas meu mais puro sentimento. E, nesse meu desbrio, concluo, inesperadamente ao longo desta década, o inimaginável em minha mente, ao intitular esta Obra, invés de “O fim de uma missão”, em esperança dos seus retornos às suas ori- gens, em “E a missão continua” pelos seus devaneios tem- porais. Os vejo em uma década. AGNALDO SILVEIRA 217
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